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A madeirense Ana Cristina Santos, investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, é coordenadora do projecto europeu INTIMATE, primeira investigação comparativa sobre pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgénero e queer, e desde o primeiro momento quis associar-se ao Funchal Pride. No dia em que apresenta o projecto no seminário ‘Cidadania Fora do Armário’, a investigadora falou ao DIÁRIO sobre o projecto e sobre a importância de combater a discriminação que ainda existe.

Há quatro anos, o Conselho Europeu para a Investigação atribuiu ao projecto INTIMATE uma bolsa de 1,4 milhões de euros. Tem sido um apoio fundamental para o desenvolvimento do projecto que termina em 2019?

O INTIMATE – Cidadania, Cuidado e Escolha: micropolíticas da intimidade na Europa do Sul trata-se da primeira investigação comparativa sobre pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgénero e queer (LGBTQ) financiada inteiramente pelo Conselho Europeu para a Investigação. Tratando-se de um concurso muito competitivo, a atribuição é prestigiante e confere desde logo grande visibilidade ao estudo. Através deste financiamento realizámos 150 entrevistas em Portugal, Espanha e Itália sobre temas jamais estudados entre nós com este nível de detalhe – não-monogamias, conjugalidades, PMA e gestação de substituição, coabitação com amigas/os, escolha do nome da criança, redes de amizade e cuidado entre pessoas trans. Foi também este financiamento que nos permitiu nadar em contracorrente, criando 6 novos postos de trabalho na área da investigação sobre sexualidades em Portugal durante 5 anos, valorizando o potencial de investigadoras/es de elevadíssima qualidade na Europa do Sul. Temos neste momento três pessoas na equipa a fazerem doutoramentos sobre diversidade de género no desporto, bissexualidade e relacionamentos lésbicos. A aposta em investigadoras/es em início de carreira teve a vantagem adicional de construir uma escola de pensamento crítico, contribuindo para desmontar a narrativa biomédica e consolidar uma abordagem emancipatória e interdisciplinar no estudo das sexualidades a partir das Ciências Sociais.

A investigação nesta área continua ainda deficitária ou tem notado uma evolução positiva a esse nível?

A resposta institucional continua deficitária. Basta lembrar que os Estudos de Género em Portugal – uma área de demonstrada excelência e que mais tem contribuído para a modernização e internacionalização da investigação científica em Portugal – carece ainda de linhas de financiamento próprio, registando-se sérios problemas no que se reporta à equidade de género nos painéis de avaliação de concursos nacionais. Se olharmos para o panorama universitário português, são raros os cursos de mestrado ou doutoramento que colocam a diversidade sexual nos seus curricula, como se, apesar das mudanças legislativas, não existisse discriminação social e cultural ao nível da orientação sexual, identidade e expressão de género. Foi no sentido de promover mais e melhor apoio institucional para a investigação sobre género e sexualidades que formulámos o Parecer “Reforçar o Sucesso e a Excelência dos Estudos de Género em Portugal: recomendações ao nível de Políticas para a Ciência”, em articulação directa com as Secretárias de Estado Catarina Marcelino e Fernanda Rollo, e relativamente ao qual aguardamos consequências adequadas.

Por outro lado, e de sinal positivo, regista-se a transformação social, lenta mas consolidada, traduzida, por exemplo, no aumento significativo de estudantes que pretendem aprofundar os seus estudos em temas LGBTQ, de docentes que organizam sessões de prevenção e combate ao bullying em meio escolar, de profissionais de saúde que organizam encontros para reflectir sobre diversidade. E, informados pelo conhecimento académico e pelo trabalho activista, vemos já encorajadores sinais de mudança no poder Executivo e Legislativo, nomeadamente na Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade e no Ministério da Educação, cuja Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, apresentada há duas semanas, integra a diversidade na sexualidade entre os domínios obrigatórios em pelo menos dois ciclos do ensino básico.

O que espera desenvolver até ao final do projecto?

Para além dos indicadores científicos previstos, e que incluem dois livros e dezenas de artigos em revistas da especialidade, o grande objectivo é contribuir para a transformação sociojurídica e evitar desperdícios de saber. Por outras palavras, importa que o conhecimento produzido na academia encontre plataformas de discussão e divulgação fora dela, para que possa ter utilidade real. É urgente fortalecer canais de comunicação com decisores políticos, nomeadamente com os ministérios e agentes no terreno, sobretudo nas áreas da saúde e da educação, onde se pode fazer a diferença na vida quotidiana das pessoas LGBTQ.

E depois da conclusão do INTIMATE? Tem já outro projecto em vista?

Já no início do próximo ano terá início o meu mais recente projecto (Comparing Intersectional Life Course Inequalities amongst LGBTQ Citizens in Four European Counties – CILIA LGBTQ), financiado pela Agência Europeia NORFACE entre 2018 e 2020. Incidindo sobre Portugal, Inglaterra, Escócia e Alemanha, o CILIA analisa o modo como a sexualidade, a identidade e expressão de género, a classe social, o estatuto de cidadania e a origem étnica afectam as desigualdades vividas pessoas LGBTQ ao longo da vida, incluindo a entrada na reforma. Espera-se que os resultados contribuam para políticas sociais informadas bem como para o desenvolvimento de agendas de investigação futuras financiadas no quadro de concursos nacionais e internacionais, visando combater as desigualdades em função do género e da orientação sexual.

Sendo madeirense, qual a sua opinião sobre a forma como os temas da sexualidade são tratados na Região?

A vulnerabilidade apenas se combate com políticas activas e sustentadas no tempo que promovam a visibilidade e o reconhecimento de direitos. Também na RAM, a diversidade sexual e/ou de género foi remetida, durante demasiado tempo, para a esfera privada, para o boato sussurrado, para o silêncio entre quatro paredes que apenas serve os propósitos de quem oprime. No contexto da insularidade, o confinamento geográfico e simbólico tem custos que importa contrariar com medidas de discriminação positiva, nomeadamente com apoio institucional a iniciativas como o Funchal Pride. É justamente por esta razão que o projecto INTIMATE decidiu apoiar o Funchal Pride, a par do apoio concedido pelo Executivo Municipal. Enquanto houver discriminação de forma diária e pública, a denúncia dessa discriminação não pode deixar de ser diária e pública. Não queremos, seguramente, contribuir para espaços inseguros, em que as pessoas são menos felizes por conta exclusivamente do preconceito de outrem. Pelo contrário, queremos lugares mais justos e inclusivos, que celebram os direitos humanos e o princípio da igualdade consagrado na nossa Constituição, lugares dos quais nos orgulhamos. Por isso, mais uma vez, o pessoal é político, e o privado é público. A diversidade sexual e de género não pode ficar remetida ao espaço privado, até porque o combate a todas as formas de violência – incluindo o sexismo, a homofobia e a transfobia – é uma responsabilidade que é de todas as pessoas. A Universidade tem um papel incontornável nessa responsabilidade social, como teremos oportunidade de discutir com todas as pessoas que quiserem marcar presença no Seminário INTIMATE Cidadania Fora do Armário, esta sexta-feira, às 18h30.

Article source: http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/enquanto-houver-discriminacao-tem-de-haver-denuncia-IX2132820

Um cruzeiro exclusivamente para gays vai partir de Lisboa, pela primeira vez, esta segunda-feira. De acordo com a notícia avançada pelo Diário de Notícias, o navio vai passar por Madeira, La Palma, La Gomera, Tenerife, Lanzarote e Gran Canaria nos próximos oito dias.

Segundo adiantou a organização ao referido jornal vão viajar 2200 pessoas, de 85 nacionalidades, sendo que 35 viajantes são portugueses.

Para Valerie Ruts, da organização do The Cruise, a escolha de Lisboa como ponto de partida está relacionda com a sua história, a comida e os “locais de divertimento” que oferece.

O DN indica que os viajantes – que pagaram no mínimo 1000 euros por pessoa – vão usufruir de duas festas temáticas por dia, excursões diurnas e tratamentos de beleza e spa.

VEJA O VÍDEO PROMOCIONAL AQUI:

Article source: https://radioregional.pt/maior-cruzeiro-gay-parte-lisboa/

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Segundo a autora, trata-se de “um reflexo natural do que se passa na sociedade”. “Porquê deixar de fora uma realidade que é cada vez mais presente no nosso dia-a-dia, quando, hoje, as pessoas já podem ser elas mesmas, sem necessidade de se esconderem atrás de um qualquer disfarce? Parece-me evidente que a ficção não pode ficar alheia a isto”, afirma. Reconhecendo que “estas temáticas ainda geram algum desconforto junto de uma parte da população”, Maria João Costa considera que “nunca é de mais aproveitar todas oportunidades para pôr os portugueses a pensar”.

Ana Cristina Santos, investigadora em Estudos de Género no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, destaca que “introduzir personagens diversas em termos de género e orientação sexual e relacional é parte de um processo mais amplo de mudança cultural, de reconhecimento da diversidade e de valorização positiva das diferenças”.

O início de um caminho

Paulo Corte-Real, ex-presidente da ILGA (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero), lembra que “durante muito tempo houve silenciamento das pessoas lésbicas, gay, trans e bissexuais, que não tinham possibilidade de se afirmar no espaço público e não se viam representadas na ficção nem em trabalhos documentais”. Mesmo na esfera privada, lamenta, as pessoas “continuam a omitir as relações que têm, a controlar manifestações públicas de afeto”. Recentemente, prossegue, “tem havido o início de um processo de representação”, tanto na televisão como no cinema.

Este é, segundo o ativista, apenas “o início de um percurso”, que ajuda a mudar mentalidades. “Ao compreendermos melhor a realidade, emitimos mais facilmente juízos de valor. Temos vivido numa espécie de ficção da inexistência de todas estas pessoas. O confronto com a realidade ajuda a pensar duas vezes”, afirma. Por outro lado, estas representações revelam-se importantes “para que as pessoas se possam até construir identitariamente”. Uma opinião partilhada por Isabel Advirta, que foi a primeira mulher presidente da ILGA. “É muito importante que os jovens que estão a sair do armário liguem a televisão na TVI ou na SIC e vejam a normalização das relações, que não se sintam estranhos.”

As gerações anteriores não tiveram essa possibilidade. Isabel recorda-se de “crescer num país onde não havia referências aos casais do mesmo sexo” e, quando existiam, eram em tom jocoso. “É bom que se reveja na ficção aquilo que é a realidade, porque isso vai trazê-la para mais perto das pessoas.” Desta forma, explica, “pais, avós, familiares de jovens que estão a descobrir-se como LGBT, com a identificação com estas histórias, não vão ter um choque tão grande quando o filho, o neto, ou o sobrinho disser que é gay, porque foram incorporando a normalidade”. A representação na TV ainda está, contudo, aquém da realidade. “Era preciso que uma em cada dez personagens de uma telenovela fossem gays, lésbicas ou bissexuais, mas ainda estamos muito longe de isso acontecer”, diz Paulo Corte-Real.

