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Na sua conta da rede social Twitter, Trump pareceu ignorar o sentimento geral das manifestações e escreveu que era um “dia perfeito para todas as mulheres marcharem”, destacando também que os Estados Unidos têm o “nível de desemprego feminino mais baixo em 18 anos”.

Apesar disso, na maioria dos cartazes, o protagonismo foi para o descontentamento com as reformas migratória e sanitária que impulsionou, as exigências de igualdade de direitos para mulheres, imigrantes e membros da comunidade LGBT, e os protestos feministas e contra as agressões sexuais.

Perto do Bryant Park, até onde avançou a marcha de mais de quatro horas em Nova Iorque, encontrava-se Leslie, que disse à Efe: “É um ano importante, porque podemos votar para recuperar a Câmara [dos Representantes] e o Senado e tirar o poder” a Trump.

Referia-se às eleições intercalares, que se realizarão em novembro próximo.

A organização da “Women’s March”, que no ano passado se centrou em Washington DC, onde se situa o Capitólio, e reuniu 500.000 pessoas, procurou hoje precisamente transformar os protestos em ação política, encorajando as mulheres a candidatarem-se a cargos públicos e fomentando o voto.

“Para enviar uma mensagem forte de que as mulheres vão liderar as vitórias eleitorais em 2018, tínhamos que ir para um estado relevante. Escolhemos o Nevada”, explicou à estação televisiva norte-americana CNN uma das organizadoras, Linda Sarsour.

Em Las Vegas, capital desse estado que, nas últimas eleições, passou de republicano para democrata, votando em Hillary Clinton, a marcha incorpora a campanha “PowerToThePolls” (Poder ao Voto) e contará no domingo com representantes de associações cívicas como Planned Parenthood e Black Lives Matter, para impulsionar o recenseamento eleitoral e a mobilização política.

Outras cidades em que milhares de pessoas saíram hoje à rua foram Washington, Denver, São Francisco e Los Angeles, tendo esta última contado com a participação de estrelas de Hollywood.

As atrizes Viola Davis, Natalie Portman e Eva Longoria foram algumas das mulheres que tomaram o microfone para incentivar ao poder das mulheres e falar dos escândalos de abusos sexuais na indústria cinematográfica revelados nos últimos meses, que desencadearam movimentos feministas e de denúncia social como #MeToo e #Time’sUp.

Entre hoje e domingo, há centenas de marchas e ações agendadas a nível global em torno dos direitos das mulheres, nas capitais de países como Argentina, Quénia, China, Canadá, Austrália e Itália, mas também em cidades secundárias e localidades mais pequenas.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/marchas-das-mulheres-tomam-eua-no-primeiro-aniversario-da-presidencia-trump-9063023.html

A display with the stock trading data of the Walt Disney Company is seen in New York Stock Exchange, New York, the United States, on Dec. 14, 2017. The Walt Disney Company announced Thursday a deal to acquire many parts of Twenty-First Century Fox for 52.4 billion U.S. dollars in stock. (Xinhua/Wang Ying)

NEW YORK, Dec. 14 (Xinhua) — The Walt Disney Company announced Thursday a deal to acquire many parts of Twenty-First Century Fox for 52.4 billion U.S. dollars in stock.

The deal has a total value of approximately 66.1 billion dollars, with Disney assuming 13.7 billion dollars of Fox’s net debt.

The transaction will include Fox’s film and television studios, cable entertainment networks and international TV businesses.

In addition, popular entertainment properties including X-Men, Avatar, The Simpsons, FX Networks and National Geographic to join Disney’s portfolio.

The acquisition of Twenty-First Century Fox’s entertainment properties will strengthen Disney’s repertoire which already has some popular titles including its animated features, “Marvel” and “Star Wars” films.

The deal came four months after Disney announced its plans to launch a branded direct-to-consumer streaming service in 2019 and remove its movies from Netflix.

Disney has not hinted on the subscription price of its upcoming streaming service but said it will be substantially below Netflix’s price, gaining a competitive edge against the latter, according to media reports.

Bob Iger, Disney’s chairman and CEO, told media that the new company doesn’t expect to reach the “scale of Netflix quickly,” but aims to be a major competitor.

He will remain his current post through the end of 2021, at the request of the board of directors of both companies.

Meanwhile, immediately prior to the acquisition, Twenty-First Century Fox will separate the Fox Broadcasting network and stations, Fox News Channel, Fox Business Network, FS1, FS2 and Big Ten Network into a newly listed company that will be spun off to its shareholders.

Shares of Twenty-First Century Fox rose 3.22 percent to trade at 33.38 dollars apiece while Disney shares dropped 0.17 percent in early trading.

Article source: http://www.xinhuanet.com/english/2017-12/15/c_136826664.htm

TOKYO, Dec. 25 (Xinhua) — The U.S. dollar changed hands in the lower 113 yen zone in early deals in Tokyo on Monday, largely unchanged its levels late last week in New York.

As markets opened here, the dollar was quoted at 113.30-32 yen compared with 113.20-30 yen in New York and 113.40-41 yen at 5 p.m. on Friday in Tokyo.

The euro, meanwhile, fetched 1.1858-1862 dollars and 134.23-39 yen against 1.1859-1869 dollars and 134.32-42 yen in New York and 1.1852-1853 dollars and 134.40-44 yen in late Friday afternoon trade in Tokyo.

Article source: http://www.xinhuanet.com/english/2017-12/25/c_136849900.htm

Per il secondo anno consecutivo TIM è lo sponsor unico di Sanremo. TIM sarà infatti il brand che accompagnerà il telespettatore durante il sessantottesimo Festival della Canzone Italiana che si svolgerà al Teatro Ariston dal 6 al 10 febbraio 2018, con la direzione artistica di Claudio Baglioni.

L’innovazione tecnologica di TIM anche quest’anno incontrerà la tradizione del Festival di Sanremo con il premio TIMMUSIC – la piattaforma dedicata alla musica in streaming con milioni di brani musicali di tutti i generi a catalogo – che verrà assegnato alla canzone più ascoltata in streaming durante la settimana sanremese e con la TIM Data Room per l’analisi dei digital data insieme ai trend delle serate del Festival sul web.

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TIM guida la rivoluzione digitale nel Paese, continuando ad investire in innovazione attraverso lo sviluppo di reti ultra broadband fissa e mobile, piattaforme, servizi di qualità fortemente personalizzati in base alle esigenze dei clienti.

TIM è inoltre impegnata nel percorso di diffusione della cultura digitale anche nel tempo libero, proponendo offerte innovative, flessibili e sempre più convergenti che includono i migliori contenuti multimediali, film, serie TV, musica, videogame, notizie sportive e grandi eventi attraverso decoder, smart TV, web e App mobile.

Nell’immagine RAI i big che parteciperanno al prossimo Sanremo.

CS

Article source: http://www.mondo3.com/tim/2017-12-30-premio-timmusic-sponsor-festival-sanremo-2018.html

Jean-Claude Van Damme – Coors pitchman, splits enthusiast and a man who once popped a boner while dancing on television – has just had some bad news. Amazon have cancelled his show, Jean Claude Van Johnson, in which he plays a fictional version of himself who is both an actor and an undercover black-ops agent. The world will only ever have six episodes of it. 

Hardcore JCVD fans aren’t going to be totally bereft this year though – he’s got a new film coming out imminently, Black Water, which reunites him with his Universal Soldier costar Dolph Lundgren and involves punching people on a submarine.

(Fun fact about Van Damme: he’s been married five times, but to four women. His third and fifth marriages were/are to the same woman, bodybuilder Gladys Portugues. Is that romantic? It probably isn’t, is it? Like, it would be more romantic if they hadn’t got divorced.)

Article source: https://www.shortlist.com/entertainment/tv/amazon-cancels-i-live-dick-jean-clause-van-johnson-one-mississippi/341596

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Os abusos da polícia, que incluem execuções extrajudiciais, contribuem para o ciclo de violência, minando a segurança pública e pondo em risco também a vida dos próprios agentes policiais. Só em 2016, refere a HRW, foram mortos 437 polícias, na maioria fora de serviço, vítimas do crime organizado.

Em sentido contrário, os agentes da polícia, incluindo os que estavam fora de serviço, abateram 4.224 pessoas, 26% mais do que em 2015.

Entre janeiro e setembro de 2017, refere a HRW, e após dois anos de declínio, a metrópole de São Paulo registou 494 pessoas abatidas pela polícia, um aumento de 19% relativamente ao mesmo período de 2016, números que, no mesmo período, sobem para 712 mortos no Rio de Janeiro, um aumento de 30%.

Nem todas as mortes ocorrem devido ao uso legítimo da força, com a HRW a dar conta de que, na última década, existem “muitos casos documentados” que indiciam “fortemente uma execução extrajudicial”.

Por outro lado, no início de janeiro deste ano, as prisões brasileiras albergavam 650 mil adultos, mais 67% do que a capacidade global das cadeias, superpovoadas, onde, aparentemente, a rivalidade entre gangues organizados provocou a morte de 122 presos, a maioria na sequência de motins. Mais grave, alerta a HRW, 34% dos detidos ainda aguardam por julgamento.

Os centros de detenção juvenis, lê-se também no relatório, foram construídos com uma capacidade de 19.400 crianças ou jovens adultos, embora os dados oficiais de outubro de 2016 indiquem estarem também sobrelotados, ao albergarem 24.000 presos.

Em junho de 2017, reporta a organização, nove crianças foram mortas por jovens presos nas sobrelotadas cadeias de Paraíba e Pernambuco, número que sobre para 40 se se contabilizar os dados desde 2012.

Sobre os direitos das mulheres e raparigas, nomeadamente na questão do aborto, a situação é “preocupante”, refere a HRW, estimando-se que 416 mil brasileiras tenham recorrido à interrupção da gravidez, enquanto o Ministério da Saúde apresenta um número de 1.667 casos legais.

Noutro sentido, a violência doméstica no Brasil provocou a morte a 4.657 mulheres, vítimas do comportamento de maridos, companheiros, antigos companheiros, sem que haja uma capacidade para julgar todos os agressores.

As violações aos direitos humanos são ainda muitas e em muitas áreas, acrescenta-se no relatório, que revela as 725 queixas apresentadas por discriminação e violência contra lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros (LGBT) na primeira metade de 2017, bem como a condição de “escravo” descobertos em 885 trabalhadores ligados a 250 empresas.

Em relação à emigração, o Brasil aprovou legislação que garante aos imigrantes acesso igual aos serviços públicos, incluindo educação e saúde, e o direito à união de facto, facilitando também a atribuição de “vistos humanitários”, que veio beneficiar sobretudo os mais de 7.600 venezuelanos que pediram asilo ao Brasil em 2017, à procura de emprego, alimentação e medicamentos.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/brasil-mantem-os-cronicos-problemas-na-area-judicial----hrw-9056413.html

LISBON, Dec. 18 (Xinhua) — The volume of cargo handled by Portuguese ports in 2017 is set to break annual records, the nation’s Mobility and Transport Authority (AMT) announced on Monday.

Ports on the Portuguese mainland had handled 81.3 million tonnes of cargo by the end of October, 5.1 percent more than in the corresponding period for 2016. The final tally for 2016 was 93.9 million tonnes, the highest ever annual volume.

Sines remains by far Portugal’s busiest port, accounting for 52.2 percent of the total cargo volume.

But it is the increase in traffic at Lisbon that has most raised the overall total. The port of Lisbon has seen a 26 percentage point increase in volume for the first ten months of the year.

The port of Leixoes, just outside Porto, has also seen volumes climb, recording an 8.1 percentage points year on year increase.

Leixoes is thus the second busiest port in Portugal, handling 20.2 percent of all shipping cargo. Lisbon comes in third, accounting for a 12.6 percent share of the overall total.

In terms of containers, known as TEUs (twenty-foot equivalent units), Portugal had handled 2.5 million tonnes by the end of October. The total figure for 2016 was 2.74 million, also an annual record.

In 2016, Sines was ranked among the 15 busiest ports in Europe by TEU volume. Flows so far point to a similar distinction in 2017.

Article source: http://news.xinhuanet.com/english/2017-12/19/c_136835518.htm

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Os abusos da polícia, que incluem execuções extrajudiciais, contribuem para o ciclo de violência, minando a segurança pública e pondo em risco também a vida dos próprios agentes policiais. Só em 2016, refere a HRW, foram mortos 437 polícias, na maioria fora de serviço, vítimas do crime organizado.

Em sentido contrário, os agentes da polícia, incluindo os que estavam fora de serviço, abateram 4.224 pessoas, 26% mais do que em 2015.

Entre janeiro e setembro de 2017, refere a HRW, e após dois anos de declínio, a metrópole de São Paulo registou 494 pessoas abatidas pela polícia, um aumento de 19% relativamente ao mesmo período de 2016, números que, no mesmo período, sobem para 712 mortos no Rio de Janeiro, um aumento de 30%.

Nem todas as mortes ocorrem devido ao uso legítimo da força, com a HRW a dar conta de que, na última década, existem “muitos casos documentados” que indiciam “fortemente uma execução extrajudicial”.

Por outro lado, no início de janeiro deste ano, as prisões brasileiras albergavam 650 mil adultos, mais 67% do que a capacidade global das cadeias, superpovoadas, onde, aparentemente, a rivalidade entre gangues organizados provocou a morte de 122 presos, a maioria na sequência de motins. Mais grave, alerta a HRW, 34% dos detidos ainda aguardam por julgamento.

Os centros de detenção juvenis, lê-se também no relatório, foram construídos com uma capacidade de 19.400 crianças ou jovens adultos, embora os dados oficiais de outubro de 2016 indiquem estarem também sobrelotados, ao albergarem 24.000 presos.

Em junho de 2017, reporta a organização, nove crianças foram mortas por jovens presos nas sobrelotadas cadeias de Paraíba e Pernambuco, número que sobre para 40 se se contabilizar os dados desde 2012.

Sobre os direitos das mulheres e raparigas, nomeadamente na questão do aborto, a situação é “preocupante”, refere a HRW, estimando-se que 416 mil brasileiras tenham recorrido à interrupção da gravidez, enquanto o Ministério da Saúde apresenta um número de 1.667 casos legais.

Noutro sentido, a violência doméstica no Brasil provocou a morte a 4.657 mulheres, vítimas do comportamento de maridos, companheiros, antigos companheiros, sem que haja uma capacidade para julgar todos os agressores.

As violações aos direitos humanos são ainda muitas e em muitas áreas, acrescenta-se no relatório, que revela as 725 queixas apresentadas por discriminação e violência contra lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros (LGBT) na primeira metade de 2017, bem como a condição de “escravo” descobertos em 885 trabalhadores ligados a 250 empresas.

Em relação à emigração, o Brasil aprovou legislação que garante aos imigrantes acesso igual aos serviços públicos, incluindo educação e saúde, e o direito à união de facto, facilitando também a atribuição de “vistos humanitários”, que veio beneficiar sobretudo os mais de 7.600 venezuelanos que pediram asilo ao Brasil em 2017, à procura de emprego, alimentação e medicamentos.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/brasil-mantem-os-cronicos-problemas-na-area-judicial----hrw-9056413.html

  • NBA – Cinque match nella notte: successo Warriors nel big match contro i Cavs, vittorie casalinghe per Grizzlies, Clippers e Tunder, i Pacers si impongono sul campo dei Jazz

  • Article source: http://www.sportfair.it/foto/2018/01/notizie-sportive-oggi/662699/

    Il calciomercato sempre sullo sfondo, ma anche il duello Inter-Roma (che si sfideranno a San Siro alla ripresa del campionato) e due interessanti interviste rispettivamente a Pavel Nedved e Claudio Lotito: così aprono i quotidiani sportivi di oggi. A partire dalla Gazzetta dello Sport, che titola: “Scherzi cinesi, InterRoma, corsa Champions”. Il riferimento è alla trattativa Ramires da un lato (sponda nerazzurra) e alla questione Nainggolan dall’altro: in entrambi il mercato cinese è protagonista. Il duello Inter-Roma viene letto anche in chiave-portieri, con Walter Zenga che dichiara: “La sfida tra Handanovic e Alisson mi emoziona”. Il Corriere dello Sport dedica la prima pagina ad un’intervista a Lotito: “Ora parlo io”, con il presidente della Lazio che parla a 360°, tra elezioni in FIGC, il campionato della sua Lazio e le elezioni in FIGC. Il Corriere evidenzia anche il recupero lampo di Ghoulam: “Napoli, super Ghoulam è già guarito. Recupero lampo, da oggi si allena”. Su Tuttosport altra intervista, stavolta a Pavel Nedved: il vice-presidente bianconero rilancia la sfida scudetto: “Voglio il settimo e tutto il resto. Per tutti i tifosi della Juve la priorità è la Champions, ma io non rinuncio a niente e un altro scudetto, contro questo Napoli che sta andando alla grande, sarebbe il più difficile”. Si parla anche di Belotti: “Toro, ora Belotti è un caso. Mazzarri, pensaci tu”.

    Calciomercato: Icardi, Nedved su Barak e Jankto, Lotito su Milinkovic

    In chiave calciomercato, il titolo della Gazzetta sul duello Inter-Roma rimanda alle due questioni sulle quali le società sono rispettivamente impegnate: da un lato l’Inter che vorrebbe prendere Ramires ma che deve fare i conti con lo Jiangsu. “Il brasiliano Ramires blindato a Nanchino. La tv di Suning raffredda le speranze di Spalletti: ‘Non se ne va, resta al Jiangsu'”. Dall’altro la Roma, con “Nainggolan virtualmente ceduto all’Evergrande di Cannavaro, ma ieri c’è stata una brutta frenata”. Si parla di mercato, con i nerazzurri sempre protagonisti, anche sul Corriere dello Sport: “Real su Icardi, ecco l’offerta”. Secondo il quotidiano “Maurito è il primo obiettivo della rifondazione madridista, gli spagnoli pronti a pagare i 110 milioni della clausola”. Anche Lotito, all’interno della sua intervista, affronta il tema mercato blindando Milinkovic-Savic: “Resta con noi”. Su Tuttosport invece, Nedved apprezza i suoi connazionali che giocano nell’Udinese: “Barak e Jankto mi piacciono…”

    Estero: Barcellona e Real Madrid, gioia e dramma

    Il momento opposto che stanno vivendo Barcellona e Real Madrid è descritto dalla bella prima pagina del quotidiano Sport, che si divide in due parti: “Ilusión y drama”. Metà pagina a colori, quella dedicata al Barça; l’altra in bianco e nero. “Valverde ha rivitalizzato la squadra, imbattuta da 29 partite e già sogna i primi titoli; Zidane sta scrivendo i peggiori record da 17 anni e dipende dalla partita con il PSG. Messi viaggia verso il suo sesto Pallone d’oro, mentre Ronaldo è in crisi per il suo pessimo inizio e vorrebbe andare allo United a fine stagione”.

    Article source: https://sport.sky.it/calcio/serie-a/2018/01/16/notizie-sportive-oggi-rassegna-stampa.html

    Isto porque Allen continua a assinar contratos, passados cerca de quatro anos desde que Farrow denunciou, numa carta aberta publicada no The New York Times, os alegados abusos sexuais que sofreu aos sete anos por parte do cineasta.

    No Instagram, o ator norte-americano escreveu: “Estou a aprender que um bom papel não é o único critério para aceitar um trabalho. Tornou-se muito mais claro para mim nos últimos meses, tendo testemunhado o nascimento de um poderoso movimento que tem como objetivo acabar com a injustiça, desigualdade e, acima de tudo, o silêncio [em relação aos abusos sexuais]”.

    Chalamet diz que tem sido questionado sobre a sua decisão de trabalhar com Woody Allen, pergunta à qual refere não poder responder diretamente por obrigações contratuais. “Mas o que eu posso dizer é o seguinte: eu não quero lucrar com o meu trabalho neste filme, e por isso, vou doar o meu salário a três associações de caridade: Time’s Up, o centro LGBT em Nova Iorque e RAINN”, continua.

    “Quero ser merecedor de poder estar lado a lado com os artistas corajosos que estão a lutar para que todos sejam tratados com o respeito e dignidade que merecem”, conclui o ator.

    Timothée foi recentemente nomeado para um prémio BAFTA pelo seu papel no filme Call Me By Your Name, onde retrata Elio, um rapaz de 17 anos que se apaixona por Oliver, um universitário. O ator também contracenou ao lado de Saoirse Ronan no filme Lady Bird, de Greta Gerwig, realizadora que também pediu desculpas recentemente por ter trabalhado com Woody Allen e que garantiu que não voltará a fazê-lo.

    A mesma garantia deram as atrizes Mira Sorvino e Ellen Page e o ator David Krumholtz.

    Article source: https://www.dn.pt/pessoas/interior/jovem-ator-vai-doar-o-salario-que-recebeu-num-filme-de-woody-allen-9052346.html

  • MotoGp – Presentata la nuova Desmosedici Gp18 della Ducati. Livrea rivoluzionata, con un look moderno e aggressivo. Rosso, bianco e qualche striscia grigia, per la prima volta nella storia Ducati!

  • Article source: http://www.sportfair.it/2018/01/news-sportive-15-01-2018-notizie-oggi/662225/

  • NBA – Cinque match nella notte: successo Warriors nel big match contro i Cavs, vittorie casalinghe per Grizzlies, Clippers e Tunder, i Pacers si impongono sul campo dei Jazz

  • Article source: http://www.sportfair.it/foto/2018/01/notizie-sportive-oggi/662699/

    The dial-in number is 1-877-870-4263 for participants in the United States and 1-412-317-0790 for participants outside the United States. Participants should ask to be joined into the Inspired Entertainment call. A replay of the call will be available one hour after the conclusion of the call until December 11, 2017 by dialing 1-877-344-7529 for listeners in the United States, or 1-412-317-0088 for listeners outside the United States, via replay access code 10114811. A replay of the call will also be available on the Company’s website at www.inseinc.com.

    About Inspired Entertainment, Inc.

    Inspired is a global games technology company, supplying Virtual Sports, Mobile Gaming and Server Based Gaming systems with associated terminals and digital content to regulated betting and gaming operators around the world. Inspired currently operates more than 29,000 digital gaming terminals and supplies its Virtual Sports products in more than 40,000 venues and on over 100 websites in 35 countries. Inspired employs over 800 employees in the UK and elsewhere, developing and operating digital games and networks.

    Additional information can be found at www.inseinc.com.

    Forward Looking Statements 

    This press release contains “forward-looking statements” within the meaning of the “safe harbor” provisions of the Private Securities Litigation Reform Act of 1995. Forward-looking statements may be identified by the use of words such as “anticipate”, “believe”, “expect”, “estimate”, “plan”, “outlook”, and “project” and other similar expressions that predict or indicate future events or trends or that are not statements of historical matters. These statements are based on Inspired’s management’s current expectations and beliefs, as well as a number of assumptions concerning future events.

