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Andre De Grasse é, de acordo com o próprio Usain Bolt, o principal favorito à sucessão do jamaicano no trono dos velocistas. Filho de pai de Barbados e de mãe de Trinidad e Tobago, o canadiano de 22 anos resgatou a reputação perdida pelo Canadá nas provas de velocidade, tornando-se inclusivamente o primeiro sprinter daquele país e conquistar três medalhas nos mesmos Jogos Olímpicos. No Rio 2016, arrecadou o bronze nos 100 metros ao bater o recorde pessoal (9.91s), a prata nos 200m (19,80) e novamente o bronze nos 4x100m. “Vai ser bom. Corre como eu. Com isto quero dizer que ele é lento na saída, tal como eu, e recupera depois”, chegou a afirmar o próprio Bolt, acerca de um jovem atleta que há dois anos levou o bronze para casa nos Mundiais de Pequim. “Penso que Bolt me sente como o sucessor dele e tento dar-lhe razão”, atirou De Grasse, um dos favoritos às medalhas nos Mundiais de agosto, que se vão realizar em Londres. O próprio canadiano está confiante de que até nem terá de esperar pela retirada de Bolt para chegar ao topo, pois acredita que pode batê-lo na capital britânica. “Estou a preparar-me para ganhar. Tenho uma grande oportunidade e quero aproveitá-la. Sinto que tenho hipóteses nas duas provas – 100 e 200. Se conseguir fazer a minha corrida e estiver na melhor forma, sinto que o consigo fazer”, rematou.

Yohan Blake

Jamaicano tal como Bolt, Yohan Blake é quem o melhor de sempre gostava de ver como nº 1. “Espero que seja o Yohan Blake, que já provou que pode ser enorme e é jamaicano, mas o Andre De Grasse vai ser um grande atleta. Queria que fosse um jamaicano, mas…”, chegou a afirmar o recordista mundial, acerca do compatriota de 27 anos, ainda que temendo a concorrência feroz. Blake tem a particularidade de ter levado para casa o único ouro que escapou a Bolt nos 100 metros desde 2008, quando se sagrou Campeão Mundial em 2011, na cidade sul-coreana de Daegu, aproveitando uma desclassificação do compatriota para se tornar o mais jovem vencedor do título da história da especialidade: 21 anos e 245 dias. Contudo, Blake, que tem como melhores registos os 9,69s aos 100 metros (terceira melhor marca de sempre) e os 19,26 aos 200 (segunda melhor marca, a sete centésimos do recorde de Bolt), tem sofrido diversas lesões nos últimos quatro anos, problemas que o impediram de participar nos derradeiros mundiais, de Moscovo (2013) e Pequim (2015). Nos Jogos do Rio de Janeiro, foi apenas quarto classificado nos 100 metros e não se qualificou para a final dos 200, ainda que tivesse arrecadado o ouro na estafeta 4×100, ao lado de Bolt, Asafa Powell e Nickel Ashmeade. Se for capaz de recuperar a melhor forma, será um forte candidato à sucessão.

Wayde van Niekerk

A forma como nos Jogos do Rio de Janeiro bateu um dos mais emblemáticos recordes do mundo – o dos 400 metros, que durava desde o século passado (1999) na posse do lendário Michael Johnson – atirou Wayde van Niekerk para a linha da frente na sucessão a Usain Bolt como a próxima grande figura da velocidade no atletismo mundial. O sul-africano não é um sprinter puro da distância mais curta, mas o seu talento extraordinário permite-lhe ser o único homem capaz de correr abaixo dos 10 segundos aos 100 metros, dos 20 aos 200 metros e dos 44 aos 400. Na semana passada, Niekerk acrescentou mais um feito ao currículo e voltou a bater um recorde histórico de Michael Johnson, desta vez na rara distância dos 300 metros, que o sul-africano correu em 30,81 segundos, em Ostrava. Aliás, no mês de junho melhorou também os seus recordes pessoais dos 100 (9,94) e dos 200 metros (19,84), aquecendo os motores para os mundiais de agosto, em Londres, onde se propõe a emular mais uma vez os feitos de Johnson, tentando a histórica dobradinha nos 400 e nos 200 metros. Niekerk não fez segredo de que olha agora para o recorde de Bolt nos 200 metros (os quase irreais 19,19 segundos) e desafiou até o jamaicano para um duelo em Londres, que poderia simbolizar uma passagem de trono. Mas Bolt esquivou-se ao risco e decidiu que a sua despedida das pistas, nos mundiais, far–se-á apenas nos 100 metros, onde o sul-africano não é, para já, uma ameaça.

Christian Coleman

Irrompeu como uma bala até ao topo da lista mundial do ano nos 100 metros quando, nas meias–finais dos campeonatos universitários dos Estados Unidos, fez 9,82 segundos e bateu o recorde da competição. O jovem de 21 anos, atleta da Universidade do Tennessee, já estava referenciado como uma das grandes promessas da velocidade dos EUA, tendo até feito parte da estafeta de 4×100 metros que esteve nos Jogos do Rio, mas os 9,82 registados em Eugene colocam-no na elite mundial. É, de resto, o único a ter corrido o hectómetro abaixo dos 9,90 esta época. O tempo obtido por Coleman nos campeonatos universitários fazem dele já o quarto melhor de sempre nos EUA, nos 100 metros – apenas atrás de Tyson Gay (recordista americano, com 9,69), Justin Gatlin (9,74) e Maurice Green (9,79) – e o nono melhor de todos os tempos. Nos recentes campeonatos norte-americanos absolutos, que serviram de seleção para os próximos mundiais de Londres, em agosto, Christian Coleman ficou a três centésimos do seu primeiro título de campeão dos EUA, perdendo para Justin Gatlin, mas deixou evidente que está preparado para a sucessão ao seu mentor como homem mais rápido da América. “Ele parece o meu reflexo ao espelho”, elogiou Gatlin. Coleman apurou-se para os mundiais também nos 200 metros, distância na qual, de resto, detém também a segunda melhor marca do ano: 19,85, também nos campeonatos universitários deste ano, apenas um centésimo atrás do sul-africano Wayde van Niekerk. “O céu é o meu limite”, diz Coleman. O mundo aguarda para ver.

Akani Simbine

O mundo conhecia o talento de Akani Simbine desde que fixou o recorde sul-africano dos 100 metros, em 2015 (entretanto melhorado para 9,89 segundos), e mais ciente do seu potencial ficou quando o velocista arrancou um 5.º lugar na final olímpica da distância, no Rio 2016 (apenas atrás de Bolt, Gatlin, De Grasse e Blake). No entanto, o verdadeiro momento de afirmação do sul-africano, de 23 anos, chegou em maio, na etapa de Doha (Catar) da Liga Diamante, onde alcançou uma confortável vitória sobre nomes consagrados (e de currículos bem mais ricos) como Justin Gatlin, Andre De Grasse, Asafa Powell e Kim Collins. “Esta vitória significa muito, porque marca o tom do resto da temporada. Correr a distância em 9,99 segundos contra este vento diz muito sobre o estado de forma de Akani. Significa que estamos perto da posição de pódio que queremos no Mundial”, destacou, então, o treinador de Simbine, Werner Prinsloo. A candidatura do atleta sul-africano, estudante de Ciências da Informação na Universidade de Pretória, é clara: Akani Simbine tem três das dez melhores marcas do ano (9,92, 9,93 e 9,95), sendo só superado por Christian Coleman e Yohan Blake. E aponta, claro, à sucessão de Bolt. “Vai surgir uma oportunidade quando ele sair e eu estou aqui para tentar agarrar essa vaga. Acredito em mim e no meu talento para vencer outros grandes nomes”, afiança o atleta sul-africano.

Article source: http://www.dn.pt/desporto/interior/quem-sucede-a-bolt-8623260.html

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“Quem aceitasse liderar o governo neste momento seria sempre uma marioneta de Aleksandar Vucic. Ele é um líder forte e autoritário e não há qualquer possibilidade de atuar de forma autónoma dentro da sua corte. Ana Brnabic já confirmou a sua lealdade ao afirmar muito claramente que irá obedecer aos conselhos de Vucic”, explica ao DN Dragan Popovic, analista político que chefia o Policy Center, um think tank independente em Belgrado. Constitucionalmente, na Sérvia, o presidente tem apenas um papel cerimonial, sendo o primeiro-ministro a figura mais importante. Mas a realidade agora é diferente. “Vucic não quer um primeiro-ministro que seja mesmo um primeiro-ministro”, afirma, em resposta às perguntas do DN, Bojan Stojanovic, cientista político da Universidade de Belgrado.

O novo governo é praticamente igual ao anterior, liderado por Vucic, tendo havido apenas ligeiras alterações. A única mudança significativa foi a escolha do pró-russo Aleksandar Vulin para ministro da Defesa. Até agora ministro do Trabalho, Vulin é uma voz incómoda nos Balcãs. “Ataca frequentemente os políticos da Bósnia e Herzegovina, do Kosovo e da Croácia, alimentando as tensões étnicas. E já disse que a NATO – que em 1999 bombardeou Belgrado para pôr fim ao conflito na ex-Jugoslávia – é uma aliança do mal”, escreve o The New York Times. “Vulin é muito leal a Vucic e para líderes como ele a lealdade é fundamental. Além disso, funciona como um espantalho que afugenta os vizinhos”, acrescenta Popovic.

Ana Brnabic é uma tecnocrata independente que não pertence ao Partido Progressista Sérvio. Depois de estudar nos EUA, a nova chefe de governo completou um MBA em Marketing na Universidade de Hull, em Inglaterra. Só chegou ao mundo da política em 2016, escolhida por Vucic para ministra da Administração Pública. “Ele consegue controlá-la”, afirma ao DN Timothy Less, especialista em assuntos da Europa de Leste e diretor da Nova Europa, uma consultora de risco político com sede no Reino Unido. “Brnabic não pertence ao partido e isso limita a sua autoridade no governo e no Parlamento. Além disso, sendo uma cara relativamente nova na política sérvia, também não tem uma base de apoio na sociedade civil. Todo o seu poder deriva de Vucic, de quem ela depende para sobreviver politicamente”, acrescenta o analista.

Quais terão sido as razões do presidente sérvio para escolher Brnabic? “Ninguém sabe ao certo quais foram os motivos. Essa é sempre uma característica dos regimes autoritários. Todas as decisões são resultado da vontade privada de quem manda, sem debate público nem explicações”, avança Popovic. Ainda assim, Timothy Less apresenta duas justificações. Para o diretor da Nova Europa, Brnabic tem potencialmente as características para agradar à Europa e “desbloquear” o processo de adesão à União Europeia. “Ao ser alguém que fala inglês, que é cosmopolita, mulher e gay, ela vai apelar aos interlocutores liberais do Ocidente e passar a imagem de que a Sérvia é um país normal”, sublinha o especialista. Por outro lado, acrescenta Less, Vucic tem confiança na capacidade de trabalho da nova primeira-ministra para modernizar a economia. “Brnabic é uma reformadora por instinto, com experiência no mundo empresarial e provou ser competente enquanto ministra da Administração Pública”.