Mulheres lésbicas surgem pouco

Apesar dos progressos conseguidos nos últimos anos, os dois ativistas lamentam, no entanto, que existam muito poucos exemplos de mulheres lésbicas na ficção. “É o reflexo da própria sociedade, na qual as lésbicas são remetidas para segundo plano”, indica Isabel Advirta, destacando que “há muito a fazer ao nível LGBT, mas também de feminismo”. Paulo Corte-Real diz que a expectativa é que haja uma representação cada vez maior, “mas marcando a diversidade em termos de géneros, idades, origens étnicas. Esse é um caminho que tem de ser feito”. E com algum cuidado, já que, diz a investigadora Cristina Santos, “enquanto houver homofobia e transfobia, a representação ficcionada deve ser eticamente responsável, evitando-se imagens estereotipadas e estigmatizantes da sexualidade ou do género”. Segundo a coordenadora do projeto europeu INTIMATE, “a ficção portuguesa tem registado uma evolução positiva, tendo já recebido reconhecimento por parte de associações que trabalham contra a violência sexual e de género”.

Article source: https://www.dn.pt/sociedade/interior/personagens-lgbt-nas-telenovelas-sao-convite-a-reflexao-8843955.html

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Tudo começou quando Cara, que é bissexual, recebeu uma chamada “estranha e desconfortável” de Harvey Weinstein. “Estava a trabalhar num filme e recebi uma chamada de Harvey Weinstein a perguntar se tinha dormido com alguma das mulheres com quem fui vista nos media”, contou. “Foi uma chamada muito estranha e desconfortável… Não respondi a nenhuma das perguntas e tentei livrar-me daquilo”.

“Ele disse que se eu fosse gay ou decidisse estar com uma mulher em público, jamais conseguiria o papel de uma mulher hétero ou conseguir ser atriz em Hollywood”, continuou.

“Um ou dois anos depois”, Cara foi a uma audição para um filme. A atriz e Harvey Weinstein estavam no lobby de um hotel e ele convidou-a para irem para um quarto.

“Senti-me muito impotente e assustada, mas não queria demonstrar isso porque podia estar errada”, diz a jovem.

Ele pediu para eu e ela nos beijarmos

“Eu recusei logo e perguntei à sua assistente se meu carro estava do lado de fora. Ela disse que não e que ia demorar, e que eu deveria ir para o quarto dele. Quando cheguei [ao quarto], fiquei aliviada por encontrar outra mulher e pensei imediatamente que estava segura”.

Contudo, Weinstein tentou fazer sexo a três com Cara e a outra mulher. “Ele pediu para eu e ela nos beijarmos e ela começou a avançar na direção dele”.

“Eu levantei-me rapidamente e perguntei se ele sabia que eu cantava. E comecei a cantar… Achei que aquilo melhoraria a situação… Mais profissional… Como um teste… Estava muito nervosa”, contou a atriz.

“Depois de cantar, eu disse mais uma vez que precisava de ir embora. Ele acompanhou-me até à porta, parou à minha frente e tentou beijar-me na boca. Eu parei-o e consegui sair do quarto”.

Depois de tudo, Cara sentiu-se culpada por ter ficado com o papel no filme. “Também fiquei aterrorizada por este tipo de coisas ter acontecido com tantas mulheres que eu conheço e nenhuma delas ter falado sobre isso por terem medo”, escreveu a atriz.

“Quero que as mulheres saibam que ser assediada, abusada ou violada nunca é culpa delas, e não falar sobre isso irá causar sempre um dano maior do que se contar a verdade”, escreveu Cara noutra publicação.

Harvey Weinstein é uma das figuras mais importantes do cinema de Hollywood, estando ligado às produtoras Miramax e Weinstein Company, responsáveis por filmes como Sexo, Mentiras e Vídeo, O Paciente Inglês, Pulp Fiction ou Shakespeare in Love. Weinstein foi afastado da companhia que fundou, na sequência deste escândalo.

Article source: https://www.dn.pt/pessoas/interior/cara-delevingne-diz-que-weinstein-tentou-forca-la-a-fazer-sexo-a-tres-8838136.html

Orgulho, não apenas gay, mas sobretudo orgulho por as pessoas poderem manifestar-se livremente e sem as ‘amarras’ do passado, numa terra fechada sobre si própria e os seus medos, o medo do desconhecido. Terá sido assim que sentiram as cerca de três centenas de pessoas que, ontem à tarde, fizeram a primeira marcha ostentando as cores do arco-íris, por algumas artérias do centro do Funchal, quebrando um silêncio e registando na história o direito a viverem em diversidade.

Iniciativa de algumas Organizações Não-Governamentais, a 1.ª Marcha do Orgulho LGBTI+ do Funchal, decorreu de forma pacífica, desde a concentração, passando por algumas ruas centrais e mais movimentadas da tarde de sábado e terminando no Jardim Municipal, com muitas palavras de ordem e reivindicação dos direitos da população lésbica, gay, bissexual, transexual, intersexo e outros.

Muitos cartazes com mensagens claras contra a homofobia e a liberdade sexual e, tal como é habitual em todo o tipo de concentrações e manifestações, a Polícia de Segurança Pública esteve sempre a acompanhar e a ordenar o trânsito, mas também a fazer uma espécie de ‘raio x’ do evento, registando tudo para posterior relatório.

A marcha, como referido, correu de forma pacífica, inclusive despertando reacções positivas de muitos dos que estavam no seu trajecto, madeirenses, mas sobretudo turistas estrangeiros nas esplanadas e cafés. Mas também muitas ‘bocas’ em surdina, como é habitual em mentalidades ainda pouco despertas para a diversidade. Aliás, o apelo e a afirmação da diversidade foi bem patente nos vários discursos dos organizadores, a que se seguiu um arraial no Jardim Municipal com a actuação de alguns artistas.

‘Funchal Pride’ pelo direito à diferença

O denominado ‘Funchal Pride’ foi, de facto, momento histórico a que se associaram todos os que quiseram e não tiveram problemas em expressar a sua opinião e orientação sexual, e as palavras de ordem, com destaque para os “Nem menos, nem mais, direitos iguais”, “Anda para o meio, sai do passeio”, “Sim, sim, sim, somos assim” e “Mulheres unidas, nunca oprimidas”, entre outros, foram ditos e repetidos para todos ouvirem.

Emanuel Caires, coordenador do núcleo da Rede Ex Aequo no Funchal, criado em Junho do ano passado, lembra que “estas questões não são muito visíveis”, uma vez que as pessoas sofrem um conjunto de pressões sociais, laborais e até mesmo culturais, para que as suas identidades de género ou sexuais sejam postas dentro do armário, na invisibilidade, no isolamento e, muitas vezes, por consequência do insulto”, atirou, pedindo uma “discussão séria, rigorosa e sem preconceitos e discriminações”.

Activista histórico em mais um momento histórico

António Serzedelo, aos 72 anos de idade, presidente da Opus Gay, é o mais antigo activista da causa homossexual em Portugal e não quis faltar a um momento histórico. Ele que, nos primeiros dias de Maio de 1974, logo após a Revolução de 25 de Abril, foi coautor do manifesto “Liberdade para as Minorias Sexuais”, publicado a 13 de Maio no Diário de Lisboa e no Diário de Notícias.

Serzedelo esteve no Funchal e na frente da marcha não se poupou a dizer o que pensa: “Na Madeira, lamento dizê-lo, mas o jardinismo perseguiu violentamente, com palavras, as minorias sexuais. Isto [o Funchal Pride] é uma machadada nesse jardinismo triunfante de amiguismo, graças a duas ou três forças.” Elogio à CMF, o PS e o BE, citou. E ainda atirou: “Nestes últimos anos a mentalidade tem mudado muito, sobretudo com a malta nova. Os homens e as pessoas da minha idade ainda estão muito no armário. Compreendo porque levamos 30 ou 40 anos com o fascismo em cima a dizer que era errado, que devíamos ter vergonha, que não deveríamos ter este comportamento e até com perseguições políticas, sociais, religiosas, etc.”

Além da Rede Ex Aequo, o ‘Funchal Pride’, contou com apoios e participação da Associação Abraço, da APF – Associação para o Planeamento da Família, da Fundação Portuguesa ‘A Comunidade Contra a Sida’, o grupo Mad le’s Femme, a Câmara Municipal do Funchal, do projecto de investigação Intimate, da UMAR – União Alternativa de Mulheres e Resposta, da referida Opus Gay e do NAIF – Núcleo da Amnistia Internacional do Funchal.

Cada vez mais unidos pelo mesmo sexo

Nunca se tinham celebrado tantos casamentos entre pessoas do mesmo sexo como no ano passado. Aliás, comparando com o ano anterior registou-se um aumento de 125%. Em 2015, face ao ano anterior, também tinha sido registado um aumento de 100% dos casamentos civis entre homens ou entre mulheres. O que significa que em dois anos o número dos também denominados casamentos gay dispararam 350%.

Na prática, os 18 casamentos entre pessoas do mesmo sexo (10 entre homens e 8 entre mulheres) representaram 2,1% dos 861 casamentos celebrados na RAM em 2016, contra 1% (4 para cada sexo) dos realizados (793) em 2015. Outra nota de realce é que o aumento de casamentos entre pessoas do mesmo sexo acompanha o aumento de casamentos entre sexos opostos ou total de casamentos celebrados na Região. Em 2014, a percentagem tinha sido de 0,53% (4 de um total de 753) e em 2013 de 1,38% (11 em 793), em 2012 de 0,36% (3 em 820), em 2011 de 1,1% (10 em 900) e 2010 de 0,87% (9 em 1.031), sendo que nestes dois primeiros anos deu-se o facto de se estar ainda no início da aplicação da nova lei para a igualdade.

Se a média nestes sete anos de nove casamentos entre pessoas do mesmo sexo se mantiver, ou mesmo se tivermos em conta que no ano passado bateu-se o recorde de uniões legais no registo civil entre dois homens ou duas mulheres, no total de 18, então podemos aferir que o número de casamentos do género já terá ultrapassado as sete dezenas ainda com 2017 por completar.

Nota para o facto de ao longo destes sete anos, apenas terem ocorrido três divórcios, o que dá uma média de um casamento rompido por cada 21 realizados nestes sete anos. No mesmo período de tempo, registaram-se 5.888 casamentos e 4.406 divórcios entre pessoas de sexo oposto, o que dá uma média de 1,33 casamentos por cada divórcio.