    Such forward-looking statements are subject to known and unknown risks, uncertainties, assumptions and other important factors, many of which are outside of Inspired’s control that could cause actual results to differ materially from the results discussed in the forward-looking statements. Additional factors that could cause actual results to differ materially from those expressed or implied in forward-looking statements can be found in Inspired’s most recent annual report on Form 10-K and subsequently filed quarterly reports on Form 10-Q and current reports on Form 8-K, which are available, free of charge, at the SEC’s website at www.sec.gov.

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    For Investors
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    daniel.silvers@ingg.com
    +1 646 820-0860

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    SOURCE Inspired Entertainment, Inc.

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    Seth Meyers took a closer look at the fiery departure of Omarosa, the Trump aide best known for her Apprentice antics and her White House bridal party shenanigans.

    But first, Meyers looked at the FCC’s destruction of net neutrality, and the head of an agency, Ajit Pai, who we reported yesterday made a joke video mocking opponents of net neutrality repeal.

    Meyers looked at a press conference in which Pai drank out of a ridiculously large coffee cup:

    “I’m sorry but you can’t just drink from a mug that size without any explanation. Was the mug always that big or did you shrink? Are you sharing an office with Rick Moranis? Is that why you want to limit the internet so people can’t go online and make memes about you and your giant coffee mug?”

    Meyers then moved to the firing of Omarosa, noting that the only thing people really knew about what she did in the White House was when she brought her bridal party with 39 bridesmaids there for a photo shoot.

    Omarosa claimed she resigned in The Situation Room.

    Quipped Meyers: “Wow, the Situation Room, though I have a feeling any room Omarosa walks into becomes the Situation Room. Seriously, you know it’s bad when they have to fire you in the same place they killed Osama bin Laden.”

    Meyers also highlighted Robin Roberts’ shady “Bye Felicia” jibe.

    “Damn,” Meyers said. “Damn! I wish all news anchors signed off that way. That’s how Edward R Murrow should have signed off during the McCarthy era. Good night, good luck and Bye Felicia.”

    Meyers also took joy in Angela Rye’s reaction on CNN, which you have to see to believe.

    Watch:

     



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    Article source: http://www.towleroad.com/2017/12/seth-meyers-omarosa/

    Verdi al Napoli, calciomercato news: oggi non è il giorno del sì definitivo. Trovato l’accordo fra Napoli e Bologna, ma non tutto è pronto per l’approdo di Verdi alla corte di Sarri

    Simone Verdi (LaPresse)

    E’ stato quasi clamoroso il “no” di Simone Verdi al Napoli. Quando l’operazione sembrava ormai ad un passo dalla chiusura, il giocatore è tornato sui suoi passi, facendo sapere al club partenopeo di non essere ancora certo del trasferimento. Stamane La Gazzetta dello Sport ricostruisce l’ultimo colloquio fra l’attaccante del Bologna e la società campana, che dovrebbe essere andato più o meno così: «Grazie, Napoli è una destinazione a me gradita, ma al momento non me la sento di lasciare Bologna. Qui, ho la certezza della continuità, magari, se siete ancora interessati, ne potremmo riparlare al termine della stagione». In poche parole, Verdi non se la sente ancora di sposare la causa Napoli, non tanto perché non è convinto della squadra o della città, quanto perché in azzurro non sarebbe il leader tecnico come invece lo è al Dall’Ara. In poche parole, Verdi pensa che in Campania non avrebbe quei margini di crescita che invece può avere a Bologna, almeno fino alla fine di questa stagione. Nulla è ancora certo, ma la sensazione circolante, è che l’affare non si faccia. (aggiornamento di Davide Giancristofaro)

    IL COMMENTO DI MONTI

    Il passaggio di Simone Verdi al Napoli si è complicato e nelle prossime ventiquattro ore sapremo se la trattativa si sbloccherà o salterà definitivamente. Di questa situazione ha parlato il giornalista de La Gazzetta dello Sport Gianluca Monti che sul suo profilo Twitter in generale ha commentato con un po’ di insofferenza l’andamento del calciomercato. Spiega: “Il calciomercato per me è questo. Un’altalena dalla quale giornalisticamente ho sempre sognato di scendere in fretta. Abbiamo scritto e detto tutto, raccontando in questi giorni l’evoluzione della trattativa e le sue impicazioni. Ora aspettiamo la conclusione definitiva dell’intrigo legato a Simone Verdi“. Tutto è nelle mani del calciatore che in un giorno deve capire cosa farà del suo futuro. (agg. di Matteo Fantozzi)

    AURELIO DE LAURENTIIS NERVOSO

    Di sicuro Aurelio De Laurentiis non sarà felice della brusca frenata nella trattativa che avrebbe dovuto portare Simone Verdi al Napoli. Il calciatore  infatti si è preso tempo e questo rallenta il calciomercato della squadra partenopea. In serata proprio il Presidente p stato fermato dai giornalisti presenti con SportItalia che ci ha mostrato le sue parole: “A che punto è la trattativa per Simone Verdi? Voi sapete sempre tutto, fatevela da soli l’intervista. Fatevi una domanda e datevi una risposta”. Parole che pizzicano i giornalisti e che creano anche un po’ di polemica sul senso di tutto questo nervosismo. Di certo Simone Verdi rimane l’obiettivo numero uno del Napoli che proverà ancora nelle prossime ventiquattro ore di chiudere l’affare dopo che nelle ultime ore si era avuta la sensazione di una fumata decisamente grigia. (agg. di Matteo Fantozzi)

    24 ORE E POI SI VIRA SU DEULOFEU

    Clamorosa frenata nell’affare che avrebbe dovuto portare Simone Verdi al Napoli con l’ok che sarebbe dovuto arrivare stasera. L’esterno d’attacco però ha palesato delle incertezze e ha chiesto tempo prima di firmare per il club campano. Il Napoli però non ha intenzione di rimanere con le mani vuote e molto probabilmente metterà a segno un colpo di calciomercato lo stesso in questa sessione. Secondo quanto riportato da TuttoNapoli.net infatti pare che Aurelio De Laurentiis darà al calciatore altre ventiquattro ore per poi ripiegare su un altro obiettivo. L’alternativa rimane quel Gerard Deulofeu che di certo il Barcellona cederà anche in prestito con diritto di riscatto. Deulofeu non ha di certo niente da invidiare a Verdi, anche se per caratteristiche è leggermente diverso dal rifinitore del Bologna. Più rapido ma meno tecnico può fare la differenza giocando un po’ più largo del suo collega. Staremo a vedere quale dei due arriverà a Napoli. (agg. di Matteo Fantozzi)

    IL GIOCATORE FRENA, AFFARE A RISCHIO?

    Simone Verdi ha chiesto altro tempo al Napoli: l’affare dunque non è più così imminente come si poteva pensare fino a poche ore fa. Il via libera non c’è: pare che il giocatore non sia ancora del tutto convinto, non si sa quanto per esigenze strettamente tecniche (a Napoli Verdi rischia di fare la riserva, a Bologna è punto di riferimento assoluto) e quanto possa invece incidere la fidanzata, bolognese e a quanto pare non entusiasta all’idea di trasferirsi – o di avere il fidanzato lontano. Sia quel che sia, oggi non potrà essere la giornata decisiva nonostante un accordo di massima già raggiunto dal Napoli con il Bologna e le cifre sull’ingaggio già predisposte. Vedremo se sarà solo una piccola frenata, come succede d’altronde molto spesso anche nelle trattative più felici, o se potrebbe essere l’inizio di una clamorosa rottura: domani ne sapremo di più, se pure nelle prossime 24 ore nulla si sbloccherà potrebbe davvero scattare l’allarme. (Aggiornamento di Mauro Mantegazza)

    DUBBI DELLA FIDANZATA?

    La fidanzata potrebbe essere un problema per il passaggio di Simone Verdi al Napoli? Da Bologna infatti raccontano come la ragazza, che è proprio del capoluogo emiliano, starebbe cercando di convincere Verdi a non trasferirsi. Tuttavia il giornalista bolognese Federico Massari, direttore di TuttoBolognaWeb.it, è intervenuto a Radio Punto Zero rassicurando i tifosi del Napoli: “Anche la ragazza capirà che l’offerta, anche dal punto di vista economico, è irrinunciabile”. Dunque nemmeno il cuore dovrebbe frenare il tanto atteso arrivo di Simone Verdi al Napoli, sebbene da grande professionista il ragazzo non abbia saltato nemmeno un allenamento con i rossoblù, un esempio per tanti altri calciatori che invece in situazioni simili si comportano da star viziate. Molto interessante anche l’analisi tecnica che Massari ha fatto di Simone Verdi, dal quale si evince che il ragazzo sarebbe un innesto assai prezioso per Maurizio Sarri: “Secondo me Verdi è il ricambio giusto per il tridente del Napoli: è un giocatore dinamico, veloce, fisicamente ricorda Mertens e Insigne. Può usare sia il destro che il sinistro, l’unico che in Italia tira punizioni con entrambi i piedi”. (Aggiornamento di Mauro Mantegazza)

    DISPONIBILE CON L’ATALANTA?

    Tante conferme per il passaggio di Simone Verdi al Napoli, che potrebbe concretizzarsi già nelle prossime ore. Lo pensa pure il giornalista Ciro Venerato, esperto di calciomercato della Rai, che ha fatto il punto della situazione nelle notizie sportive del canale all-news Rai News 24. Venerato ha dunque riferito che l’agente di Verdi ha sentito nelle scorse ore il direttore sportivo del Napoli Cristiano Giuntoli, facendogli capire che già in serata arriverà il sì definitivo del calciatore. Buone notizie anche per lo stesso Simone Verdi, perché a quanto pare il Napoli è disposto a fare uno sforzo in più in termini economici, assicurando al calciatore 1,8 milioni di stipendio, qualcosa in più rispetto a quanto previsto. Ulteriore elemento che conferma come per il Napoli l’arrivo di Simone Verdi sia la priorità in questo calciomercato di gennaio: è lui l’uomo più desiderato da Aurelio De Laurentiis e Maurizio Sarri. Ciro Venerato è dunque ottimista circa la possibilità che tutto possa svolgersi in tempi molto rapidi: “Entro giovedì tutto sarà definito anche con le visite mediche, addirittura Sarri potrebbe convocarlo per la gara con l’Atalanta”, che domenica segnerà la ripresa del campionato. (Aggiornamento di Mauro Mantegazza)

    DONADONI DISCUTE CON I TIFOSI

    Simone Verdi e il Napoli, il matrimonio si farà. Il Bologna si sta rassegnando all’idea di perdere il suo gioiello già nei prossimi giorni (forse addirittura oggi), anche se nel capoluogo emiliano di certo i tifosi non sono contenti. Ieri c’è stato anzi anche un battibecco fra l’allenatore Roberto Donadoni e alcuni sostenitori che a Casteldebole seguivano il primo allenamento della squadra dopo la settimana di vacanza. Alcuni tifosi infatti criticano Donadoni per avere fatto una similitudine fra la situazione di Simone Verdi e il suo passaggio dall’Atalanta al Milan, un’opportunità irrinunciabile. Un paragone che avrebbe convinto Verdi ad accettare il Napoli, dunque penalizzando il Bologna. Donadoni dunque ha voluto ribadire che sarebbe ben felice di avere ancora il giocatore a disposizione: “Secondo voi mi diverto? Al giocatore più forte, dico: ‘Vai via che sei troppo forte, io sono bravo e faccio a meno di te?’. Da tecnico, ho detto che voglio Verdi al Bologna”. (Aggiornamento di Mauro Mantegazza)

    SIMONE VERDI E IL NAPOLI VICINISSIMI

    Simone Verdi e il Napoli: l’affare è davvero imminente, tanto che il sì di Verdi ai partenopei è atteso già in giornata. Rientrato dalla vacanza a Dubai che si è concesso nella settimana di pausa invernale, l’attaccante è stato il primo a presentarsi alla ripresa degli allenamenti del Bologna, ieri pomeriggio: professionista esemplare, ma il corteggiamento del Napoli è ormai noto da tempo e adesso il colpo di calciomercato del presidente Aurelio De Laurentiis appare davvero ad un passo. A Bologna naturalmente sperano di no: un gruppetto di tifosi ieri ha esortato Verdi a non andare via per evitare che la squadra s’indebolisca. La risposta del giocatore si è limitata a un diplomatico: “Ciao a tutti”, segnale che una risposta più ampia avrebbe presumibilmente deluso le speranze dei tifosi del Bologna. In pratica, Simone Verdi ha accettato l’offerta del Napoli e il sì al trasferimento potrebbe avvenire già oggi. Sembrano dunque superate le perplessità dello stesso giocatore, che temeva di andare a Napoli a fare la riserva per sei mesi, magari per poi dover cambiare aria già a giugno. Il serrato corteggiamento ha fatto invece capire a Verdi che il Napoli crede molto in lui e non soltanto per completare La Rosa negli ultimi mesi della stagione, ma anche per un progetto a lunga scadenza.

    SIMONE VERDI AL NAPOLI: OGGI GIORNO DECISIVO?

    Oggi dunque il direttore sportivo del Napoli Cristiano Giuntoli incontrerà l’entourage del giocatore per discutere i dettagli della trattativa. Nelle intenzioni del Napoli c’è la possibilità di mettere il giocatore a disposizione di Maurizio Sarri al massimo in un paio di giorni. Obiettivo fattibile, perché la trattativa con il Bologna praticamente è conclusa. Al club emiliano andranno 20 milioni di euro, più un altro paio in bonus. Al giocatore, invece, è stato sottoposto un contratto importante, della durata di cinque anni con stipendio base di 1,5 milioni di euro a stagione e vari aumenti da stabilire di anno in anno. Cifre importanti, che Aurelio De Laurentiis ha deciso di investire per assicurare a Maurizio Sarri un giocatore che già conosce e che risponde alle sue esigenze tecnico-tattiche. Ricordiamo infatti che Verdi giocò nell’Empoli per due stagioni, dal 2013 al 2015, cioè nell’anno della promozione e in quello della convincente salvezza che imposero Sarri all’attenzione generale portandolo sulla panchina del Napoli, dunque per Simone potrebbe anche essere più breve l’apprendistato che sembra inevitabile per ogni nuovo acquisto in una squadra di Sarri. Considerando che a gennaio i tempi sono più risicati rispetto all’estate, anche questo fattore ha la sua importanza.

    © Riproduzione Riservata.

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    Article source: http://www.ilsussidiario.net/News/Calcio-e-altri-Sport/Calciomercato/2018/1/15/Verdi-al-Napoli-Calciomercato-news-oggi-il-giorno-del-si-definitivo-/801760/

    Portrait of sleeping man by Sasha Kargaltsev (CC BY 2.0)

    A new study published in the journal Sleep Health has found that gay people are more likely to experience issues with sleeping.

    The study is based on an analysis of data from 46,909 men and 56,080 women who took part in the National Health Interview Survey between 2013 and 2015.

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    Participants were asked how many hours of sleep they get on average in a 24-hour period. This was then compared to the National Sleep Foundation‘s recommendations for the required hours of sleep per age group.

    The study found that gay men are significantly more likely to have trouble falling asleep and require medication to overcome insomnia. Gay men were also found to be more likely to wake feeling unrested when compared with heterosexual or bisexual men.

    Additionally, gay women were found to be “more at risk of struggling to fall or stay asleep, needing anti-insomnia drugs to help them nod off and feeling they need more shut eye in the morning,” reports the Daily Mail.

    The study also suggested that the increased likelihood of smoking and mental health issues among LGBT people helps to facilitate poor sleep habits.



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    Article source: http://www.towleroad.com/2017/12/gay-people-sleep/

    Verdi al Napoli, calciomercato news: oggi non è il giorno del sì definitivo. Trovato l’accordo fra Napoli e Bologna, ma non tutto è pronto per l’approdo di Verdi alla corte di Sarri

    Simone Verdi (LaPresse)

    Il passaggio di Simone Verdi al Napoli si è complicato e nelle prossime ventiquattro ore sapremo se la trattativa si sbloccherà o salterà definitivamente. Di questa situazione ha parlato il giornalista de La Gazzetta dello Sport Gianluca Monti che sul suo profilo Twitter in generale ha commentato con un po’ di insofferenza l’andamento del calciomercato. Spiega: “Il calciomercato per me è questo. Un’altalena dalla quale giornalisticamente ho sempre sognato di scendere in fretta. Abbiamo scritto e detto tutto, raccontando in questi giorni l’evoluzione della trattativa e le sue impicazioni. Ora aspettiamo la conclusione definitiva dell’intrigo legato a Simone Verdi“. Tutto è nelle mani del calciatore che in un giorno deve capire cosa farà del suo futuro. (agg. di Matteo Fantozzi)

    AURELIO DE LAURENTIIS NERVOSO

    Di sicuro Aurelio De Laurentiis non sarà felice della brusca frenata nella trattativa che avrebbe dovuto portare Simone Verdi al Napoli. Il calciatore  infatti si è preso tempo e questo rallenta il calciomercato della squadra partenopea. In serata proprio il Presidente p stato fermato dai giornalisti presenti con SportItalia che ci ha mostrato le sue parole: “A che punto è la trattativa per Simone Verdi? Voi sapete sempre tutto, fatevela da soli l’intervista. Fatevi una domanda e datevi una risposta”. Parole che pizzicano i giornalisti e che creano anche un po’ di polemica sul senso di tutto questo nervosismo. Di certo Simone Verdi rimane l’obiettivo numero uno del Napoli che proverà ancora nelle prossime ventiquattro ore di chiudere l’affare dopo che nelle ultime ore si era avuta la sensazione di una fumata decisamente grigia. (agg. di Matteo Fantozzi)

    24 ORE E POI SI VIRA SU DEULOFEU

    Clamorosa frenata nell’affare che avrebbe dovuto portare Simone Verdi al Napoli con l’ok che sarebbe dovuto arrivare stasera. L’esterno d’attacco però ha palesato delle incertezze e ha chiesto tempo prima di firmare per il club campano. Il Napoli però non ha intenzione di rimanere con le mani vuote e molto probabilmente metterà a segno un colpo di calciomercato lo stesso in questa sessione. Secondo quanto riportato da TuttoNapoli.net infatti pare che Aurelio De Laurentiis darà al calciatore altre ventiquattro ore per poi ripiegare su un altro obiettivo. L’alternativa rimane quel Gerard Deulofeu che di certo il Barcellona cederà anche in prestito con diritto di riscatto. Deulofeu non ha di certo niente da invidiare a Verdi, anche se per caratteristiche è leggermente diverso dal rifinitore del Bologna. Più rapido ma meno tecnico può fare la differenza giocando un po’ più largo del suo collega. Staremo a vedere quale dei due arriverà a Napoli. (agg. di Matteo Fantozzi)

    IL GIOCATORE FRENA, AFFARE A RISCHIO?

    Simone Verdi ha chiesto altro tempo al Napoli: l’affare dunque non è più così imminente come si poteva pensare fino a poche ore fa. Il via libera non c’è: pare che il giocatore non sia ancora del tutto convinto, non si sa quanto per esigenze strettamente tecniche (a Napoli Verdi rischia di fare la riserva, a Bologna è punto di riferimento assoluto) e quanto possa invece incidere la fidanzata, bolognese e a quanto pare non entusiasta all’idea di trasferirsi – o di avere il fidanzato lontano. Sia quel che sia, oggi non potrà essere la giornata decisiva nonostante un accordo di massima già raggiunto dal Napoli con il Bologna e le cifre sull’ingaggio già predisposte. Vedremo se sarà solo una piccola frenata, come succede d’altronde molto spesso anche nelle trattative più felici, o se potrebbe essere l’inizio di una clamorosa rottura: domani ne sapremo di più, se pure nelle prossime 24 ore nulla si sbloccherà potrebbe davvero scattare l’allarme. (Aggiornamento di Mauro Mantegazza)

    DUBBI DELLA FIDANZATA?

    La fidanzata potrebbe essere un problema per il passaggio di Simone Verdi al Napoli? Da Bologna infatti raccontano come la ragazza, che è proprio del capoluogo emiliano, starebbe cercando di convincere Verdi a non trasferirsi. Tuttavia il giornalista bolognese Federico Massari, direttore di TuttoBolognaWeb.it, è intervenuto a Radio Punto Zero rassicurando i tifosi del Napoli: “Anche la ragazza capirà che l’offerta, anche dal punto di vista economico, è irrinunciabile”. Dunque nemmeno il cuore dovrebbe frenare il tanto atteso arrivo di Simone Verdi al Napoli, sebbene da grande professionista il ragazzo non abbia saltato nemmeno un allenamento con i rossoblù, un esempio per tanti altri calciatori che invece in situazioni simili si comportano da star viziate. Molto interessante anche l’analisi tecnica che Massari ha fatto di Simone Verdi, dal quale si evince che il ragazzo sarebbe un innesto assai prezioso per Maurizio Sarri: “Secondo me Verdi è il ricambio giusto per il tridente del Napoli: è un giocatore dinamico, veloce, fisicamente ricorda Mertens e Insigne. Può usare sia il destro che il sinistro, l’unico che in Italia tira punizioni con entrambi i piedi”. (Aggiornamento di Mauro Mantegazza)

    DISPONIBILE CON L’ATALANTA?

