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Se só tomar posse em janeiro, Jones não poderá influenciar as votações do novo código fiscal ou do financiamento do governo, previstas antes do Natal.

Figura da extrema-direita, com ligações a grupos nacionalistas brancos e conhecido por defender ideias xenófobas, antissemitas, homofóbicas e islamofóbicas, Moore foi notícia nas últimas semanas depois de nove mulheres terem vindo a público acusá-lo de assédio sexual. Duas afirmaram ser menores na altura dos factos. O republicano nega as acusações de assédio, mas admitiu ter tido encontros com jovens a partir dos 16 anos, idade de consentimento no Alabama.

Se Moore rejeita os resultados, o Partido Republicano do Alabama já fez saber que não tenciona pedir a recontagem e até o presidente Trump deu os parabéns a Jones pela vitória. “Parabéns a Doug Jones por uma vitória muito disputada […] O povo do Alabama é grande e os republicanos vão ter outra hipótese de conquistar este lugar em breve. Nunca para!” O presidente, que declarou o apoio a Moore apesar do escândalo em torno do candidato, veio ontem distanciar-se. “[…] eu disse que Roy Moore não conseguiria ganhar as eleições. Estava certo! Roy trabalhou muito mas a maré estava contra ele”. E num outro tweet, remata: “Se a noite passada prova alguma coisa é que temos de encontrar GRANDES candidatos republicanos para aumentar as margens mínimas na Câmara e no Senado”.

Trump pode tentar distanciar-se mas os analistas são unânimes em ver na derrota de Moore uma “derrota humilhante” para o próprio presidente, como escrevia o Washington Post. O site Politico, por seu lado, recordava que Trump apoiou o candidato errado não uma mas duas vezes nestas eleições. Nas primárias republicanas esteve com Luther Strange, derrotado por Moore, antes de apoiar este em pleno escândalo e quando muitos dirigentes do partido o tinham deixado cair, tentando evitar o efeito de contágio antes das intercalares.

Mas os escândalos sexuais na América não escolhem cores políticas. E ontem Mark Dayton, o governador democrata do Minnesota, nomeou a vice-governadora Tina Smith para substituir Al Franken até às eleições de novembro. O senador anunciou a demissão há uma semana, pressionado pelo partido após ser acusado de assédio sexual.

Article source: https://www.dn.pt/mundo/interior/alabama-elege-primeiro-democrata-em-25-anos-numa-derrota-para-trump-8983349.html

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Finalmente, as leis no país sobre a reprodução são menos restritivas do que noutros locais. Técnicas como congelamento de embriões, doação de óvulos e seleção embrionária para a prevenção de doenças genéticas, por exemplo, estão proibidas ou sob restrição na Alemanha e em Itália, o que tem levado muitos pacientes desses países a procurarem os mais flexíveis mercados espanhol e brasileiro. No Brasil também não é vedado o tratamento em função da idade, do estado civil ou da orientação sexual – em França e Itália, casais gays e mulheres solteiras estão proibidas de fazer inseminação artificial, e na Alemanha e na Holanda há limites de idade.

Depois dos 40 anos

Mas se os estrangeiros procuram o “turismo de fertilização”, os próprios brasileiros passaram a aderir aos tratamentos em força por causa de motivações sociais e económicas. “As mulheres esperam para engravidar hoje em dia até ter independência financeira, concluir um mestrado, fazer um doutoramento, o que as leva a ser mães mais tarde e, com isso, ter mais dificuldades”, diz João Pedro Junqueira, dono de uma clínica em Belo Horizonte numa reportagem do Diário do Comércio sobre o tema. “Você foca-se no trabalho, o tempo passa e, como se sente bem fisicamente, jovial, acha que pode esperar, mas o relógio biológico não é bem assim”, conta Fabiana Sarraf, uma bancária com a vida financeira já solidificada, à revista Isto É. “A mulher hoje busca autonomia, independência em relação ao parceiro, não precisa de se manter numa única relação desde jovem, a maternidade após os 40 acontece com muita gente que está no segundo casamento”, acrescenta Antonio Moron, professor de Obstetrícia da Universidade Federal de São Paulo, o estado que detém 60% das unidades de reprodução do Brasil.

Segundo dados do ano passado do Ministério da Saúde, o número de mães brasileiras acima dos 40 anos cresceu 49,5% em 20 anos. Números de 2015 apontam para 373 mães após os 50 e 21 sexagenárias naquele ano.

Mais gémeos

Outro aumento significativo no Brasil é o de gémeos – 28,5% em dez anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mais um fator relacionado com o boom da inseminação artificial, segundo Anatole Borges, médico ouvido pelo canal SBT. “Até aos 35 anos, a gravidez ocorre com mais facilidade, e transferimos até dois embriões, dos 35 aos 40 anos, como já fica mais difícil o tratamento, podemos transferir até três embriões, e acima dos 40, como é bem mais difícil, transferimos até quatro, o que aumenta a probabilidade de nascerem gémeos”, explicou.

Em São Paulo

Article source: https://www.dn.pt/sociedade/interior/turismo-de-fertilizacao-atrai-turistas-no-brasil-8975854.html

A possível razão tem a ver com o facto de, aquando da gravidez do primeiro filho, aconteça um fenómeno ligado a uma proteína relativo ao cromossoma Y, que as mulheres não têm e é essencial para o desenvolvimento do cérebro masculino.

Assim, estando grávida do primeiro filho, o corpo da mulher reconhece a “substância” como desconhecida e combate-a, criando anticorpos. Na segunda gravidez, se surgirem anticorpos suficientes, estes podem entrar no cérebro do segundo filho.

Bogaert e a sua equipa estudaram 142 mulheres e 12 homens, com idades entre os 18 e os 80 anos.

Os investigadores procuraram a proteína, NLGN4Y, e os anticorpos, descobrindo que estavam em maior número em mulheres com filhos mais novos que são homossexuais, em comparação com mulheres que não têm filhos ou que têm filhos heterossexuais.

Article source: https://www.dn.pt/mundo/interior/estudo-diz-que-homens-com-irmaos-mais-velhos-tem-mais-hipoteses-de-ser-gay-8980561.html

Thiago Soares é professor de História numa escola de São Paulo, no Brasil. Mas se calhar não é o arquétipo de professor a que estamos habituados. Há uns anos optou pela modificação corporal e hoje tem o corpo repleto de tatuagens, diversos piercings e implantes. Também começou a explorar a área da suspensão corporal, e tem feito várias performances na área. Naquela que foi a sua segunda viagem à Madeira, desta vez para participar no 3º Encludança, evento organizado pelo Dançando com a Diferença, Thiago foi um dos convidados do simpósio cientifico ‘Freaks Cyborgs: Diferenças em cena Ontem, Hoje e Amanhã’ e esteve em várias escolas da Região a falar com alunos sobre temas como as diferenças (corporais e sociais), o bullying, orientação e género e a importância da inclusão do outro como um dos princípios fundamentais de humanismo. No dia em que se celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos, Thiago Soares, Thi Angel como é conhecido no meio artístico, falou ao DIÁRIO sobre diferenças e aceitação, sobre os preconceitos e sobre como o amor é a resposta para todas as questões.

Como é que tem sido esta viagem à Madeira? É sempre uma descoberta, assim no sentido mais amplo. Primeiro o choque cultural, um deslocamento intenso que vai ficar reverberando em mim quando eu regressar, durante muito tempo. E sempre de muita aprendizagem. É a segunda vez que estou aqui, mas todo o dia é uma aprendizagem nova.

É uma experiência, uma aprendizagem diferente daquela que tem no dia-a-dia no Brasil? Completamente. A primeira vez que eu vim à Madeira foi muito forte. Andar sem medo é uma coisa fantástica… No Brasil estamos sempre com desconfiança, sempre com receio, e não é só porque é uma lenda, é porque as coisas acontecem. Aqui não, andar sem medo é uma sensação muito poderosa.

Desta vez, está a ter também a experiência com os alunos das escolas da Madeira. Esta não é uma experiência nova para si, porque és professor, mas penso que aqui é diferente, ou não? Esse é um outro choque, porque aqui temos trabalho com a escola pública e eu trabalho no Brasil numa escola pública e são mundos completamente diferentes, talvez pela cultura, não sei, mas aqui os alunos ouvem mais do que falam e participam. Alguns têm vontade de falar, mas não conseguem colocar para fora e aí, como eu não sou de cá, não sei como funciona isso. Uma amiga falou que é assim que funciona, que as pessoas são mais introspectivas, mais retraídas e às vezes têm muita curiosidade, mas não conseguem ter força suficiente para questionar. Mas acho que é um processo. Talvez a minha presença aqui também sirva para provocar, porque é aquela situação “eu estou a ir embora e se não perguntar agora…”

Mas tem uma aparência que é diferente do que estes alunos estão habituados. Acha que a sua presença nas escolas pode ajudar a abrir os olhos para a questão da diferença, sobretudo porque no seu caso, escolheu ser diferente. Sim, falamos muito sobre isso no simpósio [Freaks and Cyborgs]. Tem a questão da escolha, que ela tem essa força e é curioso porque as pessoas incentivam para que sejamos livres, que busquemos a nossa identidade, mas quando a gente busca e essa identidade se diferencia do resto, as pessoas já não acham bem. Tem essa questão da escolha, mas por exemplo tem a questão da orientação sexual que não é uma escolha, e que tem impacto no meu corpo, na forma como eu falo, como eu gesticulo, como eu ando, e isso também gera a noção da diferença. A diferença é estética, mas também escapa da estética e vai para outros campos… Por exemplo, nas escolas, os alunos ficam olhando mas ao mesmo tempo não é um olhar de repulsa, é de querer abraçar com os olhos, é de curiosidade. E isso é muito legal. Tenho essa capacidade de perceber os olhares, muito por conta da própria experiência. Às vezes, na rua, há aqueles olhares de pessoas que se pudessem te mutilar, outros de curiosidade…. Há pessoas que têm ainda alguns muros que não deixam se aproximar. E é uma pena, porque o estranho, no sentido daquilo que não é familiar, quando se tem uma oportunidade de dialogar, você percebe que não é tão estranho assim. E acabou. Era só uma imagem que precisava de ser desmistificada.