Article source: http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/o-silencio-foi-quebrado-numa-marcha-historica-HF2142797

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O responsável denunciou, por outro lado, a existência de pressões “sociais, laborais e culturais” que, depois, resultam “invisibilidade” e no “isolamento” das pessoas.

“Na Rede Ex Aequo, temos um projeto, que é o projeto de Educação LGBTI, onde temos denúncias sobre factos que acontecem na Madeira, onde jovens LGBTI em ambiente escolar são vítimas de discriminação homofóbica, bifóbica e transfóbica”, disse, sublinhando que o mesmo ocorre em estabelecimentos noturnos.

A primeira Marcha do Orgulho LGBT no Funchal contou com a participação de muitos jovens, que percorrem algumas ruas do centro da cidade, entre o Largo do Município e o Jardim Municipal, empunhando bandeiras com as cores do arco iris, cartazes com dizeres anti discriminação e gritando palavras de ordem como “Nem menos, nem mais, direitos iguais” e “Sim, sim, sim, somos assim”.

Jade Santos, um dos jovens que integrou o desfile, envergando um vestido verde, revelou que ainda sente “muita discriminação” por ser transsexual e considerou que tal resulta, sobretudo, do “medo” e da “falta de informação” que persiste na sociedade madeirense.

“Mas já está a mudar. O progresso já está a chegar”, salientou.

O evento organizado pela Rede Ex Aequo, com a designação geral de Funchal Pride, conta com a participação da Associação Abraço, a APF – Associação para o Planeamento da Família, a Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra a Sida” e o grupo Mad le’s Femme.

A Câmara Municipal do Funchal também deu apoio à iniciativa, bem como o projeto de investigação INTIMATE, sediado no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

Na primeira Marcha do Orgulho LGBTI do Funchal, participaram ainda elementos da UMAR – União Alternativa de Mulheres e Resposta, da Opus Gay e do NAIF – Núcleo da Amnistia Internacional do Funchal.

“Em Portugal, nestes últimos anos, a mentalidade tem mudado muito, sobretudo com a malta nova. As pessoas da minha idade ainda estão muito no armário”, disse o presidente da Opus Gay, António Serzedelo, vincado que a marcha LGBTI não é “propaganda à homossexualidade”, mas apenas uma forma de “dizer que deve ser tratada em termos igualdade com a heterossexualidade, com a bissexualidade ou com quem quer ser virgem”, porque todas as situações são “respeitáveis”.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/cerca-de-300-pessoas-participaram-na-primeira-marcha-do-orgulho-lgbti-no-funchal-8826304.html

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“O Egito deve parar imediatamente esta repressão contra um grupo vulnerável, só porque agitaram uma bandeira”, considerou em comunicado a diretora da HRW para o Médio Oriente e Norte de África, Sarah Leah Whitson.

A ONG recorda que, a 04 de outubro, seis pessoas foram condenadas a entre um e seis anos de cadeia, acusadas de “libertinagem” e de “incitar a libertinagem”, e mais pessoas estão a aguardar decisão judicial para os dias 12 e 29 de outubro, devido à sua orientação sexual.

A HRW também sublinhou que várias ONG egípcias denunciaram que pelo menos seis detidos foram forçados a passar por um exame anal feito por um médico, supostamente para determinar os seus hábitos sexuais.

Paralelamente, a HWR condenou o comunicado difundido a 30 de setembro pelo Conselho Supremo para a Regulação dos Media, que decidiu proibir “a promoção e a difusão de lemas homossexuais”, assim como o aparecimento de homossexuais nos media.

“Dada a massiva campanha de detenções e o clima de medo, informar de maneira objetiva sobre este assunto e dar voz à comunidade LGBT é mais importante do que nunca”, acrescentou Whitson.

Article source: http://www.dn.pt/lusa/interior/human-rights-watch-denuncia-campanha-repressiva-no-egito-contra-comunidade-lgbt-8823566.html

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À direita, o capitão na reserva Jair Bolsonaro, defensor do uso de armas, simpatizante do período conhecido como ditadura militar e considerado inimigo da comunidade LGBT, está nos Estados Unidos a conversar com setores ligados à alta finança. O objetivo é demonstrar que, apesar das ideias radicais no campo social, será melhor opção para os donos do capital do que Lula, o único que o precede nas sondagens.

O prefeito de São Paulo João Doria sofreu um revés ao surgir empatado com Geraldo Alckmin, governador de São Paulo. Até agora, as pesquisas eram o seu principal argumento para ser o escolhido dos “tucanos”, como são conhecidos os militantes do PSDB, em vez de Alckmin.

Doria, que vem sendo criticado por passar mais tempo em pré-campanha pelo Brasil do que em São Paulo, vai capitalizar a sua imagem no Círio da Nazaré, um dos maiores eventos religiosos do mundo, ao lado da estrela local Fafá de Belém. O candidato sublinha que viaja no seu avião particular e não à custa do contribuinte – para marcar a diferença, o mais recatado Alckmin faz questão de usar voos comerciais e ir para a fila como os demais passageiros.

A correr por fora no campo da direita está Henrique Meirelles, cujas possibilidades dependem da instável economia brasileira. Ministro das Finanças de Temer – e influente presidente do Banco Central na Era Lula – é elogiado pelas elites mas quase desconhecido no Brasil profundo. Contra isso, vem namorando os evangélicos, ou seja, 30% dos brasileiros.

Observadores acreditam porém que há espaço para um nome surpresa dada a forte taxa de rejeição aos candidatos conhecidos – nesse item, Lula também lidera com 42% de cidadãos que não votam nele em nenhuma circunstância. Os juízes Barbosa e Moro e o apresentador de TV Luciano Huck, cujo nome foi citado até pelo antigo presidente Fernando Henrique Cardoso, são os mais falados.

São Paulo

Article source: https://www.dn.pt/mundo/interior/lula-ainda-mais-a-frente-a-um-ano-das-presidenciais-8825275.html

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“O Egito deve parar imediatamente esta repressão contra um grupo vulnerável, só porque agitaram uma bandeira”, considerou em comunicado a diretora da HRW para o Médio Oriente e Norte de África, Sarah Leah Whitson.

A ONG recorda que, a 04 de outubro, seis pessoas foram condenadas a entre um e seis anos de cadeia, acusadas de “libertinagem” e de “incitar a libertinagem”, e mais pessoas estão a aguardar decisão judicial para os dias 12 e 29 de outubro, devido à sua orientação sexual.

A HRW também sublinhou que várias ONG egípcias denunciaram que pelo menos seis detidos foram forçados a passar por um exame anal feito por um médico, supostamente para determinar os seus hábitos sexuais.

Paralelamente, a HWR condenou o comunicado difundido a 30 de setembro pelo Conselho Supremo para a Regulação dos Media, que decidiu proibir “a promoção e a difusão de lemas homossexuais”, assim como o aparecimento de homossexuais nos media.

“Dada a massiva campanha de detenções e o clima de medo, informar de maneira objetiva sobre este assunto e dar voz à comunidade LGBT é mais importante do que nunca”, acrescentou Whitson.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/human-rights-watch-denuncia-campanha-repressiva-no-egito-contra-comunidade-lgbt-8823566.html

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“Silverlake Life: The View from Here” foi realizado por Peter Friedman e Tom Joslin, de quem o festival também exibe, em “estreia absoluta”, “Black Star: Autobiography of a Close Friend”.

O ciclo “This is Me” vai acolher um conjunto de curtas-metragens e a longa-metragem “Tender Fictions”, da norte-americana Barbara Hammer, “figura incontornável do cinema experimental”, cujo trabalho incide nas “questões da política do corpo”.

Também em mostra vão estar outros filmes que “contribuem para uma reflexão sobre questões de autobiografia queer”, entre os quais o documentário “Mapplethorpe: Look At the Pictures”, de Fenton Bailey e Randy Barbato (nomeado para dois Emmys), e “Tarnation”, de Jonathan Caouette.

O cineasta Peter Friedman, nesta terceira edição do festival, vai ainda conduzir uma ‘masterclass’, intitulada “Visual Storytelling”, a decorrer na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, que será acompanhada da exibição do documentário “Fighting in Southwest Louisiana: Gay Life in Rural America”, realizado por Friedman e Jean-François Brunet.

O festival conta ainda com “1:54″, do cineasta canadiano Yan England, que retrata uma história sobre ‘bullying’, protagonizada por Antoine-Oliver Pilon.

No festival estarão em exibição 30 filmes oriundos de 19 países diferentes, sendo os EUA aquele que tem maior representatividade, com 11 produções, seguindo-se Portugal, com seis, e Alemanha e França, com quatro filmes cada.

O Queer Porto 3 acolhe também a Competição de Filmes de Escolas Portuguesas “In My Shorts” e o programa de curtas “Under A Spell”.

O Queer Porto realiza-se na certeza de que já conta com “mais três edições garantidas”, assegurando a sua realização até 2020, segundo o diretor, João Ferreira.

“O Teatro Rivoli vai acolher-nos, já temos datas marcadas para 2018 e temos a certeza neste momento de, pelo menos, mais três edições garantidas em termos de financiamento”, explicou à Lusa esta semana.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/festival-de-cinema-queer-porto-arranca-hoje-com-obra-de-peter-friedman-em-destaque-8818897.html

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“Silverlake Life: The View from Here” foi realizado por Peter Friedman e Tom Joslin, de quem o festival também exibe, em “estreia absoluta”, “Black Star: Autobiography of a Close Friend”.

O ciclo “This is Me” vai acolher um conjunto de curtas-metragens e a longa-metragem “Tender Fictions”, da norte-americana Barbara Hammer, “figura incontornável do cinema experimental”, cujo trabalho incide nas “questões da política do corpo”.

Também em mostra vão estar outros filmes que “contribuem para uma reflexão sobre questões de autobiografia queer”, entre os quais o documentário “Mapplethorpe: Look At the Pictures”, de Fenton Bailey e Randy Barbato (nomeado para dois Emmys), e “Tarnation”, de Jonathan Caouette.

O cineasta Peter Friedman, nesta terceira edição do festival, vai ainda conduzir uma ‘masterclass’, intitulada “Visual Storytelling”, a decorrer na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, que será acompanhada da exibição do documentário “Fighting in Southwest Louisiana: Gay Life in Rural America”, realizado por Friedman e Jean-François Brunet.

O festival conta ainda com “1:54″, do cineasta canadiano Yan England, que retrata uma história sobre ‘bullying’, protagonizada por Antoine-Oliver Pilon.