    Tante conferme per il passaggio di Simone Verdi al Napoli, che potrebbe concretizzarsi già nelle prossime ore. Lo pensa pure il giornalista Ciro Venerato, esperto di calciomercato della Rai, che ha fatto il punto della situazione nelle notizie sportive del canale all-news Rai News 24. Venerato ha dunque riferito che l’agente di Verdi ha sentito nelle scorse ore il direttore sportivo del Napoli Cristiano Giuntoli, facendogli capire che già in serata arriverà il sì definitivo del calciatore. Buone notizie anche per lo stesso Simone Verdi, perché a quanto pare il Napoli è disposto a fare uno sforzo in più in termini economici, assicurando al calciatore 1,8 milioni di stipendio, qualcosa in più rispetto a quanto previsto. Ulteriore elemento che conferma come per il Napoli l’arrivo di Simone Verdi sia la priorità in questo calciomercato di gennaio: è lui l’uomo più desiderato da Aurelio De Laurentiis e Maurizio Sarri. Ciro Venerato è dunque ottimista circa la possibilità che tutto possa svolgersi in tempi molto rapidi: “Entro giovedì tutto sarà definito anche con le visite mediche, addirittura Sarri potrebbe convocarlo per la gara con l’Atalanta”, che domenica segnerà la ripresa del campionato. (Aggiornamento di Mauro Mantegazza)

    DONADONI DISCUTE CON I TIFOSI

    Simone Verdi e il Napoli, il matrimonio si farà. Il Bologna si sta rassegnando all’idea di perdere il suo gioiello già nei prossimi giorni (forse addirittura oggi), anche se nel capoluogo emiliano di certo i tifosi non sono contenti. Ieri c’è stato anzi anche un battibecco fra l’allenatore Roberto Donadoni e alcuni sostenitori che a Casteldebole seguivano il primo allenamento della squadra dopo la settimana di vacanza. Alcuni tifosi infatti criticano Donadoni per avere fatto una similitudine fra la situazione di Simone Verdi e il suo passaggio dall’Atalanta al Milan, un’opportunità irrinunciabile. Un paragone che avrebbe convinto Verdi ad accettare il Napoli, dunque penalizzando il Bologna. Donadoni dunque ha voluto ribadire che sarebbe ben felice di avere ancora il giocatore a disposizione: “Secondo voi mi diverto? Al giocatore più forte, dico: ‘Vai via che sei troppo forte, io sono bravo e faccio a meno di te?’. Da tecnico, ho detto che voglio Verdi al Bologna”. (Aggiornamento di Mauro Mantegazza)

    SIMONE VERDI E IL NAPOLI VICINISSIMI

    Simone Verdi e il Napoli: l’affare è davvero imminente, tanto che il sì di Verdi ai partenopei è atteso già in giornata. Rientrato dalla vacanza a Dubai che si è concesso nella settimana di pausa invernale, l’attaccante è stato il primo a presentarsi alla ripresa degli allenamenti del Bologna, ieri pomeriggio: professionista esemplare, ma il corteggiamento del Napoli è ormai noto da tempo e adesso il colpo di calciomercato del presidente Aurelio De Laurentiis appare davvero ad un passo. A Bologna naturalmente sperano di no: un gruppetto di tifosi ieri ha esortato Verdi a non andare via per evitare che la squadra s’indebolisca. La risposta del giocatore si è limitata a un diplomatico: “Ciao a tutti”, segnale che una risposta più ampia avrebbe presumibilmente deluso le speranze dei tifosi del Bologna. In pratica, Simone Verdi ha accettato l’offerta del Napoli e il sì al trasferimento potrebbe avvenire già oggi. Sembrano dunque superate le perplessità dello stesso giocatore, che temeva di andare a Napoli a fare la riserva per sei mesi, magari per poi dover cambiare aria già a giugno. Il serrato corteggiamento ha fatto invece capire a Verdi che il Napoli crede molto in lui e non soltanto per completare La Rosa negli ultimi mesi della stagione, ma anche per un progetto a lunga scadenza.

    SIMONE VERDI AL NAPOLI: OGGI GIORNO DECISIVO?

    Oggi dunque il direttore sportivo del Napoli Cristiano Giuntoli incontrerà l’entourage del giocatore per discutere i dettagli della trattativa. Nelle intenzioni del Napoli c’è la possibilità di mettere il giocatore a disposizione di Maurizio Sarri al massimo in un paio di giorni. Obiettivo fattibile, perché la trattativa con il Bologna praticamente è conclusa. Al club emiliano andranno 20 milioni di euro, più un altro paio in bonus. Al giocatore, invece, è stato sottoposto un contratto importante, della durata di cinque anni con stipendio base di 1,5 milioni di euro a stagione e vari aumenti da stabilire di anno in anno. Cifre importanti, che Aurelio De Laurentiis ha deciso di investire per assicurare a Maurizio Sarri un giocatore che già conosce e che risponde alle sue esigenze tecnico-tattiche. Ricordiamo infatti che Verdi giocò nell’Empoli per due stagioni, dal 2013 al 2015, cioè nell’anno della promozione e in quello della convincente salvezza che imposero Sarri all’attenzione generale portandolo sulla panchina del Napoli, dunque per Simone potrebbe anche essere più breve l’apprendistato che sembra inevitabile per ogni nuovo acquisto in una squadra di Sarri. Considerando che a gennaio i tempi sono più risicati rispetto all’estate, anche questo fattore ha la sua importanza.

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    Verdi al Napoli, calciomercato news: oggi il giorno del sì definitivo? Trovato l’accordo fra Napoli e Bologna, tutto è pronto per l’approdo di Verdi alla corte di Sarri

    Simone Verdi (LaPresse)

    Tante conferme per il passaggio di Simone Verdi al Napoli, che potrebbe concretizzarsi già nelle prossime ore. Lo pensa pure il giornalista Ciro Venerato, esperto di calciomercato della Rai, che ha fatto il punto della situazione nelle notizie sportive del canale all-news Rai News 24. Venerato ha dunque riferito che l’agente di Verdi ha sentito nelle scorse ore il direttore sportivo del Napoli Cristiano Giuntoli, facendogli capire che già in serata arriverà il sì definitivo del calciatore. Buone notizie anche per lo stesso Simone Verdi, perché a quanto pare il Napoli è disposto a fare uno sforzo in più in termini economici, assicurando al calciatore 1,8 milioni di stipendio, qualcosa in più rispetto a quanto previsto. Ulteriore elemento che conferma come per il Napoli l’arrivo di Simone Verdi sia la priorità in questo calciomercato di gennaio: è lui l’uomo più desiderato da Aurelio De Laurentiis e Maurizio Sarri. Ciro Venerato è dunque ottimista circa la possibilità che tutto possa svolgersi in tempi molto rapidi: “Entro giovedì tutto sarà definito anche con le visite mediche, addirittura Sarri potrebbe convocarlo per la gara con l’Atalanta”, che domenica segnerà la ripresa del campionato. (Aggiornamento di Mauro Mantegazza)

    DONADONI DISCUTE CON I TIFOSI

    Simone Verdi e il Napoli, il matrimonio si farà. Il Bologna si sta rassegnando all’idea di perdere il suo gioiello già nei prossimi giorni (forse addirittura oggi), anche se nel capoluogo emiliano di certo i tifosi non sono contenti. Ieri c’è stato anzi anche un battibecco fra l’allenatore Roberto Donadoni e alcuni sostenitori che a Casteldebole seguivano il primo allenamento della squadra dopo la settimana di vacanza. Alcuni tifosi infatti criticano Donadoni per avere fatto una similitudine fra la situazione di Simone Verdi e il suo passaggio dall’Atalanta al Milan, un’opportunità irrinunciabile. Un paragone che avrebbe convinto Verdi ad accettare il Napoli, dunque penalizzando il Bologna. Donadoni dunque ha voluto ribadire che sarebbe ben felice di avere ancora il giocatore a disposizione: “Secondo voi mi diverto? Al giocatore più forte, dico: ‘Vai via che sei troppo forte, io sono bravo e faccio a meno di te?’. Da tecnico, ho detto che voglio Verdi al Bologna”. (Aggiornamento di Mauro Mantegazza)

    SIMONE VERDI E IL NAPOLI VICINISSIMI

    Simone Verdi e il Napoli: l’affare è davvero imminente, tanto che il sì di Verdi ai partenopei è atteso già in giornata. Rientrato dalla vacanza a Dubai che si è concesso nella settimana di pausa invernale, l’attaccante è stato il primo a presentarsi alla ripresa degli allenamenti del Bologna, ieri pomeriggio: professionista esemplare, ma il corteggiamento del Napoli è ormai noto da tempo e adesso il colpo di calciomercato del presidente Aurelio De Laurentiis appare davvero ad un passo. A Bologna naturalmente sperano di no: un gruppetto di tifosi ieri ha esortato Verdi a non andare via per evitare che la squadra s’indebolisca. La risposta del giocatore si è limitata a un diplomatico: “Ciao a tutti”, segnale che una risposta più ampia avrebbe presumibilmente deluso le speranze dei tifosi del Bologna. In pratica, Simone Verdi ha accettato l’offerta del Napoli e il sì al trasferimento potrebbe avvenire già oggi. Sembrano dunque superate le perplessità dello stesso giocatore, che temeva di andare a Napoli a fare la riserva per sei mesi, magari per poi dover cambiare aria già a giugno. Il serrato corteggiamento ha fatto invece capire a Verdi che il Napoli crede molto in lui e non soltanto per completare La Rosa negli ultimi mesi della stagione, ma anche per un progetto a lunga scadenza.

    SIMONE VERDI AL NAPOLI: OGGI GIORNO DECISIVO?

    Oggi dunque il direttore sportivo del Napoli Cristiano Giuntoli incontrerà l’entourage del giocatore per discutere i dettagli della trattativa. Nelle intenzioni del Napoli c’è la possibilità di mettere il giocatore a disposizione di Maurizio Sarri al massimo in un paio di giorni. Obiettivo fattibile, perché la trattativa con il Bologna praticamente è conclusa. Al club emiliano andranno 20 milioni di euro, più un altro paio in bonus. Al giocatore, invece, è stato sottoposto un contratto importante, della durata di cinque anni con stipendio base di 1,5 milioni di euro a stagione e vari aumenti da stabilire di anno in anno. Cifre importanti, che Aurelio De Laurentiis ha deciso di investire per assicurare a Maurizio Sarri un giocatore che già conosce e che risponde alle sue esigenze tecnico-tattiche. Ricordiamo infatti che Verdi giocò nell’Empoli per due stagioni, dal 2013 al 2015, cioè nell’anno della promozione e in quello della convincente salvezza che imposero Sarri all’attenzione generale portandolo sulla panchina del Napoli, dunque per Simone potrebbe anche essere più breve l’apprendistato che sembra inevitabile per ogni nuovo acquisto in una squadra di Sarri. Considerando che a gennaio i tempi sono più risicati rispetto all’estate, anche questo fattore ha la sua importanza.

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    Si conclude il quinto weekend della Coppa del Mondo di biathlon: l’Italia della FISI, la Federazione Italiana Sport Invernali, dopo l’ottimo inizio di stagione, può festeggiare gli ennesimi successi conquistati sul tracciato di Ruhpolding, Germania, primo su tutti, quello di Dorothea Wierer, entrata di diritto nella storia.

    Gli azzurri festeggiano il secondo posto nella staffetta femminile (fonte: pagina Fcaebook ufficiale di Dorothea Wierer)

    BIATHLON, COPPA DEL MONDO: LA TAPPA DI RUHPOLDING

    La Coppa del Mondo di biathlon 2017/2018 continua, più emozionante che mai. Oggi, domenica 14 gennaio, si è conclusa la quinta tappa stagionale, quella di Ruhpolding, Germania.

    Sul tracciato tedesco, com’è spesso accaduto quest’anno, sin dalla prima tappa, gli azzurri della FISI, la Federazione Italiana Sport Invernali, hanno ottimamente figurato. Nel lungo weekend teutonico, infatti, Dorothea Wierer è entrata nella storia del biathlon italiano: vincendo nella gara individuale, infatti, l’atleta di Anterselva ha superato Nathalie Santer per numero di vittorie nella Coppa del Mondo, quattro, diventando l’azzurra più vincente nella storia (nonché l’autrice del maggior numero di podi in tale competizione: venti).

    LA FAVOLA AZZURRA CONTINUA: AZZURRE SECONDE NELLA STAFFETTA

    «Non era facile, siamo sempre più vicine al top, è stata una gara praticamente perfetta al poligono» ha dichiarato Lisa Vittozzi nella festa azzurra post staffetta femminile di sabato. Il secondo posto del quartetto azzurro (finora shierato soltanto settimana scorsa), composto, oltre che da Lisa, da Dorothea Wierer, Federica SanfilippoNicole Gontier, è una conferma ulteriore dell’ottimo momento di forma delle italiane, capaci, fino all’ultimo, di giocarsela con le padroni di casa della Germania. Prima, quest’ultima, a soli 2″9 dall’Italia e 7 dalla Svezia, terza.

    Le quattro azzurre sono state praticamente impeccabili al poligono (appena tre ricariche utilizzate), oltre che veloci sugli sci, comportandosi ottimamente tanto come squadra che come singole. «Dopo due anni di risultati abbastanza neri è stata un’emozione grande» quella di Nicole Gontier, per la quale «festeggiare tutti insieme è la cosa più bella». Si ritiene soddisfatta, poi, Federica Sanfilippo: «Dovevo tirare fuori gli attributi per la squadra e l’ho fatto. Siamo state positive dai primi metri fino al traguardo: questo era un quartetto inedito, ma abbiamo fatto bene ugualmente. […] Adesso il pensiero positivo deve correre fino a settimana prossima, ad Anterselva, e poi alle Olimpiadi».

    MASS START MASCHILE E FEMMINILE: LA CONCLUSIONE DEL WEEKEND

    La tappa di Ruhpolding si è conclusa con le gara, maschile e femminile, di partenza in linea. In quest’ultima, la migliore biatleta è stata Kaisa Makarainen, che grazie alla prima vittoria dell’anno ha conquistato il primato nella classifica generale (la Kuzmina, ventitreesima al traguardo, viene dunque scalzata in seconda posizione). Seconda Laura Dahlmeier, la padrona di casa; terza Veronika Vitkova. Settima Lisa Vittozzi, autrice di un’ottima rimonta nel finale della gara, la migliore tra le italiane; ventesima Dorothea Wierer, terza nella classifica generale della Coppa del Mondo 2017/2018.

    Tra gli atleti, invece, continua la lotta al vertice tra Johannes Boe e Martin Fourcade: questa volta a prevalere è il danese, capace di tagliare il traguardo quattro secondi prima del rivale francese. Completa il podio Antonin Guigonnat. Buona la prova di Lukas Hofer, bravo a non sbagliare dopo due errori in due sessioni, quattordicesimo al traguardo; ventinovesimo, complici sei errori al poligono, l’altro azzurro in gara, Dominik Windisch.

    ULTIME NOTIZIE SPORTIVE AGGIORNATE SU AZZURRI DI GLORIA

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    Article source: https://www.azzurridigloria.com/news-biathlon/coppa-mondo-ruhpolding-2018/

    LOS ANGELES, Dec. 14 (Xinhua) — The U.S. entertainment giant Walt Disney is close to sealing a 60-billion-U.S.-dollar deal to buy a large chunk of 21st Century Fox, media reported Wednesday.

    Disney will take on a large amount of entertainment assets of the media conglomerate, including the FX Networks, National Geographic, 22 regional U.S. sports networks, and the company’s stake in the streaming platform Hulu in the United States, according to BBC.

    Fox News and Fox Sports will still be controlled by the Murdochs.

    If the deal is closed, the purchase would be one of the largest media deals in recent years.

    Industry insiders said the deal is a brilliant move by the Murdoch family since the traditional cable business is declining.

    “The whole cable bundle could collapse. Trying to get out now is absolutely the right move,” BTIG media and technology analyst Richard Greenfield told CNN.

    For Disney, the purchase could enlarge its film and TV library, making it a powerful rival to popular video-streaming platforms such as Netflix.

    Article source: http://news.xinhuanet.com/english/2017-12/14/c_136826197.htm

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    O ator português começou neste sábado a gravar uma nova temporada da série brasileira “Desencontros”, produzida pela Sony Entertainment e exibida pelo canal do grupo no Brasil e pela plataforma Netflix naquele país.

    O anúncio foi feito pelo próprio Ângelo Rodrigues na sua página oficial de Facebook, publicando uma foto sua quando tinha seis anos, sentado na calçada da Rua Augusta, em Lisboa a observar um homem-estátua. “Tinha a altura de um pinguim com os sonhos do Pessoa”, sublinha.

    “Passaram 24 anos e brilho nos olhos é o mesmo. Continuo a pedalar da mesma forma e com as mesmas dúvidas de sempre: porque o faço, até quando o poderei fazer. Hoje, no país dos opostos, comecei a gravar a série “Desencontros” para a Sony Entertainment. No fundo, aquela criança de 6 anos continua aqui, a querer pintar a cara de branco para que não descubram quem ela é”, escreve o ator na publicação.

    Tinha 6 anos e sentava-me na rua Augusta enquanto observava homens-estátua pintados da cor da cal. Era Verão e passava…

    Publicado por Ângelo Rodrigues em Sábado, 13 de Janeiro de 2018

    A série Desencontros é uma comédia romântica brasileira, que se estreou em 2014, e que pelo seu sucesso tem sido renovada anualmente.

    Realizada por Rodrigo Bernardo e produzida pela produtora brasileira Chocolate Filmes para a Sony, “Desencontros” é “uma história de amor que retrata as aventuras por que todos passam para encontrar a sua alma gémea”.

    Esta não é a estreia de Ângelo Rodrigues na ficção brasileira. Em 2005, o ator integrou o elenco de “Os Canalhas”, que foi exibido no GNT.

    TEXTO: Nuno Azinheira

     

     

    Article source: https://www.n-tv.pt/acontece/angelo-rodrigues-pinguim-com-os-sonhos-do-pessoa-comeca-a-gravar-serie-no-brasil/

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    Article source: http://www.sportlegnano.it/cookie/

    LISBON, Dec. 13 (Xinhua) — Portugal’s minister for work, solidarity and social security, Jose Vieira da Silva, said “his conscience was clear” on Wednesday, as opposition politicians demanded he consider his position in light of a finance scandal at Rarissimas, a children’s charity, that implicated him.

    Vieira da Silva, of the Socialist Party, was president of the general assembly of Rarissimas between 2013 and 2015. The charity which helps children with rare diseases is accused of misusing public funds and donations.

    Furthermore, Rarissimas receives financial support from the ministry of work, solidarity, and social security, Vieira da Silva’s department.

    Vieira da Silva told reporters in Lisbon that financial irregularities had not been reported to him either when he was president of the charity’s assembly or as a government minister. He has ordered a public enquiry, but the Portuguese Social Democrats and Central Social Democrats question whether he could have been more vigilant or acted sooner.

    On Tuesday, health minister Manuel Delgado was forced to resign when it was revealed that he’d been paid 63,000 euros (74,145 U.S. dollars) by Rarissimas for consultancy work in 2013 and 2014.

    Meanwhile, President of Rarissimas, Paula Brito e Costa, also stepped down. She is alleged to have used the charity’s funds for personal expenses.

    The irregularities were exposed in a TVI documentary broadcast on Saturday.

    Article source: http://news.xinhuanet.com/english/2017-12/14/c_136824090.htm

    O Túnel do Marquês e o Parque Mayer foram duas das maiores polémicas. O aumento da dívida é um dos problemas da gestão de Santana em Lisboa, interrompida quando assumiu o cargo de primeiro-ministro.

    16 de dezembro de 2001. Ou melhor, já era 17 de dezembro de 2001. Santana Lopes apareceu na sede de campanha da candidatura de olhos vermelhos, de choro e emoção, já perto da uma manhã para dizer o que nunca saiu da cabeça de todos: “Parecia quase impossível“. Mas foi possível. A noite foi longa e de incerteza sobre a vitória. Pela hora do fecho das urnas, o seu amigo Pedro Pinto pedia “muita cautela”. A tensão continuou. Às 20h30, o então número dois da lista ainda não sorria e dizia apenas:”Seja qual for o resultado final enche-nos de alegria”. Restava saber se era muita alegria de uma vitória inesperada ou pouca alegria por uma derrota à justa.

    A comida acabou na sede de campanha e, segundo uma reportagem publicada no jornal Público no dia seguinte, “o nome de Deus” começou a ser “evocado com frequência” com o avançar da noite. O partido ganhava Sintra, o Porto e a sala calava-se para ouvir o discurso Luís Filipe Menezes pelas 23h00, também ele vencedor em Vila Nova de Gaia. Havia informações de que o PS poderia estar à frente e de algumas freguesias nada se sabia. Os resultados de Marvila não apareciam e Pedro Pinto insinuava um golpe eleitoral:”Estás a ver a nossa Flórida? Marvila é a nossa Flórida“. Nesse Estado americano tinha existido a confusão que deu a vitória — em circunstâncias duvidosas — a George W. Bush na corrida à Casa Branca em 2000.

    Pedro Santana Lopes ganharia a câmara por 856 votos. Pela meia-noite e meia começava a ficar claro que a vitória não escaparia. Bastou esperar que o socialista João Soares reconhecesse a derrota e apontasse um culpado: “Falhou sobretudo a imagem”. A sede de Santana quase vinha abaixo com os festejos. Começaram a ouvir-se os apitos dos carros dos apoiantes laranjas: uns foram para o Marquês de Pombal, outros ficaram pela rua da Misericórdia. Antes disso, já se celebrava a demissão de Guterres e, na sede atribuía-se a Santana a queda do governante socialista. Não foi o único responsável, mas ajudou bastante. Na mesma noite, Rui Rio ganhava a câmara do Porto.

    O Público do dia seguinte, na página em que elege os “vencedores” e “vencidos”, coloca-o como segundo grande vencedor da noite, logo a seguir a Durão Barroso e antecipa-lhe grandes voos: “Noutra conjuntura, sabe-se lá, até pode partir para a descoberta da América…” O céu não era o limite, mas seria Belém ou S. Bento. De tal forma que, antes do mandato autárquico chegar a meio, Santana torna-se pré-candidato presidencial e, antes de chegar ao fim do mandato, primeiro-ministro.

    O mandato foi rico em polémicas: o Túnel do Marquês, os apoios ao estádio do Benfica, o Parque Mayer, o caso do salário que recebia da Parque Expo ou facto de viver em Monsanto foram algumas delas. Demonstrou aquilo que os seus apoiantes chamam “visão” e que os seus opositores classificam de “excentricidades” ao querer em Lisboa projetos de arquitetos de renome internacional como Niemeyer (para uma catedral), o francês Jean Novel, o português Siza Vieira (ambos para projetos) habitacionais, quis subsidiar GPS em todos os táxis de Lisboa e defendeu a municipalização da Carris e a privatização da Carris. Ainda ajudou a trazer o Rock in Rio para Lisboa e afirmou-se publicamente contra a OTA. Comprou guerras em nome da cidade e cedeu noutras.

    Num mandato de quatro anos, Santana esteve fora oito meses — para ser primeiro-ministro na sequência da saída de Barroso. Ainda regressou à autarquia quando perdeu eleições legislativas, mas tinha Carmona Rodrigues como autoridade paralela, porque entretanto assumira o cargo. Chegaram a partilhar gabinete. Tentou ser candidato novamente, mas Luís Marques Mendes tirou-lhe o tapete. Os primeiros dois anos e meio em que esteve na câmara tiveram de tudo: obras, polémicas e até um veto presidencial. Santana era o alvo do PS que, por vezes, o atacava mais do que ao próprio líder do partido, Durão Barroso.

    Como aconteceu na Figueira da Foz, Santana deixou uma câmara mais endividada do que tinha herdado e não conseguiu equilibrar as contas. Foi um presidente com ideias e projetos, mas esteve longe do rigor orçamental. Eis 12 aspetos sobre a gestão de Santana Lopes na câmara de Lisboa que ajudam a perceber qem é o candidato do PSD.