Stojanovic não tem dúvidas de que a orientação sexual entrou nas contas de Vucic: “No mundo inteiro os órgãos de comunicação social estão a falar do assunto. Isso pode ajudar a Sérvia no contexto internacional. O problema é que isto apenas irá mascarar a realidade no que diz respeito aos direitos civis e humanos na Sérvia.” Apesar de a adesão à UE ser um velho desejo de Vucic, para os analistas ouvidos pelo DN, Belgrado ainda está demasiado longe de Bruxelas. “Não há qualquer hipótese de a Sérvia aderir até 2020 [final da presente legislatura]”, assegura Stojanovic. Timothy Less vai ainda mais longe: “Estou convencido de que a Sérvia nunca irá conseguir a adesão.” São demasiadas as reformas que Bruxelas exige e são diminutos os passos que têm sido dados nesse sentido, em grande parte devido aos interesses oligárquicos. Desde que as negociações foram abertas, em janeiro de 2014, apenas dois dos 35 capítulos foram completados, os referentes à Educação e Cultura e à Ciência e Investigação. Há 23 que nem sequer foram abertos.

Um dos principais entraves para a entrada na UE é o Kosovo. “A Europa já deixou bem explícito que a Sérvia tem de reconhecer a independência do Kosovo, mas a Sérvia jamais aceitará ceder nessa matéria. Se tiverem de escolher entre o Kosovo e a UE, os sérvios irão escolher o Kosovo”, afiança Less.

O único verdadeiro aliado que os sérvios têm neste diferendo particular é Moscovo, com a Rússia a apoiar o não reconhecimento do Kosovo por parte de Belgrado. “A União Europeia é para onde vamos. Isso é claro. Temos fortes laços emocionais com a Rússia, por causa da tradição, da cultura e da religião. E muita gente na Sérvia vê a Rússia como um irmão protetor, mas o nosso caminho estratégico é a UE”, garantiu Brnabic, já depois de tomar posse como primeira-ministra. Será possível ir de Belgrado a Bruxelas sem passar por Pristina? Mesmo piscando o olho ao Ocidente, será difícil que Brnabic consiga fazer essa viagem.

Article source: http://www.dn.pt/mundo/interior/servia-escolhe-primeira-mulher-para-liderar-governo-e-agradar-a-ue-8621224.html

A gunman rampaged through a casino in the Philippine capital, torching gaming tables and stuffing a backpack with gambling chips, before committing suicide by setting himself on fire, police said on Friday.

Hundreds of people fled in panic as fire and plumes of smoke rose from the Resorts World Manila. The complex went into lockdown as police searched for the gunman who was later found dead in the hotel.  

“He burned himself inside the hotel room 510,” national police chief Ronald dela Rosa told a media conference. “He lay down on the bed, covered himself in a thick blanket and apparently doused himself in gasoline.”

At least 36 bodies were later found, and most of them had died of suffocation, police said. Most of the bodies were found on the second and third floors in the casino area. None of the victims appeared to have gunshot wounds inflicted by the shooter, though police reported one security officer shot herself in panic when the gunman entered.

Police sealed off the area during an hours-long search of the resort complex.

More than 50 people were also injured, with some reportedly jumping out of the multi-story building to avoid smoke and fire. Some also sustained injuries in a stampede to leave the complex.

Police said the incident appeared to be a robbery gone terribly wrong. They recovered gambling chips worth over $2 million from a toilet where the gunman had apparently dumbed them.

“It’s either he lost in the casino and wanted to recoup his losses or he went totally nuts,” Metropolitan Manila police chief Oscar Albayalde said.

The gunman is believed to have been a foreigner. Dela Rosa described the man as an English-speaking, mustached, white man. However, no identification was found on his body.

A terror attack?

Authorities ruled out terrorism at a time the Philippine army is engaged in a second week of fighting against militants affiliated with the so-called “Islamic State” (IS) in the southern city of Marawi. 

“For now, we can say that this is not an act of terror. There is no element of violence, threat or intimidation that leads to terrorism,” Dela Rosa said.

“He would have shot all the people gambling there,” the police chief added, describing security footage in which the gunman had pushed past a security guard at the casino’s entrance without hurting him. The police also said the gunman did not aim his automatic weapon at the people in the casino but instead fired his weapon at TV screens.

However, witnesses cited by local ABS-CBN News said they saw multiple gunmen.

Firefighters break windows to release smoke from the Resorts World Manila complex.

IS claimed credit for the attack on its Amaq news agency on Friday. Earlier reports from the SITE Intelligence Group also cited a militant claiming that “lone wolf soldiers” had undertaken out the attack.

IS has often taken responsibility for isolated acts of violence it did not carry out as a way to feed its propaganda and bolster its image.

US President Donald Trump, who was briefed on the situation as it was still unfolding and before the gunman had been captured, also described it as a “terrorist attack” while expressing his condolences.

President Rodrigo Duterte this month declared martial law in Mindanao in response to militant Islam. Manila was not covered by that martial law declaration, but Duterte has mulled expanding it.

cw/bw (AFP, Reuters)

Article source: http://www.dw.com/en/many-dead-after-gunman-storms-manila-casino/a-39087324

BEIJING, June 9 (Xinhua) — The China-proposed Belt and Road (BR) Initiative is adding a vigorous economic dimension to the development of the Shanghai Cooperation Organization (SCO) as the two international cooperation mechanisms overlap in an area critical to both — the vast Eurasian inland.

BR cooperation is aimed at building an infrastructure and trade network to improve the interconnectivity of Asia, Africa and Europe along and beyond the ancient Silk Road trade routes, of which the Eurasian landmass is a vital part.

The SCO members — China, Kazakhstan, Kyrgyzstan, Russia, Tajikistan and Uzbekistan — are all stakeholders in the Eurasian region, and economic development in the area has become increasingly decisive in maintaining regional peace and stability, which is a major concern to the SCO.

Experts have pointed out that specific projects under the BR Initiative and the existing economic cooperation structure of the SCO will complement each other and jointly bring more benefits to the Eurasian region.

STRONG SYNERGY

The BR Initiative generates a series of individual projects in the absence of an overall program, where the SCO can be complementary as “an institutionalized structure,” noted Alexey Maslov, head of the Oriental Studies Department at National Research University Higher School of Economics, a leading Russian university.

He suggested integrating related BR projects into the SCO’s existing economic cooperation framework, believing that this would be useful to make the implementation of those projects more effective.

“I think that what is the most beneficial for the Belt and Road Initiative is making use of the existing structure, the SCO,” he told Xinhua.

In his eyes, the free movement of goods, creation of joint ventures, construction of joint high-tech zones, elimination of non-tariff trade barriers, and building of a free trade area should be the major directions for SCO economic cooperation. Those priorities fall in line with the aspirations of BR cooperation.

Among the various BR cooperation projects, rail freight transportation stands out as one prominent sector. A railway linking China, Kyrgyzstan and Uzbekistan that is being planned is expected to become part of the China-Europe rail transit system to bring more development opportunities to SCO member states.

For example, Manzhouli, a city in China’s northeast that is one of the three departure ports for China-Europe freight trains now in operation, saw 1,036 freight trains — 774 outbound and 262 inbound — carry goods worth 3.6 billion U.S. dollars in 2016 alone, almost double the amount of the year before.

GREAT POTENTIAL

On Eurasian development, Evgeny Vinokurov, director of the Center for Integration Studies of the Eurasian Development Bank, said he believes bilateral free trade agreements should be the focus.

“I consider the conclusion of bilateral free trade agreements as a priority. For example, an agreement between the Eurasian Economic Union (EEU) and China,” he said.

China and the EEU, which groups Armenia, Belarus, Kazakhstan, Kyrgyzstan and Russia, have agreed to align the BR Initiative with the development of the EEU, and talks are under way for them to establish a partnership for economic cooperation.

Dmitry Mezentsev, SCO secretary general between 2013 and 2015, noted that bilateral strategic partnerships and free trade areas are among the forms of cooperation for economies to support each other in order to stay competitive in the international markets in the era of globalization.

Given that, he described the pairing of the BR Initiative and the EEU’s development as “very significant and important,” pointing out that the SCO will help facilitate the process.

As the economic agenda is growing increasingly important within the SCO, he said, “I, in fact, believe that many points of contact for the benefit of people’s interests can and should be found.”





























Article source: http://news.xinhuanet.com/english/2017-06/09/c_136352132.htm

Milano, 6 lug – I giornali oggi non aprono tutti con la stessa notizia. Le prime pagine, infatti, sono molto diverse tra loro. C’è chi, come il Giornale, apre con la notizia di Bill Gates, che a sorpresa dice che è ora di chiudere i confini agli immigrati, e chi come Repubblica e Avvenire aprono con la notizia della legge sul reato di tortura. Entrambe le notizie sono in prima pagina su molti quotidiani, anche se in taglio meno evidente.

Libero dedica ampio spazio all’Austria e spiega i motivi per cui Vienna fa bene a dire no all’immigrazione: un dossier degli 007 tedeschi dice che sarebbero in arrivo 6 milioni di profughi dall’Africa.

La Stampa e la Verità dedicano le loro prime pagine all’ultima battaglia per Charlie Gard, il bambino inglese affetto da malattia rara a cui i medici inglesi hanno deciso di staccare la spina. Londra ha detto no al trasferimento del piccolo all’ospedale Bambin Gesù a Roma.

Segnaliamo, sul Corriere della Sera, l’intervista alla cancelliera tedesca Angela Merkel alla vigilia del G20 di Amburgo. Mentre sul Foglio si trova una chiacchierata con il ministro della Difesa Roberta Pinotti sulle guerre che sta combattendo l’Italia.

I giornali economici, Sole 24 Ore e Italia Oggi, aprono rispettivamente con i nuovi voucher e sulle pene previste per le truffe alle casse dell’Unione Europea. Mentre per le notizie sportive la Gazzetta dello Sport dedica molto spazio in apertura alla vittoria dell’italiano Fabio Abu nella tappa con la prima salita al Tour de France.

Di seguito la fotogallery con le prime pagine dei principali quotidiani in edicola oggi.


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Article source: https://www.ilprimatonazionale.it/prima/bill-gates-reato-tortura-austria-prime-pagine-68883/

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“Era importante criar esse tipo de ‘network’ para salvaguardar algumas pessoas que trabalhavam connosco e estavam na Índia e que poderiam ter a opção de trabalhar em países onde podiam ser aceites”, explicou.

Filipe Mota da Silva está agora a tentar replicar o protejo, mas numa escala maior, no grupo Tata, um conglomerado industrial com 700.000 empregados e um dos mais importantes na Índia.

Entretanto, quis expandir esta sua experiência na sensibilização e defesa dos direitos LGBT na área dos negócios para a arte, desafiando Mara Alves, uma curadora também radicada na capital britânica, a organizar um evento.

A exposição, referiu a programadora, reúne artistas que não são necessariamente ligados ou ativos na comunidade LGBT, mas cujo trabalho exprime autenticidade e integração através da diversidade.