No festival estarão em exibição 30 filmes oriundos de 19 países diferentes, sendo os EUA aquele que tem maior representatividade, com 11 produções, seguindo-se Portugal, com seis, e Alemanha e França, com quatro filmes cada.

O Queer Porto 3 acolhe também a Competição de Filmes de Escolas Portuguesas “In My Shorts” e o programa de curtas “Under A Spell”.

O Queer Porto realiza-se na certeza de que já conta com “mais três edições garantidas”, assegurando a sua realização até 2020, segundo o diretor, João Ferreira.

“O Teatro Rivoli vai acolher-nos, já temos datas marcadas para 2018 e temos a certeza neste momento de, pelo menos, mais três edições garantidas em termos de financiamento”, explicou à Lusa esta semana.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/festival-de-cinema-queer-porto-arranca-hoje-com-obra-de-peter-friedman-em-destaque-8818897.html

Nos próximos dias 6 e 7 de Outubro realiza-se o primeiro Funchal Pride, evento de cariz social que tem como principal objectivo dar maior visibilidade à população LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexo) e consciencializar para a diversidade de idades e de géneros, orientações sexuais e expressões de género. O evento é organizado pela rede ex aequo, com a parceria da Mad le’s Femme, Associação Abraço, Fundação Portuguesa ‘A Comunidade Contra a SIDA’ e APF – Associação para o Planeamento da Família e ainda os apoios da Intimate, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e da Câmara Municipal do Funchal. AO DIÁRIO, Emanuel Caires, coordenador do núcleo do Funchal da rede ex aequo, falou sobre a iniciativa e sobre o preconceito que ainda persiste.

Como é que surge a ideia de organizar o Funchal Pride?

A ideia de organizar o Funchal Pride surgiu no ano passado, quando a Câmara Municipal do Funchal abriu o concurso de apoio e financiamento a actividades de interesse municipal e associativismo. Foi aí que o núcleo LGBTI Funchal da rede ex aequo pensou em organizar um Pride, uma iniciativa pública ao ar livre e visivelmente LGBTI, onde pudéssemos expressar o nosso orgulho, as nossas orientações sexuais e românticas, as nossas expressões de género. Ao fim e ao cabo expressar toda esta diversidade que existe não só na população LGBTI mas na população em geral, porque existem muitas pessoas que não se identificam como tal, mas que acabam por se integrar um bocadinho nesta área da diversidade.

Então foi com este apoio que a iniciativa se começou a formar?

Sim, foi através da candidatura a esse apoio que surgiu a ideia. Na verdade, não foi uma ideia muito consensual. Era a ideia que eu defendia, sim, mas confesso que há alguns anos achava que era uma loucura. Mas é certo que depois de me envolver no associativismo, aprendi várias coisas e percebi o porquê de ser importante fazer este tipo de iniciativas em culturas mais fechadas como é o caso da Madeira. Então candidatámo-nos, o apoio foi aprovado e foi assim que surgiu o Funchal Pride.

Até porque já existem outras manifestações ‘Pride’ um pouco por todo o mundo e mesmo em Portugal…

Aqui o Pride funciona mesmo como orgulho. De facto, houve esta questão interna se deveria ser um nome português ou inglês, porque queremos que as pessoas percebam que estamos mesmo a falar de orgulho e não de outra coisa. E estamos a falar de orgulho, porque é exactamente o contrário daquilo que a sociedade quer que nós sintamos, que é vergonha de sermos homossexuais, bissexuais, transexuais… vergonha do nosso eu. Foi assim que surgiu as manifestações de orgulho, nos Estados Unidos, em 1969, quando houve uma revolta num bar gay em Manhattan. A partir daí começamos a expressar o nosso orgulho e isto acaba por ser quase que uma tradição da cultura LGBTI, uma forma de reivindicar os nossos direitos e de celebrar as nossas diversidades.

Mas começaram um pouco a medo, sem saber a receptividade que teria e agora o Funchal Pride é um evento que congrega um seminário, uma marcha e um arraial, e que tem cada vez mais adesão da sociedade civil, empresas e entidades que já se associaram…

Sim. No ano passado candidatámo-nos ao apoio, mas não foi uma decisão consensual. Agora já percebemos que se calhar vale mesma a pena. Na verdade, a rede ex aequo que é a promotora do evento, sozinha não conseguiria fazer isto e nós estamos a fazer isto em tempo recorde. Foi por isso que chamamos outras associações para se juntarem a nós, porque na rede ex aequo não queremos que o Funchal Pride seja apenas a representação de uma parte da população LGBTI. Queremos que seja uma representação da população em geral. Por isso chamamos outras associações a participar, associações que trabalham com partes diferentes da população, para que pudessem dar as suas opiniões e ideias para nós incluirmos no Funchal Pride. E foi depois de chamarmos essas associações que percebemos que havia muitos mais interessados em participar nesta iniciativa e que não estamos sozinhos nesta organização. Por isso, até agora, o feedback tem sido bastante positivo.

Mas ainda há dúvidas…

Sim, ainda há quem questione se isto vai ficar vazio ou não. Se a marcha terá apenas meia-dúzia de pessoas, se vai estar apenas um artista no palco a actuar para essa meia-dúzia…. Mas eu acho que não. Acho que por ser o primeiro vai haver bastante curiosidade e isso vai levar as pessoas a aparecer.

Então a expectativa é alta?

Não nego que tenha algum receio, porque afinal ainda estamos a “apalpar” terreno. Esta é praticamente uma versão beta ainda e então para o ano teremos algo mais pensado, com mais tempo para organizar. A expectativa é grande sim, mas temos algum medo de sermos poucos… eu acho que não. As pessoas estão a aderir…

Até porque no vosso convite, são bem claros quando dizem que “se queres lutar contra o preconceito, junta-te a nós…”, o que dá a ideia de ser uma iniciativa aberta a toda a população…

Na verdade, quando se fala em população LGBTI, quando falamos de minorias, há muito essa tendência de separar da sociedade em geral e essas comunidades acabam por se isolar um bocadinho. É um processo natural, acho… Um processo que vai levar à inclusão. Ao fim e ao cabo, eventos como estes permitem que pessoas que não se identifiquem como tal e se possam aproximação. E Funchal Pride também é isso…

Uma forma de abrir os olhos, portanto, uma chamada de atenção….

As pessoas dizem que não precisamos de ser negros para lutarmos contra o racismo. E também não precisamos de ser LGBTI para lutarmos contra a homofobia e a transfobia… Uma coisa não tem a ver com a outra. Compreendo que as pessoas tenham algum medo de ficar associadas à comunidade LGBTI, porque ficando associadas a essa comunidade vão sofrer preconceitos, discriminação e é normal que haja esse receio. Mas temos de ser superiores a esse receio. Caso contrário vamos estar sempre reféns do preconceito e do medo.

Há pouco dizia que a sociedade regional ainda é um pouco fechada. Nota que tem havido evolução a esse nível, ou ainda há muito preconceito em relação à comunidade LGBTI?

Eu às vezes nem sei responder a isso. Acho que em certas alturas respondo uma coisa e noutras respondo outra coisa. Muitas vezes depende do feedback que a associação recebe e até mesmo das minhas experiências pessoais. Se eu tiver em conta o Funchal Pride, há dois anos eu diria logo que não faríamos, mas este ano estamos a fazer. Acaba por ser sinal de um avanço. Acredito que há uns anos as pessoas não respeitavam tanto a população LGBTI. Mas a partir do momento em que a rede ex aequo começou a estar mais activa com acções de sensibilização, actividades várias, acho que houve um pequeno avanço, porque começamos a falar disto em público e começou a ser mais visível. As pessoas começaram a vir para o espaço público e não estar só entre 4 paredes, como era no passado. Com o trabalho que está a ser realizado pela rede ex aequo e outras associações, as pessoas começam a se sentir mais seguras em outros espaços.

Mas ainda há preconceito?

Sim, há preconceito. Às vezes na rede ex aequo recebemos denúncias de situações que acontecem aqui no Funchal, por exemplo em espaços nocturnos em que jovens LGBTI são postos na rua por estarem a trocar carinhos ou a namorar com pessoas do mesmo sexo… O preconceito existe e não é só social, não é só nestes espaços de convívio…. É também um bocadinho institucional e político, porque as instituições governamentais da Região nunca tocam neste assunto. Eu compreendo que somos um meio pequeno e é difícil chegar a todas as minorias, mas se falarmos em igualdade de género, já estaremos a falar um bocadinho de práticas contra a homofobia e a transfobia e só agora se começar a falar na Madeira sobre igualdade de género, porque antes nem se falava muito.

A partir do momento em que foi legalizado o casamento entre pessoas do mesmo sexo é que se começou a falar mais sobre o assunto….

Sim, falava-se mas não tão abertamente.

Enfrentou e enfrenta preconceitos?

Quando ouço bocas, e às vezes ouço quando vou com o meu namorado na rua e estamos de mãos dadas, às vezes sou impulsivo e respondo à letra. Mas geralmente essas bocas vêm de pessoas que não dão a cara… Mas acho que o pior mesmo foi em ambiente familiar. Quando saí do armário, houve violência física, psicológica e emocional por parte do meu pai. A minha mãe apoiou-me e aceitou. Mas eu tive de sair de casa durante uns meses por causa desses episódios e quando voltei para a casa dos meus pais, a situação manteve-se e foi complicado… E não acabou por aqui. Inicialmente houve mais violência física, depois houve violência psicológica, mas depois envolveram-se as autoridades e eu próprio me afirmei contra os comportamentos que o meu pai estava a ter, mas, entretanto, os meus pais separaram-se e isso acabou…

E em ambiente escolar?

Houve algum preconceito, mas não foi muito directo nem forte. Como sei que há pessoas que têm experiências muito más em ambiente escolar, eu desvalorizo a minha experiência, porque o máximo que sofri foram ‘bocas’ e há quem sofra bullying por serem homossexuais, bissexuais ou transsexuais. Já no trabalho, nunca sofri discriminação nem preconceito, mas tenho algum medo de levar as coisas normalmente e dizer abertamente que sou gay… Para mim o pior nem é o preconceito, é o medo de sofrer, de não saber a reacção que virá do outro lado…

É um caminho que se percorre?

Sim, e é o que eu tento fazer. Levar as coisas devagar.