Porque optou pela modificação corporal? Foi algo que sempre gostou, ou que foi surgindo? As duas coisas. Desde a minha infância sempre me interessei por corpos que fugissem da norma. Gostava dos corpos da ficção científica, dos quadrinhos, aqueles que voavam, que eram verdes, que tinham quatro braços. Isso me encantava. No Brasil também tem muito forte a questão indígena que tem muitos elementos de adornos corporais. Mas, eu venho de uma família bastante pobre e em que a religião assumia um lugar muito forte. Então eu passei por uma fase em que o meu pai era um fanático religioso e não tínhamos acesso a livros e a televisão, porque era coisa do pecado e etc. Então, para mim, isso não era uma possibilidade, era algo muito distante e que eu nem sabia que existia.

Quando fiz 14, 15 anos, altura em que começamos a ter mais autonomia do próprio corpo, há um evento em São Paulo, que é o Mercado Mundo Mix, uma feira alternativa com música, roupa, arte, um espaço em que a diversidade pulsava das mais variadas formas. Eu lembro-me de ter chegado e ter pensado: “eu estou em casa”. Tinha me sentido estranho, deslocado, a vida inteira e ali eu via as pessoas felizes. Lembro-me que comprei uma camiseta para vestir lá, só para me sentir parte daquilo…. Mudou a minha vida.

Por exemplo, as pessoas dizem que uma tatuagem é só estética. Mas nunca é só estético. A melhoria que eu tive na minha vida, nas minhas relações sociais, nem tem nem como medir. Por conta da religião, eu não tinha acesso ao meu corpo. Era um corpo que se escondia, de que eu tinha de ter vergonha. E através das modificações corporais eu fui ganhando um corpo que eu nem sabia que eu tinha. Quando tatuei o meu braço, senti-me bem a usar camiseta e por aí fora até trabalhar o meu corpo como arte e fazer trabalhos nus. É um grande processo.

A modificação corporal foi então a forma que encontrou para dizer “Eu tenho um corpo”, “Eu estou aqui”? Na verdade, eu uni essa paixão que eu tinha pelos corpos fora da norma e a minha própria experiência, a forma de eu me expressar enquanto pessoa, enquanto artista…

E prejudicou-o? Bem, as pessoas normalmente dizem que por causa dessa minha opção, eu iria perder trabalho. A preocupação era essa, a do trabalho. Mas na realidade, eu também perdi pessoas. Há pessoas que começam a ter problemas com isto e outras perguntavam se eu estava feliz. Muitas não percebiam o quanto isto estava a melhorar a minha vida. Temos uma visão muito binária da vida, de feio e bonita, de estar dentro da norma e fora da norma… Essa história de perder pessoas, eu não estava à espera. Só estava à espera de perder trabalho, mas algum iria aceitar. Agora quando as pessoas se começaram a se afastar, quando comecei a ter problemas familiares, aí foi mais sério. E a gente começa a aprender… Porque se você nasce deficiente, a família aceita. Quando é uma decisão sua, de ser diferente, é mais difícil de aceitar. É como a questão da orientação sexual. Desde as minhas primeiras memórias, eu sei que não sou heterossexual e essa questão não é aceitável…

Ainda há muitos preconceitos? Muitos. E é uma mesquinhice tão grande porque a diversidade é fundamental para que a gente continue a existir. Na biologia, na cultura… e como é que as pessoas não se dão conta disso? Que delícia estar numa sala, como a minha sala de aula no Brasil, e que tem pessoa com deficiência, sem deficiência, tem negro, tem branco, tem indígena, tem rico, tem pobre… é incrível! Temos de melhorar como seres humanos, de desenvolver a empatia…. É óbvio que não são relações fáceis, mas isso trabalha-se.

Por exemplo, em termos de trabalho, até há bem pouco tempo atrás eu era uma pessoa que não poderia estar a ocupar um lugar de professor, por conta das tatuagens. Se eu fizesse um concurso público, na hora do exame médico, se eles vissem as tatuagens, eu era eliminado. Depois as pessoas começaram a entrar com processos judiciais e então o Governo decidiu repensar essa questão, até porque as pessoas estão cada vez mais tatuadas. E aí já entrei nessa leva. Eu conto isso aos meus alunos, que há uns anos não poderia estar ali a ensiná-los, e eles ficam chocados. E aí que acontece a transformação. Não há mais ninguém contando a minha história. Sou eu mesmo e isso é muito poderoso.

E os alunos reagem bem à sua diferença? A minha história é engraçada porque eu estudei a minha vida inteira naquela escola, 11 anos. Na minha infância, como era certinho e da Igreja era uma criança que passava despercebida. Na adolescência, os sinais da minha não heterossexualidade se começaram a destacar com roupas diferentes, os piercings começaram a aparecer, e isso gerou um problema na escola. Comecei a sofrer pressões, ameaças e eu fui procurar ajuda, mas me falaram que o problema era eu. Eu é que tinha de mudar.

A violência maior era pela questão LGBT, era LGBT fobia que eu sofria e eu não podia ir para casa e contar, porque em casa era a mesma coisa devido à estrutura que existia (e é tão bom dizer existia, falar no passado, porque a minha existência mudou a forma como as pessoas pensam)…

Depois saí dali, me graduei em História, fiz concurso público e quando tive de escolher a escola, escolhi aquela, justamente para enfrentar com aquela ideia de “aqui foi o local onde sofri violência, e então aqui vai ser o espaço onde vou actuar para que as pessoas não sofram mais violência”. Tenho tentado com todas as minhas forças actuar nesse sentido e já senti algumas mudanças fortes…

Nota que está a fazer alguma diferença então? Sim, o que tem acontecido muito é, por exemplo, quando eles soltam uma piada homofóbica e automaticamente repensam e dizem que não foram correctos. Acho que é a minha presença ali. Antes muitas pessoas me xingavam. Agora ando na rua e é o contrário, ouço “Ó professor, olha aqui…”. Isso é maravilhoso. E depois as crianças falam de mim e do meu trabalho às famílias, que são pessoas mais velhas e têm preconceitos mais enraizados, e isso também muda. Os ‘xingos’ acabaram. É incrível. E isso é importante para que os meus alunos repensem como a diversidade é importante para a vida deles, para além do que eles vão viver na escola. Não tem o que pague.

E como é que entra a suspensão corporal? Quando eu me comecei a interessar em transformação corporal, automaticamente comecei a estudar para entender, e aí eu descobri na área da performance a suspensão corporal e isso me fascinou. Primeiro teve choque, depois disse que não era possível, que não sabia como conseguia… mas depois como já tinha feito várias experiências no meu corpo (tatuagem, incorporação, desenhos com cicatrizes) vi na suspensão uma possibilidade mais de ver até onde o meu corpo poderia ir. Eu poderia ter saltado de pára-quedas, subir uma montanha, mas isso não me interessava. Então continuei a estudar, porque achava que o meu corpo era muito frágil e que nunca iria conseguir. Quando se foi aproximando a primeira suspensão, me preparei muito bem e foi uma experiência muito potente, porque tem a questão da dor e da perfuração que é uma sensação nova, mas tem uma metralhadora de sensações extra, de adrenalina, endorfina, de superação e aí vem a magia de perceber como é que estou ali e não sinto dor. E fiz a minha primeira experiência e quis continuar a explorar mais o meu corpo, e aí quis experimentar a suspensão corporal dentro da performance e da dança, como conseguir construir uma coreografia durante a suspensão. Então, a suspensão corporal, tanto dentro como fora da arte, ela trouxe essa mensagem de que o corpo é muito forte.

Qual a mensagem que tenta passar diariamente, em tudo aquilo que faz, seja numa sala de aula, seja numa performance? É a de ser feliz? Às vezes a gente se sente um pouco deslocado, estranho e normalmente achamos que o que não é comum é ruim. Mas não. É mais uma forma de estar no mundo. Acho que temos de aprender, de descobrir as potencialidades que temos, e a partir daí, ser feliz. Eu tenho esta frase tatuada na mão: “o amor é a resposta qual seja a questão”. E acho que é assim. Parece um pouco utópico ou cliché, mas não. O mundo anda tão em pedaços, tão em ruínas, que se a gente não começar a construir uma rede de afectos de verdade, para todas as pessoas de verdade e não apenas para aquelas que achamos que têm direito a existir, a coisa não vai melhorar.

Article source: http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/a-diversidade-e-fundamental-para-a-nossa-existencia-HD2467009

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As formas de violência sexual são, entre outras, choques elétricos e queimaduras com cigarros nas partes genitais e no ânus, a castração e a violação em grupo.

“Um dos meus tios na Síria foi detido. Alguns meses depois da sua libertação, disse-nos — depois de se ter desfeito em lágrimas à nossa frente — que não tinha uma parte do seu corpo”, que lhe tinha sido tirada “com um berbequim elétrico”, disse Ahmad, um refugiado sírio na Jordânia. “Depois da sua libertação, deixou de comer e tornou-se alcoólico. Morreu depois de uma insuficiência renal”, acrescentou.

O grupo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgénero) é particularmente visado.

“Não há um único (membro da comunidade LGBT) que não tenha sofrido violência sexual. Aconteceu a todos”, assegurou Mazen, transgénero citado no relatório.

Nos países que acolhem refugiados sírios, os rapazes e os homens são objeto de chantagem para os forçar a ter relações sexuais ou foram explorados pelos seus empregadores, ainda segundo o documento.

Segundo a Organização das Nações Unidas, estes abusos tiveram consequências “psicológicas terrivelmente debilitantes” sobre famílias inteiras.

Os rapazes vítimas de abuso, por vezes, abandonaram a escola e foram, como os homens, rejeitados, apontados e ameaçados de morte.

As vítimas têm medo de ser estigmatizados se falarem da sua experiência e os trabalhadores sociais, por vezes, não têm pessoal ou ignoraram os seus testemunhos.