“A meu ver a arte é a ponte perfeita desde sempre para levar uma mensagem quanto mais não seja na sua forma mais simples de ser, quando nos sentimos em paz a olhar para uma obra de arte”, explicou à Lusa.

Dos 80 artistas convidados a participar, foram escolhidos 12 com “uma mensagem forte em termos da relação do corpo com o sofrimento interior e exterior e/ou com a obsessão pela beleza”.

“Art of Being OUT” é uma exposição que inclui trabalhos em pintura, ilustração, desenho, escultura, fotografia e arte conceptual, em curso até 15 de julho na galeria D Contemporary.

Um dos selecionados é o fotógrafo português Pedro Matos, originário de Lisboa mas radicado em Londres há vários anos.

As obras vão estar à venda e também poderão ser compradas durante o evento especial de terça-feira, onde estarão presentes vários gestores de empresas importantes, durante um “leilão silencioso”, que permite receber ofertas de colecionadores que querem ser discretos.

Os fundos revertem para a Galop, uma organização que luta pelo direito de igualdade e dá apoio a lésbica, gay, bissexual e transgénero (LGBT) vítimas de discriminação e violência.

Para além deste evento, Filipe Mota da Silva defende que é importante criar sensibilização para combater a intimidação [bullying] e discriminação que sentiu pessoalmente.

Apesar de estar consciente da sua homossexualidade desde a juventude, só a assumiu publicamente após sair do país para os EUA.

“Em Portugal, na área dos negócios [o tema] é claramente tabu”, comentou.

O português lembra que a lista publicada todos os anos pelo Financial Times, e onde está em posição de relevância o compatriota António Simões, diretor executivo do HSBC, é “criar exemplos para as gerações futuras terem figuras de referência”.

Article source: http://www.dn.pt/lusa/interior/ativismo-de-portugues-na-defesa-de-direitos-lgbt-em-empresas-leva-a-exposicao-artistica-8614348.html

SAO PAULO — Netflix has let out some of the prisoners in its signature series “Orange is the New Black” to party and dance in Brazil at one of the world’s largest gay pride parades.

Three actresses who play lesbian inmates in the show and at least two other actors of the new series “Sense8″ celebrated the LGBT community on Sunday atop a giant red-carpeted Netflix float surrounded by exuberant fans in Sao Paulo.

Actress Samira Wiley wore a hat sideways with the words “I love girls,” while she waved to the crowds alongside Natasha Lyonne and Uzo Aduba, other stars in the show.

Organizers say the parade is mostly a day of celebration but also serves as a reminder of the discrimination lesbian, gay, bisexual and transgender people still face.

Article source: http://www.cp24.com/entertainment-news/orange-is-the-new-black-stars-make-appearance-at-brazilian-gay-pride-parade-1.2411181

Chelsea (getty images)

Le sfide di calciomercato Juventus si tengono anche a distanza. I duelli per conquistare i migliori talenti in circolazione non si svolgono solo sui tavoli delle trattative che negli ultimi giorni affollano le righe delle notizie sportive. Il Chelsea e la Juventus si sfidano in questo mercato anche da lontano. Dopo la fine del rapporto tra i bianconeri e Antonio Conte, il rancore trascinato dalle due compagini si è riversato sui rapporti tra il club inglese di cui ore Conte è tecnico e la società juventina. Il Chelsea sta provando in tutti i modi di strappare Alex Sandro a Massimiliano Allegri, mentre nelle ultime ore spuntano interessanti ipotesi sulle richieste che la Juventus potrebbe avanzare ai Blues. La battaglia tra i due club però non si combatte solo sui grandi campioni già affermati, ma anche a livello giovanile. In questo campo è il Chelsea a segnare il primo punto che porta il nome di Callum Hudson-Odoi, un talentuoso 2000, inglese con origini ghanesi, centrocampista avanzato con spiccate doti offensive.

Il Chelsea conclude il rinnovo con Hudson-Odoi, precedentemente nel mirino della Juventus

Il 16enne ha avuto modo di farsi notare dalle maggiori squadre europee durante la FA Cup giovanile. Tra i club interessati a Hudson-Odoi è spuntata la Juventus. I Blues, però, strategicamente, hanno pensato di bloccare ogni eventuale trattativa sul nascere, blindando la giovane promessa del calcio inglese. La squadra di Conte si è assicurata le prestazioni di Hudson-Odoi per altri tre anni, grazie al rinnovo del contratto appena firmato. La Juventus è rimasta a guardare, ma di certo reagirà in qualche modo in questo mercato ancora lungo.

Alessandra Curcio

Article source: http://www.juvelive.it/2017/07/06/chelsea-juventus-hudson-odoi/

Seven Seas Entertainment has announced the license acquisition of the Nirvana manga series by Jin and Sayuki (ZOWLS), which they describe as “a magical adventure series by the artist of the Mikagura School Suite manga.” Volume 1 will be released on August 8, 2017 for $12.99 USA / $14.99 CAN. 

 

Yachiyo Hitotose has always strived to be helpful, sacrificing her time and energy to follow in her mother’s footsteps. While traveling overseas to become a relief volunteer, Yachiyo’s plane crashes–and she suddenly awakens in a world of magic and mysticism. In a realm where reincarnations and fate dictate the lives of those within it, Yachiyo is hailed as a goddess against the forces of evil…and a mysterious keepsake from her mother may be the key to saving everyone.

 

“We’re always looking for more adventure series with female heroines, and this one is great,” says Seven Seas Production Manager Lissa Pattillo. “It feels like a real shounen/shoujo mix in a rich fantasy world inspired by Buddhist and Hindu mysticism, so it’s sure to entertain readers hungry for a unique quest.”

 

 

—–

Scott Green is editor and reporter for anime and manga at geek entertainment site Ain’t It Cool News. Follow him on Twitter at @aicnanime.

Article source: http://www.crunchyroll.com/anime-news/2017/04/10-1/seven-seas-licenses-nirvana-manga

O apartamento alvo da polícia está afeto à Congregação para a Doutrina da Fé, organismo que, entre outras atribuições, tem a responsabilidade de lidar com os escândalos de abuso sexual de menores por membros da igreja.

Já Coccopalmerio, além de ser próximo do Papa – segundo o The Times terá mesmo recomendado o secretário de Francisco – faz parte do Conselho Pontifício de Textos Legislativos.

A igreja católica volta assim a ser abalada por um escândalo sexual, pouco depois de o seu chefe das finanças, o cardeal George Pell, ter sido formalmente acusado de crimes sexuais.

Article source: http://www.dn.pt/mundo/interior/policia-do-vaticano-interrompe-orgia-gay-em-apartamento-da-igreja-8615510.html

Milano, 6 lug – I giornali oggi non aprono tutti con la stessa notizia. Le prime pagine, infatti, sono molto diverse tra loro. C’è chi, come il Giornale, apre con la notizia di Bill Gates, che a sorpresa dice che è ora di chiudere i confini agli immigrati, e chi come Repubblica e Avvenire aprono con la notizia della legge sul reato di tortura. Entrambe le notizie sono in prima pagina su molti quotidiani, anche se in taglio meno evidente.

Libero dedica ampio spazio all’Austria e spiega i motivi per cui Vienna fa bene a dire no all’immigrazione: un dossier degli 007 tedeschi dice che sarebbero in arrivo 6 milioni di profughi dall’Africa.

La Stampa e la Verità dedicano le loro prime pagine all’ultima battaglia per Charlie Gard, il bambino inglese affetto da malattia rara a cui i medici inglesi hanno deciso di staccare la spina. Londra ha detto no al trasferimento del piccolo all’ospedale Bambin Gesù a Roma.

Segnaliamo, sul Corriere della Sera, l’intervista alla cancelliera tedesca Angela Merkel alla vigilia del G20 di Amburgo. Mentre sul Foglio si trova una chiacchierata con il ministro della Difesa Roberta Pinotti sulle guerre che sta combattendo l’Italia.

I giornali economici, Sole 24 Ore e Italia Oggi, aprono rispettivamente con i nuovi voucher e sulle pene previste per le truffe alle casse dell’Unione Europea. Mentre per le notizie sportive la Gazzetta dello Sport dedica molto spazio in apertura alla vittoria dell’italiano Fabio Abu nella tappa con la prima salita al Tour de France.

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“Era importante criar esse tipo de ‘network’ para salvaguardar algumas pessoas que trabalhavam connosco e estavam na Índia e que poderiam ter a opção de trabalhar em países onde podiam ser aceites”, explicou.

Filipe Mota da Silva está agora a tentar replicar o protejo, mas numa escala maior, no grupo Tata, um conglomerado industrial com 700.000 empregados e um dos mais importantes na Índia.

Entretanto, quis expandir esta sua experiência na sensibilização e defesa dos direitos LGBT na área dos negócios para a arte, desafiando Mara Alves, uma curadora também radicada na capital britânica, a organizar um evento.

A exposição, referiu a programadora, reúne artistas que não são necessariamente ligados ou ativos na comunidade LGBT, mas cujo trabalho exprime autenticidade e integração através da diversidade.

“A meu ver a arte é a ponte perfeita desde sempre para levar uma mensagem quanto mais não seja na sua forma mais simples de ser, quando nos sentimos em paz a olhar para uma obra de arte”, explicou à Lusa.

Dos 80 artistas convidados a participar, foram escolhidos 12 com “uma mensagem forte em termos da relação do corpo com o sofrimento interior e exterior e/ou com a obsessão pela beleza”.

“Art of Being OUT” é uma exposição que inclui trabalhos em pintura, ilustração, desenho, escultura, fotografia e arte conceptual, em curso até 15 de julho na galeria D Contemporary.

Um dos selecionados é o fotógrafo português Pedro Matos, originário de Lisboa mas radicado em Londres há vários anos.

As obras vão estar à venda e também poderão ser compradas durante o evento especial de terça-feira, onde estarão presentes vários gestores de empresas importantes, durante um “leilão silencioso”, que permite receber ofertas de colecionadores que querem ser discretos.

Os fundos revertem para a Galop, uma organização que luta pelo direito de igualdade e dá apoio a lésbica, gay, bissexual e transgénero (LGBT) vítimas de discriminação e violência.

Para além deste evento, Filipe Mota da Silva defende que é importante criar sensibilização para combater a intimidação [bullying] e discriminação que sentiu pessoalmente.

Apesar de estar consciente da sua homossexualidade desde a juventude, só a assumiu publicamente após sair do país para os EUA.

“Em Portugal, na área dos negócios [o tema] é claramente tabu”, comentou.

O português lembra que a lista publicada todos os anos pelo Financial Times, e onde está em posição de relevância o compatriota António Simões, diretor executivo do HSBC, é “criar exemplos para as gerações futuras terem figuras de referência”.