    Há uma conclusão óbvia das contas da câmara no tempo de Santana: as dívidas a terceiros e o passivo aumentaram muito numa câmara que já estava endividada. O Tribunal de Contas fez uma auditoria financeira ao último ano de João Soares (2001) e aos dois primeiros anos de Santana Lopes, registando um aumento do passivo de mais de 350 milhões de euros só nos primeiros dois anos do mandato do social-democrata. O Observador consultou as Demonstrações Financeiras e os Relatórios de Gestão dos quatro anos de Santana na autarquia (Carmona foi presidente durante apenas oito meses) e os números ainda são mais avassaladores: o passivo mais do que duplicou em quatro anos, passando de 561,8 milhões de euros quando Santana tomou posse para 1,2 mil milhões de euros no final de 2005.

    As dívidas a terceiros (incluindo curto e médio e longo prazo) aumentaram logo 159,1 milhões de euros no primeiro ano de mandato de Santana Lopes (2002) para 632,3 milhões de euros. E foram aumentando a um ritmo maior nos anos seguintes. De tal forma que, no final de 2005, quando Santana deixou a câmara, as dívidas a fornecedores ascendiam a 956,8 milhões de euros, dos quais 311 milhões correspondiam a dívida de curto prazo. Ou seja: as dívidas a terceiros aumentaram 483,6 milhões (mais do que duplicaram) em quatro anos.

    Quanto ao endividamento líquido, foi enorme no primeiro ano de Santana, como já tinha sido elevado, no último ano de João Soares. Mas foi caindo ao longo do mandato. No último ano de gestão PS, em 2001, o endividamento líquido era de 96,4 milhões de euros. No primeiro de Santana, 2002, o endividamento líquido foi de 173 milhões de euros (o capital em dívida atingiu, então, os 583,7 milhões de euros). Em 2003, baixou para 837 mil euros e em 2004 e 2005 houve até uma redução do capital em dívida na ordem dos 57,58 milhões de euros.

    Os restantes indicadores também não não são famosos. A despesa com pessoal aumentou, só no primeiro ano de Santana, em mais de 7,8 milhões de euros. Quatro anos depois de Santana tomar posse, os encargos com pessoal já tinham aumentado em 41,8 milhões de euros anuais, para um total de 245,4 milhões de euros.

    As despesas diminuíram do início para o fim do mandato, o que significa que o investimento e os gastos passaram muito pelo endividamento. As despesas eram, no último ano de João Soares, de 672,6 milhões de euros. No final de 2005, ficaram-se pelos 626,3 milhões de euros: uma redução de 46 milhões de euros. As receitas também não ajudaram à descida da dívida, tendo ocorrido uma ligeira quebra: as receitas eram de 666,9 milhões de euros no primeiro ano de João Soares e de 661,7 milhões de euros no último ano de Santana. Em 2003 e 2004 foram ainda mais baixas: 569,2 milhões de euros e 510,4 milhões de euros, respetivamente. Os impostos (diretos e indiretos) cobrados mantiveram-se estáveis, sendo a contribuição autárquica (a partir de 2004, o IMI), o SISA (a partir de 2004, IMT), o imposto municipal sobre os veículos e a Derrama as principais fontes de financiamento.

    Santana só assume a responsabilidade política das contas dos dois primeiros anos. Mas, as contas de 2004 e 2005, são igualmente más. As de 2004 chegaram a ser chumbadas pelo Tribunal de Contas, num relatório aprovado a 19 de fevereiro de 2009. Pedro Santana Lopes fez questão de esclarecer na altura, em comunicado, que as contas de 2004 da Câmara Municipal de Lisboa “foram da responsabilidade, na elaboração, na propositura e aprovação do então presidente da Câmara António Carmona Rodrigues e do então vereador das Finanças Carlos Fontão de Carvalho”.

    Santana alegava ainda, no mesmo documento, que “tendo o vereador das Finanças especial responsabilidade nesse documento, nunca Carlos Fontão de Carvalho exerceu essas funções com Pedro Santana Lopes, tendo sido vereador de João Soares [coligação PS/CDU, no mandato anterior] e de António Carmona Rodrigues [maioria PSD/CDS]”. A vereadora com o pelouro das Finanças no tempo de Santana era Teresa Maury.

    O social-democrata só deixou a câmara a 15 de julho de 2004 e, por isso, não rejeitava “a responsabilidade do exercício da liderança da Câmara de Lisboa até julho desse ano”. Nesse comunicado — que Santana emitiu sendo já candidato às eleições autárquicas de 2009 — o ex-autarca explicava que “em 2004, a responsabilidade de Pedro Santana Lopes em matéria de contas foi pela Conta Geral do Estado e relativa a todo o ano, dado o exercício das funções de primeiro-ministro a partir de 17 de julho.” Ou seja: Santana esteve meio ano na câmara e meio no Governo, mas diz-se responsável apenas pelas contas do país.

    Santana Lopes foi, desde o primeiro dia na câmara — e até antes disso — um fenómeno de popularidade. A 20 de julho de 2002, João Soares — que tinha perdido a câmara por poucos votos meses antes contra o social-democrata — admitia ao Expresso: “O pior é que Santana Lopes tem mel“. E tinha mesmo. Pelo menos até ir para o Governo, em 2004. O barómetro DN/TSF de setembro de 2002 apontava Pedro Santana Lopes como o político “mais popular” entre as personalidades de direita, recolhendo opinião positiva de 54% dos inquiridos, muito à frente de Marcelo Rebelo de Sousa e Freitas do Amaral, ambos com 30%. Nessa época até batia Mário Soares que recolhia opinião favorável de 41% dos inquiridos.

    As sondagens davam força a Santana Lopes. Um ano depois da eleição, uma sondagem da Aximage confirmava que uma ampla maioria dos eleitores apoiava Santana. O autarca era considerado um “bom presidente” por 43,6 % dos inquiridos, aos quais ainda se juntavam 5,8% que consideravam a atuação “muito boa”. A sondagem mostrava ainda que Santana recolhia opiniões mais favoráveis de eleitores do CDS do que dos do PSD.

    Quatro dias depois, a 16 de dezembro de 2002, nova sondagem. Desta vez, da Universidade Católica e publicada no jornal Público, demonstrava que a maioria dos lisboetas (43,5%) considerava a gestão de Santana Lopes melhor que a de João Soares.

    No dia seguinte, a manchete do Jornal de Notícias trazia novas boas notícias para o autarca. “Santana Lopes esmaga a concorrência”, podia ler-se na primeira página do diário, onde também era registado que a “imagem do autarca está em alta” e que Santana “atingiria a maioria absoluta” se fosse a votos naquela altura.

    A popularidade de Santana começaria a ser, mais tarde, testada como candidato presidencial. A 28 de março de 2003, por exemplo, Santana aparece como segundo favorito na corrida Belém. Cavaco Silva aparece destacado no barómetro DN/TSF, recolhendo a preferência de 30% dos inquiridos, seguido de Santana Lopes que era o preferido de 14% (no mês anterior Santana estava nos 18% e cavaco nos 26%). Santana mantinha-se, por esta altura, à frente de figuras como o atual secretário-geral da ONU, António Guterres (com 11%), e o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (com 8%). O fosso entre Cavaco e os restantes continuou a aumentar.

    Santana não seria candidato a Belém (embora tivesse ameaçado), mas chegou a primeiro-ministro no verão de 2004. Ainda era popular, mas a sua governação fê-lo cair na popularidade e na sondagem mais fidedigna, os votos: Santana obteve o pior resultado de sempre do PSD em legislativas: 28.77%. Voltou à câmara, mas já tinha perdido todo o élan. Uma sondagem da Aximage publicada no Correio da Manhã a 26 de março davam o presidente de câmara perder contra qualquer um dos nomes indicados como possíveis candidatos socialistas: Manuel Maria Carrilho (que perderia com Carmona Rodrigues), João Soares, Ferro Rodrigues ou Mega Ferreira. Santana começou o mandato com a popularidade em alta, manteve-a, mas perdeu-a ao aceitar assumir o cargo de primeiro-ministro.

    Não o disse uma nem duas vezes. Quando chegou à câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes via em Jorge Sampaio uma inspiração. Dizia-o em outubro de 2002, numa entrevista à TSF, onde admitia que procurava “inspirar-se no exemplo” deixado por ele na câmara; e a polémica obra do Túnel do Marquês, que tinha sido iniciada pelo autarca do PS, é disso exemplo. Ironia do destino. O socialista que foi presidente da câmara de Lisboa no início da década de 90, e que interrompeu o mandato para se candidatar a Belém, foi depois o socialista que, em Belém, deitou por terra o curtíssimo governo de Santana Lopes. Mas essas já são outras histórias. Para aqui interessa saber que o exemplo de Sampaio valeu até para inspirar a ambição presidencial do social-democrata. Desde cedo que Santana-autarca procurou manter vivo o tabu de que poderia ser o candidato do PSD às presidenciais de 2006 — as que viriam a eleger Cavaco Silva para dez anos de mandato — e até Durão Barroso teve de pedir silêncio.

    Era presidente da câmara há meia dúzia de meses, literalmente, e faltavam ainda quatro anos para as eleições presidenciais, quando o tapete começou a ser estendido. “Santana quer presidenciais: Durão Barroso tem uma carta escondida na manga para as próximas presidenciais. Chama-se Santana Lopes e só será candidato em 2006 se Cavaco Silva deixar. O assunto está a ser lidado com ‘pinças’ e vai ser estrategicamente posto à margem do congresso do PSD que hoje começa”, lia-se numa artigo de antecipação do congresso do PSD que arrancava nesse dia, em julho de 2002, no Coliseu de Lisboa. De facto, foi esse o discurso que o enfant terrible levou preparado ao congresso. Entre muitos ataques a Marcelo, como era habitual, Santana lançava a primeira pedra para o debate presidencial desafiando o presidente do partido, Durão Barroso, a dar ao PSD a vitória nas presidenciais de 2006 para concretizar o velho sonho de Francisco Sá Carneiro: ter o governo, a maioria e a presidência pintadas de laranja. E foi muito — muito — aplaudido.

    A rampa estava lançada. A partir daí, foi um tabu à Santana Lopes durante três anos — que durou, durou, e durou até ao fim. O fim, neste caso, foi a ida de Durão Barroso para Bruxelas, a consequente ida de Santana para São Bento, e a futura dissolução da Assembleia por parte do Presidente Jorge Sampaio oito meses depois. A reviravolta, contudo, não estava nos planos de Santana e, no final de 2005, acaba por ficar sem São Bento, sem Lisboa (porque Marques Mendes escolheu Carmona Rodrigues), e muito menos sem qualquer margem política para fazer o voo mais alto até Belém.

    Vontade, porém, não lhe faltava. Do final de 2002 a meados de 2004 (ou seja, durante todo o seu mandato na câmara antes de ir para o Governo), várias foram as intervenções que fez no sentido de se mostrar “disposto a contribuir” para o tal sonho de Sá Carneiro. Falava tanto no assunto, que a oposição o criticava por não se focar nos problemas da cidade, preocupado que estava em “pisgar-se” para Belém. O sinal mais claro que deu foi em fevereiro de 2004, numa entrevista ao Expresso. “Se for candidato às presidenciais julgo que as ganho”, disse. E o Expresso logo classificou as palavras como uma “pré-candidatura”. Até Cavaco Silva, que estava na pole position para aquela corrida, Santana atacava nessa entrevista, dizendo que se fosse ele o candidato do PSD, então a coligação PSD/CDS não sobreviveria muito tempo, conhecida que era a má relação entre Cavaco e Paulo Portas.

    A verdade é que as sondagens não lhe eram totalmente desfavoráveis. Cavaco aparecia em primeiro, mas o partido tinha uma clara preferência por Santana — sobretudo se comparado com Marcelo, que na altura também era presidenciável. Uma sondagem publicada em julho de 2003 no DN e TSF dava Cavaco como preferido dos portugueses (com 33,2% dos votos) seguido de Santana Lopes, na altura com 48 anos, e só depois apareciam os potenciais candidatos do PS, Mário Soares ou António Guterres. Marcelo Rebelo de Sousa, com mais dez anos do que Santana, também era contabilizado, mas sem grandes chances de vencer. Em fevereiro de 2004, contudo, o mesmo barómetro da Marktest já punha Marcelo à frente de Santana, com Cavaco a manter a preferência dos portugueses.

    Marcelo era, de resto, crítico profissional no que dizia respeito a Santana, usando para isso o espaço de comentário que tinha ao domingo na TVI. Foi o que fez no rescaldo da entrevista de Santana ao Expresso. Às críticas, Santana respondia com… Jorge Sampaio: “O dr. Jorge Sampaio deu uma entrevista como presidente da câmara exatamente no mesmo dia 19 de fevereiro de 1994, quando as eleições só eram em 1995. O timing é exatamente o mesmo”, dizia. Isto, caso Santana avançasse mesmo para Belém. Mas a história estava longe de ir por aí.

    Santana quis, Sampaio vetou e obra não nasceu. A reabilitação do Parque Mayer era uma das bandeiras da campanha eleitoral Santana Lopes, que quis aproveitar a transformação do espaço para uma grande obra de regime. O presidente da câmara prometia fazer do degradado Parque Mayer um “templo da cultura e das artes”, numa ideia que era consensual, até o Expresso noticiar a 21 de setembro: “Casino no Parque Mayer“. O “ovo de Colombo” que iria financiar todo o projeto era um casino e o Governo — da mesma cor de Santana — aprovou um decreto-lei em Conselho de Ministros para aprovar o espaço de jogo.

    A oposição não largou mais Santana até o projeto cair. O PCP foi demolidor desde a primeira hora e o PS, embora mais moderado, dizia ser “prematura” a aprovação do decreto do Governo antes do projeto ser viabilizado na câmara. O Bloco de Esquerda, que não tinha vereadores, exigia — através do seu deputado municipal João Teixeira Lopes — um “referendo local“: rejeitava que uma decisão “de tamanha importância” ficasse “entre o presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, e o empresário Stanley Ho.”

    O projeto de Frank Gehry para o Parque Mayer

    Várias figuras públicas juntaram-se para exigir esse referendo local e contra o casino: António Mega Ferreira, Camacho Costa, Carlos Marques, Manuel Maria Carrilho, Manuel Graça Dias, Nuno Teotónio Pereira, Fernando Nunes da Silva, Eduardo Prado Coelho, António Pinto Ribeiro, Miguel Portas, Lígia Amâncio, Mísia, Ana Sara Brito, Alexandra Lencastre e Teresa Villaverde Cabral.

    Os lisboetas dividiam-se sobre o assunto. A 21 de outubro de 2002, uma sondagem divulgada pela RTP e a Antena 1 mostrava que 42,9% dos inquiridos estavam a favor da solução de Santana, mas 44,2 por cento estavam contra. O mesmo acontecia quanto à hipótese de referendo: 48,3% não queriam que o assunto fosse referendado, contra 45,4%.

    Santana também tinha figuras públicas para contra-atacar. Sérgio Godinho, Carlos do Carmo, Fernando Mendes, Carlos Mendes, Diogo Morgado, Francisco Nicholson, Mico da Câmara Pereira, Toy, Mónica Sintra, Simone do Oliveira e Rão Kyao foram alguns dos artistas que se disponibilizaram a atuar no Parque Mayer para apoiar o projeto do então presidente da câmara. Os artitas Raul Solnado, Ruy de Carvalho e Eunice Muñoz também enviaram uma carta de apoio ao autarca.

    O assunto ia enchendo as páginas de jornais, até que, a 8 de novembro, o Presidente da República, Jorge Sampaio, decidiu vetar o decreto-lei que permitia o licenciamento de um casino em Lisboa. Entre as justificações, Sampaio falava nas “inevitáveis repercussões” que a decisão significaria para “a regularidade da concorrência entre empresas do mesmo ramo de atividade.” Santana não recuou e prometeu ir “por outros caminhos”.

    O Governo teve de fazer um novo decreto que permitia o casino na capital, mas sem especificar a localização. Desta vez, Sampaio promulgou. Mas Santana insistia que se o casino fosse no Parque Mayer e não perdeu tempo. O famoso arquiteto Frank Gehry — vencedor do prémio Pritzker em 1989 — chegou a Lisboa em janeiro de 2003 para começar a esboçar o projeto. O arquiteto do museu Guggenheim de Bilbao antecipava que teria “restaurantes, teatros, atividades que complementem o teatro e talvez um casino”. A 22 de janeiro, o Jornal de Notícias noticiava: “Teatros excitam Gehry”.

    Entretanto, na sequência do veto, Santana começou a procurar outras alternativas para a localização do casino. Em maio, quando Gehry volta a Lisboa, já trazia um projeto sem casino. Meses depois, em outubro, Santana admitiu pela primeira vez que os custos demasiado elevados colocavam o projeto em risco. O presidente da câmara envia então o advogado Rui Gomes da Silva (um dos seus melhores amigos) e a arquiteta Ana Gonçalves a Los Angeles para negociar com Gehry e — a partir da Catalunha, onde foi inaugurar Pavilhão de Lisboa no “Barcelona Meeting Point” — explicava que a câmara tinha 100 milhões de euros para gastar no projeto. Inicialmente, falava-se entre 40 a 50 milhões de euros.

    Helena Roseta, então presidente da Ordem dos Arquitetos, opôs-se à contratação de Gehry e começou a questionar a legalidade do contrato com o arquiteto, que poderia chegar aos 15 milhões de euros. Santana acusou-a de estar a fazer “jogatanas políticas”.

    A câmara avançou então para permuta dos terrenos camarários da Feira Popular pelos do Parque Mayer, de um privado. A câmara ficou com os terrenos do espaço e, em troca, cedeu à Bragaparques (dona do Parque Mayer desde 1999) os terrenos da Feira Popular em Entrecampos. A câmara ficava, entretanto, com a responsabilidade de indemnizar os feirantes (em 20 milhões de euros) e de pagar anualmente 2,6 milhões à fundação “O Século” — que geria e explorava o recinto da feira — até arranjar haver uma nova localização para a Feira Popular.

    O então candidato bloquista à presidência da câmara, José Sá Fernandes, denunciou ilegalidades do processo e foi processado pela câmara. Em 2008, já com Costa como presidente, a câmara passou a defender a nulidade da permuta. Foi o que acabou por acontecer em 2010, por decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa.

    O projeto do Parque Mayer, como Santana sonhou, acabou por morrer. Frank Gehry recebeu 2,5 milhões de euros em honorários, mas o seu projeto estimado em 117 milhões de euros — que previa a construção de três teatros, um anfiteatro, uma mediateca, um clube de jazz, e seis salas de ensaio — nunca saiu do papel. Santana admitiu que esta foi uma promessa por cumprir.

    Foi, sem dúvida, o caso mais polémico, demorado, enguiçado, e, no fundo, o que mais ficou, da passagem de Santana Lopes pela câmara de Lisboa. Construir um túnel que ligasse as Amoreiras ao Marquês de Pombal, Avenida António Augusto Aguiar e Avenida Fontes Pereira de Melo era a solução que o social-democrata tinha na manga para resolver os estrangulamentos e condicionamentos naquelas artérias principais da capital. O chamado túnel das Amoreiras era já uma ideia antiga, do tempo de Jorge Sampaio na câmara, mas, tendo sido uma promessa de campanha de Santana Lopes, tornou-se rapidamente uma prioridade do mandato. De tal forma que, muitas vezes, a oposição a via como mero “capricho eleitoral”. Santana preferia vê-la como “uma obra que vai ficar na história”. E rezava para que ficasse pronta no final de 2004, logo depois do campeonato Europeu de futebol. “Se Deus quiser, a obra acaba antes do final de 2004”, dizia. Deus (ou José Sá Fernandes) não quis. E a obra embargou, embargou, meteu tribunais, recursos, suspensões e lá ficou feita ao fim de muitos anos. Hoje, ninguém a contesta.

    Último troço do Túnel do Marquês foi inaugurado a 5 de abril de 2012

    O concurso foi lançado em outubro de 2002. Na proposta inicial de abertura da empreitada, apresentada pela câmara em abril de 2002, lia-se que o desnivelamento da Avenida Duarte Pacheco, Rua Joaquim António Aguiar, Avenida Fontes Pereira de Melo e Avenida António Augusto de Aguiar estaria avaliado em 14 milhões de euros (três milhões de contos). A construção seria faseada e duraria 33 meses, além de que seria paga de forma igualmente faseada: 250 mil euros em 2002; 8.250 mil euros em 2003 e 5.500 mil euros em 2004. A ideia era estar pronto em janeiro de 2005. Mas a oposição na câmara, PS e PCP, nunca gostou da ideia.

    Os vereadores Vasco Franco, do PS, e Manuel Figueiredo, PCP, foram os mais críticos, defendendo que o túnel só faria aumentar o trânsito no centro da cidade, em vez de o desviar para as circulares, além de que aumentaria a emissão de dióxido de carbono. E havia ainda as questões de segurança. É que a inclinação que se previa superior a 9,7 por cento na descida/subida da Avenida Joaquim António de Aguiar suscitava dúvidas: “Se há um acidente dentro do túnel como é que chegam lá as ambulâncias? Estou a falar de um pequeno acidente, já nem estou a pensar no caso de um acidente grave, que poderia ter conclusões catastróficas”, diria numa reunião de câmara o vereador comunista Manuel Figueiredo.

    Mas Santana, e o então número dois na câmara, Carmona Rodrigues, estavam irredutíveis. O presidente da câmara defendia que o novo túnel iria “disciplinar o uso do automóvel” e “aumentar a velocidade dos transportes públicos”, o que faria reduzir as emissões poluentes. E não se cansava de dizer que estava convencido de que era uma obra que ia “marcar um tempo”, ia “marcar uma época”. Só que o barulho das vozes contra não parou de aumentar. Aos partidos juntaram-se as organizações ambientais como a GEOTA, que dizia que faltava um estudo de tráfego que justificassem a construção. Ou a Quercus, que iniciou um processo de recolha de assinaturas para fazer um referendo, e que criticava a falta de análise ao impacte ambiental e às questões de segurança.

    Ainda assim, era “só” barulho. Os problemas reais ainda estavam para vir.

    Problema 1: o concurso público internacional borregou, depois de as oito propostas concorrentes terem excedido em mais de 25% o preço base da empreitada. A câmara avançou, por isso, para um ajuste direto — o que implicou negociações para a escolha de um empreiteiro. Foi o primeiro tropeção, que fez PS e PCP pensarem que tinham conseguido um game over. “Já o vi [a Santana] fazer uns passes de mágica, mas se conseguir adjudicar esta obra pelo preço base então assistiremos a um milagre”, disse a dada altura o socialista Vasco Franco, citado pela agência Lusa. O “milagre” aconteceu, em maio de 2003, e Santana e o vereador Pedro Pinto adjudicaram a obra à Construtora do Tâmega, SA e à Construtora e Manutenção Electromecânica, SA por 19.686 milhões euros (ainda assim, mais do que os 14 milhões inicialmente previstos). O tempo de construção previsto também aumentou: em vez de 33 semanas, levaria 72. “Se Deus quiser, a obra começa este verão”: Santana continuava a rezar por milagres.