“As vítimas evitam pedir ajuda aos serviços de assistência e responsabilizam-se a eles próprios pela sua situação. Isto reforça o mito de este ser um problema raro. Este estudo mostra o contrário”, disse Mahecic.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/siria-rapazes-e-homens-vitimas-de-abuso-sexual-no-pais-e-como-refugiados-8971531.html

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As formas de violência sexual são, entre outras, choques elétricos e queimaduras com cigarros nas partes genitais e no ânus, a castração e a violação em grupo.

“Um dos meus tios na Síria foi detido. Alguns meses depois da sua libertação, disse-nos — depois de se ter desfeito em lágrimas à nossa frente — que não tinha uma parte do seu corpo”, que lhe tinha sido tirada “com um berbequim elétrico”, disse Ahmad, um refugiado sírio na Jordânia. “Depois da sua libertação, deixou de comer e tornou-se alcoólico. Morreu depois de uma insuficiência renal”, acrescentou.

O grupo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgénero) é particularmente visado.

“Não há um único (membro da comunidade LGBT) que não tenha sofrido violência sexual. Aconteceu a todos”, assegurou Mazen, transgénero citado no relatório.

Nos países que acolhem refugiados sírios, os rapazes e os homens são objeto de chantagem para os forçar a ter relações sexuais ou foram explorados pelos seus empregadores, ainda segundo o documento.

Segundo a Organização das Nações Unidas, estes abusos tiveram consequências “psicológicas terrivelmente debilitantes” sobre famílias inteiras.

Os rapazes vítimas de abuso, por vezes, abandonaram a escola e foram, como os homens, rejeitados, apontados e ameaçados de morte.

As vítimas têm medo de ser estigmatizados se falarem da sua experiência e os trabalhadores sociais, por vezes, não têm pessoal ou ignoraram os seus testemunhos.

“As vítimas evitam pedir ajuda aos serviços de assistência e responsabilizam-se a eles próprios pela sua situação. Isto reforça o mito de este ser um problema raro. Este estudo mostra o contrário”, disse Mahecic.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/siria-rapazes-e-homens-vitimas-de-abuso-sexual-no-pais-e-como-refugiados-8971531.html

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“Que grande dia, que grande dia para o amor, para a igualdade e para o respeito. A Austrália conseguiu!”, disse o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull antes da votação.

O líder da oposição, Bill Shorten afirma na mesma altura que “a Austrália do futuro começa com o que for feito hoje”.

A lei foi recebida por uma ampla maioria pois apenas quatro legisladores votaram contra.

A aprovação do projeto lei na Câmara Baixa foi recebida com aplausos e nas galerias os cidadãos presentes entoaram a canção “We are australians” (“Nós somos australianos”).

Vários deputados levavam bandeiras com as cores do arco-íris, símbolo da comunidade LGTBIQ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e “Queres”) enquanto no exterior do edifício uma multidão aguardava o momento da votação.

“A reforma histórica vai entrar em vigor no sábado, dia 09 de dezembro de 2017″, refere um comunicado do procurador-geral da Austrália, George Branis, citado pela cadeia de televisão e rádio ABC.

A reforma que faz da Austrália o vigésimo quinto Estado que legaliza os casamentos entre pessoas do mesmo sexo altera a última lei de matrimónios australiano que data de 1961.

Article source: https://www.dn.pt/mundo/interior/parlamento-australiano-aprova-lei-sobre-casamento-entre-pessoas-do-mesmo-sexo-8969373.html

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61,6% das pessoas que votaram mostraram-se favoráveis ao casamento de pessoas do mesmo sexo, com 38,4% a oporem-se.

Em atualização

Article source: https://www.dn.pt/mundo/interior/grande-maioria-dos-australianos-declara-se-a-favor-do-casamento-gay-8917673.html

No Tribunal da Haia, enquanto escutava a sentença que o condenava a crimes de guerra por 20 anos, o ex-militar Slobodan Praljak, bósnio-croata, ingeriu um copo com um veneno que o levaria à morte pouco depois.

Fim do corte de 10% nos subsídios beneficia 91 mil desempregados já em janeiro. Pode ler-se na manchete do “Diário de Notícias”. Reversão da medida imposta pela troika custa cerca de 40 milhões de euros.

Tabu de Centeno conhece hoje um fim. Termina esta quinta-feira o prazo para a apresentação de candidaturas à liderança do Eurogrupo. Saber-se-á se o nome do ministro das Finanças de Portugal, Mário Centeno, faz parte da lista no dia seguinte. A votação terá lugar segunda-feira. Mas há muitos concorrentes para o mesmo cargo.

Trabalhadores da AutoEuropa rejeitam novo acordo. Mais de 63% dos trabalhadores da Autoeuropa rejeitaram o segundo pré-acordo sobre os novos horários de trabalho na fábrica de Palmela. 3.145 trabalhadores (63,22%) rejeitaram o pré-acordo e só 1.749 (35,16%) votaram a favor do documento negociado previamente com a administração da empresa e que tinha merecido o voto favorável de todos os elementos da atual Comissão de Trabalhadores.

Marcelo vacinado contra a gripe. O Presidente da República esteve ontem no Centro de Saúde de Sete Rios com o ministro da Saúde para seguir os conselhos da Diretora Geral da Saúde. Vacinou-se e disse: “mais vale prevenir do que remediar. Eu estou aqui a prevenir”.

Bob Dylan em Lisboa. O trovador chegará pela oitava vez a Portugal, desta vez para cantar na Altice Arena no dia 22 de março.

Desconvocada greve dos comboios. As organizações sindicais do sector ferroviário desconvocaram ontem a greve que estava marcada para esta quinta-feira, véspera de feriado. A circulação efectuar-se-á com “normalidade”, asseverou a CP.

FRASES (ESPECIAL BELMIRO)

“Quero homenagear o Eng.º Belmiro de Azevedo, figura marcante do nosso meio empresarial e da sociedade portuguesa, em termos de liderança, determinação, visão de futuro e empenhamento social e cultural ao longo de mais de 40 anos”. Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República

“Uma personalidade marcante e uma voz livre”. Cavaco Silva, ex-Presidente da República

“Com uma notável capacidade de trabalho, (que) soube compatibilizar a sua dedicação aos negócios com o interesse pelas áreas da Cultura, da Educação, das Artes e da Solidariedade, que expressou através da constituição da Fundação com o seu nome, em 1991”. Luís Filipe Castro Mendes, ministro da Cultura

“Perdemos o maior empresário pós-25 de Abril”. Daniel Bessa, ex-ministro da Economia

“Era um grande empresário, um homem de visão e de ação, corajoso, num país que tantas vezes maltrata quem é desassombrado, quem tem espírito de iniciativa e capacidade empreendedora”. Alexandre Soares dos Santos, empresário do grupo Jerónimo dos Santos

“Um homem de uma capacidade invulgar”. António Mota, empresário da Mota Engil

“É um exemplo em Portugal para todos os empresários, que procurou trabalho e procurou dar trabalho. Foi um grande criador”. Rui Nabeiro, empresário da Delta

“Não deixo de recordar com muita saudade e muita estima a relação que tivemos e que permitiu que o Público fosse criado” Vicente Jorge Silva, fundador do “Público”

“O Grupo Sonae é hoje um dos mais proeminentes empregadores nacionais e um centro de criação de riqueza e de promoção do desenvolvimento social e económico nacional”. Comunicado do PSD

“Demonstrou sempre que acreditava nas empresas portuguesas, demonstrou sempre uma fortíssima aposta na internacionalização da economia, na inovação, na qualificação dos seus quadros”. Luís Pedro Mota Soares, CDS

O QUE ANDO A LER

A edição inglesa da revista “Esquire” não tem o garbo daquela publicada desde 1933 nos Estados Unidos da América. O design gráfico fica a milhas do praticado na casa mãe e os artigos têm metade da graça dos que são impressos numa revista que, na sua versão original, já contou com colaboradores como André Gide, Ernest Hemingway, Scott Fitzgerald, Norman Mailer, Gay Talese ou Tom Wolfe.

O tom, very british, da versão made in UK encaixa bem naquela ideia dos bifes, popularizada por João Magueijo: o próprio director a define como pornografia de consumo e, na verdade, não há muito mais do que isso no último número, aquele que traz na capa o actor Oscar Isaac (que aparece no próximo episódio “Star Wars”) vestido com um sobretudo Prada que custa 2450 libras esterlinas.

Mas em qualquer revista – como em qualquer jornal, de resto – há sempre pérolas por descobrir. Na edição de dezembro da “Esquire” britânica, o tesouro é um texto assinado por Tom Dyckhoff, historiador de arquitetura e design que ficou popular na Grã Bretanha pelos seus programas na BBC.

O artigo dedica-se a tentar perceber a razão por que as revistas ditas masculinas não incluem artigos sobre design de interiores, ou decoração, na versão portuguesa mais rasteira. E avança para essa demanda a partir de um outro texto, publicado numa outra revista masculina, a “Playboy”, assinado por esse outro esteta que era Hugh Hefner.

Segurem-se: em setembro de 1956, o Hefner já tinha assinado o primeiro artigo de decoração alguma vez dado à estampa em publicações desta cepa para definir o lar perfeito como algo em que se passa o seguinte: “a man enjoys good living, a sophisticated conoisseur of the lively arts, of food and drink, and congenial companions of both sexes. A man very much, perhaps, like you”.

Na década de 1950, “a casa” era domínio territorial das mulheres – os homens, no pós-guerra dispunham de aposentos afastados para as suas aventuras mais ou menos misóginas mas o que Hefner procura criar é uma nova ideia de casa, onde os homens encontrassem a sua liberdade, suspensa devido ao domínio do lar conquistado pelas mulheres.

Essa casa não era senão um recreio (“playground”, no inglês do texto), e por isso não previa divisões fechadas (“células”) mas sim diversas “áreas” onde a espécime masculina podia atuar para uma plateia de admiradores.