Article source: http://www.dn.pt/lusa/interior/ativismo-de-portugues-na-defesa-de-direitos-lgbt-em-empresas-leva-a-exposicao-artistica-8614348.html

TORINO - Una precisazione che apre le porte alla sua cessione. La Fiorentina fa capire – a chi interessato – che Bernardeschi è cedibile, così come Kalinic (che piace al Milan) e Borja Valero (sul quale c’è l’Inter). Lo ha fatto smentento alcune frasi riportate ieri sulla presunta incedibilità di Bernardeschi, che piace tanto alla Juve. Alla Domenica Sportiva, il dg Pantaleo Corvino aveva parlato così del talento di Carrara: “Non ce l’ha chiesto nessuno. Noi siamo ancora dell’idea che possa rimanere con noi”.

TRE GIOIELLI - Poi, però, la precisazione:“Kalinic, Borja Valero e Bernardeschi non ci hanno chiesto di essere messi sul mercato – continua – , ma noi abbiamo detto che devono essere motivati e contenti di rimanere. Se ci dicessero questo noi siamo contenti e felici di ripartire anche con loro”. La palla, dunque, passa ai giocatori.


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Article source: http://www.tuttosport.com/news/calcio/calciomercato/2017/07/03-27469208/bernardeschi-juventus_la_smentta_che_apre_alla_cessione/

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O paciente foi então diagnosticado com “problemas de orientação sexual” pelo hospital, que se recusou a deixá-lo sair, e impôs um tratamento médico para garantir “cura” de Yu.

A “terapia de reorientação sexual” aplicada é considerada uma prática não científica e ineficaz pelos peritos, embora continue a ser utilizada em várias clínicas do país.

M. Yu foi amarrado durante cerca de 20 dias à sua cama de hospital e forçado a tomar comprimidos e receber injeções concebidos “para corrigir” a sua orientação sexual, sob pena de espancamentos, explicou o próprio, numa entrevista à agência France-Presse.

Uma testemunha confirmou em tribunal que Yu foi “tratado contra a sua vontade durante 19 dias”, através de medicação que incluía antidepressivos e injeções, lê-se no documento do tribunal.

“Este veredito é importante para a comunidade homossexual porque nenhuma lei oferece proteção” contra o tratamento forçado, disse Peng Yanhui, diretor de uma organização não-governamental que defende os direitos LGBT na China.

Num caso semelhante, em dezembro de 2014, um tribunal de Pequim condenou uma clínica em Chongqing, no sudoeste da China pela prática de tratamentos com o objetivo de “curar” a homossexualidade.

A china removeu a homossexualidade da sua lista de doenças mentais em 2001, mas muitas pessoas da comunidade continuam a ser vítimas de discriminação e sofrem de pressão familiar.

Article source: http://www.dn.pt/mundo/interior/hospital-chines-condenado-por-impor-tratamento-de-reorientacao-sexual-a-paciente-8611807.html

 

             

   Mayor Jimmy Davis announced that the Bayonne Public Library is offering a series of nine free summer movies on most Wednesdays through August 16 at 1:00 p.m. in the O’Connor Gallery on the second floor of the library.  The building is located at 31st Street and Avenue C.  There will be no film shown on Wednesday, July 5, since that date is during the July 4 holiday period.

The films to be shown include award winners and nominees, plus a selection of children’s movies that are not just for kids.  The films intended primarily for children will be shown July 26 through August 16. Youngsters attending the children’s films must be accompanied by an adult.  No children will be admitted for the adult selections. 

The following films will be shown on Wednesdays:

 

July 12: La La Land.  Rating: PG-13.  Running time: 2hrs. 8 minutes.

July 19: Fences. Rating: PG-13. Running time: 2 hrs. 19 minutes.

July 26: Beauty and The Beast. Rating: PG. Running time: 2 hrs. 9 minutes.

August 2: Trolls. Rating: PG. Running time: 1 hr. 32 minutes.

August 9: Boss Baby. Rating: PG. Running time: 1 hr. 37 minutes. 

August 16: Sing. Rating: PG. Running time: 1 hr. 48 minutes.

Young Frankenstein is being shown as a tribute to Gene Wilder, who plays Dr. Frankenstein in the film. Singing in the Rain is being presented as a tribute to Debbie Reynolds, who plays Cathy Selden in the movie.  Wilder and Reynolds both passed away in 2016.

 

 

 

 

Article source: http://riverviewobserver.net/?4cdeuw=1781396906

Imagine que acorda de um longo sono criogénico e que descobre que a nave na qual está a viajar tornou-se num verdadeiro matadouro humano. Não será certamente a sensação mais reconfortante, mas é a sensação com a qual terá de conviver em Syndrome, um videojogo criado pelo estúdio português Camel 101.

O jogo é, nas palavras de um dos cofundadores da empresa, Ricardo Cesteiro, uma “experiência de terror e de ficção científica”.

“Não queríamos um shooter, só andar ali aos tiros no espaço, mas também não queríamos repetir aquela fórmula que está muito na moda em que não há armas, não há combate e em que é impossível defender de um monstro e temos de nos esconder dentro de um armário. Nós queríamos apanhar um pouco de cada estilo, onde o jogador não está plenamente indefeso, mas também não é o Rambo”, explicou.

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O que é que isto significa? Significa que Syndrome além de ser um jogo pensado para deixá-lo com arrepios na espinha e com o coração nas mãos, é também um jogo que claramente não tem armas e munições suficientes para derrotar todos os inimigos que existem. É caso para dizer ‘Dispare com moderação’.

Se quiser aventurar-se no mundo de Syndrome já pode fazê-lo, pois o jogo está disponível para computador desde o final do ano passado. A grande novidade é que este mês, entre 14 e 21 de julho [data ainda a definir], o jogo vai ficar disponível para um grande número de outras plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PlayStation VR, Oculus Rift e HTC Vive.

Syndrome, enquanto produção, é um projeto muito distinto daquilo que a Camel 101 já tinha produzido. Tanto Gemini Wars como Mechs and Mercs, as duas produções de proa do estúdio português, foram jogos de estratégia lançados exclusivamente para PC. Com Syndrome o que a empresa decidiu fazer foi diluir os riscos de investimento.

“Depois do Mechs and Mercs achámos que devíamos começar a explorar outras plataformas, porque, como é sabido, o Steam está cheio. (…) E os jogos de estratégia, em princípio, estão limitados a PC. ‘Vamos pegar num jogo que funcione em consolas, que funcione em PC e que se jogue bem com teclas, ou com o comando’”, explicou Ricardo Cesteiro em entrevista ao FUTURE BEHIND, a propósito da mudança registada.

Além da escolha estratégica, o estúdio que tem ainda como cofundadores Bruno Cesteiro e Boris Raguza quis criar uma experiência de jogo que fosse mais próxima do jogador – daí a escolha por uma narrativa na primeira pessoa. Resident Evil, System Shock 2, Dead Space, Alien e Pandorum foram algumas das inspirações para a criação deste novo título.

Ao facto de Syndrome representar um estilo de jogo completamente diferente, alia-se também o facto de representar um nível de maturidade gráfica que não sendo topo de gama, está bastante conseguido. A versão para computador esteve 18 meses em desenvolvimento e desde o final do seu desenvolvimento que está a ser preparada a versão para as consolas.

A Camel 101 espera recuperar o investimento feito no jogo ainda antes do final do ano

“Há malta que adora o jogo, há outros que dizem que não gostam nada. Mas, no geral, é positivo se analisarmos tudo. A maior crítica que há ao jogo é em relação ao back tracking, porque o pessoal queixa-se que há muitas partes em que têm de voltar atrás para ir buscar uma chave. (…) Foi uma nota que tomámos e que já não vamos repetir daqui para a frente”, diz Ricardo Cesteiro a propósito do feedback recebido na versão PC.

O trabalho de adaptação para consolas está a ser feito pela Bigmoon Entertainment, outro estúdio português de desenvolvimento. É também a Bigmoon Entertainment que está a tratar da adaptação de Syndrome para sistemas de realidade virtual. A nova versão já está pronta há vários meses e só ainda não foi lançada pois está à espera da aprovação final por parte da Sony Interactive Entertainment.

Realidade virtual foi o hard mode do desenvolvimento

Se a vertente das consolas não trouxe grandes desafios, pois desde o primeiro momento que os elementos de interface e de controlo de Syndrome foram feitos tendo em conta a PlayStation e a Xbox, já a vertente de realidade virtual não tem uma história tão feliz.

“Tínhamos a ideia de ‘ok, quando o jogo já estiver feito metemos um modo VR e não custa nada’. Aí é que nós encontrámos uma série de problemas, não só técnicos, a nível de frame rate, que não dava, como a nível do desenho de níveis”, contou-nos Ricardo Cesteiro.

A Camel 101 percebeu tarde de mais que um modo VR tem de ser desenhado e pensado desde a génese do jogo justamente para evitar problemas como os que foram descritos. O simples ato de o jogador rastejar por túneis em Syndrome é um grande problema sensorial em realidade virtual. Por outro lado, o próprio estilo de jogo torna-o apelativo para este formato.

‘Alguém apagou as luzes?’. Syndrome é um jogo para quem não tem medo do escuro. #Crédito: Camel 101

Por forma a resolver as lacunas que o jogo tinha a este nível, a Bigmoon Entertainment acabou por não adaptar o jogo todo, mas por criar um modo de jogo à parte, um modo de sobrevivência, e que funciona como a experiência de Syndrome em realidade virtual.

Esta aposta no mercado VR permite à Camel 101 ganhar conhecimento sobre as novas plataformas de jogabilidade imersiva e permite também começar a ganhar nome numa área que tem ainda muito terreno por explorar. Se o Steam está a abarrotar pelas costuras, em realidade virtual todos são ainda pioneiros.

A bordo de uma nova aventura

Depois do lançamento para mais plataformas durante o mês de julho, a Camel 101 vai querer continuar a trabalhar na expansão comercial de Syndrome. Por exemplo, o estúdio arranjou recentemente um publisher na China para que o jogo possa ganhar força naquele que está a tornar-se num dos maiores mercados mundiais de gaming.

“Por enquanto ainda andamos a expandir o jogo, a acrescentar mais línguas. (…). Ainda andamos a querer levar o jogo ao máximo de sítios possíveis. Depois quanto a DLC ou expansões, depende um pouco das vendas que se tenha até ao fim do ano. Aí é que vamos avaliar se vale a pena ou se passamos para o próximo [jogo]”.

Syndrome foi desenvolvido no motor de jogo Unity

Apesar de Syndrome concentrar ainda uma boa parte dos esforços atuais da Camel 101, o estúdio tem vindo a preparar o seu próximo título. Os pormenores são ainda escassos, mas Ricardo Cesteiro levantou um pouco o pano do mistério.

“Agora estamos a trabalhar num jogo que não chamaria de terror, porque não é esse o foco. Não é monstros, não é tiros, não é nada disso. É mais uma aventura negra em que pegamos no que funcionou e no que não funcionou em Syndrome. Estamos a criar uma história bastante mais intensa. É um jogo focado mais em narrativa e nas opções que o jogador toma”.