    A obra começou, de facto, no verão. Teve o aval do Tribunal de Contas, embora o PS alegasse que não estava conforme a legislação em vigor por o caderno de encargos do ajuste direto não corresponder ao caderno de encargos inicialmente previsto no concurso público. Ou seja, além das questões ambientais e de segurança, acrescia agora a dúvida da legalidade. Mas, tudo parecia correr bem a Santana, que não se cansava de dizer que o túnel não era “um capricho de campanha eleitoral”, mas sim “uma convicção cada vez mais firme de uma obra que é importante para a cidade”. No primeiro dia em que o túnel junto ao Centro Comercial Amoreiras esteve fechado devido às obras, a circulação de automóveis na cidade correu bem, sem congestionamentos de maior. A câmara até elogiou o “civismo dos automobilistas” por terem acatado as sugestões e terem optados pelas vias recomendadas. Mas o mesmo não aconteceu depois. “E ao segundo dia ficou caótica a entrada em Lisboa pelas Amoreiras”, titulava a agência Lusa em novembro de 2003.

    Problema 2: José Sá Fernandes. O problema maior teve o nome do advogado José Sá Fernandes, que desencadeou uma guerra jurídica com Santana Lopes, que ,por sua vez, virou o cano da espingarda para o então secretário de Estado do Ambiente José Eduardo Martins, também do PSD. Tudo começou quando o advogado interpôs uma ação no Tribunal Administrativo de Lisboa contra a construção do túnel do Marquês, por considerar que o projeto de construção tinha sido feito “sem um estudo de tráfego, sem um estudo de impacto ambiental” e que a obra começou “sem estar concluído o projeto de execução”, como explicou à SIC na altura. Em causa estava a suposta violação de diretivas comunitárias, que regulamentavam a obrigatoriedade da realização de um estudo deste tipo — e chegou inclusive uma queixa a Bruxelas.

    Santana Lopes rebatia, contudo, todas as acusações, garantindo que os juristas da câmara tinham assegurado que a abertura de túneis em vias municipais estava isenta de estudo de impacto ambiental. Mais: a informação de que não era obrigatório por lei fazer um estudo de impacto ambiental tinha sido corroborada pelo secretário de Estado do Ambiente, José Eduardo Martins, e Santana Lopes até tinha questionado os presidente de câmara de Madrid e Barcelona que lhe deram a mesma resposta. “Eu acho que este vai ser o túnel mais seguro do mundo. Só me falta dizer que terá esplanadas e duche, porque este túnel tem tudo”, dizia. Mas a argumentação não chegou e, em abril de 2004, as obras foram suspensas por decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa.

    Era mesmo preciso um estudo de impacto ambiental para certificar que um túnel com aquele declive era seguro, dizia o tribunal. A partir daqui, foi um passa-culpas desenfreado. No dia seguinte à suspensão da obra, os títulos que apareciam nos jornais eram “Falta de estudo deve-se ao secretário de Estado, diz Santana Lopes”. Mas José Eduardo Martins mantinha a sua: no seu entender jurídico, não era preciso — em termos legais — estudo para aquela obra em específico porque, segundo a diretiva comunitária, a lei só obriga se tivesse mais de dez quilómetros. “Se a lei obrigasse, eu teria notificado a câmara”, dizia.

    Entre dúvidas legais e recursos nos tribunais, a câmara de Lisboa lá encomendou o tal estudo ambiental e, por mais que Santana tivesse pedido a Deus que a obra estivesse pronta até ao fim de 2004, a inauguração da primeira fase só viria a ser feita bem mais tarde, em abril de 2007, pelo então presidente da câmara Carmona Rodrigues. Já a saída do túnel para a Avenida António Augusto de Aguiar, a última fase, só viria a ser inaugurada em 2012, cinco anos depois da inauguração da primeira parte, por António Costa como presidente da câmara de Lisboa.

    “Residência oficial” é um termo que se associa a altas figuras do Estado: a do primeiro-ministro, no Palácio de S. Bento, a do Presidente da República, no Palácio de Belém. Sobre o cargo de presidente da câmara de Lisboa, diz-se na gíria política que é ser “mais que ministro”. E Santana Lopes fez tudo por dar peso ao cargo. Um dos atos apontado como uma das excentricidades do então autarca foi ter ido viver para a residência oficial do presidente da câmara de Lisboa, inaugurada em 1989 por Krus Abecassis, mas que até então não tinha sido utilizada.

    Um dia antes de Santana tomar posse, a 5 de janeiro de 2002, o semanário Expresso revelava: “Santana admite viver em Monsanto”. O artigo falava na intenção de o presidente da autarquia ir morar para um palacete propriedade da autarquia que Abecassis tinha transformado em residência oficial. Embora a tivessem utilizado em outras circunstâncias, nem Abecassis, nem Jorge Sampaio, nem João Soares tinha até então utilizado a casa para viver.

    Uma semana depois, chegava a primeira polémica. Na primeira página, a 14 de janeiro, o 24 Horas puxava pelo lado mais sensível: os contribuintes iam pagar a opção de Santana se mudar para Monsanto com a família. O tablóide denunciava o “Palacete à borla para Santana“. E descrevia que “Pedro Santana Lopes e Catarina Flores [a namorada de então] já resolveram o problema da falta de espaço quando juntam os seus nove filhos — e vão habitar o casarão do município lisboeta, em Monsanto, o que lhes permite ainda poupar umas boas centenas de contos por mês“.

    Nessa fase da vida lisboeta, Monsanto era um local pouco recomendável e Santana Lopes argumentava que a sua ida para a residência, também era uma forma de reabilitar a imagem do Parque Florestal. Monsanto era uma zona de prostituição. De facto, desde esse momento — com a ajuda de vários projetos de requalificação da própria autarquia — a prostituição foi desaparecendo e os habitantes da capital começaram, gradualmente, a usufruir cada vez mais do chamado “pulmão de Lisboa”.

    Apesar das críticas, Santana não recuou e assumiu a opção de viver em Monsanto. Era lá que recebia jornalistas para entrevistas e onde fazia algumas reuniões com políticos. No seu livro Perceções e Realidade, quando se queixa que José Manuel Durão Barroso lhe serviu bitoque na residência de S. Bento no dia da tomada de posse, conta que em Monsanto, no verão escolhia sempre “peixe grelhado” para a refeição quando o primeiro-ministro ia lá almoçar.

    Com a saída do autarca para o Governo, a residência de Monsanto voltou a estar envolvida em polémica. O social-democrata, no momento em que saiu da autarquia, levou consigo as máquinas e outros equipamentos do ginásio que tinha instalado em Monsanto. Os deputados do PS na Assembleia Municipal souberam disso e quiseram saber quanto é que Santana tinha gasto com os equipamentos. O então presidente da câmara, Carmona Rodrigues, explicou que Santana levou os equipamentos porque alguns já eram seus e outros pagou-os do próprio bolso. E garantiu: “Não envolveu dinheiro da Câmara de Lisboa“.

    Anos mais tarde o próprio António Costa, como presidente da câmara, chegou a utilizar a residência, onde pernoitava com o filho, mas os serviços camarários aconselharam a venda o edifício e o presidente foi desalojado. Já no tempo de Fernando Medina, a casa foi concessionada por 30 anos, rendendo durante esse período 2.600 euros por mês. Durante a campanha das autárquicas Ricardo Robles, o candidato do Bloco de Esquerda denunciou o caso. Robles faz parte agora parte da maioria de Medina, o palacete vai mesmo ser alojamento local.

    Pedro Santana Lopes ainda não tinha cumprido um ano de mandato quando ficou em risco de o perder. “Santana treme”, podia ler-se na manchete do semanário Expresso a 19 de outubro de 2002. O social-democrata estava então em “risco de perder o mandato”. De acordo com o Estatuto dos Eleitos Locais, o presidente da câmara só pode auferir 100% do salário quando está em exclusividade. O problema é que Santana recebia a totalidade do vencimento de presidente de câmara (5.008,81 euros) e ainda o de representante da autarquia na Parque Expo (2252,67 euros). Ora, pela lei, só podia ganhar o da Parque Expo se abdicasse de metade do vencimento de autarca. O que não aconteceu. Pior: não comunicou ao Tribunal Constitucional.

    Na mesma situação estava o seu número dois, Pedro Pinto, que, além do salário de vereador (3.718,88 euros) ganhava mais 5.566,80 como administrador do Mercado Abastecedor da Região de Lisboa.

    No próprio dia da notícia, Santana enviou “de imediato e apenas por precaução” ao Tribunal Constitucional a informação da sua acumulação de funções na presidência da autarquia lisboeta e na empresa Parque Expo. Remeteu-se ao silêncio e, ao fim de dois, emitiu um comunicado onde garantia que “não recebe dois vencimentos por inteiro” e que “nada foi secreto e ilegal”, porque “intervieram no processo todos os órgãos competentes e tudo foi amplamente divulgado”. Santana explicou que — se recebesse só metade do vencimento de presidente de câmara — “chegaria à situação absurda de auferir menos pela acumulação de funções do que se exercesse apenas as funções de presidente da autarquia”.

    Santana fez questão de mencionar o vencimento líquido, queixando-se de que a notícia citava os valores ilíquidos: “Aufiro, no total, a quantia líquida de 4.500 euros”. O presidente de câmara dizia ainda ter a certeza que “a lei não prevê para qualquer destes aspetos a sanção de perda de mandato.”

    Quando era candidato, já o tinha prometido durante a campanha eleitoral. No discurso de tomada de posse, a 6 de janeiro de 2002, avisou que queria os ministérios fora do Terreiro do Paço e que iria desafiar o novo Governo a não se instalar na construção pombalina. “É preciso devolver os espaços de Lisboa aos lisboetas”, disse, no primeiro discurso como presidente de câmara. No dia seguinte, a manchete do Diário de Notícias mostrava como era clara a intenção: “Governo expulso do Terreiro do Paço.”

    O governo socialista estava nessa fase em gestão na sequência da demissão de António Guterres após as autárquicas e o país iria eleger um novo Governo em março, que se esperava que fosse liderado pelo PSD. E veio mesmo a ser, já que Durão Barroso venceu as legislativas. Santana tinha peso no partido — para alguns analistas, mais até que o próprio líder, Barroso — e não escondia que iria fazer uso desse estatuto para pressionar o Governo. Santana queria que os ministérios fossem transferidos para o Alto do Lumiar para que os espaços onde estavam instalados dessem lugar a zonas de lazer, como um Museu de Arte Contemporânea ou um Hotel de Charme.

    A 29 de maio, já Barroso tinha tomado posse, Santana ligou ao primeiro-ministro a exigir uma reunião com os ministros para negociar a saída de alguns ministérios do Terreiro do Paço. O processo andava, no entanto, muito devagar. Mais de um ano e meio depois, a dezembro de 2003, Santana voltou a pôr pressão no Governo e anunciou que Barroso ia pronunciar-se sobre o caso: “Não quero substituir-me ao Governo, mas em breve o primeiro-ministro irá falar sobre este assunto.” Além disso, Santana garantia que as obras que dependiam “exclusivamente da Câmara” estavam “dentro do prazo”, ao contrário das que dependiam do Governo que estavam a andar “mais devagar”. Dois dias depois, Santana prometia que em 2006 os ministérios estariam fora do Terreiro do Paço.

    O assunto começaria a criar alguma tensão entre a câmara e o Governo. O ministro adjunto José Luís Arnaut começava a dizer, no início de 2004, que a posição do Governo era conhecida na “primeira quinzena de março” e reduzia tudo o resto a “especulação”. A ideia era acalmar Santana.

    Chegou a ser criada uma comissão, com membros da autarquia e do Governo, para discutir o assunto. Entretanto, no verão de 2004, Barroso seguia para Comissão Europeia e o próprio Santana Lopes assumia as funções de primeiro-ministro. Mudou de lado na negociação, mas os ministérios mantiveram-se no Terreiro do Paço. O assunto ficou fora da agenda do novo presidente Carmona Rodrigues e o primeiro-ministro Santana tinha com casos mais urgentes para gerir.

    Depois de sair do Governo e de ter voltado à câmara, já em julho de 2005, Santana Lopes fez um balanço das promessas que deixou por cumprir e lembrou a saída dos ministérios do Terreiro do Paço. Ao mesmo tempo, parecia já ter desistido da ideia, uma vez que admitiu ser favorável a propostas de especialistas e cidadãos de Lisboa, como a historiadora Raquel Henriques da Silva, que defendiam que o Terreiro do Paço se mantivesse “como símbolo de poder”, mantendo ali a funcionar, pelo menos, o Ministério das Finanças, a Armada Portuguesa e o Supremo Tribunal de Justiça.

    Santana Lopes nunca demorou muito a decidir. Confrontado na Assembleia Municipal com a contratação de “boys” da JSD, não deixou de criticar a sua vereadora e anunciou que ia dispensar os “jotinhas” que não tivessem qualificações adequadas para o cargo. A polémica começou quando a vereadora Ana Sofia Bettencourt despediu oito funcionários da Divisão de Apoio Juvenil, tendo de seguida contratado seis jovens com ligações à JSD.

    Santana reafirmou a “total confiança na vereadora Ana Sofia Bettencourt”, mas sem deixar de lhe puxar as orelhas: “Às vezes as pessoas não tomam opções inteiramente corretas. E este foi um caso”. No fim dessa reunião, Santana Lopes voltou a criticar a “substituição de pessoas de uma cor partidária por pessoas de outra cor”, mas defendeu que “ser laranja (cor do PSD) não é impedimento”.

    Quatro meses depois, a pressão para o afastamento da vereador voltaria a aumentar. A JSD/Lisboa, através do seu líder Sérgio Azevedo — hoje deputado –, exigia a demissão da vereadora: “Entendemos que não estão reunidas as condições para que a vereadora permaneça em funções, além de que a saída é a única forma da própria vereadora preservar a sua dignidade.”

    Santana queria que Ana Sofia Bettencourt saísse, mas temia que ela se desvinculasse e continuasse como vereadora sem partido. Dessa forma, o autarca deixava de ter maioria no executivo e ficava com problemas de governabilidade da autarquia. Santana ainda disse que era uma “questão de consciência” da vereadora. Na verdade, cedeu: era mais simples manter Ana Sofia Bettencourt, que continuou no cargo.

    Enquanto presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes não descolou (nem quis) da imagem do católico com valores próximos da direita conservadora. Foram, aliás, vários os esforços que fez, por exemplo, com o patriarcado, para que fosse construída uma grande catedral em Lisboa. Na mesma medida, não demorou muito até que a autarquia por si gerida tivesse uma relação de conflito com algumas associações de defesa dos direitos homossexuais.

    Santana ainda não estava há meio ano à frente na câmara quando teve o primeiro conflito com a comunidade. A organização ILGA realizava desde 1997 o “Arraial Pride” na Praça do Município — sempre com o apoio da autarquia — e chegou a marcá-lo para 29 de junho de 2002. Porém, acabou por cancelar o evento devido à “indiferença manifestada pela direção” do município. Em comunicado, a ILGA denunciava que, apesar dos vários contactos, o gabinete de Santana Lopes sempre se tinha manifestado indiferente aos pedidos de apoio e para a associação não havia dúvida: “Ser indiferente também é discriminar”.

    Santana deu parecer negativo a marcha do Orgulho gay na Avenida da Liberdade

    Várias associações acabaram por criticar a indiferença da câmara. O Grupo de Trabalho Homossexual do PSR (uma das forças políticas fundadoras do Bloco de Esquerda) considerou então atitude da câmara um “absurdo” e elogiou Rui Rio, destacando que a câmara do Porto apoiou iniciativas similares na invicta.

    Um ano depois, nova polémica. Em agosto de 2003, a organização do Festival Gay e Lésbico de Lisboa acusava a câmara liderada por Santana de “discriminação e homofobia” por ter retirado os apoios da sétima edição do evento, que se realizava no mês seguinte. Até então a autarquia tinha apoiado sempre o evento, mas naquele ano, algo mudou. O diretor do festival, Celso Júnior, divulgou uma série de faxes trocados a autarquia. Num de 5 de dezembro de 2002, a vereadora da Cultura da CML, Maria Manuel Pinto Barbosa sugeria à organização uma “proposta renovada para um Festival de Cinema das Diversidades”. Ou seja: a sugestão é que o festival não tivesse “gay” e “lésbico” no nome, mas sim a palavra “diversidades”.

    A organização, naturalmente, não aceitou mudar o nome. A autarquia ainda aceitou ceder o espaço do Fórum Lisboa — como ocorreu nos anos anteriores para que os filmes fossem exibidos — mas, pela primeira vez, recusou-se a financiar o festival. Justificação: “Restrições orçamentais, reflexo da difícil conjuntura económica que se atravessa”, podia ler-se num fax de 9 de maio noticiado pela agência Lusa.

    Celso Júnior não perdoou e disse que ficou “muito claro que a autarquia decidiu não apoiar uma iniciativa associada à comunidade gay, lésbica, bissexual e transsexual”, o que fez com que “desaparecessem 85 por cento das verbas essenciais para continuar a manter a dimensão do evento”. E carregava na tinta: “Isto é homofobia no mais alto grau”. A vereadora defendeu-se na altura a dizer que não discriminou, e que o motivo da retirada foram mesmo as restrições financeiras, alegando que também tinham sido retirados apoios ao DocLisboa.

    Antes de Santana seguir para o Governo, no verão de 2004, comprava nova guerra com as associações de defesa dos direitos dos homossexuais. A 18 de junho desse ano, a câmara de Lisboa deu um parecer negativo a realização da Marcha do Orgulho Gay, marcada para o dia 26 desse mês. Neste caso, foi o próprio Santana Lopes a dar a cara e no lançamento da reedição do livro “Esgotos de Lisboa” assumiu a posição: “Há uma orientação geral da Câmara de Lisboa para que na Avenida da Liberdade só se realizem manifestações em datas muito especiais, como o 25 de Abril, ou então provas” desportivas.

    Santana dizia então que preferia que a marcha ocorresse “noutras zonas, porque senão a Avenida da Liberdade passava a vida a estar fechada”. E acrescentava: “Também prefiro que não se utilize o Terreiro do Paço”. No entanto, negava estar a discriminar: “Eu digo a estas organizações o mesmo que digo a outras que queiram utilizar a Avenida da Liberdade para desfiles”.

    A organização da Marcha de Orgulho Gay decidiu, no entanto, realizar na mesma o evento, mesmo contra o parecer da câmara. Paulo Vieira, da “Não te prives – Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais” justificava na altura que o Governo Civil autorizou a marcha e que a própria PSP não se opôs, só lamentou ter menos agentes, uma vez que havia jogo do Euro 2004. O presidente da Opus Gay, António Serzedelo, também acusava o presidente de discriminação e alertava Santana que a sua posição poderia significar “a perca do voto gay, em quaisquer eleições a que se apresente”.

    A própria Opus Gay acabaria por discordar da forma como o processo foi conduzido e, nesse ano, não participou na marcha e criticou a “partidarização” da mesma. Na marcha participaram políticos como o fundador do Bloco de Esquerda, Miguel Portas, e a deputada do PEV Isabel Castro. Os jornais noticiaram um “desfile morno”. A guerra com Santana tirou força à marcha.

    Ao “Ultimato de Santana Lopes”, que fazia manchete do Diário de Notícias em janeiro de 2002, seguiu-se uma declaração de guerra ao recém-empossado presidente da câmara. “Proprietários lisboetas contra Santana Lopes” era a manchete d’A Capital no dia seguinte. O que estava em causa? Uma outra bandeira de Santana Lopes: a recuperação da Lisboa que estava “a cair”. Numa medida anunciada à cabeça do mandato, Santana Lopes mandou fazer um levantamento exaustivo do número de edifícios em mau estado, estimando que a capital tivesse mais de 1.400 edifícios em risco de ruir. A ideia era dar um prazo curto aos proprietários para fazerem esse levantamento, e depois intimá-los a reabilitarem os prédios. Se não o fizessem, a câmara utilizaria o sistema de obras coercivas: isto é, fazia as obras necessárias e depois apresentava a fatura aos respetivos donos.

    “Os edifícios que ameacem ruína ou constituam perigo para a saúde ou segurança das pessoas serão alvo de uma ordenação camarária de demolição ou beneficiação”. Esta era a ordem de Santana Lopes, decretada numa conferência de imprensa onde também anunciou que ia começar a notificar todos os proprietários dos 1.400 edifícios em risco de ruína, e que estes tinham 25 dias para proceder ao emparedamento. O objetivo era dar prioridade à recuperação e não à nova construção. “Meia Lisboa está a cair” era a manchete do Correio da Manhã no dia seguinte, que dava força à intervenção de Santana.

    Mas as ideias do novo autarca para reabilitar a cidade e para lhe tirar o “ar desmazelado” eram ambiciosas. Santana queria aumentar as sanções por violação das leis relativas a obras, assim como aumentar as multas aos proprietários que, tendo capacidade financeira para fazer obras, não o faziam. Queria aumentar as multas a quem estacionasse carros em segunda fila, e, numa mera operação de estética-política decretou, logo no primeiro mês de mandato, que todos os cartazes partidários sobre as autárquicas fossem retirados das ruas de Lisboa. Na verdade, o rosto de Paulo Portas, que tinha sido candidato pelo CDS, ainda era “a cara mais visível” nas avenidas lisboetas, segundo admitia o próprio Santana, por isso era preciso uma limpeza. Tudo em nome da imagem da cidade.

    A cruzada da reabilitação urbana levou a um curioso acordo de princípios, em maio de 2002. A câmara de Lisboa juntou-se à câmara do Porto e de Coimbra para assinarem com a secretária de Estado da Habitação um diploma destinado a incentivar a reabilitação urbana. E quem era o presidente da câmara do Porto? Precisamente, Rui Rio. Segundo Santana Lopes, em declarações à agência Lusa depois da primeira reunião, documento que estava a ser preparado previa a criação de “sociedades” cujo funcionamento seria “quase equivalente ao Fundo de Investimento Imobiliário” — uma das ideias de Santana para resolver o problema da degradação dos edifícios. Dois anos depois, anunciou a criação de três sociedades de reabilitação urbana, uma para a Baixa Pombalina, outra para Alcântara/Ajuda e outra para a zona oriental da cidade.