Essa performance incluía, entre outras coisas, saber cozinhar tanto quanto demonstrar interesse por design de interiores. Tudo para criar o tal espanto na tal plateia. Ou para fixar a atenção das suas presas, num jogo de sedução que apesar de pretender alcançar objectivos diversos ou mesmo antagónicos, é aquele que hoje se tornou comum entre os homens das nossas cidades com um grau de cosmopolitismo dois graus acima das personagens de Magueijo.

Será caso para dizer que os extremos se tocam? Não sei. Mas este texto da versão british da “Esquire” ocorreu-me quando ontem os canais de televisão noticiavam a morte de Belmiro de Azevedo sublinhando inevitavelmente a austera sentença: “A diferença entre o nascer e morrer é um fatinho e um par de sapatos”, que terá dito numa entrevista ao “Diário Económico”, em 2005.

Sei que Belmiro nunca teria investido numa revista como a “Playboy”.

Por hoje é tudo. Acompanhe toda a informação, atualizada em permanência, no Expresso Online. Devido ao feriado, o semanário Expresso chega já amanhã, sexta-feira, às bancas.

Article source: http://expresso.sapo.pt/newsletters/expressomatinal/2017-11-30-Morreu-Belmiro-de-Azevedo-o-empresario-que-fazia-o-chao-tremer

Admitindo a contradição que é ser gay e fazer parte de movimentos de extrema direita, Wilshaw admite ter ferido outras pessoas em ataques, mas sempre em autodefesa. Chegou a partir uma cadeira na cabeça de alguém, mas diz que nunca abordou minorias para as agredir.

Além de se assumir como gay, Wilshaw também fala da mãe judia. “Ela era em parte judia, o nome de solteira era Benjamin, temos sangue judeu desse lado”, afirmou, explicando que quando se inscreveu no Partido Nacional Britânico escreveu sobre o ódio que tinha contra os judeus, encarando esse termo como algo que define uma comunidade e não uma pessoa em particular.

Nessa época, nos anos 1980, segundo conta, tinha poucos amigos na escola e queria sentir que fazia parte de alguma coisa e que tinha um objetivo. “Achei que envolver-me neste tipo de coisas seria camaradagem”.

Article source: https://www.dn.pt/mundo/interior/neonazi-abandona-movimento-e-anuncia-que-e-gay-e-descende-de-judeus-8853388.html

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O Ministério da Justiça garantiu ainda que a frequência dos cursos de formação por magistrados aumentou nos últimos anos, com 245 magistrados em formação em 2017/2018, enquanto em 2016/2017 o número foi de 222 e em 2015/2016 de 175.

Quase 30 mil pessoas vítimas de violência doméstica, na maioria mulheres, foram apoiadas pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), entre 2013 e 2016, segundo dados hoje divulgados.

Em 2013, foram apoiadas 7.271 vítimas, em 2014, 7.238, em 2015, 7878, número que baixou para os 7.232 no ano passado, precisam as estatísticas da APAV divulgadas a propósito do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, que se assinala no sábado.

No total, neste período, a associação desenvolveu 29.619 processos de apoio a vítimas de violência doméstica, que se traduziram em 71.098 factos criminosos.

Em média, a APAV ajudou 20 vítimas de violência doméstica por dia. Do total das pessoas apoiadas, 25.341 eram mulheres (85,5%) e 4.128 homens (13,9%). Em 150 casos não é especificado o sexo das vítimas (0,51%).

Elisabete Brasil, da União de Mulheres Alternativas e Resposta (UMAR), disse, por sua vez, à Lusa que nove em cada dez vítimas de violência doméstica não pedem ajuda ao sistema público de apoio, por desconhecimento, isolamento ou dificuldades no acesso aos serviços.

“O que os grandes estudos a nível nacional e internacional dizem é que nem 10% das vítimas chegam aos sistemas de apoio” por diversas razões”, adiantou a diretora da área da violência da UMAR.

Os ministros da Justiça, da Presidência e Modernização Administrativa e da Administração Interna participam no sábado em Lisboa na Marcha Pela Eliminação de todas as Formas de Violência Contra as Mulheres

Com o lema “Contra a violência machista, age!”, a Marcha Pela Eliminação de todas as Formas de Violência Contra as Mulheres é organizada pela ANIMAR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local, Assembleia Feminista, Câmara Municipal de Lisboa, ILGA (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero) Portugal, Las Piteadas, Por todas Nós, PPDM (Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres), UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/vigilancia-eletronica-controla-mais-de-500-decisoes-judiciais-sobre-violencia-domestica-8942394.html

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“Todos apoiam os seus países”

A alternativa é o ponto de vista russo – e isso é assumido sem pudores por Anton Anisimov. “Todos os media apoiam a agenda dos seus países e são dependentes das suas fontes de financiamento. Se um jornal pertence a um fabricante de automóveis, não publica uma notícia a dizer que os carros dessa empresa são uma bosta”, aponta o diretor adjunto. Ou seja, o financiamento estatal, de 93 milhões de euros por ano (as restantes receitas da agência provêm dos subscritores dos serviços noticiosos), acaba por pesar.

Vasily Pishkov desdramatiza, dizendo que um órgão de comunicação social “independente” não é necessariamente um media “livre”: “Mesmo que não sejas dependente do governo, há um tipo algures que decide que salário recebes. E não há muita gente disposta a pagar por algo de que não gosta”, aponta. E Anton Anisimov assegura, ainda assim, que isso não condiciona demasiado o seu trabalho diário. “Se estamos a ser financiados, temos um certo nível de dependência. Mas não escondemos informação. Se o fizéssemos estaríamos a perder para os outros media”, refere.

O grau de comprometimento da Sputnik com o governo russo é frequentemente questionado. Não falta quem, por baixo do seu logo laranja e preto, entreveja a efígie de Vladimir Putin. Nem quem considere os seus serviços em 30 línguas (incluído português do Brasil) e redações espalhadas pelo mundo (do Rio de Janeiro a Pequim) um dos braços da “mais efetiva operação de propaganda do século XXI”, como lhe chamou o jornal norte-americano The New York Times. “Sabemos que dizem no Ocidente que fazemos propaganda. Nunca nos ouviram dizer que [as cadeias televisivas] BBC ou CNN também o fazem, nem dissemos às pessoas para não as verem. Simplesmente, é preciso ver a imagem completa”, reage Anton Anisimov.

Mais do que uma imagem incompleta, a Sputnik, assim como a estação televisiva RT (antes conhecida como Russia Today), é acusada de apresentar uma leitura distorcida da realidade – estando a ser investigada pelas autoridades norte-americanas, por alegadas tentativas de interferência nas eleições presidenciais dos EUA, em 2016 (caso que até levou a que o Twitter deixasse de aceitar publicidade da agência e da RT). Acusações similares surgiram, neste ano, durante as presidenciais francesas e as legislativas alemãs.

“RT e Sputnik foram agentes de influência que em diversas ocasiões espalharam notícias falsas sobre mim e a minha campanha”, queixou-se o presidente da França, Emmanuel Macron, após a agência noticiosa estatal russa ter divulgado uma entrevista em que Nicolas Dhuicq, deputado d”Os Republicanos (partido do candidato presidencial François Fillon), o acusava de ser homossexual e ter o apoio de um “riquíssimo lóbi gay”. “Nunca recebi um telefonema a dizer como devíamos cobrir as eleições francesas. Fomos acusados de tentar prejudicar Macron, mas tentámos ouvir os diferentes lados. Ele é que nunca aceitou os nossos pedidos de entrevista”, defende-se Anton.

“A verdade está algures no meio”

De resto, o tom e o comprometimento da agência são igualmente assumidos pelos outros repórteres da casa, nos seminários ministrados aos convidados. “Se a Sputnik é agressiva não é mais do que outros media são em relação a nós”, alega Irina Kedrovskaya, jornalista responsável pela secção de multimédia. “Nos conflitos modernos os jornalistas deixaram de ser vistos como neutros: são conotados com um dos lados”, contextualiza, por sua vez, Valery Melnikov, fotojornalista habituado a trabalhar cenários de guerra (Chechénia, Ossétia do Sul, Crimeia…), onde só é possível acompanhar um lado das trincheiras.

No fundo, a convicção mais comum é de que “a verdade está algures no meio”, entre a cobertura dos media ocidentais e dos russos. Isso mesmo diz Oleg Schechdrov, como conclusão antecipada de um workshop em que foi pedido aos convidados que comparassem as abordagens mediáticas ocidental e russa de dois assuntos, relacionados com o uso de armas químicas na guerra da Síria e a escalada de tensão entre EUA e Coreia do Norte.

O experiente jornalista, que ao fim de quatro décadas de carreira dá formação aos jovens quadros da Sputnik, censura o uso de “expressões emocionais” como “regime bárbaro de Assad” nos media ocidentais, mas não vende ilusões quanto à objetividade da cobertura russa. Schechdrov reconhece que se um repórter local tentasse fazer um acompanhamento imparcial e equilibrado de um tema como a disputa da Crimeia “o feedback seria muito negativo” – e lembra episódios de contestação popular à rádio Eco de Moscovo (cuja editora Tatiana Felguenhauer foi esfaqueada no mês passado). Para o veterano, é preferível uma vida “confortável”, escrevendo sobre temas “populares”, do agrado das massas: assim se veste, ali, a camisola da empresa onde se trabalha.

O jornalista viajou a convite da Rossotrudnichestvo (Agência Federal para a Comunidade de Estados Independentes, Compatriotas Que Vivem no Exterior e Cooperação Humanitária Internacional)

Em Moscovo

Article source: https://www.dn.pt/mundo/interior/sputnik-a-agencia-alternativa-que-da-voz-a-propaganda-russa-8928976.html

Goodman, de 33 anos, até já foi denominado a “consciência do movimento conservador” e demitiu-se após a “conduta imprópria”.

“Cristão. Americano. Conservador. Republicano”. Eram estas algumas das palavras que apareciam a definir Wes Goodman na sua página do Twitter, que é agora privada. A sua página de Facebook já não está sequer online, de momento.