A Camel 101 promete começar a mostrar imagens do novo jogo “em breve” e fica desde já confirmado que será um jogo que vai ter a realidade virtual em consideração. Não será um título VR em primeira instância, mas é objetivo que venha a ser lançado para Oculus.

Este novo jogo, ainda sem nome, será lançado durante 2018. Até lá a Camel 101 deseja bons sustos a todos os que se aventurarem no ambiente claustrofóbico de Syndrome.

Article source: https://www.futurebehind.com/syndrome-consolas-camel-101/

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“Por todas as pessoas em países onde sofrem perseguições, nós temos de celebrar e tornar visível o nosso orgulho”, afirmou, num palco e perante uma imensa multidão, Jesus Generelo, presidente da federação espanhola de coletivos LGBTI (lésbicas, gay, bissexuais, trans e intersexuais), no final do desfile.

Quatro ativistas leram um manifesto que apelava à União Europeia para ajudar a difundir os direitos LGBTI por todo o mundo, com particular ênfase na Chechénia, Rússia e outros países que discriminam, criminalizam ou torturam pessoas gay. Pedia também que a Organização Mundial de Saúde ponha fim à categorização da identidade transgénero como uma doença mental.

A enorme reunião ao ar livre foi o ponto alto do 10.º Festival do Orgulho Gay 2017, que termina no domingo. Foi realizado em Londres em 2012, em Toronto em 2014 e será em Nova Iorque em 2019.

Apesar de a polícia espanhola ter negado ter quaisquer indicações de possíveis ataques terroristas, as autoridades reduziram o tráfico automóvel em Madrid durante o dia de sábado, proibiram camiões pesados e destacaram 3.500 agentes para o centro da cidade.

Espanha tem vindo a tornar-se num dos países mais progressistas em termos de direitos da comunidade LGBTI, tendo sido um dos primeiros a legalizar o casamento homossexual e a adoção por casais do mesmo sexo, em 2005.

O parlamento está a elaborar uma nova lei que garanta que todos os departamentos governamentais eliminem quaisquer obstáculos e garantam a igualdade das pessoas LGBTI.

Article source: http://www.dn.pt/lusa/interior/centenas-de-milhares-de-pessoas-celebram-orgulho-gay-em-madrid-8607102.html

Key facts:

  • The 25 top Portuguese emerging scaleups have collectively raised a total of $ 142 Million.
  • Although the top scaleups benefit significantly from international funding, 32% of the 25 firms are exclusively funded from Portuguese sources (Business angels, VCs and BGI)
  • Portugal has the greatest proportion of its funding from equity when compared to America and other European countries.
  • ICT and Consumer Web scaleups have the most capital funding.

The digital version of the “Portuguese Scaleup Report” is being launched in June 2017. What makes this report different from a best-players ranking is that BGI and EIT Digital will validate and crowd source the results of the initial findings throughout the Entrepreneurial and Innovation community, who will be invited to provide feedback. An online, dynamic version of the report will be updated on a daily basis. Nonetheless, for those who want to have deeper insights, a fully comprehensive version is available in PDF format.

BGI and EIT Digital will be presenting the report on June 1 at 17:00 at Scale Up Porto Entrepreneurship and Innovation Week at Palácio da Bolsa. The highlights will be commented and followed by a scaleup founder’s panel, with B-Parts (Luís Vieira), Guest-U (Marcelino Moreno), Muzzley (Domingos Bruges), Unbabel (Edmund Ovington) and Xhockware (João Rodrigues).

About EIT Digital 

EIT Digital is a leading European open innovation organisation that brings together a partnership of over 130 top European corporations, SMEs, start-ups, universities and research institutes. EIT Digital invests in strategic areas to accelerate market uptake of research-based digital technologies and to bring entrepreneurial talent and leadership to Europe.

EIT Digital is a Knowledge and Innovation Community of the European Institute of Innovation and Technology (EIT). EIT Digital headquarters are in Brussels with co-location centres in Berlin, Budapest, Eindhoven, Helsinki, London, Madrid, Paris, Stockholm, Trento and a hub in Silicon Valley.

About Building Global Innovators 

BGI IUL MIT Portugal is an American style, deep innovation accelerator part of the MIT Portugal program. BGI is based in Lisbon (Portugal), conducting some components of its acceleration program in Cambridge (USA). It is an NFP organisation founded in 2010 set up by one of the top management universities in Portugal, ISCTE-IUL. As a deep innovation accelerator, BGI focus on 4 verticals: Medical Devices Health IT, Smart Cities Industry 4.0 solutions, Enterprise IT Smart Data and Water Economy. Since 2010, BGI has accelerated 120 ventures which have aggregately raised over €110 Mio, with a survival rate of 73% to date and creation of 727 high-tech jobs.

Portugal is part of ARISE Europe, EIT Digital’s implementation of the  EIT Regional Innovation Scheme (RIS). ARISE Europe is designed to stimulate regional growth in EU countries where EIT Digital is not physically present with a node. Its objective is to connect local and regional innovation centres and their ecosystems to EIT Digital’s innovation and education ecosystem.

Contact:
Edna Ayme-Yahil
edna.ayme@eitdigital.eu

SOURCE EIT Digital

Article source: http://www.prnewswire.com/news-releases/eit-digital-releases-2017-portuguese-scaleup-report-with-innovation-partner-bgi-at-scaleup-porto-625721234.html

A protocol signing ceremony is held in Macao, south China, June 1, 2017. A one-billion-dollar fund for cooperation and development between China and Portuguese speaking countries officially launched its headquarters here on Thursday, starting its service for Chinese and Portuguese speaking countries’ enterprises. (Xinhua/Cheong Kam Ka)

MACAO, June 1 (Xinhua) — A one-billion-dollar fund for cooperation and development between China and Portuguese speaking countries officially launched its headquarters here on Thursday, starting its service for Chinese and Portuguese speaking countries’ enterprises.

China-Portuguese Speaking Countries (PSCs) Cooperation and Development Fund held the headquarters launching ceremony at the eighth International Infrastructure Investment and Construction Forum held on Thursday.

The fund was founded in 2013 by China Development Bank and Macao Industrial and Commercial Development Fund, and is managed by China-Africa Development Fund.

Its headquarters is located in Macao Business Support Center for now and will move into the China-PSC Trade and Service Complex after the complex construction is finished.

Macao’s Secretary for Economy and Finance Leong Vai Tac said earlier that the location of the fund’s headquarters to Macao is expected to enhance awareness about its operation and strengthen the special administrative region’s role as a commercial and trade cooperation service platform between China and the PSCs.

The fund has invested in over 20 projects in Mozambique, Angola and Brazil, covering cooperation in agriculture, manufacture and energy.

Article source: http://news.xinhuanet.com/english/2017-06/01/c_136331863.htm

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“Por todas as pessoas em países onde sofrem perseguições, nós temos de celebrar e tornar visível o nosso orgulho”, afirmou, num palco e perante uma imensa multidão, Jesus Generelo, presidente da federação espanhola de coletivos LGBTI (lésbicas, gay, bissexuais, trans e intersexuais), no final do desfile.

Quatro ativistas leram um manifesto que apelava à União Europeia para ajudar a difundir os direitos LGBTI por todo o mundo, com particular ênfase na Chechénia, Rússia e outros países que discriminam, criminalizam ou torturam pessoas gay. Pedia também que a Organização Mundial de Saúde ponha fim à categorização da identidade transgénero como uma doença mental.

A enorme reunião ao ar livre foi o ponto alto do 10.º Festival do Orgulho Gay 2017, que termina no domingo. Foi realizado em Londres em 2012, em Toronto em 2014 e será em Nova Iorque em 2019.

Apesar de a polícia espanhola ter negado ter quaisquer indicações de possíveis ataques terroristas, as autoridades reduziram o tráfico automóvel em Madrid durante o dia de sábado, proibiram camiões pesados e destacaram 3.500 agentes para o centro da cidade.

Espanha tem vindo a tornar-se num dos países mais progressistas em termos de direitos da comunidade LGBTI, tendo sido um dos primeiros a legalizar o casamento homossexual e a adoção por casais do mesmo sexo, em 2005.

O parlamento está a elaborar uma nova lei que garanta que todos os departamentos governamentais eliminem quaisquer obstáculos e garantam a igualdade das pessoas LGBTI.

Article source: http://www.dn.pt/lusa/interior/centenas-de-milhares-de-pessoas-celebram-orgulho-gay-em-madrid-8607102.html

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A capital espanhola, de 3,1 milhões de habitantes, assume-se como uma cidade aberta a todos, “quaisquer que sejam os seus amores”, segundo o representante da autarquia para a 5.ª edição da WorldPride, depois da edição de Toronto, em 2014, e antes da de Nova Iorque, em 2019.

A cidade adaptou dezenas de semáforos luminosos para fazer aparecer, no local do peão que atravessa a estrada, casais homem/homem, homem/mulher, e mulher/mulher.

Esta WorldPride decorre 40 anos após a primeira manifestação em Espanha pelos direitos dos homossexuais, que decorreu em Barcelona, em 1977.

Durante a ditadura do general Francisco Franco, de 1939 a 1975, a homossexualidade podia conduzir as pessoas a centros de reabilitação, à cadeia ou a campos de concentração.

Em 1901, duas professoras foram as primeiras espanholas a casar, mas uma delas teve de se fazer passar por homem, uma história recordada na exposição “Subversivas, 40 anos de militantismo LGBT em Espanha”, que pode ser visitada em Madrid.

Mas tudo mudou com as lutas travadas, entretanto, sobretudo no bairro de Chueca, em Madrid, palco de uma explosão dos LGBT libertados a partir dos anos 80.

A capital espanhola quer que a sua “Marcha do Orgulho Gay”, no sábado, seja a maior jamais organizada numa WorldPride, em solidariedade para com todas as pessoas LGBT discriminadas, presas ou torturadas em todo o mundo.

Article source: http://www.dn.pt/lusa/interior/mais-de-um-milhao-este-sabado-nas-ruas-de-madrid-para-desfile-da-worlpride-8604101.html

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Os defensores do local consideram estas medidas como um novo ataque das autoridades húngaras contra o milionário norte-americano.

George Soros tornou-se num alvo privilegiado de um crescente número de dirigentes da Europa central e oriental, onde a OSF é muito ativa.

O Governo húngaro do soberanista Viktor Orban desde há meses que elegeu Soros como um alvo, ao adotar diversas leis que penalizam as organizações apoiadas pelo norte-americano.

A polícia de Budapeste indicou à agência noticiosa France-Presse ter “cumprido o seu dever legal” ao sancionar um estabelecimento em infração. Segundo as autoridades, de momento decorre um inquérito após a detenção, em 10 de junho, de 15 clientes na posse de haxixe.

O Governo húngaro acusa as organizações ligadas à fundação Soros de ingerência política em favor de uma sociedade liberal e multicultural.