Nesses momentos difíceis que passou, encontrou conforto e apoio na sua mãe, amigos… Hoje a rede ex aequo também ajuda jovens LGBTI que estão a passar por momentos difíceis…

Quando me assumi aos meus pais, a rede ex aequo foi o meu apoio, através de um fórum online onde jovens de todo o país expõem as suas dúvidas, as suas angústias e eu fui várias vezes ao fórum nessa altura. A rede ex aequo foi um apoio para mim e ainda é. No entanto, sei que muitos jovens que passam pela rede ex aequo passam por esse processo: começam por pedir apoio e depois de uma altura começam a querer retribuir esse apoio. Foi isso que aconteceu comigo. Comecei a fazer voluntariado na área da comunicação da rede ex aequo, depois formei o núcleo do Funchal e passei a integrar a direcção da associação. É um caminho de que me orgulho bastante. Gosto muito da rede ex aequo e do trabalho que fazemos e é uma associação única em Portugal constituída por jovens LGBTI para jovens LGBTI.

Article source: http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/ainda-ha-preconceitos-ME2116068

A exibição da bandeira de apoio à comunidade LGBTI – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexo – foi amplamente criticada e o procurador geral Nabil Sadek pediu que as autoridades investigassem o incidente que “incita à homossexualidade”.

Numa questão de dias as forças de segurança egípcias cercaram dezenas de pessoas e fizeram cinco exames anais

A homossexualidade não é ilegal no Egito, mas frequentemente homens homossexuais são detidos e acusados de imoralidade e blasfémia, segundo a Reuters. A Amnistia Internacional diz que muitas vezes estes homens são sujeitos a exames anais, para determinar se tiveram relações sexuais com outros homens.

“Numa questão de dias as forças de segurança egípcias cercaram dezenas de pessoas e fizeram cinco exames anais, um sinal da rápida escalada dos esforços das autoridades para perseguir e intimidar os membros da comunidade LGBTI após o incidente com a bandeira”, disse Najia Bounaim, responsável da Amnistia Internacional.

Ahmed Alaa e Sarah Hegazy foram detidos esta segunda-feira e são acusados de fazerem parte de um grupo contra a lei e de propagarem os ideais deste grupo. Segundo o advogado dos dois, citado pela Reuters, Sarah é a primeira mulher detida num incidente relacionado com homossexualidade nos últimos anos e foi ainda acusada de “promover desvios sexuais e a devassidão”.

Foram ainda a tribunal este domingo 16 homens, acusados também de “promover desvios sexuais” e a imoralidade. Um deles foi condenado a seis anos de prisão enquanto os outros vão ouvir o veredito final a 29 de outubro.

A banda Mashrou’ Leila comentou as recentes detenções e mostrou estar do lado dos detidos.

“Denunciamos a demonização e perseguição de atos inofensivos realizados por adultos e com consentimento. É doentio pensar que toda esta histeria foi provocada por causa de um par de jovens que mostraram um pedaço de pano que simboliza o amor”, disse a banda num comunicado.

Esta sábado, a entidade reguladora da comunicação social egípcia proibiu a publicação de informações sobre homossexuais nos media do país, salvo se para mostrar o arrependimento das pessoas pela sua orientação sexual. A proibição, que entra em vigor sábado, foi aprovada pelo Conselho Supremo para a Regulação dos Media.

Em 2001, 52 homens foram presos no Egito após a polícia ter feito buscas numa discoteca.

Article source: https://www.dn.pt/mundo/interior/detidas-32-pessoas-no-egito-apos-bandeira-lgbtser-exibida-em-concerto-8817031.html

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Não se trata de “perseguição de minorias sexuais, dado que estas operações visam apenas violações da ordem pública”, assegurou o Ministério do Interior.

Segundo o advogado Samed Rahimli, especialista na defesa de pessoas LGBT naquele país do Cáucaso, apenas duas das 34 pessoas com quem pode falar “confessaram prostituir-se”.

“Todos indicaram terem sido espancados ou alvo de pressão psicológica”, declarou o advogado à agência France Presse.

As ações da polícia “são dirigidas contra representantes de minorias sexuais”, disse Rahimli.

No domingo, o Conselho da Europa apelou ao Azerbaijão num comunicado para “garantir que os direitos (dos LGBT) são respeitados e que as queixas de maus tratos são investigadas”.

O Azerbaijão é dirigido com “mão de ferro” pelo Presidente Ilham Aliev, cujo regime é frequentemente criticado por organizações não-governamentais internacionais.

Na Chechénia, república russa muçulmana do Cáucaso, homossexuais foram este ano alvo de perseguições por parte das autoridades, o que suscitou críticas em todo o mundo.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/receio-de-repressao-contra-homossexuais-no-azerbaijao-8815337.html

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Ao mesmo tempo ouviam-se cânticos de “Meu corpo, minha escolha” ou “Hey, hey, Leo, a oitava emenda tem de ir”, numa alusão ao primeiro-ministro Leo Varadkar, e eram empunhados cartazes com dizeres como “Deem às mulheres a oportunidade de escolher”, “Livre, Seguro, Legal” ou “Tirem os vossos rosários dos meus ovários”, uma referência ao poder do catolicismo na Irlanda.

Estava prevista a realização de várias manifestações pró-vida ao longo do percurso da Marcha pela Escolha, mas, segundo o The Irish Times, tal acabou por não acontecer. Para a frente foram mesmo manifestações de simpatia com a causa dos movimentos pró-escolha da Irlanda em mais de 20 cidades do mundo, como Londres, Sidney e Nicósia.

A questão do aborto continua a ser um tema fraturante na muito católica Irlanda, onde até 2013 a interrupção da gravidez era totalmente proibida. Nesse ano, tornou-se possível fazer um aborto nos casos em que a vida da mulher estava em risco. Segundo o Departamento de Saúde do Reino Unido, no ano passado, cerca de três mil irlandesas viajaram até Inglaterra para realizar um aborto, mas os ativistas dizem que este número é muito superior.

Aliás, esta espécie de ponte aérea entre Dublin e Londres para interromper a gravidez foi lembrada em muitos cartazes da manifestação de ontem, através de mensagens como “Cuidados de saúde adequados na Irlanda, não voos com a Ryanair” ou “Cuidados de saúde, não a Ryanair”, numa alusão à companhia aérea de baixo custo irlandesa.

Neste momento, a pena máxima por um aborto ilegal na Irlanda é de 14 anos de prisão. O que em teoria permite que uma mulher que interrompa uma gravidez na sequência de uma violação possa ficar presa por mais tempo do que o seu violador – a pena média sentenciada na Irlanda por violação é de dez anos.

O governo da República da Irlanda anunciou na terça-feira a realização de um referendo em maio ou junho do próximo ano, semanas antes de uma visita do papa Francisco, mas ainda está por decidir a pergunta que será colocada aos eleitores. Em cima da mesa está a oitava emenda da Constituição, aprovada com 67% dos votos num referendo em setembro de 1983, e que dá direitos iguais a fetos e grávidas e dá aos primeiros o direito à vida por lei.

Um painel da sociedade civil foi chamado a aconselhar o governo sobre se a oitava emenda deveria ou não ser alterada. Este grupo de 99 pessoas, presidido por uma juíza, decidiu que esta deverá ser substituída por uma disposição que incumbe os políticos de aprovarem leis sobre o aborto, direitos dos fetos e das grávidas.

Agora, uma comissão parlamentar está a analisar estas recomendações e deverá informar os deputados das suas conclusões até final do ano e aconselhar sobre a formulação da pergunta que será colocada nos boletins de voto.

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas e o Conselho da Europa têm pressionado o governo irlandês para que despenalize a interrupção voluntária da gravidez e estenda o regime de exceções aos casos de malformação fetal, violação ou incesto. Mas os ativistas pró-escolha defendem a existência de um regime mais liberal, próximo do praticado em Inglaterra, onde é permitido até às 24 semanas. As sondagens indicam que a maioria dos irlandeses é a favor da alteração da legislação.

O crescimento do movimento pró-escolha na Irlanda é visto como um sinal de que a igreja católica, que tem dominado a sociedade do país nos últimos séculos, está a perder influência. Outro sinal disso é o facto de a República da Irlanda ter sido o primeiro país do mundo a aprovar o casamento gay através de um referendo, o que aconteceu em 2015. O sim conseguiu 62% dos votos, apesar da oposição da igreja.

Article source: https://www.dn.pt/mundo/interior/milhares-sairam-a-rua-para-defender-o-direito-ao-aborto-na-irlanda-8810458.html

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Mas há mais números a ensombrar o futuro de Mas, em especial o número 3. Está a decorrer uma investigação sobre o financiamento ilegal da (entretanto extinta) Convergència, o chamado caso dos 3%, assim conhecido porque seria essa a percentagem dos contratos públicos que as empresas envolvidas pagariam ao seu partido em contrapartida à adjudicação dos ditos. Mas, que nega qualquer tipo de ilegalidade, alega ser vítima de uma campanha dirigida pelo governo espanhol. E, sem evitar novas analogias com os motivos marítimos, já declarou que se vê de novo na “primeira linha” da política caso o processo secessionista “chegue a bom porto”.

Em Artur Mas o que surpreende os comentadores é a forma como este homem, visto como um burocrata que cresceu à sombra de Jordi Pujol – o histórico dirigente catalão entretanto caído em desgraça -, se converteu de um nacionalista moderado no líder de um processo de tensão em crescendo com Madrid (pacto fiscal, estatuto da Catalunha…), a ponto de defender a independência a partir de 2012, quando outras forças nacionalistas levaram a cabo a Diada. Jogou a sua sorte em eleições antecipadas, perdeu a maioria e só conseguiu manter-se à tona recebendo o apoio parlamentar da Esquerda Republicana da Catalunha. Em comum apenas o objetivo da independência. Em 2015 elevou a fasquia como artífice da lista Junts pel Sí, mas a vitória da aliança dos nacionalistas foi insuficiente para a formação de maioria. O acordo com o partido de extrema-esquerda CUP ditou o seu afastamento e a substituição por Carles Puidgemont. Ainda é cedo para saber se o navio de Mas vai submergir ou se está ao sabor de ventos adversos.

Carles Puigdemont, o ultra que quer passar das palavras aos atos

Na pugna pela secessão catalã de Espanha vale tudo, ou quase, para Carles Puigdemont. O atual líder da Generalitat aproveitou o décimo aniversário do Circuit, um festival gay com música de dança num parque aquático – o maior do mundo do género -, para comparar a luta dos homossexuais pelos direitos civis ao processo soberanista. Na ocasião relembrou a primeira manifestação, ocorrida há 40 anos, pela Frente de Libertação Gay da Catalunha. “Muitos arriscaram ao fazerem frente à legalidade da época. A Catalunha acreditava num Estatuto e agora mudou para decidir o seu futuro livremente.”