No site da sua campanha, que também está agora offline, fala-se em valores baseados na família como “fonte da história do Ohio e chave para o futuro”. Várias vezes, Wes Goodman afirmou que o “casamento natural” acontece entre um homem e uma mulher.

“Os ideais de uma família com o amor de um pai e uma mãe, um casamento natural, e uma comunidade cuidadora são para tentar alcançar e proteger”, lê-se também.

O deputado, em comunicado, admitiu que se ia demitir e explicou os motivos. “Todos trazemos as nossas lutas pessoais para a vida pública. Isso também é verdade para mim e, sinceramente, arrependo-me das minhas ações, que me impediram de servir os meus eleitores e o nosso estado e de uma maneira que reflete os melhores ideais para o serviço público”, afirmou.

“Àqueles que desiludi, peço desculpa. Enquanto me dirijo para um novo capítulo da minha vida, peço privacidade para mim, a minha família e os meus amigos”, acrescentou.

Article source: https://www.dn.pt/mundo/interior/republicano-anti-gays-demite-se-apos-ser-apanhado-a-fazer-sexo-com-homem-8925493.html

Goodman, de 33 anos, até já foi denominado a “consciência do movimento conservador” e demitiu-se após a “conduta imprópria”.

“Cristão. Americano. Conservador. Republicano”. Eram estas algumas das palavras que apareciam a definir Wes Goodman na sua página do Twitter, que é agora privada. A sua página de Facebook já não está sequer online, de momento.

No site da sua campanha, que também está agora offline, fala-se em valores baseados na família como “fonte da história do Ohio e chave para o futuro”. Várias vezes, Wes Goodman afirmou que o “casamento natural” acontece entre um homem e uma mulher.

“Os ideais de uma família com o amor de um pai e uma mãe, um casamento natural, e uma comunidade cuidadora são para tentar alcançar e proteger”, lê-se também.

O deputado, em comunicado, admitiu que se ia demitir e explicou os motivos. “Todos trazemos as nossas lutas pessoais para a vida pública. Isso também é verdade para mim e, sinceramente, arrependo-me das minhas ações, que me impediram de servir os meus eleitores e o nosso estado e de uma maneira que reflete os melhores ideais para o serviço público”, afirmou.

“Àqueles que desiludi, peço desculpa. Enquanto me dirijo para um novo capítulo da minha vida, peço privacidade para mim, a minha família e os meus amigos”, acrescentou.

Article source: https://www.dn.pt/mundo/interior/republicano-anti-gays-demite-se-apos-ser-apanhado-a-fazer-sexo-com-homem-8925493.html

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Negros e hispânicos são particularmente afetados, bem como as pessoas da comunidade LGBT (Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero), sublinharam os investigadores, considerando que os resultados do seu estudo poderão ajudar as autoridades a abarcarem as dimensões do problema.

Muitos jovens indicaram serem sem-abrigo pela primeira vez, o que significa que é necessária uma ação rápida.

“Temos o dever coletivo de nos assegurarmos de que todos os jovens dispõem de uma oportunidade de vencer na vida, desde a mais tenra idade”, salientou Bryan Samuels, da Universidade de Chicago.

“Podemos debruçar-nos sobre as oportunidades falhadas na escola, no âmbito dos bairros e nos serviços públicos” para conter o fenómeno ao nível dos jovens”, acrescentou.

O estudo concluiu igualmente que a taxa de jovens sem-abrigo é semelhante nas zonas urbanas e rurais, ainda que eles sejam menos visíveis no campo.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/mais-de-quatro-milhoes-de-jovens-norte-americanos-sem-abrigo---estudo-8920151.html

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Negros e hispânicos são particularmente afetados, bem como as pessoas da comunidade LGBT (Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero), sublinharam os investigadores, considerando que os resultados do seu estudo poderão ajudar as autoridades a abarcarem as dimensões do problema.

Muitos jovens indicaram serem sem-abrigo pela primeira vez, o que significa que é necessária uma ação rápida.

“Temos o dever coletivo de nos assegurarmos de que todos os jovens dispõem de uma oportunidade de vencer na vida, desde a mais tenra idade”, salientou Bryan Samuels, da Universidade de Chicago.

“Podemos debruçar-nos sobre as oportunidades falhadas na escola, no âmbito dos bairros e nos serviços públicos” para conter o fenómeno ao nível dos jovens”, acrescentou.

O estudo concluiu igualmente que a taxa de jovens sem-abrigo é semelhante nas zonas urbanas e rurais, ainda que eles sejam menos visíveis no campo.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/mais-de-quatro-milhoes-de-jovens-norte-americanos-sem-abrigo---estudo-8920151.html

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Mulheres e homens ouvidos para o estudo relataram ter sido alvo de atos de violência homofóbica extrema, muitas vezes às mãos de membros da sua própria família que além dos abusos físicos os humilhou junto de vizinhos e comunidade em geral.

“Ataram-me às traseira de um carro e arrastaram-me pela estrada para que todos vissem”, contou uma das pessoas entrevistadas.

“O meu irmão atou-me, arrastou-me, tentou enforcar-me com uma mangueira e manteve-me num tanque cheio de água durante horas. Várias vezes tentei matar-me”, confessa outra.

Muitos dos entrevistados tiveram de ser hospitalizados várias vezes e outros a têm, ainda hoje, cicatrizes da violência que sofreram.

Comum a muitos dos relatos, especialmente de mulheres, é o facto de descreverem tentativas das suas famílias as ‘converterem’ à heterossexualidade com medidas “crueis”, incluindo serem obrigadas a beber sangue de galinha para “as limpar”.

Muitas mulheres relatam ter sido violadas por familiares com o objetivo de as ‘corrigir’.

“Fui violada pelo meu próprio tio que dizia que assim podia mudar a minha orientação sexual, forçando-me a relacionamento heterossexual. Eu fiquei grávida, mas consegui medicina tradicional e tive um aborto. Depois disso tive que fugir de casa e viver com amigos”, conta outra das mulheres ouvidas.

O estudo mostra que muitos dos membros da comunidade LGBT timorense ganham menos ou têm dificuldades em encontrar emprego, com as mulheres – já alvo de violência em Timor-Leste – a sentirem ainda mais na pela as dficuldades.

Ryan Silveiro, coordenador regional da ASEAN SOGIE Caucus, diz que este relatório sem precedentes quer ajudar a reforçar o movimento LGBTI em Timor-Leste, país que este ano realizou a sua primeira marcha do Orgulho.

“Embora existam esforços de advocacia em curso para promover os direitos das pessoas LGBTI, percebemos que as mulheres lésbicas, bissexuais e os homens transexuais são marginalizados. Este relatório coloca uma luz sobre seus problemas e procura ampliar os espaços políticos futuros para eles se envolverem”, explicou.

Iram Saeed, um dos autores do relatório, considerou a investigação um “esforço pioneiro na história de Timor Leste” que serve para dar a conhecer a realidade de uma comunidade que continua a sofrer violações aos seus direitos humanos.

“Está previsto utilizar os resultados em várias plataformas nacionais e regionais para aumentar a conscientização sobre questões de direitos LGBTI”, explicou.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/maioria-dos-lgbti-em-timor-leste-sofreram-violencia-incluindo-violacao-de-correcao----estudo-8907319.html

“Esse risco existe, efectivamente”, afirma Capoulas Santos. O risco é que os produtores, para aproveitarem a lei agora em vigor, avançarem com elevadas plantações de eucaliptos antes da entrada em vigor da nova lei, que trará limitações, mas só produzirá efeitos em Fevereiro do próximo ano.

 

Numa entrevista ao Diário de Notícias, publicada esta sexta-feira, 3 de Novembro, o Ministro da Agricultura lamenta que a lei não entre mais cedo em vigor, mas diz que isso é responsabilidade do Parlamento, que foi quem legislou.

 

Entretanto, o Executivo nada pode fazer a tem mesmo aprovado novas plantações, desde que cumprindo os requisitos actualmente exigíveis ao abrigo da lei em vigor, conhecida como “lei Cristas” que, lembra Capoulas Santos, “de alguma forma liberalizou a plantação de eucaliptos”.

 

A nova lei, recorde-se, que permitirá  a transferência de áreas de produção de eucalipto, de locais com maior risco de incêndio e menos produtivas, para outras zonas mais produtivas, mas mantendo-se, no computo final, as mesmas quantidades em termos de hectares plantados. Dessa forma, acredita o Governo, poderá ser contido o aumento de plantação desta espécie que, não sendo autóctone, é mais atreita a incêndios. 

Article source: http://www.jornaldenegocios.pt/economia/ambiente/detalhe/governo-admite-risco-de-corrida-a-plantacao-de-eucaliptos

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Mulheres e homens ouvidos para o estudo relataram ter sido alvo de atos de violência homofóbica extrema, muitas vezes às mãos de membros da sua própria família que além dos abusos físicos os humilhou junto de vizinhos e comunidade em geral.

“Ataram-me às traseira de um carro e arrastaram-me pela estrada para que todos vissem”, contou uma das pessoas entrevistadas.

“O meu irmão atou-me, arrastou-me, tentou enforcar-me com uma mangueira e manteve-me num tanque cheio de água durante horas. Várias vezes tentei matar-me”, confessa outra.

Muitos dos entrevistados tiveram de ser hospitalizados várias vezes e outros a têm, ainda hoje, cicatrizes da violência que sofreram.

Comum a muitos dos relatos, especialmente de mulheres, é o facto de descreverem tentativas das suas famílias as ‘converterem’ à heterossexualidade com medidas “crueis”, incluindo serem obrigadas a beber sangue de galinha para “as limpar”.

Muitas mulheres relatam ter sido violadas por familiares com o objetivo de as ‘corrigir’.

“Fui violada pelo meu próprio tio que dizia que assim podia mudar a minha orientação sexual, forçando-me a relacionamento heterossexual. Eu fiquei grávida, mas consegui medicina tradicional e tive um aborto. Depois disso tive que fugir de casa e viver com amigos”, conta outra das mulheres ouvidas.