Article source: http://www.dn.pt/lusa/interior/espaco-contestatario-em-budapeste-ameacado-de-encerramento-8604955.html

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Provincetown acabou por ser o destino dos Sousa porque o pai já lá tinha estado ilegal quando andava nos bacalhoeiros da Terra Nova, mais acima, no Canadá. E assim um dia lá chegaram à América Maria do Rosário, a mãe, uma Liliana com 12 anos e sem saber falar inglês e Fernando, o tal mano que conviveu com Norman Mailer a ponto de figurar num dos seus romances.

Liliana é uma figura-chave da comunidade luso-americana do Massachusetts tinha-me dito ainda em Lisboa Miguel Vaz, da FLAD, amigo da minha guia em Provincetown e ele próprio um visitante regular da encantadora cidadezinha (três mil habitantes no inverno, umas vinte vezes mais no verão). Antiga funcionária do Consulado de Portugal em Boston e quadro durante muitos anos da TAP na América, Liliana organiza o Festival Português da capital do Massachusetts mas brilha sobretudo nos festejos de Provincetown.

“É uma festa que dura quatro dias. E nela divulgamos a cultura portuguesa aos americanos, ensinamos-lhes o que é a nossa herança. Recebemos sempre umas 20 a 30 mil pessoas durante o festival, de todas as partes da América”, explica Liliana. “Temos provas de vinhos portugueses, temos desfiles de ranchos folclóricos, de bandas filarmónicas. Há também fado, que os americanos adoram”, acrescenta, cheia de entusiasmo. E no domingo há procissão, missa e bênção da frota. Este ano veio de propósito de Fall River, outro bastião português no Massachusetts, o bispo Edgar da Cunha, que não terá deixado nenhum barco de pesca por benzer.

A primeira paragem que fazemos em Provincetown é na casa de Donald Murphy, um dos principais organizadores do festival. Tem visitas mas abre as portas com entusiasmo para beijar a amiga Liliana. “Para nós portugueses é o Donald Murfado. Na escola só tinha colegas portugueses e pensava ser também português, até descobrir que era irlandês” conta a rir Liliana. Donald, um engenheiro de 75 anos, sorri e diz que é tudo verdade. Como se tivesse sido combinado, veste uma T-shirt alusiva à 65.ª bênção da frota, em 2012. Agora realizou-se a 70.ª, a par do 22.º Provincetown Portuguese Festival. Cerveja para todos, entretanto, com Murfado a mostrar que é mesmo Murphy pois enche a sua caneca com uma Guinness, coisa mais irlandesa não há. Ou talvez seja só uma cerveja preta. Mas, fico a saber, é um apreciador de caldo-verde, não dispensando a rodela de chouriço.

É antiga a história de Provincetown. Habitada por índios, viu chegar em 1620 os peregrinos do Mayflower, que aqui se instalaram até perceberem que a terra, arenosa, não era grande coisa para a agricultura e mudarem-se para Plymouth. A seguir à independência dos Estados Unidos, começaram a instalar-se na terra os baleeiros, muitos deles dos Açores e outras partes de Portugal. Remonta pois ao século XIX no mínimo a presença portuguesa em Provincetown, mas ao longo das gerações foi-se perdendo a língua e mesmo alguns apelidos deixaram de parecer portugueses, como os casos das famílias Pereira que passaram a ser Perry.

Liliana pega no telefone e combina com a amiga Maureen encontrarmo-nos junto ao porto. Conhecem-se desde crianças e Maureen descende dessas famílias mais antigas. “Foi o meu pai, grande amigo do pai dela, que descobriu que o nome original da família era Saraiva”, conta Liliana.

Ancorados estão vários barcos, mas dois saltam à vista: o Berço de Deus e o António Jorge. Maureen chega, entretanto, com o namorado, Emanuel de Figueiredo, que lhe foi apresentado pela amiga. É divorciado e tem dois filhos. “Sou lisboeta, nascido em Chelas e criado nos Olivais. Emigrei com 25 anos e estou há 40 na América”, diz-me Emanuel, num português perfeito. Ainda visitante de Provincetown, não lhe falta vontade de passar mais tempo na terra da nova companheira.”Gosto disto. Desta presença do mar. Desta herança portuguesa”, admite. Ao longe, grafitados a preto e branco na parede de um armazém de pesca, avistam-se três rostos de mulheres. “São portuguesas. É uma homenagem à mulher portuguesa”, explica em inglês Maureen.

Os pais de Liliana regressaram ao Algarve, depois de os filhos terem crescido. Mas a mãe, quando enviuvou, veio de novo para a América, para um lar onde os filhos pudessem estar próximos. Liliana, essa, casou primeiro com um rapaz de Provincetown, das antigas famílias portuguesas, mas depois veio o divórcio. O segundo casamento foi com um americano de origem sueca, que já morreu. É o pai dos seus dois filhos, “Maria, de 31 anos, que estudou em Brown e fez depois o doutoramento em Engenharia Biológica na Universidade da Pensilvânia, também da Ivy League, e Erik, de 28, professor de ciências e com um mestrado em Educação”, revela, sem esconder o orgulho. Maria vive hoje em Filadélfia, Erik na zona de Boston.

Mais uma paragem, desta vez na Portuguese Bakery, onde Liliana me apresenta a Arnaldina Costa Ferreira, nascida em Olhão há 65 anos e já com muitas décadas de América. “Já provou os folares de Olhão? É a melhor coisa da vida”, diz ao jornalista acabado de chegar a dona da loja pintada de branco e enfeitada pelas bandeiras de Portugal e dos Estados Unidos. Abrem sempre na Semana Santa, que é uma espécie de início da época alta, e fecham no final de outubro, quando o frio começa a chegar e Provincetown volta a ficar quase deserta. Com o dia ensolarado que está, o movimento é já muito na Commercial Street e Arnaldina, ajudada pelo marido, não tem um minuto de descanso. Além do pão e dos folares de Olhão, vende também bolos e salgados. Inspeciono a vitrine e descubro que a patinha de veado se vende a 2,99 dólares, o pastel de nata a 2,89 e as rabanadas a 2,30. Já o pastel de bacalhau vale 2,55 dólares.

Chega a hora de almoço e Liliana desafia-me para um prato regional: Clam Chowder, uma sopa de amêijoas com natas. Peixe e marisco é o forte nos restaurantes da cidade, tal como em Boston, cidade que no verão tem uma ligação por ferry a Provincetown. Na rua, um ou outro cumprimento. Liliana não passa despercebida, há sempre alguém que se lembra da menina do liceu local ou da organizadora do Festival Português. Troca umas palavras com Joy McNulty, dona do Lobster Pot, onde tivemos o nosso almoço e que é visita obrigatória na passagem pela cidade.

“Sinais de Portugal por aqui não faltam. E é isso que quero relembrar às pessoas. A nossa história aqui”, diz-me Liliana depois de passarmos por um monumento aos soldados da terra que combateram pelos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial e onde posso ler nomes como Frank Cabral, Manuel Henrique, Albert Avellar, James Lopes, William Souza, Edward Silva, muitos Perry, talvez os tais Pereira, e também Manuel Cook, provavelmente alguém que herdou o apelido americano de um antepassado português que tinha como profissão cozinheiro. A minha anfitriã leva-me ainda à Portuguese Square, o coração de Provincetown.

Reentramos no carro de regresso a Boston e Liliana aproveita para contar mais uma das muitas histórias que conhece de portugueses de Provincetown. “Já ouviu falar do Manuel Zorra, que era guarda do Al Capone?”, lança-me esta mulher que estudou Business Administration e que hoje ajuda a gerir uma clínica pediátrica porque não consegue “estar parada”. “Foi nos tempos da Proibição. Até há um livro sobre ele: The Sea Fox. Era de Olhão, como eu”. Manuel Zorra, ou Zora, ou ainda Manny Zorra, que era como o famoso gangster para quem trabalhava o tratava. Com a Lei Seca a proibir o álcool nos Estados Unidos nos anos 1920 e 1930, o barco de pesca de Zorra dava muito jeito para transportar whisky, rum e outras bebidas. Regressou ao Algarve já velho e contou as suas façanhas aos jornalistas portugueses, morrendo em 1979, com 84 anos. “Diziam aqui que ele exagerava um pouco. Que era um bocado mentiroso, não sei”, sublinha Liliana, deixando-se levar pelo riso que é sua marca.

Passamos por uma série de pequenos hotéis, destinados à avalanche de turistas que vão começando a chegar em busca das praias. E atravessamos Truro, outra cidadezinha. “É aqui que vivem agora muitos portugueses. Venderam a casa em Provincetown aos casais homossexuais e compraram aqui uma mais barata”, explica Liliana. Estas mudanças sociais em Provincetown também afetam o seu Festival Português. “Os gays querem participar no desfile e nós não temos nada contra. Mas pedimos que se vistam com as cores de Portugal, pode ser até uma T-shirt. E não tem havido problemas. São pessoas com muita educação, que gostam muito de cá viver, mesmo que já não precisem como antes de um refúgio”, diz.

Mais um telefonema (o carro tem sistema de alta voz) e um convite de uma amiga para Liliana assistir em Lowell, perto de Boston, a um jantar com cantigas ao desafio, à moda dos Açores. Pergunta-me se alinho. Claro, respondo, afinal não estou a fazer reportagens sobre a comunidade portuguesa na América? E a noite foi no Clube do Espírito Santo.

Article source: http://www.dn.pt/mundo/interior/a-terra-americana-que-os-portugueses-fizeram-paraiso-de-boemios-e-gays-tem-embaixadora-8602262.html

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Provincetown acabou por ser o destino dos Sousa porque o pai já lá tinha estado ilegal quando andava nos bacalhoeiros da Terra Nova, mais acima, no Canadá. E assim um dia lá chegaram à América Maria do Rosário, a mãe, uma Liliana com 12 anos e sem saber falar inglês e Fernando, o tal mano que conviveu com Norman Mailer a ponto de figurar num dos seus romances.

Liliana é uma figura-chave da comunidade luso-americana do Massachusetts tinha-me dito ainda em Lisboa Miguel Vaz, da FLAD, amigo da minha guia em Provincetown e ele próprio um visitante regular da encantadora cidadezinha (três mil habitantes no inverno, umas vinte vezes mais no verão). Antiga funcionária do Consulado de Portugal em Boston e quadro durante muitos anos da TAP na América, Liliana organiza o Festival Português da capital do Massachusetts mas brilha sobretudo nos festejos de Provincetown.

“É uma festa que dura quatro dias. E nela divulgamos a cultura portuguesa aos americanos, ensinamos-lhes o que é a nossa herança. Recebemos sempre umas 20 a 30 mil pessoas durante o festival, de todas as partes da América”, explica Liliana. “Temos provas de vinhos portugueses, temos desfiles de ranchos folclóricos, de bandas filarmónicas. Há também fado, que os americanos adoram”, acrescenta, cheia de entusiasmo. E no domingo há procissão, missa e bênção da frota. Este ano veio de propósito de Fall River, outro bastião português no Massachusetts, o bispo Edgar da Cunha, que não terá deixado nenhum barco de pesca por benzer.