Nascido em Amer, na província de Girona, há 54 anos, originário de uma família de pasteleiros, Puigdemont cedo despontou para o jornalismo e para o nacionalismo; aos 16 anos já escrevia para um jornal e era orgulhoso dono de uma bandeira estelada cosida pela mãe a partir de uma senyera (isto é, a bandeira independentista feita sobre o pavilhão oficial da Catalunha).

Puigdemont é um homem das palavras: frequentou o curso de Filologia Catalã, foi jornalista (em publicações em catalão e inglês). Mas não será necessariamente um homem de palavra. Em 2014, como alcaide de Girona, indignou a população ao envolver a autarquia na compra de obras de arte, numa operação que incluía peças de Picasso, Miró e Dalí. Alegou tratar-se de uma “oportunidade de desenvolvimento económico”, mas em tempos de crise a ideia foi contestada nas ruas – num país assolado pelos despejos, a palavra de ordem foi “Não temos casa para pendurar quadros.” O alcaide garantia que o município não ia endividar-se porque a compra ficaria a cargo da empresa de águas local, AGISSA (cujo capital pertence em 20% ao ayuntamiento e o restante a privados). Afirmou ainda que os habitantes não iriam pagar a operação através da conta da água. Mas a plataforma cívica Agua Es Vida acedeu ao contrato rubricado entre os sócios da AGISSA e, sim, não só são os consumidores a pagar a operação através dos pagamentos da água mas também os juros do empréstimo.

Que juros vão pagar os catalães com a aventura de Puigdemont ao insistir num plebiscito sem base legal, à luz das instituições espanholas e internacionais, é a questão. Em menos de dois anos, o antigo autarca de Girona e deputado ao Parlamento da Catalunha multiplicou os desacordos com Madrid e, em especial, com o governo de Mariano Rajoy. Convicto de que a vitória nas eleições autonómicas da aliança Junts pel Sí equivalia à vontade da maioria em tornar a região num país, em julho o presidente fez uma remodelação no executivo (se bem que promovida pelo vice Oriol Junqueras): rodeou-se de indefetíveis, “uma equipa de hooligans, sem distinções”, como desabafou ao El País um antigo dirigente do governo catalão. Com Madrid a reagir em todos os tabuleiros à consulta popular, endureceu a retórica ao ponto de falar em “presos políticos”, “repressão” e “golpe de Estado”. Mais do que um filólogo, ou de um político com sentido de Estado, os tiques de pirómano são agora a sua imagem de marca.

Article source: https://www.dn.pt/mundo/interior/os-homens-que-esticaram-a-corda-do-nacionalismo-catalao-8808897.html

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Segundo a associação, as denúncias podem ser anónimas ou podem ser fornecidos dados pessoais que serão utilizados para processos de investigação formal.

Qualquer denúncia submetida será sempre rececionada pela organização LGBTI responsável no respetivo país e, caso a pessoa queira, poderá também ser rececionada pela força de segurança nacional, uma possibilidade que varia de país para país, de acordo com a respetiva legislação nacional.

Marta Ramos explicou que a plataforma surgiu da necessidade de perceber melhor a complexidade dos crimes de ódio contra pessoas LGBTI.

“É uma necessidade não só das organizações não-governamentais e da sociedade, mas também de quem trabalha no terreno”, como forças de segurança ou serviços de apoio à vítima, adiantou.

Por outro lado, disse Marta Ramos, é importante que as pessoas percebam que podem ir diretamente a uma esquadra apresentar queixa, porque “a polícia não é o inimigo” e “está lá para receber as sua denúncias e para as tratar corretamente”.

Para a diretora executiva da ILGA-Portugal, é necessário também sensibilizar as pessoas para estarem atentas e denunciarem situações de que foram vítimas ou testemunharam.

“Falta um bocadinho de consciencialização para o que deve ser denunciado porque as pessoas LGBT têm uma experiência de discriminação e de violência muito marcada ao longo da sua vida e tendem a menorizar situações de que são vítimas e que podem configurar crime”, frisou.

A associação salienta que o abuso, violência e assédio homofóbico e transfóbico é um problema transversal na União Europeia, mas a informação disponível sobre a violência e assédio contra pessoas LGBTI é parca dada a dificuldade em denunciar estas situações.

Em 2016, a Ilga Portugal recebeu, através do Observatório da Discriminação, 179 denúncias de discriminação, 92 dos quais “correspondem à classificação de crimes e/ou incidentes motivos pelo ódio contra pessoas LGBT”.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/plataforma-de-denuncia-para-crimes-de-odio-contra-pessoas-lgbti-lancada-no-pe-8805280.html

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A “prioridade do BE na Câmara de Lisboa”, disse, “será a habitação”.

O candidato lembrou que, durante a campanha, insistiu em alguns temas (habitação e transportes), mas falou “com tanta gente sobre tantos temas”, recordando alguns como “direitos dos animais, apoios a idosos, direitos LGBT e segurança na rua”.

“Esperamos no próximo domingo que a abstenção não ganhe e que ganhe a democracia, a participação, a intenção de as pessoas se unirem e estarem na defesa da sua cidade”, disse.

Ricardo Robles deu como um dos exemplos do apoio nas ruas a arruada de hoje, que começou no Largo de Dona Estefânia e terminou no Largo do Intendente, passando pelas ruas Pascoal de Melo, Passos Manuel e dos Anjos.

“Sentimos nesta arruada energia, convicção, determinação das pessoas que vieram falar connosco e que nos disseram ‘força, ânimo, vão em frente, vocês precisam de estar na Câmara Municipal de Lisboa'”, contou.

Hoje na arruada, na qual participou também a cabeça de lista à Assembleia Municipal de Lisboa, Isabel Pires, Ricardo Robles não contou com a presença de figuras de peso do Bloco de Esquerda, mas teve o apoio de pessoas muito importantes: a mulher e os dois filhos.

Ricardo Robles despediu-se dos que estiveram hoje presentes no Largo do Intendente marcando encontro para domingo ao final do dia no Palácio Galveias “para festejar um grande resultado em Lisboa”.

Nas eleições de 01 de outubro concorrem à presidência da Câmara de Lisboa Assunção Cristas (CDS-PP/MPT/PPM), João Ferreira (CDU), Ricardo Robles (BE), Teresa Leal Coelho (PSD), o atual presidente, Fernando Medina (PS), Inês Sousa Real (PAN), Joana Amaral Dias (Nós, Cidadãos!), Carlos Teixeira (PDR/JPP), António Arruda (PURP), José Pinto-Coelho (PNR), Amândio Madaleno (PTP) e Luís Júdice (PCTP-MRPP).

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/autarquicas-apoio-que-robles-sentiu-nas-ruas-de-lisboa-so-vale-se-as-pessoas-forem-votar-8809057.html

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Segundo a associação, as denúncias podem ser anónimas ou podem ser fornecidos dados pessoais que serão utilizados para processos de investigação formal.

Qualquer denúncia submetida será sempre rececionada pela organização LGBTI responsável no respetivo país e, caso a pessoa queira, poderá também ser rececionada pela força de segurança nacional, uma possibilidade que varia de país para país, de acordo com a respetiva legislação nacional.

Marta Ramos explicou que a plataforma surgiu da necessidade de perceber melhor a complexidade dos crimes de ódio contra pessoas LGBTI.

“É uma necessidade não só das organizações não-governamentais e da sociedade, mas também de quem trabalha no terreno”, como forças de segurança ou serviços de apoio à vítima, adiantou.

Por outro lado, disse Marta Ramos, é importante que as pessoas percebam que podem ir diretamente a uma esquadra apresentar queixa, porque “a polícia não é o inimigo” e “está lá para receber as sua denúncias e para as tratar corretamente”.

Para a diretora executiva da ILGA-Portugal, é necessário também sensibilizar as pessoas para estarem atentas e denunciarem situações de que foram vítimas ou testemunharam.

“Falta um bocadinho de consciencialização para o que deve ser denunciado porque as pessoas LGBT têm uma experiência de discriminação e de violência muito marcada ao longo da sua vida e tendem a menorizar situações de que são vítimas e que podem configurar crime”, frisou.

A associação salienta que o abuso, violência e assédio homofóbico e transfóbico é um problema transversal na União Europeia, mas a informação disponível sobre a violência e assédio contra pessoas LGBTI é parca dada a dificuldade em denunciar estas situações.

Em 2016, a Ilga Portugal recebeu, através do Observatório da Discriminação, 179 denúncias de discriminação, 92 dos quais “correspondem à classificação de crimes e/ou incidentes motivos pelo ódio contra pessoas LGBT”.

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Segundo o comunicado enviado, o ciclo “This is Me” vai acolher um conjunto de curtas-metragens e a longa-metragem “Tender Fictions”, da norte-americana Barbara Hammer, “figura incontornável do cinema experimental”, cujo trabalho incide nas “questões da política do corpo”.

Também em mostra vão estar outros filmes que “contribuem para uma reflexão sobre questões de autobiografia queer”, entre os quais o documentário “Mapplethorpe: Look At the Pictures”, de Fenton Bailey e Randy Barbato (nomeado para dois Emmys), e o seminal “Tarnation”, de Jonathan Caouette.

O cineasta Peter Friedman, nesta terceira edição do festival, vai ainda conduzir uma ‘masterclass’, intitulada “Visual Storytelling”, a decorrer na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, que será acompanhada da exibição do documentário “Fighting in Southwest Louisiana: Gay Life in Rural America”, realizado por Friedman e Jean-François Brunet.

O festival conta ainda com “1:54″, do cineasta canadiano Yan England, que retrata uma história sobre ‘bullying’, protagonizada por Antoine-Oliver Pilon.

A competição oficial inclui oito longas-metragens de ficção e documentais, entre as quais “The Wound”, do sul-africano John Trengove, premiado no Frameline San Francisco International LGBTQ Film Festival e no LA Outfest, que será exibido na noite de abertura do Queer Porto, às 21:30.

“The Wound” tem um enredo em que “género, orientação sexual e classe social se intersetam para produzir uma imagem idiossincrática da África do Sul dos nossos dias”.

No festival estarão em exibição 30 filmes oriundos de 19 países diferentes, sendo os EUA aquele que tem maior representatividade, com 11 produções, seguindo-se Portugal, com seis, e Alemanha e França, com quatro filmes cada.

O Queer Porto 3 acolhe também a Competição de Filmes de Escolas Portuguesas “In My Shorts” e o programa de curtas “Under A Spell”.

O Queer Porto é financiado pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), pela Câmara Municipal do Porto e por um conjunto de apoios públicos e privados.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/obra-de-peter-friedman-em-destaque-no-festival-queer-do-porto-8799940.html

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Segundo o comunicado enviado, o ciclo “This is Me” vai acolher um conjunto de curtas-metragens e a longa-metragem “Tender Fictions”, da norte-americana Barbara Hammer, “figura incontornável do cinema experimental”, cujo trabalho incide nas “questões da política do corpo”.