O estudo mostra que muitos dos membros da comunidade LGBT timorense ganham menos ou têm dificuldades em encontrar emprego, com as mulheres – já alvo de violência em Timor-Leste – a sentirem ainda mais na pela as dficuldades.

Ryan Silveiro, coordenador regional da ASEAN SOGIE Caucus, diz que este relatório sem precedentes quer ajudar a reforçar o movimento LGBTI em Timor-Leste, país que este ano realizou a sua primeira marcha do Orgulho.

“Embora existam esforços de advocacia em curso para promover os direitos das pessoas LGBTI, percebemos que as mulheres lésbicas, bissexuais e os homens transexuais são marginalizados. Este relatório coloca uma luz sobre seus problemas e procura ampliar os espaços políticos futuros para eles se envolverem”, explicou.

Iram Saeed, um dos autores do relatório, considerou a investigação um “esforço pioneiro na história de Timor Leste” que serve para dar a conhecer a realidade de uma comunidade que continua a sofrer violações aos seus direitos humanos.

“Está previsto utilizar os resultados em várias plataformas nacionais e regionais para aumentar a conscientização sobre questões de direitos LGBTI”, explicou.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/maioria-dos-lgbti-em-timor-leste-sofreram-violencia-incluindo-violacao-de-correcao----estudo-8907319.html

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No julgamento, que decorreu esta semana, os procuradores referiram que Johnson usava uma banda cor-de-rosa na cabeça quando Sanders-Galvez e o seu primo o viram numa loja. Depois utilizaram o carro para perseguir Johnson até ao beco onde ocorreu o crime.

Sanders-Galvez, um aspirante a “rapper”, conhecido pela alcunha de “Lumni”, declarou em tribunal que não conhecia Johnson e que não o matou. Sander-Galvez é natural de St. Louis e tinha chegado a Burlington algumas semanas antes.

O seu primo, Jaron Purham, de 25 anos, será julgado mais tarde, Purham tem antecedentes criminais no Missouri após ter resistido à polícia numa detenção no ano passado.

As autoridades encontraram um revólver no veículo de Purham que se provou ter sido a arma do crime.

Article source: https://www.dn.pt/mundo/interior/homem-considerado-culpado-de-matar-adolescente-por-odio-de-genero-nos-eua-8893576.html

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No julgamento, que decorreu esta semana, os procuradores referiram que Johnson usava uma banda cor-de-rosa na cabeça quando Sanders-Galvez e o seu primo o viram numa loja. Depois utilizaram o carro para perseguir Johnson até ao beco onde ocorreu o crime.

Sanders-Galvez, um aspirante a “rapper”, conhecido pela alcunha de “Lumni”, declarou em tribunal que não conhecia Johnson e que não o matou. Sander-Galvez é natural de St. Louis e tinha chegado a Burlington algumas semanas antes.

O seu primo, Jaron Purham, de 25 anos, será julgado mais tarde, Purham tem antecedentes criminais no Missouri após ter resistido à polícia numa detenção no ano passado.

As autoridades encontraram um revólver no veículo de Purham que se provou ter sido a arma do crime.

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A madeirense Ana Cristina Santos, investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, é coordenadora do projecto europeu INTIMATE, primeira investigação comparativa sobre pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgénero e queer, e desde o primeiro momento quis associar-se ao Funchal Pride. No dia em que apresenta o projecto no seminário ‘Cidadania Fora do Armário’, a investigadora falou ao DIÁRIO sobre o projecto e sobre a importância de combater a discriminação que ainda existe.

Há quatro anos, o Conselho Europeu para a Investigação atribuiu ao projecto INTIMATE uma bolsa de 1,4 milhões de euros. Tem sido um apoio fundamental para o desenvolvimento do projecto que termina em 2019?

O INTIMATE – Cidadania, Cuidado e Escolha: micropolíticas da intimidade na Europa do Sul trata-se da primeira investigação comparativa sobre pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgénero e queer (LGBTQ) financiada inteiramente pelo Conselho Europeu para a Investigação. Tratando-se de um concurso muito competitivo, a atribuição é prestigiante e confere desde logo grande visibilidade ao estudo. Através deste financiamento realizámos 150 entrevistas em Portugal, Espanha e Itália sobre temas jamais estudados entre nós com este nível de detalhe – não-monogamias, conjugalidades, PMA e gestação de substituição, coabitação com amigas/os, escolha do nome da criança, redes de amizade e cuidado entre pessoas trans. Foi também este financiamento que nos permitiu nadar em contracorrente, criando 6 novos postos de trabalho na área da investigação sobre sexualidades em Portugal durante 5 anos, valorizando o potencial de investigadoras/es de elevadíssima qualidade na Europa do Sul. Temos neste momento três pessoas na equipa a fazerem doutoramentos sobre diversidade de género no desporto, bissexualidade e relacionamentos lésbicos. A aposta em investigadoras/es em início de carreira teve a vantagem adicional de construir uma escola de pensamento crítico, contribuindo para desmontar a narrativa biomédica e consolidar uma abordagem emancipatória e interdisciplinar no estudo das sexualidades a partir das Ciências Sociais.

A investigação nesta área continua ainda deficitária ou tem notado uma evolução positiva a esse nível?

A resposta institucional continua deficitária. Basta lembrar que os Estudos de Género em Portugal – uma área de demonstrada excelência e que mais tem contribuído para a modernização e internacionalização da investigação científica em Portugal – carece ainda de linhas de financiamento próprio, registando-se sérios problemas no que se reporta à equidade de género nos painéis de avaliação de concursos nacionais. Se olharmos para o panorama universitário português, são raros os cursos de mestrado ou doutoramento que colocam a diversidade sexual nos seus curricula, como se, apesar das mudanças legislativas, não existisse discriminação social e cultural ao nível da orientação sexual, identidade e expressão de género. Foi no sentido de promover mais e melhor apoio institucional para a investigação sobre género e sexualidades que formulámos o Parecer “Reforçar o Sucesso e a Excelência dos Estudos de Género em Portugal: recomendações ao nível de Políticas para a Ciência”, em articulação directa com as Secretárias de Estado Catarina Marcelino e Fernanda Rollo, e relativamente ao qual aguardamos consequências adequadas.

Por outro lado, e de sinal positivo, regista-se a transformação social, lenta mas consolidada, traduzida, por exemplo, no aumento significativo de estudantes que pretendem aprofundar os seus estudos em temas LGBTQ, de docentes que organizam sessões de prevenção e combate ao bullying em meio escolar, de profissionais de saúde que organizam encontros para reflectir sobre diversidade. E, informados pelo conhecimento académico e pelo trabalho activista, vemos já encorajadores sinais de mudança no poder Executivo e Legislativo, nomeadamente na Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade e no Ministério da Educação, cuja Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania, apresentada há duas semanas, integra a diversidade na sexualidade entre os domínios obrigatórios em pelo menos dois ciclos do ensino básico.

O que espera desenvolver até ao final do projecto?

Para além dos indicadores científicos previstos, e que incluem dois livros e dezenas de artigos em revistas da especialidade, o grande objectivo é contribuir para a transformação sociojurídica e evitar desperdícios de saber. Por outras palavras, importa que o conhecimento produzido na academia encontre plataformas de discussão e divulgação fora dela, para que possa ter utilidade real. É urgente fortalecer canais de comunicação com decisores políticos, nomeadamente com os ministérios e agentes no terreno, sobretudo nas áreas da saúde e da educação, onde se pode fazer a diferença na vida quotidiana das pessoas LGBTQ.

E depois da conclusão do INTIMATE? Tem já outro projecto em vista?

Já no início do próximo ano terá início o meu mais recente projecto (Comparing Intersectional Life Course Inequalities amongst LGBTQ Citizens in Four European Counties – CILIA LGBTQ), financiado pela Agência Europeia NORFACE entre 2018 e 2020. Incidindo sobre Portugal, Inglaterra, Escócia e Alemanha, o CILIA analisa o modo como a sexualidade, a identidade e expressão de género, a classe social, o estatuto de cidadania e a origem étnica afectam as desigualdades vividas pessoas LGBTQ ao longo da vida, incluindo a entrada na reforma. Espera-se que os resultados contribuam para políticas sociais informadas bem como para o desenvolvimento de agendas de investigação futuras financiadas no quadro de concursos nacionais e internacionais, visando combater as desigualdades em função do género e da orientação sexual.

Sendo madeirense, qual a sua opinião sobre a forma como os temas da sexualidade são tratados na Região?

A vulnerabilidade apenas se combate com políticas activas e sustentadas no tempo que promovam a visibilidade e o reconhecimento de direitos. Também na RAM, a diversidade sexual e/ou de género foi remetida, durante demasiado tempo, para a esfera privada, para o boato sussurrado, para o silêncio entre quatro paredes que apenas serve os propósitos de quem oprime. No contexto da insularidade, o confinamento geográfico e simbólico tem custos que importa contrariar com medidas de discriminação positiva, nomeadamente com apoio institucional a iniciativas como o Funchal Pride. É justamente por esta razão que o projecto INTIMATE decidiu apoiar o Funchal Pride, a par do apoio concedido pelo Executivo Municipal. Enquanto houver discriminação de forma diária e pública, a denúncia dessa discriminação não pode deixar de ser diária e pública. Não queremos, seguramente, contribuir para espaços inseguros, em que as pessoas são menos felizes por conta exclusivamente do preconceito de outrem. Pelo contrário, queremos lugares mais justos e inclusivos, que celebram os direitos humanos e o princípio da igualdade consagrado na nossa Constituição, lugares dos quais nos orgulhamos. Por isso, mais uma vez, o pessoal é político, e o privado é público. A diversidade sexual e de género não pode ficar remetida ao espaço privado, até porque o combate a todas as formas de violência – incluindo o sexismo, a homofobia e a transfobia – é uma responsabilidade que é de todas as pessoas. A Universidade tem um papel incontornável nessa responsabilidade social, como teremos oportunidade de discutir com todas as pessoas que quiserem marcar presença no Seminário INTIMATE Cidadania Fora do Armário, esta sexta-feira, às 18h30.