    Outra cruzada foi a circulação automóvel no Chiado: uma zona que se pretendia mais pedonal e mais atrativa aos turistas. Qual foi a ideia do presidente da câmara? Taxar a circulação na Baixa e no Chiado. O anúncio da medida foi feito no final de 2003, e o desenho passava por impor o pagamento de uma taxa, sob a forma de selo anual, que variava consoante o tipo de veículo, a quem quisesse circular de automóvel naquela zona histórica. As arestas foram limadas e em 2004 a ideia passou a ser taxar apenas durante o dia. “À noite, os automobilistas podem circular sem pagar taxa. Mas quem quiser ter o luxo de circular naquela zona da cidade de carro durante o dia terá de pagar uma taxa”, disse Santana Lopes, no final de uma reunião de câmara em janeiro de 2004, garantindo que a medida ia ser implementada de forma “moderada” para que “ninguém ficasse chateado”.

    Moradores e comerciantes estavam isentos, e a fiscalização era feita através da instalação de um sistema de vigilância, por câmaras, em vez de haver barreiras físicas. Mas depois a história aconteceu: Santana foi para o Governo, Carmona Rodrigues ocupou o lugar e a ideia de taxar o Chiado ficou no plano das “ideias”. “Antes de pensar em pôr em prática ideias como essas, temos de criar condições que ainda não existem”, dizia Carmona em setembro.

    Quando Pedro Santana Lopes chegou à presidência da câmara de Lisboa, no início de 2002, o Euro 2004 estava à porta e o Benfica tinha feito um acordo com o ex-presidente da câmara, o socialista João Soares, sobre os apoios para a construção do novo Estádio da Luz — que ia acolher a grande final do campeonato de futebol. Mas o acordo foi apenas “verbal”, e foi essa declaração de intenções que Santana herdou. Portanto, quando, a 1 de outubro de 2001, os camiões e retroescavadoras entraram no recinto do Estádio da Luz para começarem as demolições para a construção do novo estádio, ainda não era conhecida qualquer promessa da câmara no sentido de apoiar financeiramente o clube. O embróglio duraria mais de sete meses e levaria o socialista Manuel Alegre a acusar o PSD de ter feito um “acordo secreto” com o Benfica: apoio eleitoral em troca de financiamento do estádio.

    “A câmara não participará em sociedades de gestão dos clubes”. Este era o ponto assente de Santana Lopes, que teve várias reuniões com o então presidente do Benfica, Manuel Vilarinho. De um lado saía uma versão, do outro outra. Este era o cenário: Manuel Vilarinho dizia que o acordo (fechado com João Soares) era para a participação da câmara em 12,5 milhões de euros na Sociedade Benfica-Estádio, o aumento da volumetria de construção nos terrenos do atual recinto e a exploração de uma bomba de gasolina no Eixo Norte-Sul. E dizia que esses três fatores tinham sido decisivos para o Benfica avançar para a construção do estádio. Já Santana negava qualquer participação da câmara no capital social daquela sociedade e dizia que não ia viabilizar o aumento da volumetria de construção nos terrenos. Quanto muito, admitia “estudar” a possibilidade de autorizar a construção noutros terrenos. Santana admitia ainda a exploração da bomba de gasolina mas, quanto à verba disponibilizada, só permitia dar ao Benfica e ao Sporting apoios “equivalentes” aos estabelecidos no protocolo de modernizaçãodos equipamentos desportivos com o Belenenses — que tinha sido orçado em 7,75 milhões de euros (longe dos 12,5 milhões pedidos por Manuel Vilarinho).

    O impasse durou algum tempo, com o tema a ser tratado com pinças ainda para mais porque havia eleições legislativas à porta (em março de 2002). O então ministro do Desporto, o socialista, José Lello, chegou mesmo a dar um murro na mesa, dizendo que não ia alterar o contrato-programa assinado com o Benfica, que previa uma comparticipação do Estado à construção do novo Estádio da Luz de 22,6 milhões de euros. “Não pensem que, por estarmos em momento eleitoral, eu vou alterar uma vírgula ao que foi acordado entre o Benfica e o Estado. Eu cumpro. Se os outros não cumprem, que assumam essa decisão…”, disse à Lusa. Ou seja, do lado do Estado central não havia nem mais um cêntimo: “O problema é entre o Benfica e a Câmara (de Lisboa)”, afirmava o ministro.

    “Depois de tudo o que os doutores João Soares e Pedro Santana Lopes disseram na campanha eleitoral (das autárquicas) não acredito que o estádio fique por construir… Acho que o doutor Santana Lopes vai resolver o problema. Não acredito que a obstinação do presidente da câmara inviabilize a construção do estádio”, dizia ainda José Lello. A tal “obstinação” levaria Santana Lopes a adiar sucessivamente a decisão. Primeiro disse que haveria acordo “depois do Carnaval”, depois, deu a si próprio dez dias, e posteriormente anunciou que só se pronunciaria sobre o caso depois das legislativas de março.

    Acontece que as legislativas de março vieram adensar ainda mais o problema. Tudo porque o Benfica de Manuel Vilarinho resolveu, num jantar-comício do PSD, manifestar implicitamente o apoio institucional do Benfica ao candidato do PSD, Durão Barroso. “Quando votarem lembrem-se que estes senhores nos ajudaram a resolver a situação”, disse Manuel Vilarinho — o que fez soar todos os alarmes. A voz mais grossa foi do socialista Manuel Alegre, que quis logo que se esclarecesse se houve ou não algum “acordo secreto” ou “solução clandestina” entre a direção do Benfica e o PSD. “Como é que aqueles senhores [Santana Lopes e Durão Barroso] ajudaram? Há um acordo debaixo da mesa? O que é que há?”, questionava Manuel Alegre numa conferência de imprensa que convocou só para alertar para aquele “acordo escondido”.

    Santana Lopes sempre negou qualquer troca de favores nesse sentido. “A solução a encontrar pela câmara de Lisboa será participada pela generalidade dos partidos com assento na câmara. Só isto faz cair por terra qualquer hipótese das pessoas pensarem que houve qualquer acordo com o PSD”, disse aos jornalistas na altura, depois de ter ido a um encontro com o Presidente da República.

    Com ou sem o apoio dos benfiquistas, Durão Barroso ganharia as eleições de 2002. E o acordo para o financiamento do Estádio da Luz chegaria cerca de um mês depois: a câmara autorizava a construção de 65 mil metros quadrados nos terrenos circundantes do estádio mas a empresa de construção Somague tinha de sair, e entrava a empresa pública EPUL; além de que o clube ficava obrigado, como contrapartida, a erguer, em associação com a EPUL, 200 fogos de habitação destinados a sócios. “Transformámos um ato de negócio privado num ato de interesse público”, disse na altura Santana, considerando que o acordo celebrado abria “uma perspetiva inédita” na forma de as autarquias negociarem com clubes desportivos. Na altura, também Manuel Vilarinho aplaudiu.

    Capítulo encerrado e estádio construído. Portugal foi à final do campeonato europeu, disputada no renovadíssimo Estádio da Luz, e perdeu. O acordo chegou a ser aprovado por todos os partidos na câmara, menos o PCP, depois de limadas algumas arestas, mas foi aberta uma investigação à legalidade do contrato-programa entre a câmara, a EPUL e o Benfica. As conclusões de um relatório chegariam apenas em 2010 e eram desfavoráveis à câmara, mas não haveria mais consequências: “As formas de apoio acordadas e atribuídas ao clube da Luz para a construção do estádio consubstanciam verdadeiras comparticipações financeiras, concedidas por instâncias municipais”, lia-se no relatório da PJ, que dizia que o contrato-programa tinha contrariado os “normativos legais vigentes” por não terem sido quantificados devidamente os encargos das entidades públicas envolvidas em desrespeito pelos princípios da boa gestão dos dinheiros públicos.

    Resumindo: a Câmara Municipal de Lisboa “instrumentalizou a EPUL”, que assumiu encargos diretos de 18 milhões de euros na prossecução de fins estranhos ao seu objeto social.

    Article source: http://observador.pt/especiais/como-santana-governou-lisboa-12-historias-para-conhecer-melhor-o-candidato-a-lider-do-psd/

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    Article source: http://www.sportlegnano.it/cookie/

    DAKAR 18 foi anunciado mundialmente em primeira mão durante o Lisboa Games Week 2017 (LGW) pelo fundador e CEO Paulo Gomes da Bigmoon Entertainment juntamente com os pilotos convidados Pedro Bianchi e Mário Patrão.

    Baseado na prova de rali mais famosa do mundo, organizada pela Amaury Sport Organisation (A.S.O.) na América do Sul, DAKAR 18 é uma simulação realista da maior corrida cross-country do mundo e possui uma variedade de veículos, incluindo Motas, Carros, Camiões, ATV/Quads e UTV/SxS. Os jogadores competirão em ferozes batalhas multiplayer online, além de jogarem off-line para aproveitar e desenvolver habilidades de corrida em um vasto mundo aberto.

    O jogo está a ser desenvolvido pelo estúdio português Bigmoon Entertainment juntamente com a editora Deep Silver. DAKAR 18 promete ser um simulador realista com “um dos maiores mundos abertos já feitos para um jogo de corridas”. Em relação aos aspectos técnicos, DAKAR 18 irá usar o motor gráfico Unreal Engine 4 e o motor de física será uma versão personalizada da NVIDIA PhysX, devido às várias categorias de veículos e pavimentos (areia macia, areia dura, rocha, asfalto e lama) presentes no jogo.

    Recursos importantes do jogo:

    • Campanha Singleplayer (selecionando um dos pilotos disponíveis).
    • Campanha Multiplayer.
    • Mundo aberto gigante com gráficos fotorrealistas (+15.000 km2).
    • Sistema de navegação realista (Roadbook)
    • Sistema de simulação de tempo e meteorológia.
    • Sistema de simulação de areia, lama e água.
    • Sistema realista de física de veículos.
    • Modelos corporais completos dos pilotos.
    • Salvamento e reparação.

    Total controlo sobre veículos oficiais e pilotos:

    Desenvolvedor: Bigmoon Entertainment
    Editora: Deep Silver
    Licença: Amaury Sport Organisation (A.S.O.)


    Article source: https://portugalgamers.pt/deep-silver-bigmoon-entertainment-anunciam-dakar-18/

    O Túnel do Marquês e o Parque Mayer foram duas das maiores polémicas. O aumento da dívida é um dos problemas da gestão de Santana em Lisboa, interrompida quando assumiu o cargo de primeiro-ministro.

    16 de dezembro de 2001. Ou melhor, já era 17 de dezembro de 2001. Santana Lopes apareceu na sede de campanha da candidatura de olhos vermelhos, de choro e emoção, já perto da uma manhã para dizer o que nunca saiu da cabeça de todos: “Parecia quase impossível“. Mas foi possível. A noite foi longa e de incerteza sobre a vitória. Pela hora do fecho das urnas, o seu amigo Pedro Pinto pedia “muita cautela”. A tensão continuou. Às 20h30, o então número dois da lista ainda não sorria e dizia apenas:”Seja qual for o resultado final enche-nos de alegria”. Restava saber se era muita alegria de uma vitória inesperada ou pouca alegria por uma derrota à justa.

    A comida acabou na sede de campanha e, segundo uma reportagem publicada no jornal Público no dia seguinte, “o nome de Deus” começou a ser “evocado com frequência” com o avançar da noite. O partido ganhava Sintra, o Porto e a sala calava-se para ouvir o discurso Luís Filipe Menezes pelas 23h00, também ele vencedor em Vila Nova de Gaia. Havia informações de que o PS poderia estar à frente e de algumas freguesias nada se sabia. Os resultados de Marvila não apareciam e Pedro Pinto insinuava um golpe eleitoral:”Estás a ver a nossa Flórida? Marvila é a nossa Flórida“. Nesse Estado americano tinha existido a confusão que deu a vitória — em circunstâncias duvidosas — a George W. Bush na corrida à Casa Branca em 2000.

    Pedro Santana Lopes ganharia a câmara por 856 votos. Pela meia-noite e meia começava a ficar claro que a vitória não escaparia. Bastou esperar que o socialista João Soares reconhecesse a derrota e apontasse um culpado: “Falhou sobretudo a imagem”. A sede de Santana quase vinha abaixo com os festejos. Começaram a ouvir-se os apitos dos carros dos apoiantes laranjas: uns foram para o Marquês de Pombal, outros ficaram pela rua da Misericórdia. Antes disso, já se celebrava a demissão de Guterres e, na sede atribuía-se a Santana a queda do governante socialista. Não foi o único responsável, mas ajudou bastante. Na mesma noite, Rui Rio ganhava a câmara do Porto.

    O Público do dia seguinte, na página em que elege os “vencedores” e “vencidos”, coloca-o como segundo grande vencedor da noite, logo a seguir a Durão Barroso e antecipa-lhe grandes voos: “Noutra conjuntura, sabe-se lá, até pode partir para a descoberta da América…” O céu não era o limite, mas seria Belém ou S. Bento. De tal forma que, antes do mandato autárquico chegar a meio, Santana torna-se pré-candidato presidencial e, antes de chegar ao fim do mandato, primeiro-ministro.

    O mandato foi rico em polémicas: o Túnel do Marquês, os apoios ao estádio do Benfica, o Parque Mayer, o caso do salário que recebia da Parque Expo ou facto de viver em Monsanto foram algumas delas. Demonstrou aquilo que os seus apoiantes chamam “visão” e que os seus opositores classificam de “excentricidades” ao querer em Lisboa projetos de arquitetos de renome internacional como Niemeyer (para uma catedral), o francês Jean Novel, o português Siza Vieira (ambos para projetos) habitacionais, quis subsidiar GPS em todos os táxis de Lisboa e defendeu a municipalização da Carris e a privatização da Carris. Ainda ajudou a trazer o Rock in Rio para Lisboa e afirmou-se publicamente contra a OTA. Comprou guerras em nome da cidade e cedeu noutras.

    Num mandato de quatro anos, Santana esteve fora oito meses — para ser primeiro-ministro na sequência da saída de Barroso. Ainda regressou à autarquia quando perdeu eleições legislativas, mas tinha Carmona Rodrigues como autoridade paralela, porque entretanto assumira o cargo. Chegaram a partilhar gabinete. Tentou ser candidato novamente, mas Luís Marques Mendes tirou-lhe o tapete. Os primeiros dois anos e meio em que esteve na câmara tiveram de tudo: obras, polémicas e até um veto presidencial. Santana era o alvo do PS que, por vezes, o atacava mais do que ao próprio líder do partido, Durão Barroso.

    Como aconteceu na Figueira da Foz, Santana deixou uma câmara mais endividada do que tinha herdado e não conseguiu equilibrar as contas. Foi um presidente com ideias e projetos, mas esteve longe do rigor orçamental. Eis 12 aspetos sobre a gestão de Santana Lopes na câmara de Lisboa que ajudam a perceber qem é o candidato do PSD.

    Há uma conclusão óbvia das contas da câmara no tempo de Santana: as dívidas a terceiros e o passivo aumentaram muito numa câmara que já estava endividada. O Tribunal de Contas fez uma auditoria financeira ao último ano de João Soares (2001) e aos dois primeiros anos de Santana Lopes, registando um aumento do passivo de mais de 350 milhões de euros só nos primeiros dois anos do mandato do social-democrata. O Observador consultou as Demonstrações Financeiras e os Relatórios de Gestão dos quatro anos de Santana na autarquia (Carmona foi presidente durante apenas oito meses) e os números ainda são mais avassaladores: o passivo mais do que duplicou em quatro anos, passando de 561,8 milhões de euros quando Santana tomou posse para 1,2 mil milhões de euros no final de 2005.

    As dívidas a terceiros (incluindo curto e médio e longo prazo) aumentaram logo 159,1 milhões de euros no primeiro ano de mandato de Santana Lopes (2002) para 632,3 milhões de euros. E foram aumentando a um ritmo maior nos anos seguintes. De tal forma que, no final de 2005, quando Santana deixou a câmara, as dívidas a fornecedores ascendiam a 956,8 milhões de euros, dos quais 311 milhões correspondiam a dívida de curto prazo. Ou seja: as dívidas a terceiros aumentaram 483,6 milhões (mais do que duplicaram) em quatro anos.

    Quanto ao endividamento líquido, foi enorme no primeiro ano de Santana, como já tinha sido elevado, no último ano de João Soares. Mas foi caindo ao longo do mandato. No último ano de gestão PS, em 2001, o endividamento líquido era de 96,4 milhões de euros. No primeiro de Santana, 2002, o endividamento líquido foi de 173 milhões de euros (o capital em dívida atingiu, então, os 583,7 milhões de euros). Em 2003, baixou para 837 mil euros e em 2004 e 2005 houve até uma redução do capital em dívida na ordem dos 57,58 milhões de euros.

    Os restantes indicadores também não não são famosos. A despesa com pessoal aumentou, só no primeiro ano de Santana, em mais de 7,8 milhões de euros. Quatro anos depois de Santana tomar posse, os encargos com pessoal já tinham aumentado em 41,8 milhões de euros anuais, para um total de 245,4 milhões de euros.

    As despesas diminuíram do início para o fim do mandato, o que significa que o investimento e os gastos passaram muito pelo endividamento. As despesas eram, no último ano de João Soares, de 672,6 milhões de euros. No final de 2005, ficaram-se pelos 626,3 milhões de euros: uma redução de 46 milhões de euros. As receitas também não ajudaram à descida da dívida, tendo ocorrido uma ligeira quebra: as receitas eram de 666,9 milhões de euros no primeiro ano de João Soares e de 661,7 milhões de euros no último ano de Santana. Em 2003 e 2004 foram ainda mais baixas: 569,2 milhões de euros e 510,4 milhões de euros, respetivamente. Os impostos (diretos e indiretos) cobrados mantiveram-se estáveis, sendo a contribuição autárquica (a partir de 2004, o IMI), o SISA (a partir de 2004, IMT), o imposto municipal sobre os veículos e a Derrama as principais fontes de financiamento.

    Santana só assume a responsabilidade política das contas dos dois primeiros anos. Mas, as contas de 2004 e 2005, são igualmente más. As de 2004 chegaram a ser chumbadas pelo Tribunal de Contas, num relatório aprovado a 19 de fevereiro de 2009. Pedro Santana Lopes fez questão de esclarecer na altura, em comunicado, que as contas de 2004 da Câmara Municipal de Lisboa “foram da responsabilidade, na elaboração, na propositura e aprovação do então presidente da Câmara António Carmona Rodrigues e do então vereador das Finanças Carlos Fontão de Carvalho”.

    Santana alegava ainda, no mesmo documento, que “tendo o vereador das Finanças especial responsabilidade nesse documento, nunca Carlos Fontão de Carvalho exerceu essas funções com Pedro Santana Lopes, tendo sido vereador de João Soares [coligação PS/CDU, no mandato anterior] e de António Carmona Rodrigues [maioria PSD/CDS]”. A vereadora com o pelouro das Finanças no tempo de Santana era Teresa Maury.

    O social-democrata só deixou a câmara a 15 de julho de 2004 e, por isso, não rejeitava “a responsabilidade do exercício da liderança da Câmara de Lisboa até julho desse ano”. Nesse comunicado — que Santana emitiu sendo já candidato às eleições autárquicas de 2009 — o ex-autarca explicava que “em 2004, a responsabilidade de Pedro Santana Lopes em matéria de contas foi pela Conta Geral do Estado e relativa a todo o ano, dado o exercício das funções de primeiro-ministro a partir de 17 de julho.” Ou seja: Santana esteve meio ano na câmara e meio no Governo, mas diz-se responsável apenas pelas contas do país.

    Santana Lopes foi, desde o primeiro dia na câmara — e até antes disso — um fenómeno de popularidade. A 20 de julho de 2002, João Soares — que tinha perdido a câmara por poucos votos meses antes contra o social-democrata — admitia ao Expresso: “O pior é que Santana Lopes tem mel“. E tinha mesmo. Pelo menos até ir para o Governo, em 2004. O barómetro DN/TSF de setembro de 2002 apontava Pedro Santana Lopes como o político “mais popular” entre as personalidades de direita, recolhendo opinião positiva de 54% dos inquiridos, muito à frente de Marcelo Rebelo de Sousa e Freitas do Amaral, ambos com 30%. Nessa época até batia Mário Soares que recolhia opinião favorável de 41% dos inquiridos.

    As sondagens davam força a Santana Lopes. Um ano depois da eleição, uma sondagem da Aximage confirmava que uma ampla maioria dos eleitores apoiava Santana. O autarca era considerado um “bom presidente” por 43,6 % dos inquiridos, aos quais ainda se juntavam 5,8% que consideravam a atuação “muito boa”. A sondagem mostrava ainda que Santana recolhia opiniões mais favoráveis de eleitores do CDS do que dos do PSD.

    Quatro dias depois, a 16 de dezembro de 2002, nova sondagem. Desta vez, da Universidade Católica e publicada no jornal Público, demonstrava que a maioria dos lisboetas (43,5%) considerava a gestão de Santana Lopes melhor que a de João Soares.

    No dia seguinte, a manchete do Jornal de Notícias trazia novas boas notícias para o autarca. “Santana Lopes esmaga a concorrência”, podia ler-se na primeira página do diário, onde também era registado que a “imagem do autarca está em alta” e que Santana “atingiria a maioria absoluta” se fosse a votos naquela altura.

    A popularidade de Santana começaria a ser, mais tarde, testada como candidato presidencial. A 28 de março de 2003, por exemplo, Santana aparece como segundo favorito na corrida Belém. Cavaco Silva aparece destacado no barómetro DN/TSF, recolhendo a preferência de 30% dos inquiridos, seguido de Santana Lopes que era o preferido de 14% (no mês anterior Santana estava nos 18% e cavaco nos 26%). Santana mantinha-se, por esta altura, à frente de figuras como o atual secretário-geral da ONU, António Guterres (com 11%), e o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (com 8%). O fosso entre Cavaco e os restantes continuou a aumentar.

    Santana não seria candidato a Belém (embora tivesse ameaçado), mas chegou a primeiro-ministro no verão de 2004. Ainda era popular, mas a sua governação fê-lo cair na popularidade e na sondagem mais fidedigna, os votos: Santana obteve o pior resultado de sempre do PSD em legislativas: 28.77%. Voltou à câmara, mas já tinha perdido todo o élan. Uma sondagem da Aximage publicada no Correio da Manhã a 26 de março davam o presidente de câmara perder contra qualquer um dos nomes indicados como possíveis candidatos socialistas: Manuel Maria Carrilho (que perderia com Carmona Rodrigues), João Soares, Ferro Rodrigues ou Mega Ferreira. Santana começou o mandato com a popularidade em alta, manteve-a, mas perdeu-a ao aceitar assumir o cargo de primeiro-ministro.