A primeira paragem que fazemos em Provincetown é na casa de Donald Murphy, um dos principais organizadores do festival. Tem visitas mas abre as portas com entusiasmo para beijar a amiga Liliana. “Para nós portugueses é o Donald Murfado. Na escola só tinha colegas portugueses e pensava ser também português, até descobrir que era irlandês” conta a rir Liliana. Donald, um engenheiro de 75 anos, sorri e diz que é tudo verdade. Como se tivesse sido combinado, veste uma T-shirt alusiva à 65.ª bênção da frota, em 2012. Agora realizou-se a 70.ª, a par do 22.º Provincetown Portuguese Festival. Cerveja para todos, entretanto, com Murfado a mostrar que é mesmo Murphy pois enche a sua caneca com uma Guinness, coisa mais irlandesa não há. Ou talvez seja só uma cerveja preta. Mas, fico a saber, é um apreciador de caldo-verde, não dispensando a rodela de chouriço.

É antiga a história de Provincetown. Habitada por índios, viu chegar em 1620 os peregrinos do Mayflower, que aqui se instalaram até perceberem que a terra, arenosa, não era grande coisa para a agricultura e mudarem-se para Plymouth. A seguir à independência dos Estados Unidos, começaram a instalar-se na terra os baleeiros, muitos deles dos Açores e outras partes de Portugal. Remonta pois ao século XIX no mínimo a presença portuguesa em Provincetown, mas ao longo das gerações foi-se perdendo a língua e mesmo alguns apelidos deixaram de parecer portugueses, como os casos das famílias Pereira que passaram a ser Perry.

Liliana pega no telefone e combina com a amiga Maureen encontrarmo-nos junto ao porto. Conhecem-se desde crianças e Maureen descende dessas famílias mais antigas. “Foi o meu pai, grande amigo do pai dela, que descobriu que o nome original da família era Saraiva”, conta Liliana.

Ancorados estão vários barcos, mas dois saltam à vista: o Berço de Deus e o António Jorge. Maureen chega, entretanto, com o namorado, Emanuel de Figueiredo, que lhe foi apresentado pela amiga. É divorciado e tem dois filhos. “Sou lisboeta, nascido em Chelas e criado nos Olivais. Emigrei com 25 anos e estou há 40 na América”, diz-me Emanuel, num português perfeito. Ainda visitante de Provincetown, não lhe falta vontade de passar mais tempo na terra da nova companheira.”Gosto disto. Desta presença do mar. Desta herança portuguesa”, admite. Ao longe, grafitados a preto e branco na parede de um armazém de pesca, avistam-se três rostos de mulheres. “São portuguesas. É uma homenagem à mulher portuguesa”, explica em inglês Maureen.

Os pais de Liliana regressaram ao Algarve, depois de os filhos terem crescido. Mas a mãe, quando enviuvou, veio de novo para a América, para um lar onde os filhos pudessem estar próximos. Liliana, essa, casou primeiro com um rapaz de Provincetown, das antigas famílias portuguesas, mas depois veio o divórcio. O segundo casamento foi com um americano de origem sueca, que já morreu. É o pai dos seus dois filhos, “Maria, de 31 anos, que estudou em Brown e fez depois o doutoramento em Engenharia Biológica na Universidade da Pensilvânia, também da Ivy League, e Erik, de 28, professor de ciências e com um mestrado em Educação”, revela, sem esconder o orgulho. Maria vive hoje em Filadélfia, Erik na zona de Boston.

Mais uma paragem, desta vez na Portuguese Bakery, onde Liliana me apresenta a Arnaldina Costa Ferreira, nascida em Olhão há 65 anos e já com muitas décadas de América. “Já provou os folares de Olhão? É a melhor coisa da vida”, diz ao jornalista acabado de chegar a dona da loja pintada de branco e enfeitada pelas bandeiras de Portugal e dos Estados Unidos. Abrem sempre na Semana Santa, que é uma espécie de início da época alta, e fecham no final de outubro, quando o frio começa a chegar e Provincetown volta a ficar quase deserta. Com o dia ensolarado que está, o movimento é já muito na Commercial Street e Arnaldina, ajudada pelo marido, não tem um minuto de descanso. Além do pão e dos folares de Olhão, vende também bolos e salgados. Inspeciono a vitrine e descubro que a patinha de veado se vende a 2,99 dólares, o pastel de nata a 2,89 e as rabanadas a 2,30. Já o pastel de bacalhau vale 2,55 dólares.

Chega a hora de almoço e Liliana desafia-me para um prato regional: Clam Chowder, uma sopa de amêijoas com natas. Peixe e marisco é o forte nos restaurantes da cidade, tal como em Boston, cidade que no verão tem uma ligação por ferry a Provincetown. Na rua, um ou outro cumprimento. Liliana não passa despercebida, há sempre alguém que se lembra da menina do liceu local ou da organizadora do Festival Português. Troca umas palavras com Joy McNulty, dona do Lobster Pot, onde tivemos o nosso almoço e que é visita obrigatória na passagem pela cidade.

“Sinais de Portugal por aqui não faltam. E é isso que quero relembrar às pessoas. A nossa história aqui”, diz-me Liliana depois de passarmos por um monumento aos soldados da terra que combateram pelos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial e onde posso ler nomes como Frank Cabral, Manuel Henrique, Albert Avellar, James Lopes, William Souza, Edward Silva, muitos Perry, talvez os tais Pereira, e também Manuel Cook, provavelmente alguém que herdou o apelido americano de um antepassado português que tinha como profissão cozinheiro. A minha anfitriã leva-me ainda à Portuguese Square, o coração de Provincetown.

Reentramos no carro de regresso a Boston e Liliana aproveita para contar mais uma das muitas histórias que conhece de portugueses de Provincetown. “Já ouviu falar do Manuel Zorra, que era guarda do Al Capone?”, lança-me esta mulher que estudou Business Administration e que hoje ajuda a gerir uma clínica pediátrica porque não consegue “estar parada”. “Foi nos tempos da Proibição. Até há um livro sobre ele: The Sea Fox. Era de Olhão, como eu”. Manuel Zorra, ou Zora, ou ainda Manny Zorra, que era como o famoso gangster para quem trabalhava o tratava. Com a Lei Seca a proibir o álcool nos Estados Unidos nos anos 1920 e 1930, o barco de pesca de Zorra dava muito jeito para transportar whisky, rum e outras bebidas. Regressou ao Algarve já velho e contou as suas façanhas aos jornalistas portugueses, morrendo em 1979, com 84 anos. “Diziam aqui que ele exagerava um pouco. Que era um bocado mentiroso, não sei”, sublinha Liliana, deixando-se levar pelo riso que é sua marca.

Passamos por uma série de pequenos hotéis, destinados à avalanche de turistas que vão começando a chegar em busca das praias. E atravessamos Truro, outra cidadezinha. “É aqui que vivem agora muitos portugueses. Venderam a casa em Provincetown aos casais homossexuais e compraram aqui uma mais barata”, explica Liliana. Estas mudanças sociais em Provincetown também afetam o seu Festival Português. “Os gays querem participar no desfile e nós não temos nada contra. Mas pedimos que se vistam com as cores de Portugal, pode ser até uma T-shirt. E não tem havido problemas. São pessoas com muita educação, que gostam muito de cá viver, mesmo que já não precisem como antes de um refúgio”, diz.

Mais um telefonema (o carro tem sistema de alta voz) e um convite de uma amiga para Liliana assistir em Lowell, perto de Boston, a um jantar com cantigas ao desafio, à moda dos Açores. Pergunta-me se alinho. Claro, respondo, afinal não estou a fazer reportagens sobre a comunidade portuguesa na América? E a noite foi no Clube do Espírito Santo.

Article source: http://www.dn.pt/mundo/interior/a-terra-americana-que-os-portugueses-fizeram-paraiso-de-boemios-e-gays-tem-embaixadora-8602262.html

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A capital espanhola, de 3,1 milhões de habitantes, assume-se como uma cidade aberta a todos, “quaisquer que sejam os seus amores”, segundo o representante da autarquia para a 5.ª edição da WorldPride, depois da edição de Toronto, em 2014, e antes da de Nova Iorque, em 2019.

A cidade adaptou dezenas de semáforos luminosos para fazer aparecer, no local do peão que atravessa a estrada, casais homem/homem, homem/mulher, e mulher/mulher.

Esta WorldPride decorre 40 anos após a primeira manifestação em Espanha pelos direitos dos homossexuais, que decorreu em Barcelona, em 1977.

Durante a ditadura do general Francisco Franco, de 1939 a 1975, a homossexualidade podia conduzir as pessoas a centros de reabilitação, à cadeia ou a campos de concentração.

Em 1901, duas professoras foram as primeiras espanholas a casar, mas uma delas teve de se fazer passar por homem, uma história recordada na exposição “Subversivas, 40 anos de militantismo LGBT em Espanha”, que pode ser visitada em Madrid.

Mas tudo mudou com as lutas travadas, entretanto, sobretudo no bairro de Chueca, em Madrid, palco de uma explosão dos LGBT libertados a partir dos anos 80.

A capital espanhola quer que a sua “Marcha do Orgulho Gay”, no sábado, seja a maior jamais organizada numa WorldPride, em solidariedade para com todas as pessoas LGBT discriminadas, presas ou torturadas em todo o mundo.

Article source: http://www.dn.pt/lusa/interior/mais-de-um-milhao-este-sabado-nas-ruas-de-madrid-para-desfile-da-worlpride-8604101.html

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Provincetown acabou por ser o destino dos Sousa porque o pai já lá tinha estado ilegal quando andava nos bacalhoeiros da Terra Nova, mais acima, no Canadá. E assim um dia lá chegaram à América Maria do Rosário, a mãe, uma Liliana com 12 anos e sem saber falar inglês e Fernando, o tal mano que conviveu com Norman Mailer a ponto de figurar num dos seus romances.

Liliana é uma figura-chave da comunidade luso-americana do Massachusetts tinha-me dito ainda em Lisboa Miguel Vaz, da FLAD, amigo da minha guia em Provincetown e ele próprio um visitante regular da encantadora cidadezinha (três mil habitantes no inverno, umas vinte vezes mais no verão). Antiga funcionária do Consulado de Portugal em Boston e quadro durante muitos anos da TAP na América, Liliana organiza o Festival Português da capital do Massachusetts mas brilha sobretudo nos festejos de Provincetown.

“É uma festa que dura quatro dias. E nela divulgamos a cultura portuguesa aos americanos, ensinamos-lhes o que é a nossa herança. Recebemos sempre umas 20 a 30 mil pessoas durante o festival, de todas as partes da América”, explica Liliana. “Temos provas de vinhos portugueses, temos desfiles de ranchos folclóricos, de bandas filarmónicas. Há também fado, que os americanos adoram”, acrescenta, cheia de entusiasmo. E no domingo há procissão, missa e bênção da frota. Este ano veio de propósito de Fall River, outro bastião português no Massachusetts, o bispo Edgar da Cunha, que não terá deixado nenhum barco de pesca por benzer.