Article source: http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/enquanto-houver-discriminacao-tem-de-haver-denuncia-IX2132820

Um cruzeiro exclusivamente para gays vai partir de Lisboa, pela primeira vez, esta segunda-feira. De acordo com a notícia avançada pelo Diário de Notícias, o navio vai passar por Madeira, La Palma, La Gomera, Tenerife, Lanzarote e Gran Canaria nos próximos oito dias.

Segundo adiantou a organização ao referido jornal vão viajar 2200 pessoas, de 85 nacionalidades, sendo que 35 viajantes são portugueses.

Para Valerie Ruts, da organização do The Cruise, a escolha de Lisboa como ponto de partida está relacionda com a sua história, a comida e os “locais de divertimento” que oferece.

O DN indica que os viajantes – que pagaram no mínimo 1000 euros por pessoa – vão usufruir de duas festas temáticas por dia, excursões diurnas e tratamentos de beleza e spa.

VEJA O VÍDEO PROMOCIONAL AQUI:

Article source: https://radioregional.pt/maior-cruzeiro-gay-parte-lisboa/

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Segundo a autora, trata-se de “um reflexo natural do que se passa na sociedade”. “Porquê deixar de fora uma realidade que é cada vez mais presente no nosso dia-a-dia, quando, hoje, as pessoas já podem ser elas mesmas, sem necessidade de se esconderem atrás de um qualquer disfarce? Parece-me evidente que a ficção não pode ficar alheia a isto”, afirma. Reconhecendo que “estas temáticas ainda geram algum desconforto junto de uma parte da população”, Maria João Costa considera que “nunca é de mais aproveitar todas oportunidades para pôr os portugueses a pensar”.

Ana Cristina Santos, investigadora em Estudos de Género no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, destaca que “introduzir personagens diversas em termos de género e orientação sexual e relacional é parte de um processo mais amplo de mudança cultural, de reconhecimento da diversidade e de valorização positiva das diferenças”.

O início de um caminho

Paulo Corte-Real, ex-presidente da ILGA (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero), lembra que “durante muito tempo houve silenciamento das pessoas lésbicas, gay, trans e bissexuais, que não tinham possibilidade de se afirmar no espaço público e não se viam representadas na ficção nem em trabalhos documentais”. Mesmo na esfera privada, lamenta, as pessoas “continuam a omitir as relações que têm, a controlar manifestações públicas de afeto”. Recentemente, prossegue, “tem havido o início de um processo de representação”, tanto na televisão como no cinema.

Este é, segundo o ativista, apenas “o início de um percurso”, que ajuda a mudar mentalidades. “Ao compreendermos melhor a realidade, emitimos mais facilmente juízos de valor. Temos vivido numa espécie de ficção da inexistência de todas estas pessoas. O confronto com a realidade ajuda a pensar duas vezes”, afirma. Por outro lado, estas representações revelam-se importantes “para que as pessoas se possam até construir identitariamente”. Uma opinião partilhada por Isabel Advirta, que foi a primeira mulher presidente da ILGA. “É muito importante que os jovens que estão a sair do armário liguem a televisão na TVI ou na SIC e vejam a normalização das relações, que não se sintam estranhos.”

As gerações anteriores não tiveram essa possibilidade. Isabel recorda-se de “crescer num país onde não havia referências aos casais do mesmo sexo” e, quando existiam, eram em tom jocoso. “É bom que se reveja na ficção aquilo que é a realidade, porque isso vai trazê-la para mais perto das pessoas.” Desta forma, explica, “pais, avós, familiares de jovens que estão a descobrir-se como LGBT, com a identificação com estas histórias, não vão ter um choque tão grande quando o filho, o neto, ou o sobrinho disser que é gay, porque foram incorporando a normalidade”. A representação na TV ainda está, contudo, aquém da realidade. “Era preciso que uma em cada dez personagens de uma telenovela fossem gays, lésbicas ou bissexuais, mas ainda estamos muito longe de isso acontecer”, diz Paulo Corte-Real.

Mulheres lésbicas surgem pouco

Apesar dos progressos conseguidos nos últimos anos, os dois ativistas lamentam, no entanto, que existam muito poucos exemplos de mulheres lésbicas na ficção. “É o reflexo da própria sociedade, na qual as lésbicas são remetidas para segundo plano”, indica Isabel Advirta, destacando que “há muito a fazer ao nível LGBT, mas também de feminismo”. Paulo Corte-Real diz que a expectativa é que haja uma representação cada vez maior, “mas marcando a diversidade em termos de géneros, idades, origens étnicas. Esse é um caminho que tem de ser feito”. E com algum cuidado, já que, diz a investigadora Cristina Santos, “enquanto houver homofobia e transfobia, a representação ficcionada deve ser eticamente responsável, evitando-se imagens estereotipadas e estigmatizantes da sexualidade ou do género”. Segundo a coordenadora do projeto europeu INTIMATE, “a ficção portuguesa tem registado uma evolução positiva, tendo já recebido reconhecimento por parte de associações que trabalham contra a violência sexual e de género”.

Article source: https://www.dn.pt/sociedade/interior/personagens-lgbt-nas-telenovelas-sao-convite-a-reflexao-8843955.html

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Tudo começou quando Cara, que é bissexual, recebeu uma chamada “estranha e desconfortável” de Harvey Weinstein. “Estava a trabalhar num filme e recebi uma chamada de Harvey Weinstein a perguntar se tinha dormido com alguma das mulheres com quem fui vista nos media”, contou. “Foi uma chamada muito estranha e desconfortável… Não respondi a nenhuma das perguntas e tentei livrar-me daquilo”.

“Ele disse que se eu fosse gay ou decidisse estar com uma mulher em público, jamais conseguiria o papel de uma mulher hétero ou conseguir ser atriz em Hollywood”, continuou.

“Um ou dois anos depois”, Cara foi a uma audição para um filme. A atriz e Harvey Weinstein estavam no lobby de um hotel e ele convidou-a para irem para um quarto.

“Senti-me muito impotente e assustada, mas não queria demonstrar isso porque podia estar errada”, diz a jovem.

Ele pediu para eu e ela nos beijarmos

“Eu recusei logo e perguntei à sua assistente se meu carro estava do lado de fora. Ela disse que não e que ia demorar, e que eu deveria ir para o quarto dele. Quando cheguei [ao quarto], fiquei aliviada por encontrar outra mulher e pensei imediatamente que estava segura”.

Contudo, Weinstein tentou fazer sexo a três com Cara e a outra mulher. “Ele pediu para eu e ela nos beijarmos e ela começou a avançar na direção dele”.

“Eu levantei-me rapidamente e perguntei se ele sabia que eu cantava. E comecei a cantar… Achei que aquilo melhoraria a situação… Mais profissional… Como um teste… Estava muito nervosa”, contou a atriz.

“Depois de cantar, eu disse mais uma vez que precisava de ir embora. Ele acompanhou-me até à porta, parou à minha frente e tentou beijar-me na boca. Eu parei-o e consegui sair do quarto”.

Depois de tudo, Cara sentiu-se culpada por ter ficado com o papel no filme. “Também fiquei aterrorizada por este tipo de coisas ter acontecido com tantas mulheres que eu conheço e nenhuma delas ter falado sobre isso por terem medo”, escreveu a atriz.

“Quero que as mulheres saibam que ser assediada, abusada ou violada nunca é culpa delas, e não falar sobre isso irá causar sempre um dano maior do que se contar a verdade”, escreveu Cara noutra publicação.

Harvey Weinstein é uma das figuras mais importantes do cinema de Hollywood, estando ligado às produtoras Miramax e Weinstein Company, responsáveis por filmes como Sexo, Mentiras e Vídeo, O Paciente Inglês, Pulp Fiction ou Shakespeare in Love. Weinstein foi afastado da companhia que fundou, na sequência deste escândalo.

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Orgulho, não apenas gay, mas sobretudo orgulho por as pessoas poderem manifestar-se livremente e sem as ‘amarras’ do passado, numa terra fechada sobre si própria e os seus medos, o medo do desconhecido. Terá sido assim que sentiram as cerca de três centenas de pessoas que, ontem à tarde, fizeram a primeira marcha ostentando as cores do arco-íris, por algumas artérias do centro do Funchal, quebrando um silêncio e registando na história o direito a viverem em diversidade.

Iniciativa de algumas Organizações Não-Governamentais, a 1.ª Marcha do Orgulho LGBTI+ do Funchal, decorreu de forma pacífica, desde a concentração, passando por algumas ruas centrais e mais movimentadas da tarde de sábado e terminando no Jardim Municipal, com muitas palavras de ordem e reivindicação dos direitos da população lésbica, gay, bissexual, transexual, intersexo e outros.

Muitos cartazes com mensagens claras contra a homofobia e a liberdade sexual e, tal como é habitual em todo o tipo de concentrações e manifestações, a Polícia de Segurança Pública esteve sempre a acompanhar e a ordenar o trânsito, mas também a fazer uma espécie de ‘raio x’ do evento, registando tudo para posterior relatório.

A marcha, como referido, correu de forma pacífica, inclusive despertando reacções positivas de muitos dos que estavam no seu trajecto, madeirenses, mas sobretudo turistas estrangeiros nas esplanadas e cafés. Mas também muitas ‘bocas’ em surdina, como é habitual em mentalidades ainda pouco despertas para a diversidade. Aliás, o apelo e a afirmação da diversidade foi bem patente nos vários discursos dos organizadores, a que se seguiu um arraial no Jardim Municipal com a actuação de alguns artistas.

‘Funchal Pride’ pelo direito à diferença

O denominado ‘Funchal Pride’ foi, de facto, momento histórico a que se associaram todos os que quiseram e não tiveram problemas em expressar a sua opinião e orientação sexual, e as palavras de ordem, com destaque para os “Nem menos, nem mais, direitos iguais”, “Anda para o meio, sai do passeio”, “Sim, sim, sim, somos assim” e “Mulheres unidas, nunca oprimidas”, entre outros, foram ditos e repetidos para todos ouvirem.