    Santana quis, Sampaio vetou e obra não nasceu. A reabilitação do Parque Mayer era uma das bandeiras da campanha eleitoral Santana Lopes, que quis aproveitar a transformação do espaço para uma grande obra de regime. O presidente da câmara prometia fazer do degradado Parque Mayer um “templo da cultura e das artes”, numa ideia que era consensual, até o Expresso noticiar a 21 de setembro: “Casino no Parque Mayer“. O “ovo de Colombo” que iria financiar todo o projeto era um casino e o Governo — da mesma cor de Santana — aprovou um decreto-lei em Conselho de Ministros para aprovar o espaço de jogo.

    A oposição não largou mais Santana até o projeto cair. O PCP foi demolidor desde a primeira hora e o PS, embora mais moderado, dizia ser “prematura” a aprovação do decreto do Governo antes do projeto ser viabilizado na câmara. O Bloco de Esquerda, que não tinha vereadores, exigia — através do seu deputado municipal João Teixeira Lopes — um “referendo local“: rejeitava que uma decisão “de tamanha importância” ficasse “entre o presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, e o empresário Stanley Ho.”

    O projeto de Frank Gehry para o Parque Mayer

    Várias figuras públicas juntaram-se para exigir esse referendo local e contra o casino: António Mega Ferreira, Camacho Costa, Carlos Marques, Manuel Maria Carrilho, Manuel Graça Dias, Nuno Teotónio Pereira, Fernando Nunes da Silva, Eduardo Prado Coelho, António Pinto Ribeiro, Miguel Portas, Lígia Amâncio, Mísia, Ana Sara Brito, Alexandra Lencastre e Teresa Villaverde Cabral.

    Os lisboetas dividiam-se sobre o assunto. A 21 de outubro de 2002, uma sondagem divulgada pela RTP e a Antena 1 mostrava que 42,9% dos inquiridos estavam a favor da solução de Santana, mas 44,2 por cento estavam contra. O mesmo acontecia quanto à hipótese de referendo: 48,3% não queriam que o assunto fosse referendado, contra 45,4%.

    Santana também tinha figuras públicas para contra-atacar. Sérgio Godinho, Carlos do Carmo, Fernando Mendes, Carlos Mendes, Diogo Morgado, Francisco Nicholson, Mico da Câmara Pereira, Toy, Mónica Sintra, Simone do Oliveira e Rão Kyao foram alguns dos artistas que se disponibilizaram a atuar no Parque Mayer para apoiar o projeto do então presidente da câmara. Os artitas Raul Solnado, Ruy de Carvalho e Eunice Muñoz também enviaram uma carta de apoio ao autarca.

    O assunto ia enchendo as páginas de jornais, até que, a 8 de novembro, o Presidente da República, Jorge Sampaio, decidiu vetar o decreto-lei que permitia o licenciamento de um casino em Lisboa. Entre as justificações, Sampaio falava nas “inevitáveis repercussões” que a decisão significaria para “a regularidade da concorrência entre empresas do mesmo ramo de atividade.” Santana não recuou e prometeu ir “por outros caminhos”.

    O Governo teve de fazer um novo decreto que permitia o casino na capital, mas sem especificar a localização. Desta vez, Sampaio promulgou. Mas Santana insistia que se o casino fosse no Parque Mayer e não perdeu tempo. O famoso arquiteto Frank Gehry — vencedor do prémio Pritzker em 1989 — chegou a Lisboa em janeiro de 2003 para começar a esboçar o projeto. O arquiteto do museu Guggenheim de Bilbao antecipava que teria “restaurantes, teatros, atividades que complementem o teatro e talvez um casino”. A 22 de janeiro, o Jornal de Notícias noticiava: “Teatros excitam Gehry”.

    Entretanto, na sequência do veto, Santana começou a procurar outras alternativas para a localização do casino. Em maio, quando Gehry volta a Lisboa, já trazia um projeto sem casino. Meses depois, em outubro, Santana admitiu pela primeira vez que os custos demasiado elevados colocavam o projeto em risco. O presidente da câmara envia então o advogado Rui Gomes da Silva (um dos seus melhores amigos) e a arquiteta Ana Gonçalves a Los Angeles para negociar com Gehry e — a partir da Catalunha, onde foi inaugurar Pavilhão de Lisboa no “Barcelona Meeting Point” — explicava que a câmara tinha 100 milhões de euros para gastar no projeto. Inicialmente, falava-se entre 40 a 50 milhões de euros.

    Helena Roseta, então presidente da Ordem dos Arquitetos, opôs-se à contratação de Gehry e começou a questionar a legalidade do contrato com o arquiteto, que poderia chegar aos 15 milhões de euros. Santana acusou-a de estar a fazer “jogatanas políticas”.

    A câmara avançou então para permuta dos terrenos camarários da Feira Popular pelos do Parque Mayer, de um privado. A câmara ficou com os terrenos do espaço e, em troca, cedeu à Bragaparques (dona do Parque Mayer desde 1999) os terrenos da Feira Popular em Entrecampos. A câmara ficava, entretanto, com a responsabilidade de indemnizar os feirantes (em 20 milhões de euros) e de pagar anualmente 2,6 milhões à fundação “O Século” — que geria e explorava o recinto da feira — até arranjar haver uma nova localização para a Feira Popular.

    O então candidato bloquista à presidência da câmara, José Sá Fernandes, denunciou ilegalidades do processo e foi processado pela câmara. Em 2008, já com Costa como presidente, a câmara passou a defender a nulidade da permuta. Foi o que acabou por acontecer em 2010, por decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa.

    O projeto do Parque Mayer, como Santana sonhou, acabou por morrer. Frank Gehry recebeu 2,5 milhões de euros em honorários, mas o seu projeto estimado em 117 milhões de euros — que previa a construção de três teatros, um anfiteatro, uma mediateca, um clube de jazz, e seis salas de ensaio — nunca saiu do papel. Santana admitiu que esta foi uma promessa por cumprir.

    “Residência oficial” é um termo que se associa a altas figuras do Estado: a do primeiro-ministro, no Palácio de S. Bento, a do Presidente da República, no Palácio de Belém. Sobre o cargo de presidente da câmara de Lisboa, diz-se na gíria política que é ser “mais que ministro”. E Santana Lopes fez tudo por dar peso ao cargo. Um dos atos apontado como uma das excentricidades do então autarca foi ter ido viver para a residência oficial do presidente da câmara de Lisboa, inaugurada em 1989 por Krus Abecassis, mas que até então não tinha sido utilizada.

    Um dia antes de Santana tomar posse, a 5 de janeiro de 2002, o semanário Expresso revelava: “Santana admite viver em Monsanto”. O artigo falava na intenção de o presidente da autarquia ir morar para um palacete propriedade da autarquia que Abecassis tinha transformado em residência oficial. Embora a tivessem utilizado em outras circunstâncias, nem Abecassis, nem Jorge Sampaio, nem João Soares tinha até então utilizado a casa para viver.

    Uma semana depois, chegava a primeira polémica. Na primeira página, a 14 de janeiro, o 24 Horas puxava pelo lado mais sensível: os contribuintes iam pagar a opção de Santana se mudar para Monsanto com a família. O tablóide denunciava o “Palacete à borla para Santana“. E descrevia que “Pedro Santana Lopes e Catarina Flores [a namorada de então] já resolveram o problema da falta de espaço quando juntam os seus nove filhos — e vão habitar o casarão do município lisboeta, em Monsanto, o que lhes permite ainda poupar umas boas centenas de contos por mês“.

    Nessa fase da vida lisboeta, Monsanto era um local pouco recomendável e Santana Lopes argumentava que a sua ida para a residência, também era uma forma de reabilitar a imagem do Parque Florestal. Monsanto era uma zona de prostituição. De facto, desde esse momento — com a ajuda de vários projetos de requalificação da própria autarquia — a prostituição foi desaparecendo e os habitantes da capital começaram, gradualmente, a usufruir cada vez mais do chamado “pulmão de Lisboa”.

    Apesar das críticas, Santana não recuou e assumiu a opção de viver em Monsanto. Era lá que recebia jornalistas para entrevistas e onde fazia algumas reuniões com políticos. No seu livro Perceções e Realidade, quando se queixa que José Manuel Durão Barroso lhe serviu bitoque na residência de S. Bento no dia da tomada de posse, conta que em Monsanto, no verão escolhia sempre “peixe grelhado” para a refeição quando o primeiro-ministro ia lá almoçar.

    Com a saída do autarca para o Governo, a residência de Monsanto voltou a estar envolvida em polémica. O social-democrata, no momento em que saiu da autarquia, levou consigo as máquinas e outros equipamentos do ginásio que tinha instalado em Monsanto. Os deputados do PS na Assembleia Municipal souberam disso e quiseram saber quanto é que Santana tinha gasto com os equipamentos. O então presidente da câmara, Carmona Rodrigues, explicou que Santana levou os equipamentos porque alguns já eram seus e outros pagou-os do próprio bolso. E garantiu: “Não envolveu dinheiro da Câmara de Lisboa“.

    Anos mais tarde o próprio António Costa, como presidente da câmara, chegou a utilizar a residência, onde pernoitava com o filho, mas os serviços camarários aconselharam a venda o edifício e o presidente foi desalojado. Já no tempo de Fernando Medina, a casa foi concessionada por 30 anos, rendendo durante esse período 2.600 euros por mês. Durante a campanha das autárquicas Ricardo Robles, o candidato do Bloco de Esquerda denunciou o caso. Robles faz parte agora parte da maioria de Medina, o palacete vai mesmo ser alojamento local.

    Pedro Santana Lopes ainda não tinha cumprido um ano de mandato quando ficou em risco de o perder. “Santana treme”, podia ler-se na manchete do semanário Expresso a 19 de outubro de 2002. O social-democrata estava então em “risco de perder o mandato”. De acordo com o Estatuto dos Eleitos Locais, o presidente da câmara só pode auferir 100% do salário quando está em exclusividade. O problema é que Santana recebia a totalidade do vencimento de presidente de câmara (5.008,81 euros) e ainda o de representante da autarquia na Parque Expo (2252,67 euros). Ora, pela lei, só podia ganhar o da Parque Expo se abdicasse de metade do vencimento de autarca. O que não aconteceu. Pior: não comunicou ao Tribunal Constitucional.

    Na mesma situação estava o seu número dois, Pedro Pinto, que, além do salário de vereador (3.718,88 euros) ganhava mais 5.566,80 como administrador do Mercado Abastecedor da Região de Lisboa.

    No próprio dia da notícia, Santana enviou “de imediato e apenas por precaução” ao Tribunal Constitucional a informação da sua acumulação de funções na presidência da autarquia lisboeta e na empresa Parque Expo. Remeteu-se ao silêncio e, ao fim de dois, emitiu um comunicado onde garantia que “não recebe dois vencimentos por inteiro” e que “nada foi secreto e ilegal”, porque “intervieram no processo todos os órgãos competentes e tudo foi amplamente divulgado”. Santana explicou que — se recebesse só metade do vencimento de presidente de câmara — “chegaria à situação absurda de auferir menos pela acumulação de funções do que se exercesse apenas as funções de presidente da autarquia”.

    Santana fez questão de mencionar o vencimento líquido, queixando-se de que a notícia citava os valores ilíquidos: “Aufiro, no total, a quantia líquida de 4.500 euros”. O presidente de câmara dizia ainda ter a certeza que “a lei não prevê para qualquer destes aspetos a sanção de perda de mandato.”

    Quando era candidato, já o tinha prometido durante a campanha eleitoral. No discurso de tomada de posse, a 6 de janeiro de 2002, avisou que queria os ministérios fora do Terreiro do Paço e que iria desafiar o novo Governo a não se instalar na construção pombalina. “É preciso devolver os espaços de Lisboa aos lisboetas”, disse, no primeiro discurso como presidente de câmara. No dia seguinte, a manchete do Diário de Notícias mostrava como era clara a intenção: “Governo expulso do Terreiro do Paço.”

    O governo socialista estava nessa fase em gestão na sequência da demissão de António Guterres após as autárquicas e o país iria eleger um novo Governo em março, que se esperava que fosse liderado pelo PSD. E veio mesmo a ser, já que Durão Barroso venceu as legislativas. Santana tinha peso no partido — para alguns analistas, mais até que o próprio líder, Barroso — e não escondia que iria fazer uso desse estatuto para pressionar o Governo. Santana queria que os ministérios fossem transferidos para o Alto do Lumiar para que os espaços onde estavam instalados dessem lugar a zonas de lazer, como um Museu de Arte Contemporânea ou um Hotel de Charme.

    A 29 de maio, já Barroso tinha tomado posse, Santana ligou ao primeiro-ministro a exigir uma reunião com os ministros para negociar a saída de alguns ministérios do Terreiro do Paço. O processo andava, no entanto, muito devagar. Mais de um ano e meio depois, a dezembro de 2003, Santana voltou a pôr pressão no Governo e anunciou que Barroso ia pronunciar-se sobre o caso: “Não quero substituir-me ao Governo, mas em breve o primeiro-ministro irá falar sobre este assunto.” Além disso, Santana garantia que as obras que dependiam “exclusivamente da Câmara” estavam “dentro do prazo”, ao contrário das que dependiam do Governo que estavam a andar “mais devagar”. Dois dias depois, Santana prometia que em 2006 os ministérios estariam fora do Terreiro do Paço.

    O assunto começaria a criar alguma tensão entre a câmara e o Governo. O ministro adjunto José Luís Arnaut começava a dizer, no início de 2004, que a posição do Governo era conhecida na “primeira quinzena de março” e reduzia tudo o resto a “especulação”. A ideia era acalmar Santana.

    Chegou a ser criada uma comissão, com membros da autarquia e do Governo, para discutir o assunto. Entretanto, no verão de 2004, Barroso seguia para Comissão Europeia e o próprio Santana Lopes assumia as funções de primeiro-ministro. Mudou de lado na negociação, mas os ministérios mantiveram-se no Terreiro do Paço. O assunto ficou fora da agenda do novo presidente Carmona Rodrigues e o primeiro-ministro Santana tinha com casos mais urgentes para gerir.

    Depois de sair do Governo e de ter voltado à câmara, já em julho de 2005, Santana Lopes fez um balanço das promessas que deixou por cumprir e lembrou a saída dos ministérios do Terreiro do Paço. Ao mesmo tempo, parecia já ter desistido da ideia, uma vez que admitiu ser favorável a propostas de especialistas e cidadãos de Lisboa, como a historiadora Raquel Henriques da Silva, que defendiam que o Terreiro do Paço se mantivesse “como símbolo de poder”, mantendo ali a funcionar, pelo menos, o Ministério das Finanças, a Armada Portuguesa e o Supremo Tribunal de Justiça.

    Santana Lopes nunca demorou muito a decidir. Confrontado na Assembleia Municipal com a contratação de “boys” da JSD, não deixou de criticar a sua vereadora e anunciou que ia dispensar os “jotinhas” que não tivessem qualificações adequadas para o cargo. A polémica começou quando a vereadora Ana Sofia Bettencourt despediu oito funcionários da Divisão de Apoio Juvenil, tendo de seguida contratado seis jovens com ligações à JSD.

    Santana reafirmou a “total confiança na vereadora Ana Sofia Bettencourt”, mas sem deixar de lhe puxar as orelhas: “Às vezes as pessoas não tomam opções inteiramente corretas. E este foi um caso”. No fim dessa reunião, Santana Lopes voltou a criticar a “substituição de pessoas de uma cor partidária por pessoas de outra cor”, mas defendeu que “ser laranja (cor do PSD) não é impedimento”.

    Quatro meses depois, a pressão para o afastamento da vereador voltaria a aumentar. A JSD/Lisboa, através do seu líder Sérgio Azevedo — hoje deputado –, exigia a demissão da vereadora: “Entendemos que não estão reunidas as condições para que a vereadora permaneça em funções, além de que a saída é a única forma da própria vereadora preservar a sua dignidade.”

    Santana queria que Ana Sofia Bettencourt saísse, mas temia que ela se desvinculasse e continuasse como vereadora sem partido. Dessa forma, o autarca deixava de ter maioria no executivo e ficava com problemas de governabilidade da autarquia. Santana ainda disse que era uma “questão de consciência” da vereadora. Na verdade, cedeu: era mais simples manter Ana Sofia Bettencourt, que continuou no cargo.

    Enquanto presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes não descolou (nem quis) da imagem do católico com valores próximos da direita conservadora. Foram, aliás, vários os esforços que fez, por exemplo, com o patriarcado, para que fosse construída uma grande catedral em Lisboa. Na mesma medida, não demorou muito até que a autarquia por si gerida tivesse uma relação de conflito com algumas associações de defesa dos direitos homossexuais.

    Santana ainda não estava há meio ano à frente na câmara quando teve o primeiro conflito com a comunidade. A organização ILGA realizava desde 1997 o “Arraial Pride” na Praça do Município — sempre com o apoio da autarquia — e chegou a marcá-lo para 29 de junho de 2002. Porém, acabou por cancelar o evento devido à “indiferença manifestada pela direção” do município. Em comunicado, a ILGA denunciava que, apesar dos vários contactos, o gabinete de Santana Lopes sempre se tinha manifestado indiferente aos pedidos de apoio e para a associação não havia dúvida: “Ser indiferente também é discriminar”.

    Santana deu parecer negativo a marcha do Orgulho gay na Avenida da Liberdade

    Várias associações acabaram por criticar a indiferença da câmara. O Grupo de Trabalho Homossexual do PSR (uma das forças políticas fundadoras do Bloco de Esquerda) considerou então atitude da câmara um “absurdo” e elogiou Rui Rio, destacando que a câmara do Porto apoiou iniciativas similares na invicta.

    Um ano depois, nova polémica. Em agosto de 2003, a organização do Festival Gay e Lésbico de Lisboa acusava a câmara liderada por Santana de “discriminação e homofobia” por ter retirado os apoios da sétima edição do evento, que se realizava no mês seguinte. Até então a autarquia tinha apoiado sempre o evento, mas naquele ano, algo mudou. O diretor do festival, Celso Júnior, divulgou uma série de faxes trocados a autarquia. Num de 5 de dezembro de 2002, a vereadora da Cultura da CML, Maria Manuel Pinto Barbosa sugeria à organização uma “proposta renovada para um Festival de Cinema das Diversidades”. Ou seja: a sugestão é que o festival não tivesse “gay” e “lésbico” no nome, mas sim a palavra “diversidades”.

    A organização, naturalmente, não aceitou mudar o nome. A autarquia ainda aceitou ceder o espaço do Fórum Lisboa — como ocorreu nos anos anteriores para que os filmes fossem exibidos — mas, pela primeira vez, recusou-se a financiar o festival. Justificação: “Restrições orçamentais, reflexo da difícil conjuntura económica que se atravessa”, podia ler-se num fax de 9 de maio noticiado pela agência Lusa.

    Celso Júnior não perdoou e disse que ficou “muito claro que a autarquia decidiu não apoiar uma iniciativa associada à comunidade gay, lésbica, bissexual e transsexual”, o que fez com que “desaparecessem 85 por cento das verbas essenciais para continuar a manter a dimensão do evento”. E carregava na tinta: “Isto é homofobia no mais alto grau”. A vereadora defendeu-se na altura a dizer que não discriminou, e que o motivo da retirada foram mesmo as restrições financeiras, alegando que também tinham sido retirados apoios ao DocLisboa.

    Antes de Santana seguir para o Governo, no verão de 2004, comprava nova guerra com as associações de defesa dos direitos dos homossexuais. A 18 de junho desse ano, a câmara de Lisboa deu um parecer negativo a realização da Marcha do Orgulho Gay, marcada para o dia 26 desse mês. Neste caso, foi o próprio Santana Lopes a dar a cara e no lançamento da reedição do livro “Esgotos de Lisboa” assumiu a posição: “Há uma orientação geral da Câmara de Lisboa para que na Avenida da Liberdade só se realizem manifestações em datas muito especiais, como o 25 de Abril, ou então provas” desportivas.

    Santana dizia então que preferia que a marcha ocorresse “noutras zonas, porque senão a Avenida da Liberdade passava a vida a estar fechada”. E acrescentava: “Também prefiro que não se utilize o Terreiro do Paço”. No entanto, negava estar a discriminar: “Eu digo a estas organizações o mesmo que digo a outras que queiram utilizar a Avenida da Liberdade para desfiles”.

    A organização da Marcha de Orgulho Gay decidiu, no entanto, realizar na mesma o evento, mesmo contra o parecer da câmara. Paulo Vieira, da “Não te prives – Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais” justificava na altura que o Governo Civil autorizou a marcha e que a própria PSP não se opôs, só lamentou ter menos agentes, uma vez que havia jogo do Euro 2004. O presidente da Opus Gay, António Serzedelo, também acusava o presidente de discriminação e alertava Santana que a sua posição poderia significar “a perca do voto gay, em quaisquer eleições a que se apresente”.

    A própria Opus Gay acabaria por discordar da forma como o processo foi conduzido e, nesse ano, não participou na marcha e criticou a “partidarização” da mesma. Na marcha participaram políticos como o fundador do Bloco de Esquerda, Miguel Portas, e a deputada do PEV Isabel Castro. Os jornais noticiaram um “desfile morno”. A guerra com Santana tirou força à marcha.

    Não o disse uma nem duas vezes. Quando chegou à câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes via em Jorge Sampaio uma inspiração. Dizia-o em outubro de 2002, numa entrevista à TSF, onde admitia que procurava “inspirar-se no exemplo” deixado por ele na câmara; e a polémica obra do Túnel do Marquês, que tinha sido iniciada pelo autarca do PS, é disso exemplo. Ironia do destino. O socialista que foi presidente da câmara de Lisboa no início da década de 90, e que interrompeu o mandato para se candidatar a Belém, foi depois o socialista que, em Belém, deitou por terra o curtíssimo governo de Santana Lopes. Mas essas já são outras histórias. Para aqui interessa saber que o exemplo de Sampaio valeu até para inspirar a ambição presidencial do social-democrata. Desde cedo que Santana-autarca procurou manter vivo o tabu de que poderia ser o candidato do PSD às presidenciais de 2006 — as que viriam a eleger Cavaco Silva para dez anos de mandato — e até Durão Barroso teve de pedir silêncio.