A primeira paragem que fazemos em Provincetown é na casa de Donald Murphy, um dos principais organizadores do festival. Tem visitas mas abre as portas com entusiasmo para beijar a amiga Liliana. “Para nós portugueses é o Donald Murfado. Na escola só tinha colegas portugueses e pensava ser também português, até descobrir que era irlandês” conta a rir Liliana. Donald, um engenheiro de 75 anos, sorri e diz que é tudo verdade. Como se tivesse sido combinado, veste uma T-shirt alusiva à 65.ª bênção da frota, em 2012. Agora realizou-se a 70.ª, a par do 22.º Provincetown Portuguese Festival. Cerveja para todos, entretanto, com Murfado a mostrar que é mesmo Murphy pois enche a sua caneca com uma Guinness, coisa mais irlandesa não há. Ou talvez seja só uma cerveja preta. Mas, fico a saber, é um apreciador de caldo-verde, não dispensando a rodela de chouriço.

É antiga a história de Provincetown. Habitada por índios, viu chegar em 1620 os peregrinos do Mayflower, que aqui se instalaram até perceberem que a terra, arenosa, não era grande coisa para a agricultura e mudarem-se para Plymouth. A seguir à independência dos Estados Unidos, começaram a instalar-se na terra os baleeiros, muitos deles dos Açores e outras partes de Portugal. Remonta pois ao século XIX no mínimo a presença portuguesa em Provincetown, mas ao longo das gerações foi-se perdendo a língua e mesmo alguns apelidos deixaram de parecer portugueses, como os casos das famílias Pereira que passaram a ser Perry.

Liliana pega no telefone e combina com a amiga Maureen encontrarmo-nos junto ao porto. Conhecem-se desde crianças e Maureen descende dessas famílias mais antigas. “Foi o meu pai, grande amigo do pai dela, que descobriu que o nome original da família era Saraiva”, conta Liliana.

Ancorados estão vários barcos, mas dois saltam à vista: o Berço de Deus e o António Jorge. Maureen chega, entretanto, com o namorado, Emanuel de Figueiredo, que lhe foi apresentado pela amiga. É divorciado e tem dois filhos. “Sou lisboeta, nascido em Chelas e criado nos Olivais. Emigrei com 25 anos e estou há 40 na América”, diz-me Emanuel, num português perfeito. Ainda visitante de Provincetown, não lhe falta vontade de passar mais tempo na terra da nova companheira.”Gosto disto. Desta presença do mar. Desta herança portuguesa”, admite. Ao longe, grafitados a preto e branco na parede de um armazém de pesca, avistam-se três rostos de mulheres. “São portuguesas. É uma homenagem à mulher portuguesa”, explica em inglês Maureen.

Os pais de Liliana regressaram ao Algarve, depois de os filhos terem crescido. Mas a mãe, quando enviuvou, veio de novo para a América, para um lar onde os filhos pudessem estar próximos. Liliana, essa, casou primeiro com um rapaz de Provincetown, das antigas famílias portuguesas, mas depois veio o divórcio. O segundo casamento foi com um americano de origem sueca, que já morreu. É o pai dos seus dois filhos, “Maria, de 31 anos, que estudou em Brown e fez depois o doutoramento em Engenharia Biológica na Universidade da Pensilvânia, também da Ivy League, e Erik, de 28, professor de ciências e com um mestrado em Educação”, revela, sem esconder o orgulho. Maria vive hoje em Filadélfia, Erik na zona de Boston.

Mais uma paragem, desta vez na Portuguese Bakery, onde Liliana me apresenta a Arnaldina Costa Ferreira, nascida em Olhão há 65 anos e já com muitas décadas de América. “Já provou os folares de Olhão? É a melhor coisa da vida”, diz ao jornalista acabado de chegar a dona da loja pintada de branco e enfeitada pelas bandeiras de Portugal e dos Estados Unidos. Abrem sempre na Semana Santa, que é uma espécie de início da época alta, e fecham no final de outubro, quando o frio começa a chegar e Provincetown volta a ficar quase deserta. Com o dia ensolarado que está, o movimento é já muito na Commercial Street e Arnaldina, ajudada pelo marido, não tem um minuto de descanso. Além do pão e dos folares de Olhão, vende também bolos e salgados. Inspeciono a vitrine e descubro que a patinha de veado se vende a 2,99 dólares, o pastel de nata a 2,89 e as rabanadas a 2,30. Já o pastel de bacalhau vale 2,55 dólares.

Chega a hora de almoço e Liliana desafia-me para um prato regional: Clam Chowder, uma sopa de amêijoas com natas. Peixe e marisco é o forte nos restaurantes da cidade, tal como em Boston, cidade que no verão tem uma ligação por ferry a Provincetown. Na rua, um ou outro cumprimento. Liliana não passa despercebida, há sempre alguém que se lembra da menina do liceu local ou da organizadora do Festival Português. Troca umas palavras com Joy McNulty, dona do Lobster Pot, onde tivemos o nosso almoço e que é visita obrigatória na passagem pela cidade.

“Sinais de Portugal por aqui não faltam. E é isso que quero relembrar às pessoas. A nossa história aqui”, diz-me Liliana depois de passarmos por um monumento aos soldados da terra que combateram pelos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial e onde posso ler nomes como Frank Cabral, Manuel Henrique, Albert Avellar, James Lopes, William Souza, Edward Silva, muitos Perry, talvez os tais Pereira, e também Manuel Cook, provavelmente alguém que herdou o apelido americano de um antepassado português que tinha como profissão cozinheiro. A minha anfitriã leva-me ainda à Portuguese Square, o coração de Provincetown.

Reentramos no carro de regresso a Boston e Liliana aproveita para contar mais uma das muitas histórias que conhece de portugueses de Provincetown. “Já ouviu falar do Manuel Zorra, que era guarda do Al Capone?”, lança-me esta mulher que estudou Business Administration e que hoje ajuda a gerir uma clínica pediátrica porque não consegue “estar parada”. “Foi nos tempos da Proibição. Até há um livro sobre ele: The Sea Fox. Era de Olhão, como eu”. Manuel Zorra, ou Zora, ou ainda Manny Zorra, que era como o famoso gangster para quem trabalhava o tratava. Com a Lei Seca a proibir o álcool nos Estados Unidos nos anos 1920 e 1930, o barco de pesca de Zorra dava muito jeito para transportar whisky, rum e outras bebidas. Regressou ao Algarve já velho e contou as suas façanhas aos jornalistas portugueses, morrendo em 1979, com 84 anos. “Diziam aqui que ele exagerava um pouco. Que era um bocado mentiroso, não sei”, sublinha Liliana, deixando-se levar pelo riso que é sua marca.

Passamos por uma série de pequenos hotéis, destinados à avalanche de turistas que vão começando a chegar em busca das praias. E atravessamos Truro, outra cidadezinha. “É aqui que vivem agora muitos portugueses. Venderam a casa em Provincetown aos casais homossexuais e compraram aqui uma mais barata”, explica Liliana. Estas mudanças sociais em Provincetown também afetam o seu Festival Português. “Os gays querem participar no desfile e nós não temos nada contra. Mas pedimos que se vistam com as cores de Portugal, pode ser até uma T-shirt. E não tem havido problemas. São pessoas com muita educação, que gostam muito de cá viver, mesmo que já não precisem como antes de um refúgio”, diz.

Mais um telefonema (o carro tem sistema de alta voz) e um convite de uma amiga para Liliana assistir em Lowell, perto de Boston, a um jantar com cantigas ao desafio, à moda dos Açores. Pergunta-me se alinho. Claro, respondo, afinal não estou a fazer reportagens sobre a comunidade portuguesa na América? E a noite foi no Clube do Espírito Santo.

Article source: http://www.dn.pt/mundo/interior/a-terra-americana-que-os-portugueses-fizeram-paraiso-de-boemios-e-gays-tem-embaixadora-8602262.html

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O governante considerou inaceitável que se discrime ou desrespeite as pessoas “com base na sua orientação sexual ou identidade de género”, considerando que o futuro do país depende das crianças e jovens “viverem num ambiente de proteção e amor”, onde possam desenvolver o seu potencial.

“Peço a todos que se aceitem, que se respeitem mutuamente. Os princípios do país democrático é de que todos devem viver em liberdade, com dignidade e respeito mútuo. Podemos, juntos, construir uma nação inclusiva em que todos participem no processo de desenvolvimento”, disse.

Várias organizações timorenses, englobadas na rede jovem Hatutan, promovem esta semana um conjunto de atividades para combater a discriminação e a violência de que são alvos membros da comunidade LGBT.

Apesar de não haver ainda dados estatísticos sobre a dimensão do problema, a Hatutan recebe relatos de “muitos que admitem ser alvo de abusos físicos, ou que são expulsos de casa, ou alvo de ‘bullying’ nas escolas”, devido à orientação sexual ou identidade de género.

“Os casos são muitas vezes ignorados devido à falta de conhecimento ou entendimento público do problema, incluindo da parte das autoridades policiais, judiciais ou legislativas”, explica a organização na página.

O tema dos debates e da marcha de hoje é “Cria um ambiente seguro para a comunidade LGBT”.

Article source: http://www.dn.pt/lusa/interior/discriminacao-e-violencia-contra-jovens-lgbt-em-timor-leste-prejudica-pais----primeiro-ministro-8599464.html

Rolando Mandragora con la maglia dell’Under 21 (fonte foto www.blackwhitereadallover.com)

Calciomercato Juventus cessione Asamoah Madragora al Cagliari – Il centrocampista ghanese rimarrà a Torino; i sardi hanno chiesto in prestito l’ex Pescara

Tra possibili acquisti e cessioni il mercato della Juventus sta entrando nel vivo. In questi giorni la società di Corso Galileo Ferraris per la verità sta lavorando soprattutto sulle possibili uscite, senza però perdere di vista gli obiettivi in entrata. In ottica cessioni va registrato l’incontro odierno tra Edoardo Crnjar, l’agente di Kwadwo Asamoah e la dirigenza bianconera per discutere del futuro: il centrocampista ghanese è ricercato in Turchia dal Galatasaray.

Ma, nonostante l’interesse dei leoni sembri concreto, la Juve avrebbe ribadito la volontà di non cedere il giocatore. In attesa di nuovi sviluppi, dunque, Asamoah rimane a Torino. A riportarlo è il portale Gianlucadimarzio.com. Sempre in uscita c’è Rolando Mandragora. Il centrocampista verrà mandato in prestito per farsi le ossa altrove, magari al Cagliari, società da sempre interessata al calciatore.

Sempre secondo il portale di notizie sportive, il Cagliari avrebbe intensificato i contatti con la Juve in questi giorni, tanto che sarebbe andato in scena un incontro tra Giovanni Rossi, direttore sportivo rossoblù, e la dirigenza bianconera per parlare proprio del giovane calciatore. Dopo l’esperienza tra le fila del Pescara, nel futuro di Mandragora potrebbe dunque esserci il Cagliari.

Article source: https://www.stopandgoal.net/2017/06/29/calciomercato/juventus-futuro-asamoah-mandragora-cagliari/