Emanuel Caires, coordenador do núcleo da Rede Ex Aequo no Funchal, criado em Junho do ano passado, lembra que “estas questões não são muito visíveis”, uma vez que as pessoas sofrem um conjunto de pressões sociais, laborais e até mesmo culturais, para que as suas identidades de género ou sexuais sejam postas dentro do armário, na invisibilidade, no isolamento e, muitas vezes, por consequência do insulto”, atirou, pedindo uma “discussão séria, rigorosa e sem preconceitos e discriminações”.

Activista histórico em mais um momento histórico

António Serzedelo, aos 72 anos de idade, presidente da Opus Gay, é o mais antigo activista da causa homossexual em Portugal e não quis faltar a um momento histórico. Ele que, nos primeiros dias de Maio de 1974, logo após a Revolução de 25 de Abril, foi coautor do manifesto “Liberdade para as Minorias Sexuais”, publicado a 13 de Maio no Diário de Lisboa e no Diário de Notícias.

Serzedelo esteve no Funchal e na frente da marcha não se poupou a dizer o que pensa: “Na Madeira, lamento dizê-lo, mas o jardinismo perseguiu violentamente, com palavras, as minorias sexuais. Isto [o Funchal Pride] é uma machadada nesse jardinismo triunfante de amiguismo, graças a duas ou três forças.” Elogio à CMF, o PS e o BE, citou. E ainda atirou: “Nestes últimos anos a mentalidade tem mudado muito, sobretudo com a malta nova. Os homens e as pessoas da minha idade ainda estão muito no armário. Compreendo porque levamos 30 ou 40 anos com o fascismo em cima a dizer que era errado, que devíamos ter vergonha, que não deveríamos ter este comportamento e até com perseguições políticas, sociais, religiosas, etc.”

Além da Rede Ex Aequo, o ‘Funchal Pride’, contou com apoios e participação da Associação Abraço, da APF – Associação para o Planeamento da Família, da Fundação Portuguesa ‘A Comunidade Contra a Sida’, o grupo Mad le’s Femme, a Câmara Municipal do Funchal, do projecto de investigação Intimate, da UMAR – União Alternativa de Mulheres e Resposta, da referida Opus Gay e do NAIF – Núcleo da Amnistia Internacional do Funchal.

Cada vez mais unidos pelo mesmo sexo

Nunca se tinham celebrado tantos casamentos entre pessoas do mesmo sexo como no ano passado. Aliás, comparando com o ano anterior registou-se um aumento de 125%. Em 2015, face ao ano anterior, também tinha sido registado um aumento de 100% dos casamentos civis entre homens ou entre mulheres. O que significa que em dois anos o número dos também denominados casamentos gay dispararam 350%.

Na prática, os 18 casamentos entre pessoas do mesmo sexo (10 entre homens e 8 entre mulheres) representaram 2,1% dos 861 casamentos celebrados na RAM em 2016, contra 1% (4 para cada sexo) dos realizados (793) em 2015. Outra nota de realce é que o aumento de casamentos entre pessoas do mesmo sexo acompanha o aumento de casamentos entre sexos opostos ou total de casamentos celebrados na Região. Em 2014, a percentagem tinha sido de 0,53% (4 de um total de 753) e em 2013 de 1,38% (11 em 793), em 2012 de 0,36% (3 em 820), em 2011 de 1,1% (10 em 900) e 2010 de 0,87% (9 em 1.031), sendo que nestes dois primeiros anos deu-se o facto de se estar ainda no início da aplicação da nova lei para a igualdade.

Se a média nestes sete anos de nove casamentos entre pessoas do mesmo sexo se mantiver, ou mesmo se tivermos em conta que no ano passado bateu-se o recorde de uniões legais no registo civil entre dois homens ou duas mulheres, no total de 18, então podemos aferir que o número de casamentos do género já terá ultrapassado as sete dezenas ainda com 2017 por completar.

Nota para o facto de ao longo destes sete anos, apenas terem ocorrido três divórcios, o que dá uma média de um casamento rompido por cada 21 realizados nestes sete anos. No mesmo período de tempo, registaram-se 5.888 casamentos e 4.406 divórcios entre pessoas de sexo oposto, o que dá uma média de 1,33 casamentos por cada divórcio.

Article source: http://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/o-silencio-foi-quebrado-numa-marcha-historica-HF2142797

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O responsável denunciou, por outro lado, a existência de pressões “sociais, laborais e culturais” que, depois, resultam “invisibilidade” e no “isolamento” das pessoas.

“Na Rede Ex Aequo, temos um projeto, que é o projeto de Educação LGBTI, onde temos denúncias sobre factos que acontecem na Madeira, onde jovens LGBTI em ambiente escolar são vítimas de discriminação homofóbica, bifóbica e transfóbica”, disse, sublinhando que o mesmo ocorre em estabelecimentos noturnos.

A primeira Marcha do Orgulho LGBT no Funchal contou com a participação de muitos jovens, que percorrem algumas ruas do centro da cidade, entre o Largo do Município e o Jardim Municipal, empunhando bandeiras com as cores do arco iris, cartazes com dizeres anti discriminação e gritando palavras de ordem como “Nem menos, nem mais, direitos iguais” e “Sim, sim, sim, somos assim”.

Jade Santos, um dos jovens que integrou o desfile, envergando um vestido verde, revelou que ainda sente “muita discriminação” por ser transsexual e considerou que tal resulta, sobretudo, do “medo” e da “falta de informação” que persiste na sociedade madeirense.

“Mas já está a mudar. O progresso já está a chegar”, salientou.

O evento organizado pela Rede Ex Aequo, com a designação geral de Funchal Pride, conta com a participação da Associação Abraço, a APF – Associação para o Planeamento da Família, a Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra a Sida” e o grupo Mad le’s Femme.

A Câmara Municipal do Funchal também deu apoio à iniciativa, bem como o projeto de investigação INTIMATE, sediado no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

Na primeira Marcha do Orgulho LGBTI do Funchal, participaram ainda elementos da UMAR – União Alternativa de Mulheres e Resposta, da Opus Gay e do NAIF – Núcleo da Amnistia Internacional do Funchal.

“Em Portugal, nestes últimos anos, a mentalidade tem mudado muito, sobretudo com a malta nova. As pessoas da minha idade ainda estão muito no armário”, disse o presidente da Opus Gay, António Serzedelo, vincado que a marcha LGBTI não é “propaganda à homossexualidade”, mas apenas uma forma de “dizer que deve ser tratada em termos igualdade com a heterossexualidade, com a bissexualidade ou com quem quer ser virgem”, porque todas as situações são “respeitáveis”.

Article source: https://www.dn.pt/lusa/interior/cerca-de-300-pessoas-participaram-na-primeira-marcha-do-orgulho-lgbti-no-funchal-8826304.html

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“O Egito deve parar imediatamente esta repressão contra um grupo vulnerável, só porque agitaram uma bandeira”, considerou em comunicado a diretora da HRW para o Médio Oriente e Norte de África, Sarah Leah Whitson.

A ONG recorda que, a 04 de outubro, seis pessoas foram condenadas a entre um e seis anos de cadeia, acusadas de “libertinagem” e de “incitar a libertinagem”, e mais pessoas estão a aguardar decisão judicial para os dias 12 e 29 de outubro, devido à sua orientação sexual.

A HRW também sublinhou que várias ONG egípcias denunciaram que pelo menos seis detidos foram forçados a passar por um exame anal feito por um médico, supostamente para determinar os seus hábitos sexuais.

Paralelamente, a HWR condenou o comunicado difundido a 30 de setembro pelo Conselho Supremo para a Regulação dos Media, que decidiu proibir “a promoção e a difusão de lemas homossexuais”, assim como o aparecimento de homossexuais nos media.

“Dada a massiva campanha de detenções e o clima de medo, informar de maneira objetiva sobre este assunto e dar voz à comunidade LGBT é mais importante do que nunca”, acrescentou Whitson.

Article source: http://www.dn.pt/lusa/interior/human-rights-watch-denuncia-campanha-repressiva-no-egito-contra-comunidade-lgbt-8823566.html

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À direita, o capitão na reserva Jair Bolsonaro, defensor do uso de armas, simpatizante do período conhecido como ditadura militar e considerado inimigo da comunidade LGBT, está nos Estados Unidos a conversar com setores ligados à alta finança. O objetivo é demonstrar que, apesar das ideias radicais no campo social, será melhor opção para os donos do capital do que Lula, o único que o precede nas sondagens.

O prefeito de São Paulo João Doria sofreu um revés ao surgir empatado com Geraldo Alckmin, governador de São Paulo. Até agora, as pesquisas eram o seu principal argumento para ser o escolhido dos “tucanos”, como são conhecidos os militantes do PSDB, em vez de Alckmin.

Doria, que vem sendo criticado por passar mais tempo em pré-campanha pelo Brasil do que em São Paulo, vai capitalizar a sua imagem no Círio da Nazaré, um dos maiores eventos religiosos do mundo, ao lado da estrela local Fafá de Belém. O candidato sublinha que viaja no seu avião particular e não à custa do contribuinte – para marcar a diferença, o mais recatado Alckmin faz questão de usar voos comerciais e ir para a fila como os demais passageiros.

A correr por fora no campo da direita está Henrique Meirelles, cujas possibilidades dependem da instável economia brasileira. Ministro das Finanças de Temer – e influente presidente do Banco Central na Era Lula – é elogiado pelas elites mas quase desconhecido no Brasil profundo. Contra isso, vem namorando os evangélicos, ou seja, 30% dos brasileiros.

Observadores acreditam porém que há espaço para um nome surpresa dada a forte taxa de rejeição aos candidatos conhecidos – nesse item, Lula também lidera com 42% de cidadãos que não votam nele em nenhuma circunstância. Os juízes Barbosa e Moro e o apresentador de TV Luciano Huck, cujo nome foi citado até pelo antigo presidente Fernando Henrique Cardoso, são os mais falados.

São Paulo

Article source: https://www.dn.pt/mundo/interior/lula-ainda-mais-a-frente-a-um-ano-das-presidenciais-8825275.html