    Era presidente da câmara há meia dúzia de meses, literalmente, e faltavam ainda quatro anos para as eleições presidenciais, quando o tapete começou a ser estendido. “Santana quer presidenciais: Durão Barroso tem uma carta escondida na manga para as próximas presidenciais. Chama-se Santana Lopes e só será candidato em 2006 se Cavaco Silva deixar. O assunto está a ser lidado com ‘pinças’ e vai ser estrategicamente posto à margem do congresso do PSD que hoje começa”, lia-se numa artigo de antecipação do congresso do PSD que arrancava nesse dia, em julho de 2002, no Coliseu de Lisboa. De facto, foi esse o discurso que o enfant terrible levou preparado ao congresso. Entre muitos ataques a Marcelo, como era habitual, Santana lançava a primeira pedra para o debate presidencial desafiando o presidente do partido, Durão Barroso, a dar ao PSD a vitória nas presidenciais de 2006 para concretizar o velho sonho de Francisco Sá Carneiro: ter o governo, a maioria e a presidência pintadas de laranja. E foi muito — muito — aplaudido.

    A rampa estava lançada. A partir daí, foi um tabu à Santana Lopes durante três anos — que durou, durou, e durou até ao fim. O fim, neste caso, foi a ida de Durão Barroso para Bruxelas, a consequente ida de Santana para São Bento, e a futura dissolução da Assembleia por parte do Presidente Jorge Sampaio oito meses depois. A reviravolta, contudo, não estava nos planos de Santana e, no final de 2005, acaba por ficar sem São Bento, sem Lisboa (porque Marques Mendes escolheu Carmona Rodrigues), e muito menos sem qualquer margem política para fazer o voo mais alto até Belém.

    Vontade, porém, não lhe faltava. Do final de 2002 a meados de 2004 (ou seja, durante todo o seu mandato na câmara antes de ir para o Governo), várias foram as intervenções que fez no sentido de se mostrar “disposto a contribuir” para o tal sonho de Sá Carneiro. Falava tanto no assunto, que a oposição o criticava por não se focar nos problemas da cidade, preocupado que estava em “pisgar-se” para Belém. O sinal mais claro que deu foi em fevereiro de 2004, numa entrevista ao Expresso. “Se for candidato às presidenciais julgo que as ganho”, disse. E o Expresso logo classificou as palavras como uma “pré-candidatura”. Até Cavaco Silva, que estava na pole position para aquela corrida, Santana atacava nessa entrevista, dizendo que se fosse ele o candidato do PSD, então a coligação PSD/CDS não sobreviveria muito tempo, conhecida que era a má relação entre Cavaco e Paulo Portas.

    A verdade é que as sondagens não lhe eram totalmente desfavoráveis. Cavaco aparecia em primeiro, mas o partido tinha uma clara preferência por Santana — sobretudo se comparado com Marcelo, que na altura também era presidenciável. Uma sondagem publicada em julho de 2003 no DN e TSF dava Cavaco como preferido dos portugueses (com 33,2% dos votos) seguido de Santana Lopes, na altura com 48 anos, e só depois apareciam os potenciais candidatos do PS, Mário Soares ou António Guterres. Marcelo Rebelo de Sousa, com mais dez anos do que Santana, também era contabilizado, mas sem grandes chances de vencer. Em fevereiro de 2004, contudo, o mesmo barómetro da Marktest já punha Marcelo à frente de Santana, com Cavaco a manter a preferência dos portugueses.

    Marcelo era, de resto, crítico profissional no que dizia respeito a Santana, usando para isso o espaço de comentário que tinha ao domingo na TVI. Foi o que fez no rescaldo da entrevista de Santana ao Expresso. Às críticas, Santana respondia com… Jorge Sampaio: “O dr. Jorge Sampaio deu uma entrevista como presidente da câmara exatamente no mesmo dia 19 de fevereiro de 1994, quando as eleições só eram em 1995. O timing é exatamente o mesmo”, dizia. Isto, caso Santana avançasse mesmo para Belém. Mas a história estava longe de ir por aí.

    Foi, sem dúvida, o caso mais polémico, demorado, enguiçado, e, no fundo, o que mais ficou, da passagem de Santana Lopes pela câmara de Lisboa. Construir um túnel que ligasse as Amoreiras ao Marquês de Pombal, Avenida António Augusto Aguiar e Avenida Fontes Pereira de Melo era a solução que o social-democrata tinha na manga para resolver os estrangulamentos e condicionamentos naquelas artérias principais da capital. O chamado túnel das Amoreiras era já uma ideia antiga, do tempo de Jorge Sampaio na câmara, mas, tendo sido uma promessa de campanha de Santana Lopes, tornou-se rapidamente uma prioridade do mandato. De tal forma que, muitas vezes, a oposição a via como mero “capricho eleitoral”. Santana preferia vê-la como “uma obra que vai ficar na história”. E rezava para que ficasse pronta no final de 2004, logo depois do campeonato Europeu de futebol. “Se Deus quiser, a obra acaba antes do final de 2004”, dizia. Deus (ou José Sá Fernandes) não quis. E a obra embargou, embargou, meteu tribunais, recursos, suspensões e lá ficou feita ao fim de muitos anos. Hoje, ninguém a contesta.

    Último troço do Túnel do Marquês foi inaugurado a 5 de abril de 2012

    O concurso foi lançado em outubro de 2002. Na proposta inicial de abertura da empreitada, apresentada pela câmara em abril de 2002, lia-se que o desnivelamento da Avenida Duarte Pacheco, Rua Joaquim António Aguiar, Avenida Fontes Pereira de Melo e Avenida António Augusto de Aguiar estaria avaliado em 14 milhões de euros (três milhões de contos). A construção seria faseada e duraria 33 meses, além de que seria paga de forma igualmente faseada: 250 mil euros em 2002; 8.250 mil euros em 2003 e 5.500 mil euros em 2004. A ideia era estar pronto em janeiro de 2005. Mas a oposição na câmara, PS e PCP, nunca gostou da ideia. Os vereadores Vasco Franco, do PS, e Manuel Figueiredo, PCP, foram os mais críticos, defendendo que o túnel só faria aumentar o trânsito no centro da cidade, em vez de o desviar para as circulares, além de que aumentaria a emissão de dióxido de carbono. E havia ainda as questões de segurança. É que a inclinação que se previa superior a 9,7 por cento na descida/subida da Avenida Joaquim António de Aguiar suscitava dúvidas: “Se há um acidente dentro do túnel como é que chegam lá as ambulâncias? Estou a falar de um pequeno acidente, já nem estou a pensar no caso de um acidente grave, que poderia ter conclusões catastróficas”, diria numa reunião de câmara o vereador comunista Manuel Figueiredo.

    Mas Santana, e o então número dois na câmara, Carmona Rodrigues, estavam irredutíveis. O presidente da câmara defendia que o novo túnel iria “disciplinar o uso do automóvel” e “aumentar a velocidade dos transportes públicos”, o que faria reduzir as emissões poluentes. E não se cansava de dizer que estava convencido de que era uma obra que ia “marcar um tempo”, ia “marcar uma época”. Só que o barulho das vozes contra não parou de aumentar. Aos partidos juntaram-se as organizações ambientais como a GEOTA, que dizia que faltava um estudo de tráfego que justificassem a construção. Ou a Quercus, que iniciou um processo de recolha de assinaturas para fazer um referendo, e que criticava a falta de análise ao impacte ambiental e às questões de segurança.

    Ainda assim, era “só” barulho. Os problemas reais ainda estavam para vir.

    Problema 1: o concurso público internacional borregou, depois de as oito propostas concorrentes terem excedido em mais de 25% o preço base da empreitada. A câmara avançou, por isso, para um ajuste direto — o que implicou negociações para a escolha de um empreiteiro. Foi o primeiro tropeção, que fez PS e PCP pensarem que tinham conseguido um game over. “Já o vi [a Santana] fazer uns passes de mágica, mas se conseguir adjudicar esta obra pelo preço base então assistiremos a um milagre”, disse a dada altura o socialista Vasco Franco, citado pela agência Lusa. O “milagre” aconteceu, em maio de 2003, e Santana e o vereador Pedro Pinto adjudicaram a obra à Construtora do Tâmega, SA e à Construtora e Manutenção Electromecânica, SA por 19.686 milhões euros (ainda assim, mais do que os 14 milhões inicialmente previstos). O tempo de construção previsto também aumentou: em vez de 33 semanas, levaria 72. “Se Deus quiser, a obra começa este verão”: Santana continuava a rezar por milagres.

    A obra começou, de facto, no verão. Teve o aval do Tribunal de Contas, embora o PS alegasse que não estava conforme a legislação em vigor por o caderno de encargos do ajuste direto não corresponder ao caderno de encargos inicialmente previsto no concurso público. Ou seja, além das questões ambientais e de segurança, acrescia agora a dúvida da legalidade. Mas, tudo parecia correr bem a Santana, que não se cansava de dizer que o túnel não era “um capricho de campanha eleitoral”, mas sim “uma convicção cada vez mais firme de uma obra que é importante para a cidade”. No primeiro dia em que o túnel junto ao Centro Comercial Amoreiras esteve fechado devido às obras, a circulação de automóveis na cidade correu bem, sem congestionamentos de maior. A câmara até elogiou o “civismo dos automobilistas” por terem acatado as sugestões e terem optados pelas vias recomendadas. Mas o mesmo não aconteceu depois. “E ao segundo dia ficou caótica a entrada em Lisboa pelas Amoreiras”, titulava a agência Lusa em novembro de 2003.

    Problema 2: José Sá Fernandes. O problema maior teve o nome do advogado José Sá Fernandes, que desencadeou uma guerra jurídica com Santana Lopes, que ,por sua vez, virou o cano da espingarda para o então secretário de Estado do Ambiente José Eduardo Martins, também do PSD. Tudo começou quando o advogado interpôs uma ação no Tribunal Administrativo de Lisboa contra a construção do túnel do Marquês, por considerar que o projeto de construção tinha sido feito “sem um estudo de tráfego, sem um estudo de impacto ambiental” e que a obra começou “sem estar concluído o projeto de execução”, como explicou à SIC na altura. Em causa estava a suposta violação de diretivas comunitárias, que regulamentavam a obrigatoriedade da realização de um estudo deste tipo — e chegou inclusive uma queixa a Bruxelas.

    Santana Lopes rebatia, contudo, todas as acusações, garantindo que os juristas da câmara tinham assegurado que a abertura de túneis em vias municipais estava isenta de estudo de impacto ambiental. Mais: a informação de que não era obrigatório por lei fazer um estudo de impacto ambiental tinha sido corroborada pelo secretário de Estado do Ambiente, José Eduardo Martins, e Santana Lopes até tinha questionado os presidente de câmara de Madrid e Barcelona que lhe deram a mesma resposta. “Eu acho que este vai ser o túnel mais seguro do mundo. Só me falta dizer que terá esplanadas e duche, porque este túnel tem tudo”, dizia. Mas a argumentação não chegou e, em abril de 2004, as obras foram suspensas por decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa.

    Era mesmo preciso um estudo de impacto ambiental para certificar que um túnel com aquele declive era seguro, dizia o tribunal. A partir daqui, foi um passa-culpas desenfreado. No dia seguinte à suspensão da obra, os títulos que apareciam nos jornais eram “Falta de estudo deve-se ao secretário de Estado, diz Santana Lopes”. Mas José Eduardo Martins mantinha a sua: no seu entender jurídico, não era preciso — em termos legais — estudo para aquela obra em específico porque, segundo a diretiva comunitária, a lei só obriga se tivesse mais de dez quilómetros. “Se a lei obrigasse, eu teria notificado a câmara”, dizia.

    Entre dúvidas legais e recursos nos tribunais, a câmara de Lisboa lá encomendou o tal estudo ambiental e, por mais que Santana tivesse pedido a Deus que a obra estivesse pronta até ao fim de 2004, a inauguração da primeira fase só viria a ser feita bem mais tarde, em abril de 2007, pelo então presidente da câmara Carmona Rodrigues. Já a saída do túnel para a Avenida António Augusto de Aguiar, a última fase, só viria a ser inaugurada em 2012, cinco anos depois da inauguração da primeira parte, por António Costa como presidente da câmara de Lisboa.

    Ao “Ultimato de Santana Lopes”, que fazia manchete do Diário de Notícias em janeiro de 2002, seguiu-se uma declaração de guerra ao recém-empossado presidente da câmara. “Proprietários lisboetas contra Santana Lopes” era a manchete d’A Capital no dia seguinte. O que estava em causa? Uma outra bandeira de Santana Lopes: a recuperação da Lisboa que estava “a cair”. Numa medida anunciada à cabeça do mandato, Santana Lopes mandou fazer um levantamento exaustivo do número de edifícios em mau estado, estimando que a capital tivesse mais de 1.400 edifícios em risco de ruir. A ideia era dar um prazo curto aos proprietários para fazerem esse levantamento, e depois intimá-los a reabilitarem os prédios. Se não o fizessem, a câmara utilizaria o sistema de obras coercivas: isto é, fazia as obras necessárias e depois apresentava a fatura aos respetivos donos.

    “Os edifícios que ameacem ruína ou constituam perigo para a saúde ou segurança das pessoas serão alvo de uma ordenação camarária de demolição ou beneficiação”. Esta era a ordem de Santana Lopes, decretada numa conferência de imprensa onde também anunciou que ia começar a notificar todos os proprietários dos 1.400 edifícios em risco de ruína, e que estes tinham 25 dias para proceder ao emparedamento. O objetivo era dar prioridade à recuperação e não à nova construção. “Meia Lisboa está a cair” era a manchete do Correio da Manhã no dia seguinte, que dava força à intervenção de Santana.

    Mas as ideias do novo autarca para reabilitar a cidade e para lhe tirar o “ar desmazelado” eram ambiciosas. Santana queria aumentar as sanções por violação das leis relativas a obras, assim como aumentar as multas aos proprietários que, tendo capacidade financeira para fazer obras, não o faziam. Queria aumentar as multas a quem estacionasse carros em segunda fila, e, numa mera operação de estética-política decretou, logo no primeiro mês de mandato, que todos os cartazes partidários sobre as autárquicas fossem retirados das ruas de Lisboa. Na verdade, o rosto de Paulo Portas, que tinha sido candidato pelo CDS, ainda era “a cara mais visível” nas avenidas lisboetas, segundo admitia o próprio Santana, por isso era preciso uma limpeza. Tudo em nome da imagem da cidade.

    A cruzada da reabilitação urbana levou a um curioso acordo de princípios, em maio de 2002. A câmara de Lisboa juntou-se à câmara do Porto e de Coimbra para assinarem com a secretária de Estado da Habitação um diploma destinado a incentivar a reabilitação urbana. E quem era o presidente da câmara do Porto? Precisamente, Rui Rio. Segundo Santana Lopes, em declarações à agência Lusa depois da primeira reunião, documento que estava a ser preparado previa a criação de “sociedades” cujo funcionamento seria “quase equivalente ao Fundo de Investimento Imobiliário” — uma das ideias de Santana para resolver o problema da degradação dos edifícios. Dois anos depois, anunciou a criação de três sociedades de reabilitação urbana, uma para a Baixa Pombalina, outra para Alcântara/Ajuda e outra para a zona oriental da cidade.

    Outra cruzada foi a circulação automóvel no Chiado: uma zona que se pretendia mais pedonal e mais atrativa aos turistas. Qual foi a ideia do presidente da câmara? Taxar a circulação na Baixa e no Chiado. O anúncio da medida foi feito no final de 2003, e o desenho passava por impor o pagamento de uma taxa, sob a forma de selo anual, que variava consoante o tipo de veículo, a quem quisesse circular de automóvel naquela zona histórica. As arestas foram limadas e em 2004 a ideia passou a ser taxar apenas durante o dia. “À noite, os automobilistas podem circular sem pagar taxa. Mas quem quiser ter o luxo de circular naquela zona da cidade de carro durante o dia terá de pagar uma taxa”, disse Santana Lopes, no final de uma reunião de câmara em janeiro de 2004, garantindo que a medida ia ser implementada de forma “moderada” para que “ninguém ficasse chateado”. Moradores e comerciantes estavam isentos, e a fiscalização era feita através da instalação de um sistema de vigilância, por câmaras, em vez de haver barreiras físicas. Mas depois a história aconteceu: Santana foi para o Governo, Carmona Rodrigues ocupou o lugar e a ideia de taxar o Chiado ficou no plano das “ideias”. “Antes de pensar em pôr em prática ideias como essas, temos de criar condições que ainda não existem”, dizia Carmona em setembro.

    Quando Pedro Santana Lopes chegou à presidência da câmara de Lisboa, no início de 2002, o Euro 2004 estava à porta e o Benfica tinha feito um acordo com o ex-presidente da câmara, o socialista João Soares, sobre os apoios para a construção do novo Estádio da Luz — que ia acolher a grande final do campeonato de futebol. Mas o acordo foi apenas “verbal”, e foi essa declaração de intenções que Santana herdou. Portanto, quando, a 1 de outubro de 2001, os camiões e retroescavadoras entraram no recinto do Estádio da Luz para começarem as demolições para a construção do novo estádio, ainda não era conhecida qualquer promessa da câmara no sentido de apoiar financeiramente o clube. O embróglio duraria mais de sete meses e levaria o socialista Manuel Alegre a acusar o PSD de ter feito um “acordo secreto” com o Benfica: apoio eleitoral em troca de financiamento do estádio.

    “A câmara não participará em sociedades de gestão dos clubes”. Este era o ponto assente de Santana Lopes, que teve várias reuniões com o então presidente do Benfica, Manuel Vilarinho. De um lado saía uma versão, do outro outra. Este era o cenário: Manuel Vilarinho dizia que o acordo (fechado com João Soares) era para a participação da câmara em 12,5 milhões de euros na Sociedade Benfica-Estádio, o aumento da volumetria de construção nos terrenos do atual recinto e a exploração de uma bomba de gasolina no Eixo Norte-Sul. E dizia que esses três fatores tinham sido decisivos para o Benfica avançar para a construção do estádio. Já Santana negava qualquer participação da câmara no capital social daquela sociedade e dizia que não ia viabilizar o aumento da volumetria de construção nos terrenos. Quanto muito, admitia “estudar” a possibilidade de autorizar a construção noutros terrenos. Santana admitia ainda a exploração da bomba de gasolina mas, quanto à verba disponibilizada, só permitia dar ao Benfica e ao Sporting apoios “equivalentes” aos estabelecidos no protocolo de modernizaçãodos equipamentos desportivos com o Belenenses — que tinha sido orçado em 7,75 milhões de euros (longe dos 12,5 milhões pedidos por Manuel Vilarinho).

    O impasse durou algum tempo, com o tema a ser tratado com pinças ainda para mais porque havia eleições legislativas à porta (em março de 2002). O então ministro do Desporto, o socialista, José Lello, chegou mesmo a dar um murro na mesa, dizendo que não ia alterar o contrato-programa assinado com o Benfica, que previa uma comparticipação do Estado à construção do novo Estádio da Luz de 22,6 milhões de euros. “Não pensem que, por estarmos em momento eleitoral, eu vou alterar uma vírgula ao que foi acordado entre o Benfica e o Estado. Eu cumpro. Se os outros não cumprem, que assumam essa decisão…”, disse à Lusa. Ou seja, do lado do Estado central não havia nem mais um cêntimo: “O problema é entre o Benfica e a Câmara (de Lisboa)”, afirmava o ministro.

    “Depois de tudo o que os doutores João Soares e Pedro Santana Lopes disseram na campanha eleitoral (das autárquicas) não acredito que o estádio fique por construir… Acho que o doutor Santana Lopes vai resolver o problema. Não acredito que a obstinação do presidente da câmara inviabilize a construção do estádio”, dizia ainda José Lello. A tal “obstinação” levaria Santana Lopes a adiar sucessivamente a decisão. Primeiro disse que haveria acordo “depois do Carnaval”, depois, deu a si próprio dez dias, e posteriormente anunciou que só se pronunciaria sobre o caso depois das legislativas de março.

    Acontece que as legislativas de março vieram adensar ainda mais o problema. Tudo porque o Benfica de Manuel Vilarinho resolveu, num jantar-comício do PSD, manifestar implicitamente o apoio institucional do Benfica ao candidato do PSD, Durão Barroso. “Quando votarem lembrem-se que estes senhores nos ajudaram a resolver a situação”, disse Manuel Vilarinho — o que fez soar todos os alarmes. A voz mais grossa foi do socialista Manuel Alegre, que quis logo que se esclarecesse se houve ou não algum “acordo secreto” ou “solução clandestina” entre a direção do Benfica e o PSD. “Como é que aqueles senhores [Santana Lopes e Durão Barroso] ajudaram? Há um acordo debaixo da mesa? O que é que há?”, questionava Manuel Alegre numa conferência de imprensa que convocou só para alertar para aquele “acordo escondido”.

    Santana Lopes sempre negou qualquer troca de favores nesse sentido. “A solução a encontrar pela câmara de Lisboa será participada pela generalidade dos partidos com assento na câmara. Só isto faz cair por terra qualquer hipótese das pessoas pensarem que houve qualquer acordo com o PSD”, disse aos jornalistas na altura, depois de ter ido a um encontro com o Presidente da República.

    Com ou sem o apoio dos benfiquistas, Durão Barroso ganharia as eleições de 2002. E o acordo para o financiamento do Estádio da Luz chegaria cerca de um mês depois: a câmara autorizava a construção de 65 mil metros quadrados nos terrenos circundantes do estádio mas a empresa de construção Somague tinha de sair, e entrava a empresa pública EPUL; além de que o clube ficava obrigado, como contrapartida, a erguer, em associação com a EPUL, 200 fogos de habitação destinados a sócios. “Transformámos um ato de negócio privado num ato de interesse público”, disse na altura Santana, considerando que o acordo celebrado abria “uma perspetiva inédita” na forma de as autarquias negociarem com clubes desportivos. Na altura, também Manuel Vilarinho aplaudiu.

    Capítulo encerrado e estádio construído. Portugal foi à final do campeonato europeu, disputada no renovadíssimo Estádio da Luz, e perdeu. O acordo chegou a ser aprovado por todos os partidos na câmara, menos o PCP, depois de limadas algumas arestas, mas foi aberta uma investigação à legalidade do contrato-programa entre a câmara, a EPUL e o Benfica. As conclusões de um relatório chegariam apenas em 2010 e eram desfavoráveis à câmara, mas não haveria mais consequências: “As formas de apoio acordadas e atribuídas ao clube da Luz para a construção do estádio consubstanciam verdadeiras comparticipações financeiras, concedidas por instâncias municipais”, lia-se no relatório da PJ, que dizia que o contrato-programa tinha contrariado os “normativos legais vigentes” por não terem sido quantificados devidamente os encargos das entidades públicas envolvidas em desrespeito pelos princípios da boa gestão dos dinheiros públicos. Resumindo: a Câmara Municipal de Lisboa “instrumentalizou a EPUL”, que assumiu encargos diretos de 18 milhões de euros na prossecução de fins estranhos ao seu objeto social.

    Article source: http://observador.pt/especiais/como-santana-governou-lisboa-12-historias-para-conhecer-melhor-o-candidato-a-lider-do-psd/