Também em mostra vão estar outros filmes que “contribuem para uma reflexão sobre questões de autobiografia queer”, entre os quais o documentário “Mapplethorpe: Look At the Pictures”, de Fenton Bailey e Randy Barbato (nomeado para dois Emmys), e o seminal “Tarnation”, de Jonathan Caouette.

O cineasta Peter Friedman, nesta terceira edição do festival, vai ainda conduzir uma ‘masterclass’, intitulada “Visual Storytelling”, a decorrer na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, que será acompanhada da exibição do documentário “Fighting in Southwest Louisiana: Gay Life in Rural America”, realizado por Friedman e Jean-François Brunet.

O festival conta ainda com “1:54″, do cineasta canadiano Yan England, que retrata uma história sobre ‘bullying’, protagonizada por Antoine-Oliver Pilon.

A competição oficial inclui oito longas-metragens de ficção e documentais, entre as quais “The Wound”, do sul-africano John Trengove, premiado no Frameline San Francisco International LGBTQ Film Festival e no LA Outfest, que será exibido na noite de abertura do Queer Porto, às 21:30.

“The Wound” tem um enredo em que “género, orientação sexual e classe social se intersetam para produzir uma imagem idiossincrática da África do Sul dos nossos dias”.

No festival estarão em exibição 30 filmes oriundos de 19 países diferentes, sendo os EUA aquele que tem maior representatividade, com 11 produções, seguindo-se Portugal, com seis, e Alemanha e França, com quatro filmes cada.

O Queer Porto 3 acolhe também a Competição de Filmes de Escolas Portuguesas “In My Shorts” e o programa de curtas “Under A Spell”.

O Queer Porto é financiado pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), pela Câmara Municipal do Porto e por um conjunto de apoios públicos e privados.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/obra-de-peter-friedman-em-destaque-no-festival-queer-do-porto-8799940.html

Hoje, 25 de setembro, na capa do Diário de Notícias: “Campanha eleitoral tira professores das salas de aula”. A visita do Presidente a Luanda também é noticiada no matutino, com: “Marcelo vai reunir-se com altas figuras da Justiça em Angola”.

O Público faz manchete com a notícia de que “Instituto da Água arrasou entrega de barragens à EDP sem concurso”. Na mesma edição, destaque para “Em metade do país nunca houve um casamento gay”.

O Jornal de Negócios escreve: “Bancos exigem prioridade nos ativos do Novo Banco”; “Como ganhar com a saída do lixo” e ainda “Merkel vence mas perde margem de manobra”.

No Correio da Manhã: “Submarinos custam 8,5 milhões de euros por ano”; “Vacinas grátis para bombeiros e diabéticos” e também “Cortes deixam 30 mil doentes sem termas”.

O Jornal de Notícias revela: “Gastamos 108 milhões de euros em jogo online e o Fisco fica com 47”. O diário escreve ainda sobre o Brasil: “Novo teste de ADN ao quinto homem mais rico do mundo”.

O jornal I dá enfoque à Maçonaria: “Fim de semana quente no Palácio do Grande Oriente Lusitano”. Além disso, destaque para: “Praga de percevejos em Lisboa já chegou ao Porto”.

Article source: http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/o-que-dizem-os-jornais-esta-segunda-feira-30-212497

Começa a ganhar cada vez maior dimensão a iniciativa ‘Funchal Pride’, que vai decorrer nos dias 6 e 7 de Outubro.

Organizada pela rede ex aequo, com a parceria da Mad le’s Femme, Associação Abraço. Fundação Portuguesa ‘A Comunidade Contra a SIDA’ e APF – Associação para o Planeamento da Família e ainda os apoios da Intimate, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e da Câmara Municipal do Funchal, o Funchal Pride é um evento de cariz social e tem como principal objetivo dar maior visibilidade à população LGBTI+ e consciencializar para a diversidade de idades e de géneros, orientações sexuais e expressões de género.

A iniciativa começa na sexta-feira, dia 6 de Outubro, com seminário sobre o tema ‘Cidadania Fora do Armário- diversidade sexual, relacional e de género em Portugal’, que terá lugar no Espaço Paulo Martins (Rua dos Tanoeiros) entre as 18h30 e as 20h30. Neste seminário o objectivo será o de “adquirir, reflectir e discutir conhecimento”.

A oradora será a socióloga, investigadora e activista Ana Cristina Santos, responsável pelo projecto de investigação Intimate – Cidadania, Cuidado e Escolha: a micropolítica da intimidade na Europa do Sul, um estudo sobre questões de vida íntima e familiar entre pessoas LGBTQ em Portugal, Espanha e Itália, financiado pelo European Research Council, com uma equipa internacional, e sediado no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

O seminário é de entrada livre e tem como destinatários estudantes, professores/as e outros profissionais de educação, profissionais de saúde, profissionais do direito, técnicas/os da área social e áreas associadas, activistas e outras pessoas interessadas.

Tal como o DIÁRIO já havia noticiado, no sábado, dia 7 de Outubro, a partir das 15 horas, realiza-se um dos pontos altos da iniciativa ‘Funchal Pride’: a primeira Marcha do Orgulho LGBTI+ do Funchal. “Uma sociedade igual em direitos, sem preconceitos, sem discriminação. Simplesmente onde todas as pessoas são iguais. Onde podemos Viver na Diversidade”. É este o mote e o propósito daquela que é o “primeiro Pride Português além-mar”. Recorde-se que as Marchas do Orgulho já acontecem um pouco por todo o país, desde Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e Vila Real. “São manifestações onde são reivindicados os direitos da população lésbica, gay, bissexual, trans e intersexo (LGBTI+), bem como expressadas as suas celebrações e o seu Orgulho”, refere a organização do evento que convida todos a participar nesta iniciativa: “Se és simplesmente contra a homofobia, bifobia e transfobia, aparece! Não é preciso ser LGBTI+ para lutar contra o preconceito”, recordam.

A concentração para a Marcha acontece na Praça do Município e os participantes vão depois fazer o percurso até ao Jardim Municipal do Funchal, onde terá lugar o Arraial Pride Funchal, “momento de fazer a festa, celebrar o Orgulho e Viver na Diversidade”.

No auditório do Jardim Municipal, entre as 16 e as 00 horas haverá música, transformismo, DJ e algumas surpresas. No local também haverá ‘street food’, várias bancas das associações parceiras e, ainda, a banca do bar oficial do Funchal Pride: o ‘Living Room’. É aliás neste espaço da noite funchalense que vai ter ligar a ‘after-party’ oficial do evento, a partir da meia-noite. A ‘after-party’ contará com Michael Yang, DJ madeirense muito conhecido do público e que já actuou em espaços como Marginal, Casino da Madeira, Café Teatro e Molhe, e até mesmo em clubes como A Capela, Music Box e o Clube da Esquina, de Lisboa. Além disso, já marcou presença no NOS ALIVE, Funchal Jazz, Summer Closing, entre outros.

A organização convida todos a participarem nas iniciativas realizadas no âmbito do Funchal Pride “porque a luta contra a homofobia, bifobia e transfobia é da responsabilidade de todas as pessoas”.

Arraial com duas presenças já confirmadas

Tal como já foi referido, no dia 7 de Outubro, após a marcha, haverá um arraial no Jardim Municipal. O evento tem já duas presenças confirmadas. A primeira é da artista musical Alexandra Barbosa. A jovem de 26 anos, e natural do Funchal, desde muito cedo que está ligada à música. Começou a sua carreira profissional aos 23 anos com a sua participação no talento-show “Ídolos”, onde chegou à fase de grupos.

De volta à Madeira, participou e ganhou um concurso de novos talentos do Hotel Meliã Madeira Mare, onde começou a ser artista residente. A partir dessa altura actuou em hotéis do grupo Pestana e Golden Residence e em pubs, tais como Hole in One e TRAP, sendo actualmente artista residente do Enotel.

Confirmada pela organização está também a presença de Alecia Jesus (também conhecida como Alecia Fluffy), transformista que fará as performances da tarde e noite do Arraial Pride. Foi a artista principal do antigo Arquipélagos Club, onde descobriu o seu lado teatral, lado esse que tem vindo a explorar cada vez mais. De acordo com a organização do evento, Alecia “teve um papel importantíssimo na dinamização da cultura ‘drag’ no arquipélago, sendo a ‘mãe’ de muitas apaixonadas pela arte transformista”.

Este Verão subiu ao palco do Balcão Cristal do Teatro Feiticeiro do Norte para um conjunto de quatro actuações denominado “Alecia Fluffy in Classics”. É também uma activista nata, é youtuber quando lhe apetece e esteve várias vezes associada a projectos da rede ex aequo e do Mad le’s Femme.

Article source: http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/viver-na-diversidade-a-6-e-7-de-outubro-CA2064499

A sétima edição do maior encontro gay em alto mar passa hoje pelo Funchal. Organizada pela ‘La Demance’, empresa de eventos responsável por uma das maiores festas gay europeias, escolheu pela primeira vez a Madeira para ancorar o navio da Monarch que transporta uma reunião exclusiva para homens.

Durante oito dias, aquele que pode ser chamado como ‘o barco do amor’, estará a navegar pelo Oceano Atlântico, tendo zarpado do porto de Lisboa ante-ontem. O Monarch chega então hoje, pelas 8 horas, ao Funchal, onde estará ancorado até às 18 horas, altura em que segue viagem para Las Palmas.

Reunindo cerca de 2.200 passageiros, entre eles 35 portugueses, segundo adiantou a organização ao Diário de Notícias de Lisboa no dia da partida do barco, o périplo só termina em Tenerife, depois de passar em La Gomera e Lanzarote.

“Oferecendo uma perfeita combinação entre cultura, relaxamento e as melhores festas ao ar livre, esta é a tua melhor opção para as férias”, menciona a entidade por detrás desta iniciativa no seu site, numa viagem que pode ir dos 1.100 aos 6.200 euros, dependendo da tipologia de camarote pretendida.

Programa para a Madeira

Duas festas temáticas por dia, repartidas entre o final da tarde e noite, excursões diurnas nos locais onde o navio acostar, tratamentos de beleza e spa são algumas das actividades a ter em conta para quem viaja no maior cruzeiro gay do mundo.

Pegando nesse leque de actividades fora do navio, está programado um passeio pela baixa do Funchal, viagem de teleférico até aos jardins tropicais do Monte, descida nos carros de cesto e ainda uma visita ao Mercado dos Lavradores, acções que a organização classifica como “algo a não perder”.

Outras dicas que são dadas aos passageiros prendem-se com a sugestão em visitar o miradouro do Cabo Girão, almoçar junto de uma promenade ou provar um bolo do caco juntamente com Vinho Madeira.

Já a escolha no nosso destino recaiu sobretudo pela nossa “surpreendente natureza”.

Divertimento a bordo

Com sete DJs a bordo do navio, o divertimento está mais do que garantido em eventos como sunset, night e after parties.

Todas as festas com estas temáticas realizam-se à volta da piscina e caso dê fome aos passageiros não há razão para alarme. Há um serviço de 24 horas no restaurante buffet e ainda serviço de quartos.

Ao acordar, se sentir enérgico, saiba que estão disponíveis várias actividades de índole física como a ida ao ginásio, mas também pode jogar paddle ou futebol. Os tratamentos de beleza e spa também estão assegurados.

Há ainda uma experiência para solteiros, que podem partilhar a cabine com alguém que nunca conheceram. O programa é adequado à idade de quem tenciona participar na proposta.

Article source: http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/funchal-na-rota-de-cruzeiro-gay-BL2049113

O navio Monarch traz mais de 2200 passageiros, 35 deles portugueses, até à Madeira. Trata-se do maior cruzeiro gay do mundo e o primeiro porto de paragem é o do Funchal, onde chega amanhã pelas 8 horas.

Segundo avança o Diário de Notícias de Lisboa, o barco saiu ontem pela pela primeira vez na história de Lisboa, num périplo que contempla para além da Região, passagens por Las Palmas, Lanzarote, La Gomera e Tenerife.

Article source: http://www.dnoticias.pt/madeira/maior-cruzeiro-gay-do-mundo-vai-ancorar-amanha-na-madeira-AB2047156

Depois da visita no navio ‘Monarch’, o maior cruzeiro gay do mundo que atracou ontem no Porto do Funchal com 2.200 passageiros a bordo, entre eles 35 portugueses, o Molhe da Pontinha recebe hoje a visita de mais dois navios de cruzeiro: ‘Ventura’ e ‘Celebrity Eclipse’, operados pela Blatas e JFM Shipping.

Ao todo, ambos os paquetes trazem 5.880 turistas a bordo, que irão dar algum movimento à cidade do Funchal neste primeiro dia de Outono.

Proveniente de Southampton, ‘Ventura’, é o primeiro navio a atracar no Cais Sul do Porto do Funchal. O paquete traz 3.050 passageiros a bordo, servidos por mil tripulantes, e tem chegada prevista para as 7 horas, onde irá fazer uma escala de 10 horas, zarpando posteriormente rumo a Santa Cruz de Tenerife.

Este navio, já bem conhecido dos madeirenses pelas suas escalas na Região, foi inaugurado em Abril de 2008, após ter sido construído nos estaleiros italianos de Fincantieri. Mede cerca de 290 metros de comprimento, 36 de largura e pesa aproximadamente 116 mil toneladas.

Além disso, este clássico oferece várias actividades para crianças e possui inúmeras atracções para os adultos num ambiente requintado.

O segundo navio, o ‘Celebrity Eclipse’, chega à Madeira às 9h15, prometendo também trazer grande animação à cidade.

Proveniente de La Coruna, o paquete traz a bordo 2.830 passageiros, muito próximo da sua lotação máxima, aos quais se junta uma tripulação composta por 1.200 elementos.

Tal como o primeiro, ‘Eclipse’ vai abandonar o mar madeirense também durante o dia de hoje, partindo às 18h30 rumo a Ponta Delgada. Uma escala que será certamente bem aproveitada pelos passageiros que irão ficar a conhecer um pouco da cidade do Funchal e da restante ilha.

Sobre este navio sabe-se que foi inaugurado em 2010 e que tem 317 metros de comprimento, 37 de largura e que pesa 122 mil toneladas.

A bordo, os passageiros podem desfrutar de vários espectáculos ao vivo, de um estúdio de fotografia para captarem as memórias da sua viagem e de um bar dedicado a cocktails. Os mais novos também podem aproveitar um programa especificamente criado para eles.

Article source: http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/dois-navios-trazem-hoje-mais-de-5-mil-turistas-JY2054218

A sétima edição do maior encontro gay em alto mar passa hoje pelo Funchal. Organizada pela ‘La Demance’, empresa de eventos responsável por uma das maiores festas gay europeias, escolheu pela primeira vez a Madeira para ancorar o navio da Monarch que transporta uma reunião exclusiva para homens.

Durante oito dias, aquele que pode ser chamado como ‘o barco do amor’, estará a navegar pelo Oceano Atlântico, tendo zarpado do porto de Lisboa ante-ontem. O Monarch chega então hoje, pelas 8 horas, ao Funchal, onde estará ancorado até às 18 horas, altura em que segue viagem para Las Palmas.

Reunindo cerca de 2.200 passageiros, entre eles 35 portugueses, segundo adiantou a organização ao Diário de Notícias de Lisboa no dia da partida do barco, o périplo só termina em Tenerife, depois de passar em La Gomera e Lanzarote.

“Oferecendo uma perfeita combinação entre cultura, relaxamento e as melhores festas ao ar livre, esta é a tua melhor opção para as férias”, menciona a entidade por detrás desta iniciativa no seu site, numa viagem que pode ir dos 1.100 aos 6.200 euros, dependendo da tipologia de camarote pretendida.

Programa para a Madeira

Duas festas temáticas por dia, repartidas entre o final da tarde e noite, excursões diurnas nos locais onde o navio acostar, tratamentos de beleza e spa são algumas das actividades a ter em conta para quem viaja no maior cruzeiro gay do mundo.

Pegando nesse leque de actividades fora do navio, está programado um passeio pela baixa do Funchal, viagem de teleférico até aos jardins tropicais do Monte, descida nos carros de cesto e ainda uma visita ao Mercado dos Lavradores, acções que a organização classifica como “algo a não perder”.

Outras dicas que são dadas aos passageiros prendem-se com a sugestão em visitar o miradouro do Cabo Girão, almoçar junto de uma promenade ou provar um bolo do caco juntamente com Vinho Madeira.

Já a escolha no nosso destino recaiu sobretudo pela nossa “surpreendente natureza”.

Divertimento a bordo

Com sete DJs a bordo do navio, o divertimento está mais do que garantido em eventos como sunset, night e after parties.

Todas as festas com estas temáticas realizam-se à volta da piscina e caso dê fome aos passageiros não há razão para alarme. Há um serviço de 24 horas no restaurante buffet e ainda serviço de quartos.

Ao acordar, se sentir enérgico, saiba que estão disponíveis várias actividades de índole física como a ida ao ginásio, mas também pode jogar paddle ou futebol. Os tratamentos de beleza e spa também estão assegurados.

Há ainda uma experiência para solteiros, que podem partilhar a cabine com alguém que nunca conheceram. O programa é adequado à idade de quem tenciona participar na proposta.

Article source: http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/funchal-na-rota-de-cruzeiro-gay-BL2049113

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Há dois partidos dentro do mesmo partido. Os antissistema, que não estão habituados a estrangeiros, nem a refugiados, nem ao liberalismo, nem ao capitalismo. Em resumo, são contra o sistema e este é um partido que os parece representar. É nesta ala que estão os fanáticos, os racistas e os de extrema-direita. Depois, do outro lado, os conservadores que estão contra Angela Merkel. Esta fação é maioritariamente democrática. Mas mesmo estes também jogam com os mesmos argumentos, como o racismo e a quebra de tabus, porque sabem que os eleitores vão gostar.

Nas últimas sondagens, o SPD [Partido Social-Democrata] aparece em segundo lugar nas intenções de voto, muito afastado da CDU [União Democrata-Cristã]. Estes resultados parecem ter vindo a piorar, já que na altura em que Martin Schulz avançou os dois partidos apareciam lado a lado. O que pode explicar isto?

Penso que quando Martin Schulz decidiu avançar, o receio com a crise dos refugiados era grande e todos os que tinham medo viram no SPD uma alternativa a Angela Merkel. Depois começaram a perceber que o partido não tinha mudado. O SPD não reconheceu, não se apercebeu de que a sociedade alemã se tornou mais conservadora, mais “de direita moderada”. Depois da crise dos refugiados e dos ataques terroristas, a população quer sentir-se segura, mais protegida. Na minha opinião, o SPD está mais conservador, mas apenas nas suas próprias políticas: segurança social, mais direitos para os trabalhadores, mais apoios para os desempregados. Mas essa não é a vontade da maioria da sociedade alemã. Outro motivo que pode explicar essa descida dos números do SPD é o facto de que Angela Merkel, apesar de ser CDU, representa as políticas de esquerda do SPD. Está muito mais à esquerda do que estava Helmut Kohl.

Em Portugal, as esquerdas juntaram-se para formar governo. Na Alemanha esse cenário não é expectável?

Não, isso não vai acontecer. A grande dúvida é se o AfD vai liderar a oposição, se isso acontecer vai ser terrível para nós. Nem sequer sabemos quem irá para o Bundestag [câmara baixa do Parlamento alemão], conhecemos alguns líderes do partido, mas a liderança no Alternativa para a Alemanha é muito frágil. Há membros horríveis nesta força política. O que pode acontecer é que as divisões internas sejam tão grandes que o partido se fracione e passem a existir dois partidos. Por outro lado, atualmente a política na Alemanha é bastante previsível, as decisões de Angela Merkel são expectáveis. Por isso, penso que pode ser possível gerir uma legislatura com o AfD a liderar a oposição.

Em Berlim

Article source: http://www.dn.pt/mundo/interior/os-alemaes-vao-ter-de-se-habituar-a-extrema-direita-8782804.html

Segundo as autoridades, citadas pelo The Washington Post, a polícia recebeu a denúncia de que estava “uma pessoa com uma arma e uma faca” na universidade. Os agentes foram para o local e encontraram Schultz com uma faca.

A polícia pediu ao jovem para largar o objeto e ele respondeu “dispara”, enquanto avançava em direção aos quatro polícias. Um dos agentes disparou e o jovem foi encaminhado para o hospital, onde morreu.

A mãe de Schult, Lynne, disse numa entrevista que o filho sofria de vários problemas de saúde, tinha depressão e tentou cometer suicídio há dois anos.

“Porque não usaram uma arma não letal, como gás pimenta ou tasers?”, perguntou Lynne, segundo a BBC.

O jornal Washington Post revela que 697 pessoas foram mortas pela polícia dos Estados Unidos este ano.

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.

Article source: http://www.dn.pt/mundo/interior/jovem-lgbtmorto-pela-policia-na-universidade-8778883.html